Segunda, 22 Dezembro 2014
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Gripe das aves: Kofi Annan pede ajuda suplementar destinada aos países pobres

Perante o rápido avanço da gripe das aves no mundo, o Secretário-Geral das Nações Unidas lançou hoje um apelo a um aumento da ajuda aos países pobres, particularmente em África, a fim de os ajudar a lutar contra o vírus.


“Em Janeiro passado, em Beijing, a Conferência Internacional deDoadores para a Gripe das Aves e Humana permitiu receber promessas de doações e de empréstimos no valor de 1,9 mil milhões de dólares” Entretanto, as necessidades que foram surgindo fazem com que seja realmente necessário concretizar essas promessas o mais rapidamente possível, sublinhou Kofi Annan, numa mensagem transmitida hoje pelo seu porta-voz.


“Tendo em conta os desafios crescentes que os países pobres vão ter de enfrentar, os doadores devem preparar-se para mobilizar recursos suplementares”, acrescentou.


De regresso de uma viagem a África, o Secretário-Geral disse que pôde comprovar que as necessidades eram aí mais prementes do que em qualquer outra parte: “há uma necessidade vital e imediata de conhecimentos especializados, de fundos, de meios de transporte e de equipamento. Agora que há a confirmação da presença do vírus H5N1 em quatro países africanos, estas necessidades vão tornar-se cada vez mais urgentes”.


“O vírus ameaça o mundo inteiro. Não conhece fronteiras. É nossa responsabilidade colectiva assegurarmos que todos os países – tanto os ricos como os pobres - estejam protegidos e preparados. A família das Nações Unidas fará tudo o que estiver ao seu alcance para isso”, concluiu o Secretário-Geral.


Desde Dezembro de 2003 que o vírus H5N1 infectou 186 pessoas no mundo. Cento e cinco dentre elas morreram.


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a pandemia atinge apenas os animais, só raramente infectando seres humanos. Por enquanto, ainda não há nenhum sinal de uma mutação do vírus que permita a transmissão entre seres humanos. Mas, no caso de essa mutação se realizar, não nos será dado o luxo de nos prepararmos, avisou recentemente David Nabarro, Coordenador das Nações Unidas para a Gripe das Aves. “Precisamos de nos preparar, como se a pandemia fosse uma certeza”, sublinhou.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 29/03/2006).




ONU quer promover a paridade de género nas operações de manutenção da paz

Um número muito reduzido de mulheres participa nas operações de manutenção da paz das Nações Unidas, comprovaram os representantes dos países que contribuem com tropas e os do Departamento de Operações de Manutenção da Paz das Nações Unidas, que se reuniram durante dois dias, em Nova Iorque, para abordar este tema.


Foi a primeira vez que se realizou um encontro deste tipo. “Um número muito reduzido de mulheres é colocado no terreno em missões de manutenção da paz e isto ameaça a nossa credibilidade”, sublinhou Comfort Lamptey, Assessora para a Igualdade de Género no Departamento das Operações de Manutenção da Paz, numa conferência de imprensa.


A presença de mulheres entre as forças militares e de segurança permite às missões serem mais eficazes, facilitando o acesso mais fácil às mulheres das populações locais, acrescentou.


“Na Libéria, por exemplo, a presença de mulheres fardadas no seio da missão da ONU permitiu a desmobilização de mais de 20 mil mulheres ex-combatentes, o que não teria sido possível sem a presença de pessoal feminino”. Uma maior presença de mulheres no terreno permite igualmente limitar os riscos de exploração sexual pelo pessoal das operações de manutenção da paz.


Actualmente, somente 1% do pessoal militar das operações de manutenção da paz é constituído por mulheres. A proporção é de 4%, no que se refere ao pessoal da polícia.


O encontro organizado em Nova Iorque teve como objectivo sensibilizar os países que contribuem com tropas para a necessidade de incluir mulheres entre os elementos que disponibilizam.


Segundo uma sondagem efectuada pelo DPKO, os países que contribuem com tropas incluíram cerca de 10% de pessoal feminino entre as suas tropas. “Este número é reduzido, mas oferece uma margem de progressão para ultrapassar o nível actual no seio das missões de manutenção da paz”, disse Nana Effah-Appenteng, representante do Gana junto das Nações Unidas e presidente do encontro.


Se os esforços a realizar forem consideráveis, os países vão começar a seguir esta linha, disse Mark Kroeker, assessor da polícia das Nações Unidas, sublinhando o próximo envio de agentes de polícia do sexo feminino para a Índia e a Jordânia.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 29/03/2006).


O acesso à terapia contra o VIH a nível mundial triplicou nos últimos dois anos mas subsistem dificuldades

O acesso ao tratamento do VIH nos países de rendimento baixo e médio mais do que triplicou nos últimos dois anos e 1,3 milhões de pessoas já estão a ser tratadas. Foi nas regiões mais afectadas pela epidemia que se registaram maiores progressos, mas estes progressos, embora bem-vindos, continuam a estar aquém da meta ambiciosa das Nações Unidas, afirma a Organização num novo relatório divulgado hoje.


Descrevendo a fase final da estratégia «3 até 2005», lançada em 2003 com o objectivo de alargar o acesso à terapia contra o VIH a 3 milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento, o relatório preparado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH/SIDA (ONUSIDA) também diz que as lições aprendidas nos últimos dois anos servirão de base às acções que irão continuar a ser desenvolvidas a nível mundial com vista a assegurar o acesso universal ao tratamento do VIH até 2010.


"Há dois anos, não havia apoio político nem recursos suficientes para uma intensificação rápida dos tratamentos contra o VIH", afirmou o Dr. Lee Jong-wook, Director-Geral da OMS. "Hoje, a iniciativa «3 até 2005» já ajudou a gerar empenhamento político e auxílios financeiros, permitindo alargar significativamente o acesso ao tratamento. Esta mudança fundamental em termos de expectativas significa que podemos acalentar a esperança de vir a debelar outras doenças para além da SIDA".


Durante o período de aplicação da estratégia «3 até 2005», países de todas as regiões do mundo realizaram progressos substanciais em termos de reduzir a diferença entre o número de pessoas que necessitam de tratamento com anti-retrovirais e o número daquelas que o estão a receber, afirma o relatório da OMS/ONUSIDA, acrescentando que 18 países em desenvolvimento alcançaram a meta da estratégia de garantir o tratamento de pelo menos metade das pessoas que dele necessitam até ao fim do ano passado.


"Entre 2003 e 2005, o total de despesas com a SIDA a nível mundial aumentou de 4,7 mil milhões de dólares para aproximadamente 8,3 mil milhões (...). Durante o mesmo período, o preço do tratamento de primeira linha diminuiu entre 37% e 53%, conforme o regime utilizado", diz o relatório.


"Entre finais de 2003 e 2005, registou-se um aumento do acesso ao tratamento contra o VIH em todas as regiões do mundo. A África ao Sul do Sara, o Leste e Sudeste Asiático e a Ásia Meridional, as regiões mais afectadas pela epidemia, foram aquelas que fizeram progressos mais rápidos e constantes".


Contudo, apesar dos êxitos registados, o relatório também afirma que a estratégia «3 até 2005» ficou aquém das ambições iniciais. Entre os obstáculos à intensificação do tratamento e prevenção da SIDA o relatório refere os condicionamentos impostos à aquisição e fornecimento de medicamentos, material de diagnóstico e outros produtos, bem como a falta de recursos humanos e outras "vulnerabilidades críticas" dos sistemas de saúde.


"A falta de informação adequada sobre a doença e a estigmatização das pessoas que vivem com o VIH continuam a prejudicar as acções de prevenção, prestação de cuidados e tratamento em toda a parte", disse o Dr. Peter Piot, Director Executivo do ONUSIDA. "Se queremos vencer a epidemia de SIDA, temos de combater a estigmatização e assegurar que os fundos disponíveis sejam despendidos eficazmente com vista a intensificar os programas de prevenção, prestação de cuidados e tratamento, e é necessário mobilizar mais recursos".


A ONUSIDA calcula que, para o período de 2005-2007, são necessários mais 18 mil milhões de dólares para complementar os fundos actualmente disponíveis, e que, até 2008, serão necessários pelo menos 22 mil milhões de dólares por ano para financiar programas nacionais abrangentes de prevenção, prestação de cuidados e tratamento.


O relatório realça as lições aprendidas desde 2003 no que se refere ao tratamento do VIH, referindo a necessidade de mais recursos e de financiamentos sustentáveis, e observa que a ONUSIDA e a OMS estão a intensificar os seus esforços para combater o flagelo mundial da SIDA.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 28/03/2006).


Presidente da Assembleia Geral faz levantamento dos progressos em matéria de reforma da ONU

Na sequência da duramente conquistada criação de um Conselho de Direitos Humanos, as próximas prioridades da 60ª. sessão da Assembleia Geral da ONU incluem a reforma da gestão da Organização, do Secretariado e do Conselho Económico e Social (ECOSOC), afirmou o Presidente da Assembleia.


Há tarefas pendentes relativas ao novo Conselho de Direitos Humanos, cujos membros serão eleitos a 9 de Maio, bem como à Comissão de Consolidação da Paz, criada em Dezembro, cujo Comité Organizacional está ainda por formar, disse o Presidente Jan Eliasson numa carta, datada de 24 do corrente, em que faz o levantamento dos progressos no domínio da reforma iniciada pela Cimeira Mundial 2005.


“Estou muito grato pela energia e empenhamento investidos na resolução histórica sobre o Conselho de Direitos Humanos”, disse Jan Eliasson na carta. “Sei que estais dispostos a envolver-vos activamente nos processos de reforma em curso e no seguimento da Cimeira Mundial”.


Manifestando esperança de que haja flexibilidade no debate sobre as áreas de um projecto de resolução sobre o ECOSOC que poderiam suscitar problemas, descreveu as iniciativas em curso sobre a acção na esfera do desenvolvimento.


Sobre o Secretariado e a reforma administrativa, exortou os Estados-membros a analisarem as propostas formuladas pelo Secretário-Geral no seu relatório Investing in the United Nations, descrevendo-o como “um relatório importante” para um momento importante e dizendo que há uma concordância geral em torno da ideia de que exige medidas rápidas.


“Apelo, pois, a todos os Estados-membros, para que adoptem uma abordagem construtiva e prática em relação a questões de procedimento para que tanto as questões políticas como as questões orçamentais, financeiras e administrativas possam ser consideradas da maneira apropriada”, disse.


A reforma em matéria de mandatos, a coerência a nível de todo o sistema e uma convenção global sobre terrorismo são alguns dos elementos do seguimento da Cimeira Mundial que merecem agora especial atenção, o mesmo se podendo dizer acerca da intensificação da acção sobre o VIH/SIDA e o ambiente, disse o Presidente da Assembleia Geral.


A porta-voz do Presidente Assembleia Geral anunciou hoje que o Sr. Eliasson fora nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros da Suécia, devendo assumir funções a 24 de Abril, ao mesmo tempo que continuará a exercer o cargo de Presidente da Assembleia Geral.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 27/03/2006).


Louise Arbour saúda uma “revolução silenciosa” em matéria de direitos humanos

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Louise Arbour, saudou hoje a “revolução silenciosa” em curso neste domínio, que culminou na criação do Conselho de Direitos Humanos, a 15 de Março, “um momento histórico”.


Louise Arbour usava da palavra em Genebra, na última reunião da Comissão de Direitos Humanos, cuja extinção foi decidida a 23 de Março, que será substituída pelo novo Conselho criado pela Assembleia Geral no passado dia 15.
Recordou uma série de decisões recentes que “permitiram voltar a colocar os direitos humanos no seu lugar, no centro das Nações Unidas”.


“Os direitos humanos foram reconhecidos como um dos três pilares do sistema das Nações Unidas. Os Estados-membros aprovaram, na Cimeira Mundial de Setembro de 2005, o dever de proteger as populações contra os genocídios, os crimes de guerra, a limpeza étnica e os crimes contra a humanidade”.


O direito ao desenvolvimento foi explicitamente recordado. Pela primeira vez, foi estabelecido um mandato intergovernamental para tornar os direitos humanos uma questão central. Além disso, a educação no domínio dos direitos humanos foi reconhecida. As necessidades especiais dos Estados que acabam de sair de um conflito foram também reconhecidas com a criação da Comissão da Consolidação da Paz.


A esta série de compromissos juntou-se ainda o de duplicar o orçamento do Alto Comissariado para os Direitos Humanos.
Mas, para além destes progressos e das reformas institucionais, o impacte real nas populações dependerá de uma profunda transformação cultural que os deves acompanhar, sublinhou Louise Arbour.


“A protecção dos direitos humanos avançará num ambiente de franca e rigorosa cooperação. Não será possível fazer quaisquer progressos num clima de desconfiança ou se cada um se preocupar com os seus interesses”, acrescentou.


Louise Arbour sublinhou que a primeira oportunidade de dar vida ao novo Conselho surgirá a 9 de Maio, com a eleição dos seus primeiros membros. “É uma oportundiade que ninguém – nem os candidatos nem o eleitorado – deve perder”.


A Alta Comissária aproveitou a última reunião da Comissão de Direitos Humanos para saudar o trabalho por esta realizada durante os seus sessenta e dois anos de existência, ainda que, “plenamente conscientes dos seus defeitos, acolhamos a chegada do seu sucessor”.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 27/03/2006)


69º Aniversário da Organização das Nações Unidas assinalado em Lisboa e Porto

UNDAY-PT

O ano de 2014 em revista

Da crise na Síria e na Ucrânia até o esforço global contra o ebola, entre outros eventos que marcaram o ano, a Retrospectiva da ONU 2014 relembra acontecimentos globais destacados na imprensa internacional – e também aqueles que foram esquecidos por grande parte da opinião pública.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.