Quinta, 27 Novembro 2014
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Secretário-Geral nomeia Nobuaki Tanaka, do Japão, Secretário-Geral Adjunto para os Assuntos de Desarmamento

O Secretário-Geral nomeou hoje Nobuaki Tanaka, do Japão, para o cargo de Secretário-Geral Adjunto para os Assuntos de Desarmamento. Nobuaki Tanaka, que era recentemente Embaixador do seu país no Paquistão, assumirá as suas funções no próximo dia 6 de Abril.


Nobuaki Tanaka é um diplomata com uma vasta experiência, não apenas nas questões bilaterais, políticas e económicas, mas também pelo seu conhecimento do Sistema das Nações Unidas. Foi Director-Geral Adjunto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), de 1994 a 1997.


Durante a sua carreira no Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês, e em particular quando era Director-Geral Adjunto no Policy and North American Bureau, Tanaka tratou questões decisivas em matéria de segurança, nomeadamente na península coreana, e que conduziram às conversações a seis e à proibição das minas terrestres anti-pessoal.


Nobuaki Tanaka é diplomado pelo King' s College de Cambridge, no Reino Unido, e obteve um diploma em direito da Universidade de Tóquio. Foi igualmente, responsável pela investigação no Internacional Institute of Peace Studies, no Japão. Foi também Director-Geral do Research Bureau of the House of Councillors.


Nobuaki Tanaka nasceu em Chiba, no Japão, a 26 de Agosto de 1946.



(Fonte: Comunicado de Imprensa SG/A/990, BIO/3751, CD/3014 de 17/03/2006)


Haiti: Desta vez, não podemos deixar as coisas a meio* Kofi Annan, Secretário-Geral das Nações Unidas

“Outra vez, não!” foi a reacção instintiva dos funcionários das Nações Unidas e dos governos nacionais, quando se tornou claro que o Haiti, o país mais pobre do hemisfério ocidental, mergulhava rapidamente no caos e se começou a falar de uma nova intervenção internacional.


Já lá tínhamos estado, pela mesma razão, há dez anos. Em 1994, fora enviada para o Haiti, com a bênção do Conselho de Segurança, uma força multinacional, que recolocara no poder o Presidente eleito, Jean-Bertrand Aristides. Seis meses depois, a própria ONU assumiu a responsabilidade pela missão. Tinham-se desenvolvido esforços reais – mas, sabemo-lo hoje, demasiado limitados no tempo – para pôr o país de novo em pé e lhe permitir manter a estabilidade, nomeadamente graças à criação de uma força de polícia profissional, devidamente formada e equipada.


Eis-nos, porém, de novo no ponto de partida. A 28 de Fevereiro, quando o Presidente Aristides partiu, a polícia desintegrara-se e o país estava nas mãos de bandidos armados. No dia seguinte, o Conselho de Segurança autorizou, uma vez mais, a intervenção dos Estados-membros da ONU, prevendo que, desta vez, a Organização só viesse a assumir a responsabilidade pela segurança dentro de três meses.


Encontra-se, neste momento, no Haiti uma equipa preparatória das Nações Unidas, que procede a uma avaliação das necessidades e procura determinar a forma que a futura presença da ONU deveria adoptar. Uma coisa é certa: a tarefa será complexa. O Conselho de Segurança prometeu assistência humanitária e económica e também ajuda nos domínios da governação, dos direitos humanos e do Estado de direito.


Se possível, a situação parece ainda mais grave hoje do que há dez anos. As armas proliferam e o tráfico de droga implantou-se. Os Haitianos sentem-se frustrados e desiludidos, tanto com a comunidade internacional como com os próprios dirigentes. Os acontecimentos de Fevereiro vieram exacerbar a polarização, pelo que será difícil formar um novo governo que possa ser aceite como legítimo tanto pelos opositores como pelos apoiantes do senhor Aristides.


Será que deveríamos finalmente aceitar que os problemas do Haiti não podem ser resolvidos por terceiros? Afinal de contas, o país acaba de celebrar o bicentenário da revolução, graças à qual se libertou do jugo da escravatura e do colonialismo. No início do século XX, foi, durante algum tempo, um protectorado dos Estados Unidos. Não será este o momento de o deixar sair da crise pelos seus meios?


Esta proposta só é atraente no plano abstracto. É evidente que o Haiti é incapaz de resolver a crise sozinho e que, se for abandonado a si próprio, continuará a submergir no caos. Na era da globalização, são demasiado elevados os riscos inerentes a um vazio de poder, quer nas montanhas do Afeganistão quer às portas daquela que é hoje a única superpotência.


Hoje, ainda é mais difícil do que antes ignorar o sofrimento humano, mas a grande diferença é que as fronteiras já não conseguem conter o caos. Este tende a alastrar, sob a forma de movimentos de refugiados, de actos de terrorismo ou de tráfico de drogas, armas e até de pessoas. Ninguém deseja intervir, mas não há outra solução.


Ao fazê-lo, devemos retirar muitas lições das experiências anteriores.


Em primeiro lugar, nenhuma organização, nenhum doador e nenhum parceiro internacional pode agir sozinho. A ONU deve colaborar de perto com a CARICOM e a Organização dos Estados Americanos, no quadro de uma abordagem comum. Estas organizações desempenham um papel fundamental na crise actual e é preciso que prossigam as suas actividades no Haiti, como parceiros regionais, muito depois de os capacetes Azuis terem partido. O Haiti não deve voltar a encontrar-se isolado dos seus vizinhos, como aconteceu no passado.


Outra lição reside em que é extremamente importante tomar, a tempo, medidas eficazes, a fim de lidar eficazmente com os potenciais elementos perturbadores. A experiência demonstrou, noutros países que acabavam de sair do caos e do conflito, que, ara evitar que muitos indivíduos marginalizados e armados semeiem novos problemas, é imperiosos desarmá-los, dar-lhes emprego e possibilidades reais de inserção na vida civil. Sem crescimento económico, as milícias voltam rapidamente a formar-se e o ciclo de pobreza, violência e instabilidade recomeça.


Mas a lição mais importante é que não pode haver uma saída precipitada. O Haiti precisará, durante muito tempo, dos nossos recursos e apoio. A crise actual é uma consequência não tanto do comportamento irresponsável da classe política haitiana como das omissões ou fracassos dos esforços internacionais anteriores. Isto significa que, para que tais esforços venham a ter um verdadeiro êxito, será preciso favorecer o aparecimento de novos grupos políticos mais responsáveis, que levem mais longe o papel que a sociedade civil desempenhou na crise.


Tudo isto exige tempo. Será necessária uma acção a longo prazo – dez anos ou mais – para ajudar a restabelecer a política e o aparelho judiciário, bem como os serviços sociais básicos, nomeadamente os serviços de saúde e o ensino.


Com demasiada frequência, as crises deste tipo só retêm a nossa atenção na sua fase mais aguda, quando as imagens transmitidas pela televisão são demasiado duras, quando a violência é demasiado horrível e o sofrimento de milhões de pessoas é demasiado insuportável. Num país como o Haiti, só uma acção continuada, com a participação do governo e da sociedade civil, permitirá criar as instituições necessárias para que a democracia ganhe raízes.


A parada é muito elevada, sobretudo para os haitianos, mas também para todos nós. Para que, desta vez, as coisas não sejam feitas a meias, teremos de actuar de uma maneira muito diferente. Acima de tudo, deveremos mobilizar, a longo prazo, a atenção e os recursos da comunidade internacional.


*Publicado em Portugal pelo Diário de Notícias a 17/03/2006


Falta de diálogo político na Guiné-Bissau mina instituições do Estado, segundo Kofi Annan

A falta de um diálogo político construtivo na Guiné-Bissau minou duas instituições vitais do Estado, dizia hoje o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, ao mesmo tempo que pedia a todos os sectores da sociedade deste país da África Ocidental que trabalhassem em conjunto e superassem as divisões do passado.


No seu mais recente relatório ao Conselho de Segurança, Kofi Annan disse que, embora haja alguns sinais animadores de reconciliação no país, a situação, nos últimos três meses “continuou a ser dominada por tensões políticas”.


Avisando que a falta de um diálogo construtivo pode ter “graves consequências”, acrescentou que daí resultou o enfraquecimento da autoridade do “Supremo Tribunal, que está a ser contestado pelos opositores ao Governo, e do Presidente do Parlamento, que é contestado pelos apoiantes do Governo.”


“É simultaneamente importante e urgente para a população da Guiné-Bissau que se restabeleça a autoridade das suas instituições democráticas...É fundamental que ponham de lado as contradições do passado recente e unam esforços para iniciar um processo de reconciliação sustentável.”


Sendo um dos 10 países mais pobres do mundo, a Guiné-Bissau foi devastada, na década de 90, por uma guerra civil dolorosa na qual milhares de pessoas foram mortas, feridas e forçadas a sair de suas casas. Muitas delas continuam a depender quase exclusivamente da ajuda exterior para sobreviver.


Kofi Annan disse que o Gabinete de Apoio das Nações Unidas à Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNOGBIS) tem conjugado esforços com a Comunidade de Países de Expressão Portuguesa e com a Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (ECOWAS), de modo a levar as partes políticas a negociarem; porém os problemas subsistem.
Falando da situação económica e orçamental, Kofi Annan disse que as coisas permanecem “muito difíceis”, e reiterou o seu apelo à comunidade internacional para que continue a apoiar o país, “no sentido de evitar o agravamento das tensões políticas e sociais.”


Um porta-voz das Nações Unidas disse hoje que o Representante Especial do Secretário-Geral na Guiné-Bissau, João Honwana, estará em Nova Iorque na próxima semana para apresentar formalmente o seu relatório ao Conselho de Segurança.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 16/03/2006)


Achim Steiner eleito novo director do PNUE

A Assembleia Geral elegeu hoje o alemão Achim Steiner para o cargo de Director Executivo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), por um mandato de quatro anos, de 15 de Junho de 2006 a 14 de Junho de 2010.


Achim Steiner é actualmente director-geral da União Mundial para a Natureza, a maior rede ambiental do mundo, que reúne os organismos governamentais e organizações não-governamentais de 140 países, diz um comunicado publicado hoje em Nova Iorque.


Achim Steiner foi recomendado pelo Secretário-Geral da ONU para o cargo, sucedendo a Klaus Toepfer, que está à frente dos destinos do PNUA desde 1 de Fevereiro de 1998.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 16/03/2006)


Iraque longe de uma guerra civil, mas actual situação é muito preocupante, segundo Enviado das Nações Unidas

Afirmando que o Iraque está num período “crucial”, o principal enviado das Nações Unidas para o país disse hoje que, embora não se esteja perante uma guerra civil, a situação pode degenerar numa “ingovernabilidade”, a não ser que todos os Iraquianos participem no processo político.


Falando à imprensa um dia depois de ter informado o Conselho de Segurança, Ashraf Jehangir Qazi, Representante Especial do Secretário-Geral para o Iraque, classificou a situação de “muito preocupante, particularmente depois do incidente de Samarra”, referindo-se ao bombardeamento, em Fevereiro, de um importante santuário xiita.


“Estamos, sem dúvida, perante um conflito sectário brutal, de uma envergadura limitada....Não chegaria ao ponto de descrever a situação como uma guerra civil, mas as pessoas podem dizer que, se a situação não for controlada, poderá haver uma progressiva tendência para um certo tipo de ingovernabilidade”, disse Qazi.


“O Iraque atravessa um período crucial e a população iraquiana tem de se unir para enfrentar os desafios”, devendo fazer num contexto nacional.


Ahshraf Qazi sublinhou a importância da formação de um Governo que represente todos os sectores da sociedade.
Frisando a urgência de formar um Governo com uma base ampla ou um Governo de Unidade Nacional o mais depressa possível, disse aos jornalistas que a situação tinha de ser resolvida para que se torne menos frágil.


Ao apresentar o relatório da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMI) ao Conselho de Segurança, o Representante Especial do Secretário-Geral recordou que o papel da ONU no domínio da reconstrução, da ajuda humanitária e dos defesos humanos continuava a ser entravado pela falta de segurança e os reduzidos meios de transporte aéreos.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 16/03/2006)


69º Aniversário da Organização das Nações Unidas assinalado em Lisboa e Porto

UNDAY-PT

Façamos um mundo melhor

Vamos fazer do mundo um lugar melhor 

Vídeo apresentado no contexto da Cúpula do #Clima das Nações Unidas.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.