Terça, 22 Agosto 2017
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

“É tempo de acordar, Europa! Estamos a caminhar para uma crise”, alerta o Director Executivo do UNODC a propósito do consumo de cocaína

Numa reunião realizada hoje, em Londres, o Director Executivo do Gabinete das Nações Unidas para a Droga e Criminalidade, Antonio Maria Costa, avisou que a Europa caminha para uma crise provocada pelo consumo de cocaína.


Usando da palavra numa reunião patrocinada pelo Governo da Colômbia, Antonio Maria Costa referiu que, na maior parte do mundo, a procura de cocaína estabilizou ou está mesmo a diminuir. A cultura do arbusto de coca sofreu uma redução de 25%, nos últimos cinco anos. As apreensões de cocaína quase duplicaram, durante o mesmo período. “Uma percentagem surpreendente – 42% -- do total de cocaína produzida foi apreendida em 2005”, disse.


Contudo, os progressos no domínio de controlo de drogas estão a ser comprometidos por uma subida do consumo de cocaína na Europa, em particular em Itália, Espanha e Reino Unido. O nível de consumo de cocaína em Espanha – da ordem dos 3% entre as pessoas com idades compreendidas entre 15 e 64 anos – excedeu agora pela primeira vez o dos Estados Unidos. E o do Reino Unido não ficou muito atrás. Em 2005, a taxa de prevalência anual de consumo de cocaína neste país era de 2,4%, em comparação com a de 0,6% de há uma década. Há dez anos, 7% do total de clientes que iniciavam um tratamento por consumirem drogas eram dependentes da cocaína. Em 2002, representavam já 42%. “Aposto que a percentagem tem continuado a aumentar desde então”, disse Antonio Maria Costa.


“É tempo de acordar, Europa! Estamos a caminhar para uma crise”, avisou o Director Executivo do UNODC, que afirmou que tanto os toxicodependentes como os governos negam esse facto. “Os consumidores de cocaína não só fazem mal a si próprios e, potencialmente, a outros como contribuem para destruir o ambiente e para financiar os traficantes de droga, os rebeldes e os terroristas. Lembrem-se disto, na próxima vez que pensarem que uma linha de coca é algo inofensivo e que está na moda”.


A Europa enfrenta um problema de credibilidade quando pede aos países andinos que reduzam a oferta, uma vez que são os hábitos de consumo dos europeus que criam a procura que leva à cultura do arbusto de coca. Na mesma linha do Vice-Presidente da Colômbia, Francisco Santos, o Director Executivo do UNODC disse que já era altura de assumirem responsabilidades partilhadas, por exemplo, aumentando a ajuda aos agricultores que se dedicam à produção de coca, a fim de incentivar um desenvolvimento alternativo sustentável.
 
Antonio Maria Costa advertiu que o controlo da oferta não era suficiente. Mesmo que os mais de 900 toneladas de coca andina fossem apreendidos, no próximo ano seria produzida idêntica quantidade. E mesmo que todos os agricultores andinos deixassem de se dedicar à produção de coca, a procura dos 13 milhões de dependentes no mundo inteiro geraria a sua cultura noutras partes do planeta.


“Falando em termos muito claros, o grande desafio que enfrentamos ao nível do controlo de drogas é a prevenção do consumo de droga, o tratamento e a reabilitação”, concluiu Antonio Maria Costa, que sublinhou que esta era também uma responsabilidade comum de toda a comunidade e que a droga era um problema demasiado grande para a sua resolução ser deixado apenas nas mãos dos especialistas.


(Baseado numa notícia produzida pelo Serviço de Informação das Nações Unidas em Viena a 2/11/2006)


OCHA apela a que se tomem medidas preventivas contra as catástrofes

O responsável pelo Gabinete das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários (OCHA), Jan Egeland, apelou, hoje, a que os governos que tomem medidas preventivas, para evitar futuras tragédias causadas por catástrofes naturais.


Investir, hoje, em estratégias de resposta a estes fenómenos pode evitar futuras calamidades, disse Jan Egeland, num relatório que sublinha a vulnerabilidade dos povos mais pobres do planeta.
 
“Durante os últimos 30 anos, o número de vítimas de catástrofes naturais quintuplicou”, sublinhou.
 
Frisou a importância de tomar em consideração as alterações climáticas para acelerar os mecanismos de prevenção, visto que são um detonador de catástrofes naturais que podem causar uma explosão de sofrimento humano.


“Só este ano, 117 milhões de pessoas foram afectadas por mais de 300 catástrofes naturais, entre elas seca na China e em África e enormes inundações na Ásia e em África, o que custou cerca de 15 mil milhões de dólares em prejuízos”, disse o Coordenador do Socorro de Emergência.


Jan Egeland recordou que nenhum país é imune às catástrofes naturais e insistiu no facto de cada dólar investido na prevenção permitir poupar sete dólares em custos de assistência e reabilitação.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 02/11/2006)


OIT aplaude criação de uma nova central sindical internacional

O Director da Organização Mundial do Trabalho (OIT), Juan Somavia, elogiou, hoje, a criação de uma nova central sindical internacional, que representará 166 milhões de trabalhadores.


Juan Somavia disse que a constituição da Confederação Internacional de Sindicatos promete reforçar o trabalho da OIT e de outras organizações internacionais e regionais.


O Director da OIT apelou à nova Confederação para que dialogue com os empregados de todo o mundo, a fim de promover o Programa sobre Trabalho Digno nos países que a integram. Isto ajudará também a reduzir a pobreza para metade até ao ano 2015, um dos compromissos assumidos pelos Governos ao subscreverem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio da ONU, disse.


A Confederação é constituída por oito organismos nacionais e duas grandes organizações sindicais internacionais.


Segundo os seus dirigentes, a Confederação foi criada para dar voz aos trabalhadores no processo de globalização e permitir que os sindicatos tenham um papel destacado num ambiente económico muito exigente.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 01/11/2006)


Jovens líderes prometem empenhar-se na realização dos objectivos de desenvolvimento

Centenas de jovens da maioria dos 192 Estados-membros das Nações Unidas prometeram hoje empenhar-se na realização de uma série de objectivos de desenvolvimento, nomeadamente a erradicação da pobreza e da fome, no final de uma Cimeira de Jovens Líderes.


Os três dias de discussões, debate interactivo, concertos e seminários, na Sede da ONU em Nova Iorque abordaram as melhores formas de alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) e utilizaram os temas do desporto e da cultura para incentivar os jovens a participarem mais activa na luta pelo desenvolvimento.


“O desporto pode ser uma ferramenta excelente para os esforços em prol da realização dos ODM e espero que todos vós procureis encontrar maneiras de aproveitar esse potencial”, disse Adolf Ogi, Assessor Especial do Secretário-Geral para o Desporto ao Serviço do Desenvolvimento e da Paz, nas suas declarações finais.


A Declaração da Cimeira, que, segundo os delegados, estará disponível dentro de uns dias, pede aos Governos que honrem os seus compromissos, para que os ODM sejam atingidos no prazo definido.


Djibril Diallo, Director do Gabinete para o Desporto ao Serviço do Desenvolvimento e da Paz, sedeado em Nova Iorque, salientou o apoio do sector privado à Cimeira e sublinhou o papel que os jovens líderes terão na promoção da mensagem sobre o desenvolvimento.


“Como porta-vozes dos jovens, os delegados mobilizarão outros jovens e parceiros dos sectores público e privado nos seus países, com vista a acelerar o avanço em direcção aos ODM”, disse Djibril Diallo.


No seu discurso de abertura da Cimeira, no Domingo, o Secretário-Geral Kofi Annan abordou o combate ao VIH/SIDA e malária, a partilha de conhecimentos, a educação, a igualdade de género e várias outras questões relacionadas com o desenvolvimento.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 31/10/2006)


Conselho de Segurança prolonga a missão da ONU no Sara Ocidental até Abril de 2007

Apelando a que todas as partes no Sara Ocidental e aos Estados vizinhos cooperem inteiramente com a missão das Nações Unidas para levar paz ao território, o Conselho de Segurança votou, hoje, a prorrogação da Missão da ONU por mais seis meses, ou seja, até Abril do próximo ano.


“O Conselho de Segurança ...[reafirma] o seu compromisso de ajudar as partes a encontrarem uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável, que garanta a autodeterminação do povo do Sara Ocidental”, refere a resolução adoptada por unanimidade pelos 15 membros do Conselho de Segurança.


“[Reitera] o apelo a que todas as partes e Estados da região continuem a cooperar plenamente com as Nações Unidas para superar o actual impasse e para conseguir avançar em direcção a uma solução política  [e] decide prorrogar o mandato da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sara Ocidental (MINURSO) até 30 de Abril de 2007”.


O último relatório de Kofi Annan sobre a região, publicado no mês passado, recomendava o prolongamento da Missão por seis meses e apelava a que Marrocos e a Frente Polisario desistissem de impor condições prévias e iniciassem negociações.


O relatório diz também que os países vizinhos – a  Argélia e a Mauritânia -- deveriam ser convidados a participar nas conversações de paz.


Os beligerantes não têm qualquer contacto directo entre si, desde que o cessar-fogo promovido pela ONU entrou em vigor há 15 anos. Kofi Annan diz, no seu relatório, que
“isto continua a ter um efeito negativo na confiança mútua e impede a adopção de procedimentos que possam ajudar a estabilizar a situação em momentos críticos”.


A MINURSO foi criada em 1991 para vigiar o cessar-fogo e organizar um referendo sobre a autodeterminação desta antiga colónia espanhola que Marrocos reivindica como fazendo parte do seu território e onde a Frente Polisário luta pela independência.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 31/10/2006)


Sustainable Development Goals LOGO PT vertical 250

Sustainable Development Goals POSTER 250px

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.