Quarta, 02 Setembro 2015
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

Organismos das Nações Unidas informam ter havido melhor cooperação mútua graças à reforma

A ONU melhorou as suas operações no terreno destinadas a ajudar os países a alcançarem os seus objectivos de desenvolvimento, graças a uma melhor cooperação inter-organismos, disseram, hoje, os chefes de vários organismos da ONU ao Conselho Económico e Social (ECOSOC). Reconheceram, porém, que eram necessárias mais reformas.
 
A eficácia e eficiência do sistema das Nações Unidas na área do desenvolvimento, a nível nacional, assumiu um carácter urgente a partir da última Cimeira Mundial, disse Jose Antonio Ocampo, Secretário-Geral Adjunto para os Assuntos Económicos e Sociais, ao ECOSOC, reunido em Genebra. “ Este é um dos principais aspectos da reforma geral das Nações Unidas”.

Uma das lições aprendidas nos últimos anos e que está agora a ser aplicada, disse Ann Veneman, Directora Executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), é que, durante o períodos de transição da fase de ajuda humanitária para a do desenvolvimento, é necessária uma conjugação de várias abordagens, com prioridades e responsabilidades bem definidas, a fim de garantir resultados. “Há, neste momento, um forte consenso em torno da ideia de que as acções de recuperação precoce devem começar ao mesmo tempo que a assistência humanitária.”, afirmou.

Kemal Dervis, Administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, disse que é importante que os órgãos das Nações Unidas trabalhem de uma maneira concertada, como um grupo coerente, para introduzirem medidas que ajudem os países realizar os objectivos de desenvolvimento. Para evitar uma duplicação de esforços, sugeriu que os diversos organismos passassem a estar instalados no mesmo edifício.

“A presença racionalizada em cada país deve ser inserida num contexto de promoção da coerência, coordenação e de uma presença mais eficaz da ONU” tendo em vista ajudar os países a atingirem os objectivos de desenvolvimento acordados internacionalmente, disse Thoraya Obaid, Directora executiva do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA). Acrescentou que o Objectivo desta reforma administrativa é assegurar que o sistema das Nações Unidas possa, de uma forma mais eficiente, distribuir ajuda, garantido, ao mesmo tempo, a promoção dos direitos humanos universalmente acordados.

“Não há nada melhor do que trabalhar em parceria para obter resultados concretos dos programas a fim de melhorar a vida das pessoas e dar-lhes esperança num futuro melhor”, disse  James T. Morris, Director Executivo do Programa Alimentar Mundial.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 12/07/2006)

Conferência da ONU chama a atenção para o comércio ilícito de armas mas termina sem um texto

A conferência das Nações Unidas destinada a avaliar os progressos realizados no que se refere a travar o comércio ilícito de armas ligeiras que alimentam os conflitos e a criminalidade terminou hoje, sem que tenha sido adoptado um documento de posição comum, uma vez que não foi possível superar as divergências entre as delegações sobre as acções complementares, mas conseguiu chamar a atenção do mundo para a questão, disse o seu presidente.


"Esta conferência foi um êxito, na medida em que atraiu grande atenção da comunidade internacional para a questão", afirmou o seu presidente, Prasad Kariyawasam do Sri Lanka, referindo-se à ampla cobertura da conferência pela comunicação social. A conferência teve início a 26 de Junho e o seu objectivo era avaliar o Programa de Acção das Nações Unidas para Prevenir, Combater e Erradicar o Comércio Ilícito de Armas Ligeiras e de Pequeno Calibre, adoptado em 2001 e que continua a constituir um quadro fundamental para a actividade desenvolvida a nível internacional, regional e nacional para travar o comércio ilícito de armas de fogo.


Embora não se tenha chegado a acordo sobre uma declaração final, o Programa de Acção continua a ser "um instrumento de base fundamental que permite que os Estados, as organizações internacionais e regionais e outras organizações pertinentes e a sociedade civil" trabalhem no sentido de pôr termo ao comércio ilícito de armas ligeiras. "A sua validade e eficácia mantêm-se inalteradas", acrescentou.


Tal como disse o Secretário-Geral Kofi Annan ao dirigir-se à conferência no seu discurso de abertura, calcula-se que o comércio ilícito de armas ligeiras ascenda a mil milhões de dólares por ano, exacerbando conflitos que matam dezenas de milhares de pessoas, causam fluxos de refugiados, comprometem o primado do direito e fomentam uma "cultura de violência e impunidade".


Desde que o Programa de Acção foi adoptado há cinco anos, quase 140 países já prestaram informação sobre o comércio ilícito de armas de fogo e um terço de todos os Estados desenvolveram esforços no sentido de recolher armas ilícitas, afirmou Kofi Annan. Entre outros progressos registados inclui-se o aumento da cooperação entre as regiões e no seio das mesmas com vista a travar a circulação de armas ilícitas através das fronteiras nacionais.


A conferência prolongou-se por duas semanas e contou a participação de mais de 2 000 representantes dos governos, de organizações internacionais e regionais e da sociedade civil.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 7/07/2006)



Secretário-Geral apela para que Israel use de contenção e para que os Palestinianos libertem o cabo israelita e ponham termo aos lançamentos de bombas-foguete contra Israel

Segue-se a declaração do Secretário-Geral da ONU, sobre a situação no Médio Oriente, feita, hoje, em Berlim:


Numa altura em que a situação continua a deteriorar-se, apelo, novamente, a ambas as partes para que evitem uma catástrofe, para bem de todos os civis da região.


Peço, igualmente, que cesse imediatamente o uso desproporcionado da força por parte de Israel, que já causou a morte e ferimentos a muitos civis, a libertação do cabo do exército israelita, Gilad Shalit e o fim dos lançamentos de bombas-foguete contra Israel. Estas medidas são uma condição prévia do abrandamento das tensões que se agravam de dia para dia.


Relembro aos Israelitas e aos Palestinianos as responsabilidades que recaem sobre eles em virtude do direito humanitário internacional, que apela a que velem constantemente por poupar as populações civis e a que se abstenham de quaisquer ataques que possam causar perdas em vidas humanas e danos materiais.


(Fonte: comunicado de imprensa SG/SM/10555 PAL/2056 de 07/07/2006)


Timor Leste: ONU saúda a formação de novo Governo

O Secretário-Geral saudou, hoje, a nomeação de José Ramos-Horta, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, para o cargo de Primeiro-Ministro de Timor Leste.


O Secretário-Geral "felicita José Ramos-Horta pela sua nomeação para o cargo de Primeiro-Ministro e espera, com impaciência, a formação do Governo na sua totalidade, desejando que este responda às necessidades de todos os Timorenses", refere uma mensagem transmitida hoje pelo seu porta-voz.


"O Secretário-Geral apela a todas as partes em Timor-Leste para que avancem num espírito de diálogo, unidade e reconciliação, num momento em que o país prepara as suas primeiras eleições presidenciais e legislativas desde a sua independência".


"O Secretário-Geral espera, também, com impaciência, a recepção do relatório do seu Enviado Especial, Ian Martin, sobre a melhor forma de as Nações Unidas reforçarem o seu papel em Timor Leste.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 10/07/2006)



Gestão da ONU: Assembleia Geral adopta uma primeira série de reformas

Após longas negociações, a Assembleia Geral adoptou, finalmente, na sexta-feira, 7 de Julho, algumas medidas destinadas a reforçar a eficácia da gestão da ONU, mas adiou as reformas relativas aos mecanismos de controlo e transparência da Organização, assim como à sua gestão de recursos humanos e à renovação da sede, em Nova Iorque.


Uma semana após ter adoptado uma resolução sobre o orçamento da Organização, a Assembleia Geral adoptou, por consenso, uma resolução sobre a reforma da gestão da ONU (Investing in the UN: for a stronger Organization worldwide: detailed report), diz um comunicado publicado na sexta-feira, 7 de Julho, em Nova Iorque.O texto autoriza o Secretário-Geral, a dispor, temporariamente, de 20 milhões de dólares para cada biénio, com o objectivo de conferir à organização mais flexibilidade para fazer face a novos desafios ou a mudanças de prioridades.


A Assembleia Geral decidiu rever esta autorização na sua 64.ª Sessão.


Para dispor destes 20 milhões de dólares, o Secretário-Geral poderá recorrer ao Fundo de Operações. A resolução prevê que os recursos desde Fundo passem a elevar-se a 150 milhões de dólares, a partir do início de 1 de Janeiro de 2007.


O texto recomenda, também, a criação do cargo de Chefe das Tecnologias da Informação, com a categoria de Subsecretário-Geral, e a substituição do sistema de gestão IMIS por uma nova geração de sistemas de gestão.


O Secretário-Geral está, igualmente, autorizado a dispor de 706 600 dólares para reforçar os procedimentos de aquisições, incluindo a melhoria das medidas de controlo interno.


Após a Cimeira Mundial de Setembro, Kofi Annan apresentou, em Março, um plano de reforma mais ambicioso, apresentado aos Estados Membros, num relatório intitulado Investing in the UN


Na Sexta-feira, a Assembleia Geral decidiu adiar a próxima sessão de análise das propostas de Kofi Annan relativas ao Plano-quadro do equipamento, governação, serviços de controlo interno, responsabilização e transparência, recursos humanos, aquisições e administração da justiça.


O relatório do Secretário-Geral tinha já sido rejeitado em bloco, em Maio, pela Assembleia Geral, dividida entre países desenvolvidos, que defendem uma profunda reforma da ONU, e países em vias de desenvolvimento, representados pelo Grupo dos 77, preocupados com a possível perda de influência na gestão das Nações Unidas.


Para o Representante dos Estados Unidos, a resolução adoptada na sexta-feira é um avanço positivo. Mas as iniciativas tomadas não terão qualquer valor, se não forem postas em prática rapidamente e se não forem acompanhadas de medidas suplementares, acrescentou o Embaixador John Bolton.


"Pensamos que faltam ainda alguns elementos indispensáveis", insistiu o Representante dos Estados Unidos, considerando que este texto contém poucas medidas concretas para melhorar as modalidades de controlo de gestão da Organização. Precisou ainda que é essencial garantir a independência do Gabinete de Serviços de Controlo Interno e fornecer os recursos adequados ao Serviço de Aquisições.


Falando em nome do Grupo dos 77 e da China, o Representante da África do Sul congratulou-se com a a adopção deste texto por consenso.


Pela primeira vez, os Estados-membros conseguiram entender-se sobre uma questão que os divide. Devemos estar orgulhosos deste texto, que abre uma via para a adopção de novas normas de contabilidade internacionais e que reforça os métodos de gestão das Nações Unidas, afirmou o embaixador sul-africano.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 10/07/2006)



70º Aniversário da Organização das Nações Unidas

UN70 Logo Portuguese vertical 250px

UNEARTH banner 240x159
Exposição em Lisboa -
4 a 27 de Setembro 2015

Logo only Time for global action banner 253x95 Portuguese

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.