Sexta, 29 Agosto 2014
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Melhores colheitas não resolvem todos os desafios da África Austral, afirma o PAM

Apesar do anúncio de melhores colheitas na África Austral, o Programa Alimentar Mundial (PAM) avisou hoje que as causas profundas da crise que afecta toda a região, há quatro anos, subsistem e deverão ser tomadas em consideração.

O Enviado Especial do Secretário-Geral para a África Austral, James Morris, que efectua uma visita de cinco dias à região, declarou hoje que “melhores colheitas não reduzirão o número de pessoas que sofrem de VIH/SIDA, não darão acesso à educação ou à água potável aos órfãos e não fornecerão vacinas contra as doenças infantis”.

Num comunicado do PAM publicado hoje, James Morris preveniu: “desejaria que os problemas daquela região fossem solucionados rapidamente mas, na realidade, vários milhões de pessoas deverão fazer face a dificuldades extremas, mesmo que as colheitas sejam melhores este ano”.

No mesmo comunicado, declarou: “ainda que as recentes chuvas possam dar lugar a uma melhor produção agrícola em alguns países da África Austral, as quantidades de sementes e de adubos que foram distribuídas, assim como a evolução do clima, terão um impacto considerável na situação daquela região no decurso dos próximos meses”. Acrescentou que, para além das colheitas, é preciso que a ajuda humanitária e os doadores se concentrem nos problemas mais graves da região.

Na Suazilândia, 56% das mulheres grávidas de idades compreendidas entre os 25 e os 29 anos são seropositivas. Em Moçambique, a epidemia agravou-se, tendo a taxa de prevalência da doença passado de 14%, em 2002, para 16%, em 2004.
O comunicado precisa que o número de crianças que sofrem de malnutrição aguda tem aumentado na maioria dos países, o que chama a atenção para a necessidade de uma segurança alimentar acrescida.

O comunicado acrescenta que o aparecimento de epidemias de cólera no Malavi, em Moçambique, na Zâmbia e no Zimbabwe prova que a África Austral carece de acesso à água não poluída e de vacinas, em particular no que se refere às crianças, e sofre, frequentemente, de uma situação sanitária precária.

Diz que, embora 300.000 pessoas beneficiem já de tratamentos anti-retrovirais na África Austral, neste momento, mais dois milhões de pessoas precisam desses tratamentos.

James Morris afirmou que, “o acesso universal à prevenção, aos tratamentos e aos cuidados por parte das pessoas infectadas com o VIH/SIDA é tão importante como assegurar o acesso da população à alimentação e das crianças à educação”.

O Enviado Especial também disse que, “faltam igualmente, na região, profissionais formados para supervisionar todos aqueles serviços cruciais, porque não nos podemos esquecer de que, para suscitar um impacto duradouro, uma resposta humanitária deve ser objecto de uma abordagem integrada”.

James Morris passou dois dias em Moçambique, onde visitou diversos projectos de assistência humanitária para avaliar em que medida a ajuda produz efeitos no terreno.

Esteve também com jovens num centro de cuidados de saúde para os jovens de Maputo, patrocinado pela ONU, que oferece consultas gratuitas de rastreio, educação para a prevenção do VIH/SIDA e acompanhamento.

Amanha estará no Malavi onde se irá avistar com os funcionários do Governo, as agências da ONU e as organizações não governamentais (ONG).

O Enviado especial concluiu: “cada vez que visito a África Austral, sinto-me reconfortado pelos progressos realizados pelos Governos, pelas Nações Unidas e pelas ONG, no que se refere a melhorar as condições de vida das pessoas mais pobres da região. Contudo, há ainda muito a fazer para assegurar a satisfação das necessidades de cada pessoa e cada criança e garantir o seu acesso aos serviços básicos”. .

 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 2/02/2006)

Em Londres, Kofi Annan apela ao desarmamento e ao reforço do regime de não-proliferação

Num discurso proferido ontem, em Londres, por ocasião do 60º aniversário da primeira reunião do Conselho de Segurança, o Secretário-Geral denunciou os pontos fracos do nosso sistema de segurança internacional e sublinhou a urgência do desarmamento e do reforço do regime de não-proliferação nuclear, “como o Irão nos recorda hoje”.

“A minha maior decepção foi não ter conseguido abrir caminho na via do desarmamento e da não-proliferação”, lamentou o Secretário-Geral, que termina o seu segundo mandato a 31 de Dezembro, num discurso proferido ontem perante a Associação das Nações Unidas do Reino Unido, por ocasião do 60º aniversário da primeira reunião do Conselho de Segurança que se celebrou em Londres, a 17 de Janeiro de 1946.

“Poderá haver uma ameaça mais alarmante, no mundo actual, do que a ameaça de uma arma nuclear ou biológica que cai nas mãos de terroristas ou é utilizada por um Estado, na sequência de uma terrível incompreensão ou de um cálculo errado?”, perguntou-se Kofi Annan.

“Quanto mais cresce o número de Estados que possuem tais armas, maior é o risco. E quanto mais os Estados que já possuem essas armas aumentam o seu arsenal ou insistem em que elas são essenciais para a sua segurança nacional, mais outros Estados sentem que têm de as ter, para sua segurança”, afirmou.

“Há 35 anos que o regime do Tratado de Não-proliferação (TNP) protege de uma forma notável o ser humano desses perigos. Mas agora tem de enfrentar grandes desafios”, avisou o Secretário-Geral.

“As parangonas dos jornais preocupam-se, com razão, com o Irão. De facto, os princípios e obrigações fundamentais do Tratado estão em jogo. Para os signatários do TNP, o direito de desenvolver energia nuclear está condicionado pela obrigação solene de não fabricar ou adquirir armas nucleares e de obedecer às normas em vigor e vigiadas pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA)”, disse Kofi Annan.

Mas quando o assunto deixar de estar no centro das atenções, “devemos compreender que não podemos continuar a andar de uma crise para outra, até que o TNP fique enterrado sob uma cascata de proliferação nuclear”, afirmou.

“Por duas vezes, no ano passado, os Governos tiveram oportunidade de reforçar as bases do TNP, acordando em tornar mais eficazes as inspecções da AIEA, dando garantias aos países que renunciem às actividades de enriquecimento de matérias físseis e aceitando proceder rapidamente ao desarmamento”, lembrou o Secretário-Geral, que acrescentou: “por duas vezes fracassaram. Não podemos voltar a permitir-nos perder ocasiões como essas”.

 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 1/02/2006)

Cimeira Mundial sobre Inovação e Espírito Empresarial no Omã, de 1 a 3 de Abril

31 de Janeiro de 2006 – De 1 a 3 de Abril, decorrerá em Muscate, no Omã, a Cimeira Mundial sobre Inovação e Espírito Empresarial, que terá como objectivos reforçar a inovação, o espírito empresarial e a investigação científica, assim como promover o crescimento e o investimento na região e nas economias emergentes da Ásia, das Américas e da África.

Num conferência de imprensa que teve lugar na Sede da ONU, em Nova Iorque, a 31 de Janeiro, Sam Hamdan, que assegurará a coordenação da Cimeira com a “Global Leadership Team”, a que preside, declarou que a primeira missão desta reunião é tentar encontrar maneiras de fazer o espírito empresarial e a inovação resultarem para as populações dos países em desenvolvimento. Cerca de 85 directores de empresas irão participar nas discussões que se articulam em torno de seis temas principais: construir bases sólidas para o espírito empresarial nos países emergentes; o conhecimento e a educação; o desenvolvimento sustentável; a inovação no domínio das tecnologias sem fios; os riscos ligados ao crescimento e à inovação social, incluindo o empoderamento das mulheres e dos jovens. Esta Cimeira Mundial será a primeira a tentar responder às carências identificadas pelo Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre o desenvolvimento humano no mundo árabe, em termos de liberdade, de conhecimento, de educação e de participação das mulheres.

Segundo Casper Sonesson, Director Interino da Divisão de Parcerias com Empresas do PNUD, considera cada vez mais as empresas e o sector privado em geral, parceiros-chave para o desenvolvimento, em particular para alcançar os Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento. Este interesse crescente pelo papel do sector privado provém do lançamento, em 2004, da Comissão das Nações Unidas para o Sector Privado e o Desenvolvimento..



Para mais informações, ver texto integral (em inglês) de conferência de imprensa.


Kofi Annan apela à ajuda ao Afeganistão no lançamento, em Londres, de uma estratégia sobre desenvolvimento

31 de Janeiro de 2006 – Na sua difícil passagem do conflito e devastação para a democracia nascente, o Afeganistão conseguiu forjar um Estado progressivamente mais forte, disse hoje, em Londres, Kofi Annan, exortando a comunidade internacional a responder, prestando ajuda, e prometendo o apoio da ONU a este esforço.

“Chegou o momento de uma acção empenhada,” disse o Secretário-Geral. “Depois de ter sido forçado a sacrificar tanto na guerra, o povo afegão tem dado, de boa vontade, ainda mais para a paz. O povo espera um dividendo de paz. E merece-o,” disse Kofi Annan, na abertura da Conferência de Doadores para o Afeganistão, que é co-patrocinada pelos Governos do Afeganistão e da Grã-Bretanha, assim como pela ONU.

A estratégia de desenvolvimento do Governo afegão foi apresentada à Conferência de Londres.

Os participantes nesta Conferência irão formalizar o seu acordo como um Pacto para o Afeganistão, no qual o governo afegão irá comprometer-se a tentar alcançar a segurança, a boa governação e os objectivos de desenvolvimento, durante os próximos cinco anos, e a comunidade internacional irá prometer o seu apoio.

O Pacto “estabelece níveis de referência mensuráveis e concretos sobre um conjunto claro de prioridades,” disse Kofi Annan. “Resumindo, apresenta um plano orientado para os resultados relativo ao futuro do Afeganistão. Como co-Presidente do Conselho de Supervisão do Pacto, a ONU irá apoiar os esforços governamentais para tornar a ajuda internacional mais visível para o povo afegão”.

O Secretário-Geral referiu que os recentes ataques têm tristemente recordado a fragilidade da paz no país e a permanência de um ambiente de insegurança devido ao terrorismo, à violência extremista e a uma indústria de estupefacientes ilícita e geradora de corrupção.

“É do interesse de toda a comunidade internacional prestar ajuda, numa altura em que o país consolida o seu avanço em direcção à paz, à democracia, e, acima de tudo, à segurança, na qual assentam os progressos nas outras frentes,” disse Kofi Annan à audiência que incluía o Presidente afegão, Hamid Karzai, e o Primeiro-Ministro britânico, Tony Blair.

A parceria que saiu da Conferência de Anúncio de Contribuições de 2001, em Bona, na Alemanha, está a ser renovada em Londres e deverá continuar a apoiar o povo afegão, disse o Secretário-Geral.

Kofi Annan pediu aos líderes afegãos, a todos os níveis, que cumprissem a parte que lhes competia. “A estabilidade a longo prazo do Estado afegão e a credibilidade do seu Governo dependem disso.”

Também hoje, em Londres, o responsável britânico pela pasta dos Negócios Estrangeiros, Jack Straw, disse aos jornalistas que a Conferência “demonstra quão fortemente a comunidade internacional continua empenhada em apoiar o povo do Afeganistão a longo prazo.” Jack Straw considerou que o Pacto era uma prova da determinação internacional colectiva em “velar por que a próxima fase de criação das estruturas do Estado seja um êxito”

O Presidente afegão, Hamid Karzai, disse que o processo de Bona, começado há quatro anos, produziu um acordo para criar as instituições do governo. “Hoje, no Pacto para o Afeganistão, temos um acordo que tem que ver com fazer com que estas instituições funcionem.”


 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 31/01/2006)

A Conferência da UNESCO debruça-se sobre os oceanos do planeta e as comunidades costeiras ameaçadas

30 de Janeiro de 2006 – A comunidade mundial deve intensificar os seus esforços para proteger os oceanos ameaçados do planeta e as áreas e comunidades costeiras em perigo, concordaram os peritos ambientais e altos funcionários reunidos na conferência mundial em Paris, patrocinada pela Organização das Nações Unidas para a Cultura, a Ciência e a Educação (UNESCO).

Os 400 participantes na Terceira Conferência Mundial sobre Oceanos, Costas e Ilhas salientaram que nenhuma organização internacional é responsável por acompanhar os progressos dos programas de gestão integrada das costas e oceanos. E que não existe uma recolha regular de informações sobre o bem-estar social e económico das comunidades costeiras, onde vive metade da população mundial.

A conferência, intitulada “ Fazer Avançar a Agenda Mundial sobre os Oceanos”, foi organizada pelo Fórum Mundial sobre os Oceanos, Costas e Ilhas. O fórum foi lançado na Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável em Joanesburgo, em 2002.

Além disso, segundo os participantes na conferência, os condicionamentos financeiros e logísticos criaram dificuldades aos 43 Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, no que se refere a fazer cumprir as políticas de conservação e a controlar o desenvolvimento. Estes condicionamentos têm piorado, devido ao decréscimo da ajuda externa ao desenvolvimento a estes países, que são responsáveis por vastas áreas dos oceanos mundiais.

Durante a conferência de 6 dias, que terminou no Sábado, os participantes examinaram os progressos feitos quanto aos objectivos estabelecidos durante a Cimeira de Joanesburgo, assim como os avanços em matéria de consecução dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 30/01/2006)

 

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.