Terça, 30 Setembro 2014
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Conselho de Segurança: balanço dos trabalhos dos Comités de luta contra o terrorismo

O Conselho de Segurança ouviu, hoje, um balanço das actividades dos seus três Comités de luta contra o terrorismo, que reforçaram, nomeadamente, a sua cooperação com a Interpol, para facilitar a perseguição dos terroristas que figuram na sua Lista de indivíduos procurados.

A Presidente do Comité Contra o Terrorismo (CCT), criado pela resolução 1373 (2001) do Conselho, Ellen Margrethe Løj (Dinamarca), declarou que o CCT fixou três prioridades, começando pela revisão do sistema de relatórios (de acordo com as recomendações do documento final da Cimeira Mundial de 2005).

A Presidente também sublinhou o reforço do diálogo com os Estados-membros, expressando o desejo de existência assistência técnica para aplicar a resolução 1373, e a reexaminação das relações com as organizações internacionais, regionais e sub-regionais.

Quanto aos trabalhos do Comité 1267, que dizem respeito à Al-Qaida, aos Taliban e aos indivíduos e entidades associadas, o Presidente, César Mayoral (Argentina), recordou que, a 21 de Dezembro de 2005, o Comité aprovou uma revisão parcial das suas directivas de forma a melhorar os procedimentos da tomada de decisões e clarificar as regras relativas à actualização da Lista (dos indivíduos procurados) e à aplicação das isenções previstas pela resolução 1452 (2002).

Evocou igualmente os trabalhos realizados pela equipa de vigilância encarregada de analisar as medidas tomadas pelos Estados-membros contra os indivíduos ou entidades constantes da Lista, entre 29 de Julho e 31 de Janeiro de 2006.

Por fim, o Presidente do Comité criado pela resolução 1540 (2004), que diz respeito ao acesso dos actores não estatais às armas nucleares, Peter Burian (Eslováquia), disse que o Comité organizou seminários com o objectivo de sensibilizar mais os Estados e os ajudar a preparar os seus relatórios. Continuará, assegurou, a colaborar com os dois outros Comités, a fim de garantir uma melhor eficácia da luta contra o terrorismo.

Usando da palavra a seguir, o Representante da Áustria, em nome da União Europeia, sublinhou a importância de respeitar o direito internacional, os direitos humanos e os direitos dos refugiados, na luta contra o terrorismo, de forma a tornar esta luta eficaz e legítima.

O Representante Permanente da França sublinhou a exigência que constitui o respeito dos direitos do homem para assegurar a eficácia e a legitimidade da luta contra o terrorismo.

Enquanto o Representante Permanente de Israel preveniu que o mundo era “testemunha da formação de uma perigosa aliança, de um eixo de terror que compreendia o Irão, a Síria e o Hamas”, o Representante da Síria considerou “inaceitável que este último se aproveite deste debate para defender a política de ocupação do seu governo”.

Por outro lado, o representante do Qatar pôs a tónica na responsabilidade daqueles que incitam ao ódio ou à diabolização desta ou daquela religião. Foi apoiado pelo Representante da Indonésia, que considerou que o terrorismo poderá ser vencido apenas por meio de uma concertação multilateral assente no respeito dos direitos humanos e no diálogo entre todas as civilizações e todas as religiões.
 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 21/02/2006)

Gripe das aves: OMS preocupada com aceleração da Propagação do vírus H5N1 durante mês de Fevereiro

O aparecimento, no mês de Fevereiro, do vírus da gripe das aves em 13 países, da Nigéria à Índia, passando por França, mostra que o H5N1 se propaga rapidamente entre as aves de capoeira e as outras aves, diz a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O Iraque, a Nigéria, o Azerbeijão, a Bulgária, a Grécia, a Itália, a Eslovénia, o Irão, a Áustria, a Alemanha, o Egipto, a Índia e a França são os 13 países onde o vírus H5N1 apareceu no mês de Fevereiro, diz um comunicado da OMS publicado hoje em Genebra.

O vírus H5N1 foi detectado pela primeira vez na Índia, a 18 de Fevereiro. Foi de novo detectado na Malásia, um país considerado como não tendo sido atingido pela gripe das aves, diz a OMS.

“Excluindo o Iraque, nenhum dos 13 países que detectaram a presença do vírus H5N1 em aves de capoeira ou noutras aves comunicou a presença do vírus no homem”, refere a OMS que sublinha que “o vírus não se transmite facilmente do animal ao homem”.

“Até hoje, foram assinalados muito poucos casos de presença do vírus H5N1 no homem. Trata-se sempre de pessoas que estiveram em contacto directo com animais infectados”, precisa a OMS.

Receando cada vez mais que o vírus H5N1 se propague na África Ocidental, nomeadamente no Níger, onde, depois do aparecimento do vírus na Nigéria, a FAO alertou, na semana passada, por os efeitos devastadores que uma epizootia teria nesta região, já tão duramente afectada pela subalimentação.

Tendo partido do Leste Asiático em 2003, o vírus H5N1 foi-se pouco a pouco espalhando pela Ásia Menor e o Médio Oriente e, depois, pela Europa e a África. Até à data, 170 pessoas foram contaminadas e, dentre elas, 92 morreram.

Hoje, foram assinalados na Alemanha 22 novos casos de gripe das aves, o que eleva o número de casos registados no país para 103. A 18 de Fevereiro, a França confirmava que o vírus aparecera no país. A 17 de Fevereiro, as autoridades russas confirmavam o quinto caso de gripe das aves no país e um terceiro caso era assinalado na Áustria.

A 31 de Janeiro, o governo iraquiano confirmou o primeiro caso, no Iraque, de contaminação do vírus a uma pessoa.
Em Dezembro passado, a gripe das aves surgia na Ucrânia e em Outubro declarava-se na Turquia, onde causou a morte de 4 pessoas.

A OMS alertou repetidas vezes para o risco de transmissão ao homem, explicando que o vírus H5N1 poderia sofrer uma mutação, para se transmitir mais facilmente ao homem, o que poderia transformar a epizootia de gripe das aves numa pandemia de gripe humana.
 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 21/02/2006)

Crise mundial agravada pela corrupção e repressão: Relatório da ONU

A corrupção, os problemas de governação e a lentidão das reformas agravam a crescente crise mundial da água, segundo a 2a Edição do World Water Development Report (Relatório Mundial sobre a Avaliação dos Recursos Hídricos), que será apresentado no próximo dia 9 de Março, no México, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

“Apoiando-se nas conclusões do primeiro relatório mundial sobre o tema, publicado pelas Nações Unidas em 2003, esta nova edição demonstra que a crise mundial da água é consequência, em grande parte, de uma crise dos sistemas de governação, que determinam as modalidades de distribuição das águas e que decidem quem tem direito à água e aos serviços conexos”, refere um comunicado publicado hoje em Paris.

Intitulado Water, a Shared Responsibility (A Água, uma Responsabilidade Partilhada), o novo relatório apresenta uma avaliação global dos recursos de água doce em todas as regiões do planeta e na maioria dos países, oferecendo “um panorama completo de todas as regiões e da maioria dos países do mundo”, diz a UNESCO.

Entre as questões estudadas figuram nomeadamente o crescimento demográfico, a urbanização, a transformação dos ecossistemas, a produção alimentar, a saúde, a indústria e a energia. Incide ainda em aspectos como a gestão de riscos, a avaliação e o custo da água, a investigação e o reforço das capacidades.

O Relatório apresenta também um conjunto de recomendações acerca das medidas a tomar com vista a reforçar a utilização, a produtividade e a gestão duradoura dos recursos hídricos que se tornam cada vez mais raros.

Fruto de um esforço comum realizado por 24 organismos das Nações Unidas, em colaboração com governos e outras partes interessadas, o relatório é produzido de três em três anos pelo Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos das Nações Unidas

Esta 2a Edição é apresentada na véspera do 4º Fórum Mundial da Água, que se realizará no México de 16 a 22 de Março deste ano, e durante o qual o relatório será oficialmente apresentado pelo Director Geral da UNESCO Koichiro Matsuura, em nome das agências das Nações Unidas.

 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 21/02/2006)

Questão das caricaturas: o Secretário-Geral, em Doha, para a próxima reunião da Aliança de Civilizações

A fim de expressar a sua preocupação perante as manifestações contra a publicação das caricaturas de Maomé, que têm feito dezenas de mortos, o Secretário-Geral decidiu, hoje, participar pessoalmente na próxima reunião da Aliança de Civilizações, no próximo fim-de-semana em Doha, no Qatar.

“O Secretário-Geral espera encontrar, nessa ocasião, um grande número de líderes europeus e muçulmanos para discutir as diferentes formas de acalmar a situação e para construir um diálogo entre os povos de diferentes confissões e tradições, baseado no respeito mútuo e na compreensão”, anunciou, hoje, em Nova Iorque, o seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

No decurso da sua segunda reunião, os membros do Grupo para a Aliança de Civilizações abordarão, nomeadamente, a questão de saber quais os segmentos da população que podem ajudar a combater o extremismo entre os jovens e entre a população imigrada, precisou o porta-voz.

Criado pelo Secretário-Geral, a 14 de Julho de 2005, para combater as divisões entre as culturas, nomeadamente, entre o mundo muçulmano e o ocidente, que ameaçam, potencialmente, a paz no mundo, o Grupo para a Aliança de Civilizações teve a sua primeira reunião de trabalho em Novembro do ano passado em Maiorca (Espanha).

Co-presidido pelo antigo Director-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o espanhol Frederico Mayor, e o Ministro e professor de teologia turco Mehmet Aydin, o Grupo de alto nível, cuja composição fora anunciada a 2 de Setembro de 2005, conta com 19 membros.

Entre eles, figuram o antigo Presidente iraniano Seyed Mohamed Khatami, o antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros francês Hubert Védrine e o Conselheiro Especial do Rei Mohammed VI de Marrocos, André Azoulay.

O Chefe do Governo espanhol José Luís Zapatero e o Primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan estão na origem desta iniciativa.

 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 20/02/2006)

Kofi Annan espera um acordo sobre o Conselho de Direitos Humanos esta semana

De acordo com as declarações feitas hoje, durante um encontro com os meios de comunicação social, em Nova Iorque, o Secretário-Geral e o Presidente da Assembleia Geral continuam à espera de um acordo, esta semana, entre os Estados-membros sobre a criação de um Conselho de Direitos Humanos que substituirá a actual Comissão.

“Após cerca de trinta negociações em plenário conduzidas pelos co-presidentes e após as consultas bilaterais que efectuei no decurso dos dez últimos dias, chegámos a uma etapa em que podemos eliminar as diferenças para chegar ao objectivo comum de reforçar os dispositivos das instituições para a promoção dos direitos humanos”, disse, hoje, Jan Eliasson, Presidente da Assembleia Geral, durante um encontro com a comunicação social, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, no qual participou também o Secretário-Geral.

Jan Eliasson disse aos jornalistas que esperava esta semana um novo projecto de texto sobre a criação de um Conselho de Direitos Humanos.

Um primeiro foi apresentado no início de Fevereiro aos Estados-membros, que reagiram ao documento, durante as consultas plenárias conduzidas pelos co-presidentes da Assembleia Geral, ao longo de todo o mês.

“Espero que vejamos verdadeiros progressos sobre direitos humanos esta semana”, declarou o Secretário-Geral.

 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 20/02/2006)

Façamos um mundo melhor

Vamos fazer do mundo um lugar melhor 

Vídeo apresentado no contexto da Cúpula do #Clima das Nações Unidas.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.