Terça, 06 Dezembro 2016
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Secretário-Geral condena ataques a grande escala contra civis no Darfur Ocidental

A declaração que se segue foi comunicada hoje pelo Porta-voz do Secretário Geeral da ONU, Kofi Annan:


O Secretário-Geral condena os ataques militares maciços lançadas a 29 e 30 de Outubro, na região de Jebel Moon, no Darfur Ocidental. Os ataques a oito povoamentos civis, nomeadamente um campo que acolhia 3500 deslocados, causa a morte a um grande número de civis e provocou a fuga de milhares de pessoas. O Secretário-Geral ficou consternado ao tomar conhecimento de que entre as vítimas figuram 27 crianças com menos de 12 anos.


O Secretário-Geral pede uma vez mais encarecidamente às partes que respeitem os acordos assinados e as disposições do direito internacional humanitário. Exorta de novo o Governo sudanês a tomar as medidas necessárias para prevenir ataques perpetrados contra civis, em particular ataques desencadeados por milícias armadas.


(Fonte: comunicado de imprensa SG/SM/10712 de 2/11/2006)


 


Panamá surge como candidato de compromisso para preencher último lugar vago no Conselho de Segurança


A Guatemala e a Venezuela chegaram a acordo, ontem, no sentido de abandonar a corrida para um lugar de membro não permanente no Conselho de Segurança e de apoiar o Panamá como candidato de compromisso para representar o grupo latino-americano, anunciou hoje a Porta-voz da Assembleia Geral.


Os 192 Estados-membros deverão proceder a uma votação formal na Assembleia Geral na terça-feira, acrescentou a Porta-voz Gail Bindlay-Taylor, num encontro com a imprensa, na sede da ONU, em Nova Iorque.


Os Ministros dos Negócios Estrangeiros da Guatemala e da Venezuela afirmaram que “o Panamá fora escolhido por ser um país que tinha laços estreitos com os dois países”, informou.


Após 47 escrutínios, nem a Guatemala nem a Venezuela tinham conseguido obter a maioria de dois terços dos votos expressos.


Estes dois países são os candidatos oficiais ao lugar que cabe ao “Grupo de países da América Latina e das Caraíbas”. O país que vier a ser eleito substituirá a Argentina, cujo mandato terminará a 31 de Dezembro de 2006.


O primeiro escrutínio teve lugar a 16 de Outubro.


Logo na primeira volta, foram eleitos quatro países – a África do Sul, a Bélgica, a Indonésia e a Itália – que substituirão, durante dois anos, a partir de 1 de Janeiro de 2007, a Dinamarca, a Grécia, o Japão e a República Unida da Tanzânia.


Todos os anos, a Assembleia Geral elege, por voto secreto, cinco dos 10 membros não permanentes do Conselho de Segurança.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 2/11/2006)


“É tempo de acordar, Europa! Estamos a caminhar para uma crise”, alerta o Director Executivo do UNODC a propósito do consumo de cocaína

Numa reunião realizada hoje, em Londres, o Director Executivo do Gabinete das Nações Unidas para a Droga e Criminalidade, Antonio Maria Costa, avisou que a Europa caminha para uma crise provocada pelo consumo de cocaína.


Usando da palavra numa reunião patrocinada pelo Governo da Colômbia, Antonio Maria Costa referiu que, na maior parte do mundo, a procura de cocaína estabilizou ou está mesmo a diminuir. A cultura do arbusto de coca sofreu uma redução de 25%, nos últimos cinco anos. As apreensões de cocaína quase duplicaram, durante o mesmo período. “Uma percentagem surpreendente – 42% -- do total de cocaína produzida foi apreendida em 2005”, disse.


Contudo, os progressos no domínio de controlo de drogas estão a ser comprometidos por uma subida do consumo de cocaína na Europa, em particular em Itália, Espanha e Reino Unido. O nível de consumo de cocaína em Espanha – da ordem dos 3% entre as pessoas com idades compreendidas entre 15 e 64 anos – excedeu agora pela primeira vez o dos Estados Unidos. E o do Reino Unido não ficou muito atrás. Em 2005, a taxa de prevalência anual de consumo de cocaína neste país era de 2,4%, em comparação com a de 0,6% de há uma década. Há dez anos, 7% do total de clientes que iniciavam um tratamento por consumirem drogas eram dependentes da cocaína. Em 2002, representavam já 42%. “Aposto que a percentagem tem continuado a aumentar desde então”, disse Antonio Maria Costa.


“É tempo de acordar, Europa! Estamos a caminhar para uma crise”, avisou o Director Executivo do UNODC, que afirmou que tanto os toxicodependentes como os governos negam esse facto. “Os consumidores de cocaína não só fazem mal a si próprios e, potencialmente, a outros como contribuem para destruir o ambiente e para financiar os traficantes de droga, os rebeldes e os terroristas. Lembrem-se disto, na próxima vez que pensarem que uma linha de coca é algo inofensivo e que está na moda”.


A Europa enfrenta um problema de credibilidade quando pede aos países andinos que reduzam a oferta, uma vez que são os hábitos de consumo dos europeus que criam a procura que leva à cultura do arbusto de coca. Na mesma linha do Vice-Presidente da Colômbia, Francisco Santos, o Director Executivo do UNODC disse que já era altura de assumirem responsabilidades partilhadas, por exemplo, aumentando a ajuda aos agricultores que se dedicam à produção de coca, a fim de incentivar um desenvolvimento alternativo sustentável.
 
Antonio Maria Costa advertiu que o controlo da oferta não era suficiente. Mesmo que os mais de 900 toneladas de coca andina fossem apreendidos, no próximo ano seria produzida idêntica quantidade. E mesmo que todos os agricultores andinos deixassem de se dedicar à produção de coca, a procura dos 13 milhões de dependentes no mundo inteiro geraria a sua cultura noutras partes do planeta.


“Falando em termos muito claros, o grande desafio que enfrentamos ao nível do controlo de drogas é a prevenção do consumo de droga, o tratamento e a reabilitação”, concluiu Antonio Maria Costa, que sublinhou que esta era também uma responsabilidade comum de toda a comunidade e que a droga era um problema demasiado grande para a sua resolução ser deixado apenas nas mãos dos especialistas.


(Baseado numa notícia produzida pelo Serviço de Informação das Nações Unidas em Viena a 2/11/2006)


OCHA apela a que se tomem medidas preventivas contra as catástrofes

O responsável pelo Gabinete das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários (OCHA), Jan Egeland, apelou, hoje, a que os governos que tomem medidas preventivas, para evitar futuras tragédias causadas por catástrofes naturais.


Investir, hoje, em estratégias de resposta a estes fenómenos pode evitar futuras calamidades, disse Jan Egeland, num relatório que sublinha a vulnerabilidade dos povos mais pobres do planeta.
 
“Durante os últimos 30 anos, o número de vítimas de catástrofes naturais quintuplicou”, sublinhou.
 
Frisou a importância de tomar em consideração as alterações climáticas para acelerar os mecanismos de prevenção, visto que são um detonador de catástrofes naturais que podem causar uma explosão de sofrimento humano.


“Só este ano, 117 milhões de pessoas foram afectadas por mais de 300 catástrofes naturais, entre elas seca na China e em África e enormes inundações na Ásia e em África, o que custou cerca de 15 mil milhões de dólares em prejuízos”, disse o Coordenador do Socorro de Emergência.


Jan Egeland recordou que nenhum país é imune às catástrofes naturais e insistiu no facto de cada dólar investido na prevenção permitir poupar sete dólares em custos de assistência e reabilitação.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 02/11/2006)


OIT aplaude criação de uma nova central sindical internacional

O Director da Organização Mundial do Trabalho (OIT), Juan Somavia, elogiou, hoje, a criação de uma nova central sindical internacional, que representará 166 milhões de trabalhadores.


Juan Somavia disse que a constituição da Confederação Internacional de Sindicatos promete reforçar o trabalho da OIT e de outras organizações internacionais e regionais.


O Director da OIT apelou à nova Confederação para que dialogue com os empregados de todo o mundo, a fim de promover o Programa sobre Trabalho Digno nos países que a integram. Isto ajudará também a reduzir a pobreza para metade até ao ano 2015, um dos compromissos assumidos pelos Governos ao subscreverem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio da ONU, disse.


A Confederação é constituída por oito organismos nacionais e duas grandes organizações sindicais internacionais.


Segundo os seus dirigentes, a Confederação foi criada para dar voz aos trabalhadores no processo de globalização e permitir que os sindicatos tenham um papel destacado num ambiente económico muito exigente.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 01/11/2006)


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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.