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14 Junho 2016 -

Representante de Fiji será próximo presidente da Assembleia Geral

 

14/06/2016 - Secretário-geral da ONU saudou Peter Thomson e disse contar com ajuda dele para implementar Agenda 2030 e Acordo de Paris; Thomson obteve 4 votos a mais que seu concorrente do Chipre.

As Nações Unidas elegeram nesta segunda-feira o novo presidente da Assembleia Geral. Peter Thomson, de Fiji, será o presidente da 71ª sessão da Assembleia Geral, que terá início em setembro.

Na disputa contra o representante de Chipre, Andreas Mavroyiannis, Thomson recebeu 94 votos contra 90 do adversário. Dos 192 países que votaram, foram registrados sete votos nulos e uma abstenção. Para ser eleito, são necessários 93 votos.

Perspectiva

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, saudou a eleição do embaixador fijiano Thomson. Ele disse que o diplomata traz além do forte compromisso com o desenvolvimento, a perspectiva valiosa de um pequeno Estado-ilha em desenvolvimento.

Agenda 2030

Ban afirmou que conta com a ajuda do novo presidente da Assembleia Geral para a implementação da Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável e do Acordo de Paris sobre mudança climática.

O chefe da ONU disse que Thomson tem anos de experiência nos setores público e privado, com importante atuação na presidência do Grupo dos 77 mais a China.
Ban lembrou ainda que o embaixador fijiano adquiriu vasta experiência do sistema das Nações Unidas como chefe da diretoria executiva de várias agências da ONU, como o Programa para o Desenvolvimento, Pnud, e o Fundo de População, Unfpa.

Além disso, ele atuou como vice-presidente da própria Assembleia Geral entre 2010 e 2011.

Thomson vai substituir o atual chefe da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, em setembro próximo.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

09 Junho 2016 -

Risco de zika em Portugal continental é baixo, diz especialista da OMS

Foto:  Mosquito Aedes é encontrado na Ilha da Madeira. Foto:Irin/Kate Mayberry

09/06/2016 - Mas quem mora ou visita a Ilha da Madeira deve tomar cuidados devido à presença do Aedes aegypt; João Pires garante que maioria dos repelentes é segura durante gravidez, no entanto primeiros três meses são de maior risco.

Assim como a maioria dos países da Europa, Portugal continental tem poucas chances de enfrentar uma epidemia de zika na atual temporada de verão no Hemisfério Norte.

A informação foi confirmada à Rádio ONU pelo especialista de Alerta e Resposta a Emergências da Organização Mundial da Saúde. João Pires trabalha no escritório da OMS para a Europa, na Dinamarca, e destacou que o mosquito que transmite zika não é encontrado na parte continental de seu país.

Oito semanas

Pires, que trabalha em Copenhague, explica que o Aedes aegypt está presente na Ilha da Madeira. Quem mora ou pretende visitar a ilha portuguesa, precisa se proteger.

"Não temos, até o momento, transmissão de zika na Madeira. Globalmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda que mulheres grávidas não devem viajar para áreas com transmissão de vírus zika. Casais que retornem de áreas afetadas devem esperar pelo menos oito semanas antes de iniciarem relações sexuais desprotegidas com a intenção de engravidar. Outras recomendações gerais: utilizar roupas de manga comprida e de cor clara e repelente de inseto. O mosquito Aedes gosta mais de picar durante o dia."

Microcefalia

João Pires destaca ainda que se o parceiro masculino for infectado pelo vírus zika, a recomendação é que o casal use preservativo por pelo menos seis meses.

O médico da OMS também tem orientações para as grávidas. Segundo ele, ainda não há dados científicos suficientes que confirmem o período de maior risco de zika e microcefalia.

“O desenvolvimento da parte neurológica do feto se efetua durante o primeiro trimestre da gravidez. Várias publicações mostraram que existe algum risco de má formação congênita durante toda a gravidez. A OMS recomenda que seja feito um estudo ecográfico no primeiro trimestre para fazer uma avaliação sumária da morfologia do feto e depois uma nova ecografia entre as 18 e as 20 semanas, para realizar uma pesquisa mais rigorosa de má formação, especialmente dirigida a estrutura do cérebro."

Segundo João Pires, a capital de Portugal, Lisboa, será sede de um encontro da OMS e de especialistas de saúde europeus sobre o vírus zika.

O encontro ocorrerá entre os dias 22 e 24 de junho.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

08 Junho 2016 -

Comandante da GNR destaca contribuição portuguêsa às missões de paz da ONU

GNR2

08/06/2016 - Portugal atua em operações das Nações Unidas no terreno desde 1992; diretor nacional da Polícia de Segurança Pública falou à Rádio ONU sobre cooperação com países de língua portuguesa.

O comandante da Guarda Nacional Republicana de Portugal, tenente-general Manuel Couto, participou do Encontro de Cúpula da Polícia das Nações Unidas ou UNCOPS, encerrado em 3 de junho.

A reunião contou com representantes de 110 países, incluindo a maioria das nações de língua portuguesa. Nesta entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, Manuel Couto explicou a contribuição portuguesa à polícia da ONU.

Relevo

"Desde Timor-Leste, Haiti, República Centro-Africana, na Bósnia e Herzegovina. Desde 1992 que Portugal tem vindo a participar, tendo já participado com cerca de 3,5 mil polícias e Guarda Nacional Republicana. Destacaria o relevo e o reconhecimento que tem sido feito à participação dos polícias portugueses nessas missões das Nações Unidas."

O encontro, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, na última sexta-feira, foi o primeiro desta natureza e contou com a participação de representantes das 18 missões de paz.

"Onde estão a participar cerca de 110 países que vêm demonstrar o seu empenho no desenvolvimento das capacidades das polícias das Nações Unidas no apoio a países que precisem dessas capacidades."

CPLP

O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública de Portugal, Luís Farinha, também participou do encontro e falou à Rádio ONU sobre a cooperação com as missões de paz da ONU e nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP.

"Nós temos no âmbito da CPLP uma cooperação muito forte. No plano bilateral desde sempre com os países que integram a CPLP quer na área da formação, a nível superior, com nosso Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, quer no intercâmbio de experiências, por exemplo, em matérias mais especializadas em operações especiais policiais e etc. Temos o feito com o Brasil, mas temos o feito por exemplo também com Moçambique, com São Tomé e Príncipe, com Cabo Verde, com a Guiné, com tudo aquilo que é uma cooperação que envolva a natureza técnica das polícias."

O contigente policial da ONU trabalha com cerca de 93 mil boinas-azuis para proteger a população nos países que recebem as operações.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Refugiados que vivem no Brasil competirão nas Olimpíadas do Rio

 

Rio 2016

03/06/2016 - Os dois  judocas da República Democrática do Congo, Yolande Mabika e Popole Misenga, falaram à Rádio ONU que estão "muito felizes"; porta-voz do ACNUR no Brasil afirmou que iniciativa inédita mostra "força e perseverança dos refugiados"; anúncio coincide com lançamento da campanha #WithRefugees.
O Comitê Olímpico Internacional, COI, anunciou nesta sexta-feira os nomes dos 10 integrantes* da inédita Equipe Olímpica de Atletas Refugiados que disputará os Jogos do Rio 2016.

Dois nadadores da Síria, dois judocas da República Democrática do Congo, cinco corredores do Sudão do Sul e um da Etiópia integram a equipe.

Brasil

Yolande Mabika e Popole Misenga vivem no Brasil e, do Rio de Janeiro falaram com a Rádio ONU.

"Estou me sentindo muito bem, muito feliz. Não tava esperando, saiu a notícia de que vou participar, tô muito feliz."
"Eu tô muito feliz, muito, muito. Tô aqui muito emocionada e feliz."

Evento Global

A Rádio ONU também conversou com o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, ACNUR, no Brasil. De Brasília, Luiz Fernando Godinho falou sobre a importância da iniciativa inédita.

"Exatamente demonstrar para todo mundo, por meio de um evento global como são os Jogos Olímpicos do Rio a força e a perseverança dos refugiados, dos milhões de refugiados que se encontram hoje no mundo. Por meio desta equipe olímpica de atletas refugiados podermos mandar uma mensagem de que os refugiados são pessoas capazes de alcançarem feitos extraordinários por meio, antes de tudo, da perseverança e determinação que eles têm de enfrentar as adversidades pelas quais eles passam."

Campanha

O anúncio da equipe de refugiados coincide com o lançamento da campanha mundial do ACNUR #WithRefugees ou Com Refugidos, parte da parceria da agência da ONU com o COI para os Jogos Rio 2016.

"É uma campanha que traz uma série de histórias individuais de refugiados ao redor do mundo e que mostra que os refugiados são pessoas como eu, como você, como os ouvintes da Rádio ONU. Pessoas que tiveram que passar por situações extremas, que vivem momentos difíceis, mas que estão exatamente com seus sonhos, seus objetivos."

O porta-voz explicou que dentro da campanha haverá uma petição online que o ACNUR está promovendo em todo o mundo.

"Para coletar assinaturas de pessoas que apoiam a causa de refugiados pedindo que as autoridades governamentais que cada criança refugiada tenha acesso à educação, que todas as famílias refugiadas tenham a possibilidade de viver em um lugar seguro e que todos os refugiados possam trabalham e aprender novos conhecimentos para contribuir positivamente com suas comunidades que os acolheram."

A petição será entregue às autoridades governamentais antes da reunião de alto nível sobre refugiados e migrantes marcada para o dia 19 de setembro na sede da ONU em Nova Iorque.

•    Ramis Anis, da Síria (Natação, 100 metros borboleta – masculino); vive na Bélgica;
•    Yiech Pur Biel, do Sudão do Sul (Atletismo, 800 metros – masculino); vive no Quênia;
•    James Nyang Chiengjiek, do Sudão do Sul (Atletismo, 400 metros – masculino); vive no Quênia;
•    Yonas Kinde, da Etiópica (Atletismo, maratona – masculino); vive em Luxemburgo;
•    Anjelina Nada Lohalith, do Sudão do Sul (Atletismo, 1.500 metros – feminino); vive no Quênia;
•    Rose Nathike Lokonyen, do Sudão do Sul (Atletismo, 800 metros – feminino); vive no Quênia;
•    Paulo Amotun Lokoro, do Sudão do Sul (Atletismo, 1.500 metros – masculino); vive no Quênia;
•    Yolande Bukasa Mabika, da República Democrática do Congo (Judô, peso médio – feminino); vive no Brasil;
•    Yusra Mardini, da Síria (Natação, 200 metros livres – feminino); vive na Alemanha;
•    Popole Misenga, da República Democrática do Congo (Judô, peso médio – masculino); vive no Brasil;

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Ban discute ratificação do Acordo de Paris em visita a Portugal

Ban é condecorado pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: ONU/Mark Garten

Secretário-geral da ONU falou sobre o assunto em reunião com o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e com o chefe da Assembleia da República; ele recebeu do mandatário português a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, foi condecorado esta sexta-feira com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Ban encerrou visita de dois dias ao país onde discutiu vários assuntos mundiais, incluindo a ratificação do Acordo de Paris sobre o clima.


Agenda 2030

O chefe da ONU debateu a questão durante reunião com o presidente da Assembleia da República portuguesa, Eduardo Ferro Rodrigues. Eles falaram também sobre a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

O secretário-geral saudou a "liderança compassiva" de Portugal no caso dos refugiados e reforçou a necessidade de uma resposta universal para lidar com as grandes movimentações de refugiados e migrantes em direção à Europa.

Outro ponto discutido com Ferro Rodrigues foi o Plano de Ação de Ban para Prevenir o Extremismo Violento.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

 

Leia Mais:

 

PHOTO – subtitle and credits -   Ban é condecorado pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: ONU/Mark Garten

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.