Domingo, 22 Outubro 2017
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ONU procura jovens líderes para promover desenvolvimento sustentável

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Depois do sucesso da primeira edição da iniciativa “Jovens Líderes para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, a Organização das Nações Unidas procura agora a segunda geração de jovens brilhantes empenhados em promover a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável

Jayathma Wickramanayake, Enviada Especial das Nações Unidas para a Juventude, anunciou este sábado a abertura do processo de candidatura para a segunda geração de Jovens Líderes para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Esta iniciativa, liderada por Wickramanayake, distingue anualmente o trabalho e o empenho de 17 jovens excecionais e inspiradores no combate à pobreza, às desigualdades e às alterações climáticas.

“Os jovens não são os líderes de amanhã – nós somos os líderes de hoje”, disse Wickramanayake, realçando a importância dos jovens na construção de um futuro sustentável. Segundo a Enviada Especial para a Juventude, a geração mais nova é a arma para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, possuindo o conhecimento, a paixão e a tecnologia necessários para impactar a trajetória do nosso planeta e das nossas sociedades.

A Organização das Nações Unidas procura agora 17 jovens do mundo inteiro, entre os dezoito e trinta anos, para integrarem a nova equipa de Jovens Líderes. Os melhores e mais brilhantes catalisadores de mudança serão selecionados para trabalhar com a Enviada Especial, promovendo junto das gerações mais novas e tornando mais acessíveis os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Durante o seu mandato de um ano, os jovens terão também a oportunidade de demonstrar a importância de intensificar a colaboração entre a ONU e as gerações mais novas em iniciativas relacionadas com um futuro mais sustentável.

As candidaturas estarão abertas até ao próximo dia 3 de Novembro e podem ser feitas aqui.

OMS destaca local de trabalho no Dia Mundial da Saúde Mental

Agência da ONU lembra que grande parte a vida adulta é passada no trabalho; iniciativas de gerentes e empresas para apoiar trabalhadores com distúrbios mentais leva a aumento de produtividade; 300 milhões de pessoas vivem com depressão.

Dia Mundial da Saúde Mental

Paciente de doença mental no JFK Medical Center, em Monrovia, na Libéria.

Foto: Dominic Chavez/Banco Mundial

Com ONU News

No 10 de outubro, as Nações Unidas assinalam o Dia Mundial da Saúde Mental, numa altura em que a OMS estima que haja 300 milhões de pessoas em todo o mundo a sofrer de depressão, uma das maiores causas de aposentação por invalidez.

Na edição deste ano, a Organização Mundial da Saúde destaca a saúde mental no local de trabalho, referindo que os empregadores e gerentes que investem em iniciativas para promover saúde mental e apoiar os funcionários com desordens mentais conseguem ganhos não somente na área da saúde, mas também nos níveis de produtividade.

A OMS afirma que um ambiente de trabalho negativo pode levar a problemas físicos e mentais. Assim como o uso de substâncias nocivas ou álcool, falta no emprego e perda de produtividade.

De acordo com os últimos dados disponíveis, em Portugal mais de 500 mil pessoas sofrem de depressão, sendo que em todo o mundo, 260 milhões de pessoas vivem com algum tipo de distúrbio mental, muitos sofrem de depressão e ansiedade. As duas patologias custam uma média de 1 bilião de euros à economia global em perdas no trabalho. O objetivo do Dia Mundial da Saúde Mental é aumentar a conscientização para o tema e mobilizar esforços de apoio a melhorias para esta área da saúde.

Guterres vista as Caraíbas: “Auxílio é de responsabilidade internacional”

ecretário-geral caminha na área de Codrinton ao encontro de habitantes em Antígua e Barbuda.

O Secretário-Geral, António Guterres, visitou a cidade de Codrington, na Ilha da Barbuda,  para testemunhar a destruição provocada pelo Furacão Irma. UN Photo/Rick Bajornas

 

O Secretário-geral da ONU fala de países "devastados dramaticamente";  chefe da Nações Unidas reitera que o grupo de nações que está a sofrer  com os efeitos das alterações climáticas não contribuíram para tal.

Por ONU News.

Durante a sua visita às Caraíbas recentemente afetadas por furacões, o Secretário-Geral afirmou que a grande responsabilidade da comunidade internacional é "em primeiro lugar garantir que a ação climática seja acelerada."

António Guterres declarou que é possível evitar a aceleração dramática das mudanças climáticas. Em declarações aos jornalistas em Antígua, o chefe da ONU mencionou a população que foi forçada a fugir das suas áreas e as economias de várias famílias que foram totalmente destruídas.

An aerial view of the devastation wrought by Hurricane Irma in Barbuda

Vista aérea da destruição causada pelo Furacão Irma na ilha de Barbuda. UN Photo/Rick Bajornas

Para Guterres é também necessário dar apoio humanitário e auxílio à reconstrução, além de se avaliarem mecanismos financeiros inovadores para os países que foram "devastados dramaticamente".

O objetivo dessas medidas passa pela recuperação desses países e garantir que fiquem mais resilientes às tempestades porque, segundo lembrou, tendem a ser mais frequentes e mais intensas do que no passado.

Após os estragos causados pelos furacões Irma, Harvey e Maria nesta região, a ONU emitiu um pedido de ajuda para angariar 97 milhões de euros para atender às necessidades humanitárias imediatas. As ilhas mais afetadas foram a Dominica, a Antígua e a Barbuda.

O secretário-geral disse ainda que a ONU está totalmente empenhada em apoiar os governos e os povos de Barbuda, de Dominica e outros, mas lembrou que essas ações ainda não são suficientes.

Guterres quer uma completa mobilização de recursos internacionais para apoiar as pessoas com mecanismos financeiros inovadores "porque este país não conseguirá fazê-lo sozinho, dado o seu elevado endividamento". Como país de rendimento médio, por enquanto só tem acesso a empréstimos comerciais, portanto, "É necessário ter mecanismos inovadores de financiamento que apoiem estes países a restabelecerem-se, para que as pessoas possam reconstruir as suas vidas".

UNCTAD identifica "grande oportunidade" para as novas tecnologias nos países lusófonos

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Foto: UN Photo/Mark Garten

UNCTAD identifica "grande oportunidade" para as novas tecnologias nos países lusófonos

Especialista da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) destaca que deve ser aproveitada a experiência acumulada de Portugal e do Brasil. Uma em cada seis pessoas tem acesso à internet em Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau. A UNCTAD defende que os países lusófonos podem cooperar para evitar desequilíbrios no acesso ao mundo digital.

Por ONU News em Nova Iorque 

O espaço da lusofonia oferece uma grande oportunidade de expansão para as novas tecnologias, segundo o chefe da Sessão dos Países Menos Avançados da UNCTAD. Rolf Traeger defendeu que as nações do bloco lusófono devem explorar as oportunidades de criar parcerias no setor, em declarações à ONU News de Genebra durante o lançamento do Relatório sobre a Economia da Informação 2017.

Portugal e Brasil

"O Brasil é o quarto país em termos do número de pessoas ligadas à internet e, por outro lado, nós temos Portugal que é um dos países desenvolvidos, onde o uso de novas tecnologias, de redes sociais e do comércio eletrónico é muito mais avançado do que nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). Há uma grande possibilidade que as empresas dos demais países lusófonos façam alianças e aproveitem a experiência já acumuladas de países como Portugal e o Brasil para utilizar essas novas tecnologias."

Traeger afirmou ainda que são necessárias parcerias para expandir a rede de internet apesar dos avanços das comunicações móveis, em países menos avançados como Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, onde segundo o estudo somente uma em cada seis pessoas tem acesso à internet.

Países lusófonos 

"Um dos fatores que se destaca no relatório é a importância dos fatores culturais, linguísticos etc. Há um grande potencial para cooperação internacional entre os países lusófonos, para justamente evitar que a disparidade no acesso ao mundo digital aumente. Como se pode fazer isso? Através da cooperação internacional e do estabelecimento de parcerias entre empresas de diferentes países para aumentar o acesso ao mercado e para fazer a transferência da tecnologia de operação das novas tecnologias."

Para a UNCTAD, as novas realidades de mercado de novas tecnologias são acompanhadas por riscos onde as primeiras empresas a operar na área podem crescer mais rapidamente, ditar as regras e ter uma posição dominante do mercado.

Traeger defende que essa realidade pode marginalizar os já menos favorecidos de áreas rurais de países mais pobres e aumentar o desequilíbrio no acesso à internet. Os maiores riscos são corridos pelas pequenas e médias empresas recém criadas em continentes como África e América Latina,  que podem ficar à margem das novas realidades na economia e na tecnologia a nível global.

05 Outubro 2017 -

António Guterres apela a maior compromisso para as alterações climáticas

Guterres apela a compormisso para as alterações climáticas

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, destacou esta quarta-feira a importância de ação conjunta contra as alterações climáticas para que se evitem futuras catástrofes como as que afetaram recentemente algumas ilhas caribenhas.

Num encontro com a imprensa na sede da ONU, Guterres anunciou que viaja no sábado para Antígua, Barbuda e Dominica, as ilhas mais afetadas pelos recentes furacões Harvey, Irma e Maria. Durante a visita àquelas ilhas caribenhas, o Secretário-Geral pretende avaliar os danos causados pelas catástrofes meteorológicas e determinar como a organização internacional pode apoiar a recuperação das populações e território afetados.

Até agora as Nações Unidas e parceiros já distribuíram assistência humanitária por várias regiões das ilhas, incluindo 18 toneladas de comida, três milhões de comprimidos de purificação de água, milhares de tanques de água, tendas, mosquiteiros e muito mais.

A ONU lançou também um apelo para a recolha de cerca de cem milhões de euros destinados às necessidades humanitárias imediatas das ilhas afetadas. Guterres saúda os países que têm demonstrado solidariedade e cooperado com as ilhas caribenhas, mas lamenta a fraca adesão geral da comunidade internacional.

O Secretário-Geral alertou também para o facto de ser raro observar furacões desta intensidade no início da temporada, apontando as alterações climáticas como a causa principal. Citando dados científicos, Guterres frisa que estes fenómenos meteorológicos extremos se vão tornar mais comuns e que já nos últimos 30 anos, se tem observado um aumento significativo na sua incidência, bem como nas consequências económicas associadas.

António Guterres terminou o encontro com a imprensa afirmando que “o mundo tem as ferramentas, a tecnologia e a riqueza necessárias para combater as alterações climáticas”, mas sublinha que é fundamental uma maior determinação na implementação do Acordo de Paris por parte da comunidade internacional, para que se avance para um futuro mais sustentável.

Este será o tema central da próxima Cimeira do Clima, COP23, que decorrerá entre os dias seis e dezassete do próximo mês e deverá contar com a presença do Secretário-Geral da ONU. O encontro, que terá lugar em Bona, na Alemanha, visa promover as ambições e objetivos do Acordo de Paris bem como garantir avanços na sua implementação. 

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António Guterres visita Dominica após passagem de furacão

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