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30 Novembro 2017 -

Guterres defende novo impulso na cooperação com África

costa marfim

Com ONU News

O Secretário-Geral das Nações Unidas considera que os jovens são a força motriz das sociedades e "precisam ser mais ouvidos e colocados no centro dos planos de desenvolvimento". António Guterres discursou na abertura da 5ª Cimeira União Africana-União Europeia, em Abidjan, na Costa do Marfim, onde frisou que é essencial responder às aspirações da juventude em prol do progresso e da preservação da paz e da segurança.

No ano em que se celebra o 10º aniversário da Estratégia África-EU, o Secretário-Geral destacou que "é hora de fortalecer os laços" entre os dois continentes, lembrando que as "recentes imagens atrozes dos migrantes vendidos na Líbia são um alerta para a necessidade de agir".

O líder da ONU disse ainda que é preciso "mudar o relacionamento com a África e criar uma nova plataforma de cooperação". Essa nova fase da parceria deve reconhecer o que chamou de "enorme potencial" do continente.

António Guterres participou ainda num encontro com os presidentes da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e com a alta representante da UE, Federica Mogherini.

As três organizações concordaram em criar uma um grupo de trabalho para salvar e proteger migrantes e refugiados ao longo de rotas que estes usam em particular dentro da Líbia.

Nesta visita Guterres encontrou-se pela primeira vez com o novo chefe de Estado de Angola, João Lourenço, que assumiu o cargo em setembro. Na reunião foi abordada a questão da transição política no Zimbabué após a renúncia do presidente Robert Mugabe. Angola preside o Órgão sobre Política, Defesa e Segurança da Comunidade dos Países da África Austral.

28 Novembro 2017 -

Novas conversações de paz sobre a Síria

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Foto: Unicef/Amer Al Shami

Com Onu News

Genebra recebe nova ronda negocial, reconstrução do país custará 210 mil milhões de euros, estima a ONU

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas estão reunidos esta terça-feira em Genebra, dia em que começa uma nova ronda de conversas de paz sobre a Síria. A informação foi dada pelo enviado especial da ONU para Síria, Staffan de Mistura,  que classifica "esta crise, uma das piores da história da ONU, agora tem um potencial real de mover na direção de um processo político genuíno".

O enviado afirma que há agora o "surgimento de um consenso internacional" e defendeu ser preciso começar a unir o processo a "resultados concretos que permitam que os sírios determinem o seu próprio futuro livremente". Depois de mais de seis anos de guerra, o conflito foi reduzido de forma significativa em várias províncias na Síria, graças a diversas zonas de redução da violência monitorizadas pela Rússia, Turquia e o Irão.

No entanto, outras áreas do país, incluindo a área oriental de Ghouta, nos arredores de Damasco, continuam a viver um período de violência e têm grandes necessidades humanitárias. Staffan de Mistura afirma que há um perigo de "fragmentação concreta" da Síria, estimando que metade da população síria abandonou as suas casas nos últimos seis anos.A reconstrução da Síria custará pelo menos 210 mil milhões de euros garantiu ainda o enviado especial do Secretário-Geral da ONU para o país.

16 dias de ativismo contra a violência sobre as mulheres

Desde sábado, dia 25 de novembro, Dia Internacional para Eliminação da Violência a Mulheres, até ao Dia dos Direitos Humanos, a 10 de dezembro, a ONU marca 16 dias de ativismo contra a violência de género, período em que se unem esforços na mobilização para acabar com a violência a mulheres e raparigas em todo o mundo.

“Não deixar ninguém para trás" é o tema da campanha deste ano, princípio central da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável

Como em anos anteriores, vários edifícios e monumentos foram iluminados de laranja, cor que que simboliza esta causa, para chamar atenção global à questão da violência sobre as mulheres e raparigas.

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Edifício dos Paços do Concelho, em Lisboa, iluminado de de laranja como parte dos 16 dias de ativismo para acabar cm a violência sobre as mulheres.

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Estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, iluminada de laranja como parte dos 16 dias de ativismo para acabar cm a violência sobre a mulheres. Foto: Unic Rio/Celio Duraess

22 Novembro 2017 -

Catarina Furtado: “Precisamos de ter uma maior consciência das profundas desigualdades que existem.”

Catarina Furtado

Nome: Catarina Furtado

 Profissão: Comunicadora, atriz e autora

 Outras funções: Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População ( UNFPA). Presidente e fundadora da ONGD - Associação Corações Com Coroa (CCC) 

 Naturalidade: Lisboa

Embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, o UNFPA, há 17 anos, Catarina Furtado tem dedicado grande parte da sua vida e do seu trabalho a causas sociais e solidárias.  Em entrevista à ONU Portugal, a também apresentadora de televisão atriz, autora, ativista, mãe, entre muitas outras coisas, explica a sua ligação com as Nações Unidas, o trabalho que tem desenvolvido com o UNFPA nos últimos anos e partilha algumas das suas principais preocupações em algumas das grande áreas de atuação da ONU.

ONU Portugal: Quando e como começou esta relação tão próxima com as Nações Unidas?

Catarina Furtado: Foi através de um convite que recebi do então Secretário Geral da ONU, Kofi annan no ano 2000, depois de por indicação da então Directora Executiva do UNFPA - Senhora Toraya Obaid,  ter sido entrevistada por um enviado  que veio a Portugal com o intuito de, através de contacto com a Associação para o Planeamento da Família, identificar a porta-voz portuguesa  para uma campanha mundial sobre saúde sexual e reprodutiva que aconteceu em 1998 e que se chamava Face to Face. Nessa longa tarde, abordámos vários temas, partilhei as minhas opiniões e inquietações cívicas.

Passados uns tempos, já em 2000, fui contactada novamente pela  Sra. Toraya Obaid / UNFPA e nessa altura recebi então uma carta oficial de Kofi annan a fazer o convite formal para abraçar esta missão voluntária e participar numa reunião de trabalho de Embaixadores de Boa Vontade e Mensageiros da Paz, que teve lugar na sede das Nações Unidas em 2001. Foi com enorme alegria e sentido de responsabilidade que vivi este momento. Cargo esse que tem sido renovado pelos sucessivos Directores do UNFPA e Secretários-Gerais da ONU. Com o anterior SG Ban Ki moon, fui considerada uma das personalidades "Campeãs dos ODM". Tem sido uma aprendizagem constante e um desafio diário.

Quais são as suas principais responsabilidades enquanto embaixadora das Nações Unidas para o Fundo da População?

Efectivamente o que é esperado de nós é que ponhamos determinados assuntos nas agendas públicas e políticas no quadro do que é o Plano de Ação da CIPD e das conferências e compromissos que sucederam a esta importante conferência das Nações Unidas e mandato do UNFPA: igualdade de oportunidades e de género, as questões da não discriminação e não violência, da inclusão social, da saúde sexual e reprodutiva e direitos reprodutivos, da participação dos jovens e dos direitos das meninas e raparigas, da saúde materna, das práticas nefastas contra a saúde das raparigas e das mulheres, dos casamentos infantis e forçados, combinados ou precoces, da mutilação genital feminina, etc..  

Faz parte da nossa missão ir às escolas falar sobre estas temáticas, estar presente, participar e co-organizar reuniões de trabalho com os decisores políticos e não só, trabalhar com os meios de comunicação social, promover campanhas de angariação de financiamentos para determinados projectos, participar em debates e conferências a convite do UNFPA e outras, em linha com a nossa missão. Visitar projectos em diferentes contextos geográficos e fazer contactos com governantes locais e diferentes meios de comunicação social. No fundo, é tornar mais visíveis as causas e as iniciativas do UNFPA.

Catarina Furtado

Pode falar-nos um pouco sobre o trabalho que tem vindo a desenvolver nos últimos 17 anos em parceria com a ONU?

Tenho feito um trabalho permanente com os diferentes decisores políticos e também junto das escolas. Enquanto Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA tenho participado como oradora em reuniões internacionais e regionais, campanhas internacionais a convite do UNFPA e/ou por ele indicada; tenho visitado alguns países e projectos onde o UNFPA trabalha e tem influência decisiva na melhoria da vida das populações, sobretudo das mulheres e jovens;  tenho participado em conferências na Assembleia da República e co-apresentado o Relatório sobre a situação da População Mundial, entre muitas outras iniciativas também na sede das Nações Unidas em Genebra e em Nova Iorque como aconteceu em Março aquando da sessão da Comissão da Conidção das Mulheres. Enquanto documentarista, tenho tentado dar a visibilidade  devida a estas questões através da realização de documentários na RTP, quer para o programa Príncipes do Nada quer para a série Dar vida sem Morrer, para que a população  em geral perceba a importância que estes projectos implementados no terreno nos países em desenvolvimento, têm para o exercicio  dos direitos humanos e vivência da dignidade para todas as pessoas. Nascer com saúde e com direitos não pode ser um privilégio de algumas mulheres e crianças, mas sim um direito pleno para todas as pessoas em todo o mundo, nomeadamente através do acesso a cuidados de saúde ( e saúde sexual e reprodutiva) e de educação. 

Há 6 anos fundei em Portugal a ONGD Corações Com Coroa (CCC) onde trabalho exactamente as mesmas áreas que abraço no UNFPA: igualdade de oportunidades e de género, não discriminação, não violência, inclusão social. Com a CCC e outras ONG portuguesas acolhi em Lisboa (2014) a Exposição "Novas Demais para Casar" que esteve na sede da CGD,  a primeira exposição sobre o tema dos casamentos infantis em Portugal e também co-produzimos e participámos na Campanha "Continuamos à Espera" sobre a Agenda 2030. Há dois anos escrevi um livro que é também um contributo para a abordagem destas questões na medida em que partilho muitas experiências vividas em cerca de 10 países em desenvolvimento,onde estive várias vezes, " O que vejo e não esqueço" da editora Esfera dos Livros.

Na sua opinião, de que forma podemos contribuir, enquanto cidadãos, para que consigamos alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e para que a Agenda 2030 seja uma realidade no médio prazo?

Procurar saber mais e para melhor fazer; rever os nossos comportamentos e atitudes; colocar-nos no lugar da outra pessoa (mesmo de outra geografia ou cultura); apoiar e participar  na construção de sociedades mais justas e solidárias; fazer todos os dias mais pelo empoderamento de meninas e mulheres;  ser cidadã atenta e comprometida; fazer da não discriminação e não violência, uma norma individual e colectiva.

Precisamos de ter uma maior consciência das profundas desigualdades que existem. Saber que o acesso universal à educação e saúde não é uma realidade em todos os países, faz a diferença! Saber que morrem por dia meninas e mulheres apenas porque nasceram Mulher num tempo e geografia que as desvaloriza ou invisibiliza. Mortes evitáveis!

Os dados relativos à gravidez adolescente, mutilação genital feminina,  casamentos infantis,  mortes maternas, são assustadores, no entanto o investimento nestas áreas é mínimo, quando comparado com o investimento em armamento ou tecnologia de defesa.

 Catarina Furtado

Que conselho daria a todos os que nos estão a ler e que querem abraçar uma carreira na área da cooperação internacional e ajudar a promover a sustentabilidade do nosso planeta?

 Sejam preserverantes, sejam resilientes, percebam que a humanidade é uma partilha constante e sobretudo percebam que o que fizerem aqui terá impacto ali e vice-versa. A Cooperação Internacional não é apenas o trabalho de diplomatas, Ministérios de Negócios Estrangeiros, relações exteriores ou das grandes conferências mundiais, a Coooperação Internacional faz-se e exercita-se no quotidiano através do empoderamento e da promoção da  igualdade de todas as pessoas, sem deixar ninguém para trás. É necessário rever os nossos padrões de actuação e consumo de bens culturais e outros.

Uma relação de 17 anos é um laço muito maduro. Poderemos continuar a contar com o seu contributo?

Com toda a certeza. Esta é uma missão que mudou a minha vida e a forma como encaro o meu papel enquanto figura pública, cidadã, mulher e até mãe. Estarei com esta missão com o UNFPA até que a entendam manter.

António Guterres na COP23: “Precisamos de mais ambição. Precisamos de ir mais longe, mais rápido, juntos.”

Guterres na COP 23

 

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, participou esta quarta-feira na Conferência do Clima em Bona, onde lançou um apelo urgente à ação climática. Falando perante vários chefes de Estado, Guterres definiu as alterações climáticas como a maior ameaça do nosso tempo, lembrando a necessidade de aumentar o nível de ambição na luta contra este desafio, para o bem das gerações de hoje e do futuro.

O Secretário-Geral referiu cinco áreas de ambição nas quais é preciso ir mais longe: emissões, adaptação, finanças, parcerias e liderança. São vários os relatório e estudos que indicam a necessidade de uma maior ambição por parte dos países na redução das emissões, de forma a respeitar as promessas estipuladas no Acordo de Paris. António Guterres alertou também para a importância da adaptação, afirmando que “as alterações climáticas já são uma realidade, e só vão piorar a curto prazo”. É, por isso, essencial investir na resiliência e adaptação daqueles mais vulneráveis a estas alterações. Para tal Guterres pede mais ambição na área financeira, afirmando que é fundamental reorientar os mercados e o investimento em direção a um futuro verde e sustentável. O Secretário-Geral também voltou a referir a importância de parcerias na implementação do Acordo de Paris, lembrando que os enormes passos a dar na área da ação climática requerem coligações que unem todos os setores e atores principais. Por fim, o líder das Nações Unidas pediu coragem, sabedoria e compaixão por parte dos líderes, referindo que a liderança climática é a mais nobre demonstração de atenção ao bem-estar dos cidadãos.

António Guterres acabou a sua intervenção lembrando que a principal prioridade deve ser a construção de um planeta saudável, de um mundo seguro com paz, prosperidade, dignidade e oportunidades para todos. 

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Dia Universal dos Direitos da Criança

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