Quinta, 02 Julho 2015
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A ONU na sua língua

Mais de mil milhões de pessoas ainda vivem sem eletricidade

Mulher a cozinhar arroz na aldeia de Melsanakuppam em Tamil Nadu, sul da Índia

O mundo está a caminhar na direção certa para alcançar o acesso universal à energia sustentável até 2030, mas deve avançar a um ritmo mais rápido, diz um novo relatório que acompanha o progresso da iniciativa Energia Sustentável para Todos (SE4All).

O relatório - "Progresso para a Energia Sustentável: situação do quadro global em 2015" - revela que mais de mil milhões de pessoas no mundo ainda vivem sem eletricidade e quase 3 mil milhões ainda cozinham usando combustíveis poluentes, tais como querosene, madeira, carvão vegetal e esterco. O relatório advoga que a eficiência na geração de energia renovável terá de acelerar dramaticamente.

"Estamos na direção certa para acabar com a pobreza energética", disse Anita Marangoly George, diretora sénior do departamento de Energia e Práticas Extrativas Globais do Banco Mundial, "mas ainda estamos muito longe da meta. Teremos de trabalhar muito mais, especialmente para mobilizar maiores investimentos em energia renovável e eficiência energética. temos de aproveitar as finanças públicas para mobilizar o capital privado, algo indispensável para alcançar essas metas. "

O relatório é o segundo de uma série que acompanha o progresso mundial em três objetivos: aumento do acesso universal à energia, duplicar a taxa global de melhoria na eficiência energética,  duplicar a quota das energias renováveis ​​na matriz energética global - que devem ser atingidos em 2030. Enquanto a primeira edição, lançada em 2013, medido progresso entre 1990 e 2010, esta edição concentra-se no período de 2010 a 2012.

Neste último período, o número de pessoas sem acesso à eletricidade diminuiu de 1200 a 1100 milhões, uma taxa de progresso muito mais rápida do que no período de 1990 a 2010. No total, 222 milhões de pessoas passaram a ter acesso à energia elétrica durante este período, um valor mais elevado do que o aumento da população (138 milhões de pessoas). Estes ganhos foram concentradas na Sul da Ásia e na África Subsaariana, e principalmente em áreas urbanas. A taxa de electrificação mundial aumentou de 83 por cento, em 2010, para 85 por cento em 2012.

Mas houve menos progressos no acesso a combustível menos poluente para cozinhar:  quase 3 mil milhões de pessoas ainda usam combustíveis á base de biomassa (madeira e esterco) - a maior parte dessa população vive em áreas rurais da África Subsaariana, Sul da Ásia e Ásia oriental.

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Do lado positivo, a quota de energias a partir de fontes renováveis modernas (hidrelétrica, solar e eólica) cresceu  4 por cento ao ano durante o período de acompanhamento. As energias renováveis ​​modernas perfizeram 8,8 por cento do consumo de energia mundial em 2012. Ainda assim, para atingir a meta definida para 2030, a taxa de crescimento anual de energia renovável tem de rondar os 7,5 por cento.

O relatório utiliza o critério de intensidade energética - produção económica global, dividida pelo consumo total de energia - como medida de aferir a eficiência energética. Durante 2010-2012, a intensidade energética caiu mais de 1,7 por cento ao ano, muito mais do que a taxa anual durante 1990-2010, mas ainda mais lento do que o objectivo de queda de 2,6 por cento da intensidade energética previsto para o período entre 2010 e 2030.

"Progresso para a Energia Sustentável: situação do quadro global em 2015" foi produzido em conjunto pelo departamento de Energia e Práticas Extrativas Globais do Banco Mundial, pelo Programa de Assistência de Gestão do Sector da Energia  do Banco Mundial (ESMAP) e pela Agência Internacional de Energia, além de ser apoiado por 20 outras organizações e agências parceiras.

 

19 de maio de 2015, Editado por UNRIC

No Dia Internacional da Família, ONU destaca igualdade de género e direitos das crianças

04 01 2015Iraq TikritPara assinlar o Dia Internacional da Família, que se comemora a 15 de maio, as Nações Unidas escolheram, em 2015, o seguinte lema:  “Homens ao comando? Igualdade de Género e Direitos das Crianças nas Famílias Contemporâneas”. A pergunta é um convite à reflexão sobre o papel que a igualdade de género e os direitos das crianças devem ter nas leis da família, como forma de promover sociedades mais justas e como fatores  indispensáveis para o alcance dos objetivos de desenvolvimento.

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Iémen regista semana mais “mortífera” do conflito antecedendo cessar-fogo

05 12 2015Yemen AidCerca de 200 civis morreram, na semana passada, no Iémen numa altura em que o país regista o período com mais baixas desde que confrontos violentos começaram, a 26 de março passado. A informação é dada  pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

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ONU intensifica ajuda humanitária após novo terramoto no Nepal

05 12 unicef nepalUm novo terramoto com magnitude de 7,3 atingiu o Nepal, fazendo pelo menos 40 mortos, de acordo com informação recebida pelas Nações Unidas. A castastrofe deu-se apenas duas semanas após outro grande sismo que matou mais de 8 mil pessoas e devastou a maior parte das infraestruturas do país.

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Alta Representante Europeia defende combate aos traficantes de migrantes no Conselho de Segurança da ONU

 UN Photo/Loey Felipe

Alta Representante Europeia defende combate aos traficantes de migrantes no Conselho de Segurança da ONU

“Informei o Conselho de Segurança sobre as recentes decisões e os preparativos para os próximos passos a serem dados pela União Europeia. Encontrei um muito elevado nível de compreensão e de partilha das nossas preocupações, do nosso sentido de urgência, da necessidade de agir rapidamente e em plena cooperação, em total parceria. Uma parceria não só na luta contra as organizações de contrabandistas, mas também na resolução das causas profundas do fenómeno, que vão desde a situação nos países de origem - com a pobreza e os conflitos a serem a base do fenómeno -, bem como à situação desde os países de trânsito até as margens do Mediterrâneo, onde, por vezes, o desfecho é trágico”, disse a  Alta Representante da Política Externa Europeia, Federica Morgherini, na conferência de imprensa depois de ter discursado no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque, a 11 de maio, que visava debater a situação da migração através do mar Mediterrâneo.

O convite surgiu após uma série de contactos de alto nível entre a Alta Representante, Estados Membros da UE, o Conselho de Segurança, Estados Unidos, Rússia e China para trocar ideias sobre como combater as redes de tráfico e contrabando de pessoas na região.

Federica Morgherini também discutiu parcerias com os países Árabes e União Africana para abordar as causas profundas da imigração ilegal, responder a situações de emergência e combater o tráfico de pessoas vulneráveis.

“Do nosso lado, na União Europeia, a Comissão irá adoptar, na quarta-feira, uma nova agenda para a migração que irá fazer propostas para resolver, a curto prazo e longo prazo, as questões relacionadas com a migração em todos os seus aspectos - incluindo sugestões para partilha da responsabilidade dntro da União Europeia de uma forma mais eficaz, mas também para aumentar a eficácia das formas de migração legal”, acrescentou Federica Mogehrini.

Possível intervenção militar

A chefe da diplomacia Europeia abordou a hipótese de uma intervenção internacional na Líbia: “Também mencionei ao Conselho de Segurança que, na próxima segunda-feira, vou propor aos Ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da União Europeia que tomem as primeiras decisões sobre a ação da União Europeia para desmantelar as organizações de traficantes e contrabandistas no mar”.

No mesmo dia, o Representante Especial da ONU para a Migração Internacional, Peter Sutherland, fez uma apresentação sobre a crise migratória e de refugiados no Mediterrâneo, a qual já registou 1.800 mortos por afogamento nos primeiros 150 dias de 2015. Peter Sutherland disse que é preciso uma resposta coletiva, nomeadamente através de um enfoque urgente no salvamento de vidas, impulsionando a aplicação da lei contra os contrabandistas, aumentando canais seguros para o reassentamento de refugiados, uma maior solidariedade com os países vizinhos da zona de conflitos e intensificar os esforços para terminar esses mesmos conflitos que levam à tentativa de fuga de milhares de pessoas.

"A situação no Mediterrâneo representa - em primeiro lugar - uma crise de segurança para as centenas de milhares de refugiados e migrantes envolvidos neste trajeto cheio de perigos: os que arriscam suas vidas para cruzar os mares, os que estão detidos e sofrem abusoss ​​nos países de trânsito, os que fogem dos conflitos, desastres naturais e outras ameaças às suas vidas e meios de subsistência ", disse Sutherland ao Conselho de 15 membros.

O Representante Especial da ONU para a Migração Internacional disse, ainda, que as 1.800 mortes no Mediterrâneo no primeiro mês do ano representam um aumento de 20 vezes em relação ao mesmo período do ano passado. A esse ritmo, entre 10.000 e 20.000 migrantes poderão morrer até ao Outono. Cerca de um terço das pessoas que atravessam o Mediterrâneo são refugiados sírios. Muitos milhares mais partem da Eritreia, Somália, Afeganistão e outras nações.

A União Europeia comprometeu-se recentemente para triplicar seus recursos para operações de busca e salvamento como primeira prioridade, mas o Representante também exortou a Europa e África a desenvolverem uma estratégia comum para lidar com contrabandistas e traficantes.

"Isso não vai ser fácil. Exige uma melhor governação e esforços coordenados de aplicação da lei em toda a rotas dos movimentos migratórios", acrescentou.

As apostas são altas para o crime organizado - a movimentação de pessoas de forma ilegal através das fronteiras é hoje mais lucrativa do que a venda de armas ilícitas e de drogas. Todas as medidas a executar  terão de respeitar os direitos humanos e leis internacionais a nível humanitário, marítimo e de direito dos refugiados, realçou Sutherland.

Apoio aos países vizinhos das crises

O Representante Especial da ONU também pediu mais atenção para os desafios dos pequenos países como o Líbano e a Jordânia, que acolhem entre os dois mais de 1,8 milhões de refugiados da Síria. No caso do Líbano, tal representa quase um quarto da sua população e metade dos refugiados são crianças, a maioria dos quais não estão na escola.

"Precisamos de mais países para o reassentamento. Precisamos de quotas de reinstalação maiores. Apenas metade dos 28 Estados-Membros da UE são países de reassentamento", insistiu.

Peter Sutherland também destacou a responsabilidade daqueles países onde a desigualdade, a governação disfuncional e pobreza levam as pessoas a migrar. "Precisam de ser responsáveis ​​para com os seus próprios cidadãos e de criar condições para que todos possam beneficiar do progresso económico e social", disse, enfatizando a necessidade de incluir os migrantes e refugiados na agenda pós-2015 desenvolvimento das Nações Unidas.

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70º Aniversário da Organização das Nações Unidas

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.