Sexta, 04 Setembro 2015
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Mensagem do Secretário- Geral sobre o Dia Mundial da População, 13 de julho de 2015

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É a primeira vez desde do final da Segunda Guerra Mundial que tantas pessoas foram forçadas a deixar as suas casas em todo o planeta. Com aproximadamente 60 milhões de pessoas a fugir de conflitos e catástrofes, as mulheres e meninas estão particularmente vulneráveis. Extremistas violentos e grupos armados estão a cometer crimes terríveis que resultam em experiências dramáticas, gravidezes indesejadas e infeções de HIV/Sida, entre outras doenças. A vergonha e responsabilidade caem inequivocamente sobre os ombros dos agressores que travam, cobardemente, batalhas no corpo de suas vítimas.

Essas mulheres estão longe de serem apenas vítimas. Continuam a ter esperança, planos e potencial para fazerem contribuições importantes para o nosso futuro comum. Devemos proteger firmemente a saúde das mulheres, incluindo a sua saúde sexual e reprodutiva, e responder às suas necessidades de forma prioritária em situações de emergência.

Ao mesmo tempo,  devemos continuamente promover os direitos humanos das mulheres, tanto em momentos de tumulto como em tempos de calma, a fim de as capacitar para ajudarem a evitar conflitos, a reagiemr de forma robusta aos conflitos que ocorram e a promoverem a cura que é tão necessária em sociedades dilaceradas pela guerra.

Prestes a celebrar os 70 anos das Nações Unidas, temos que mostrar mais força e lembrarmo-nos da nossa missão  para dar esperança e apoio aos mais vulneráveis. Neste Dia Mundial da População, peço que os países se compromentam em obter resultados mais audaciosos que façam com que 2015 seja o ano para ação global, colocando as pessoas em primeiro lugar, para que elas possam ser fortes, ajudar a manter a paz  e a prosperidade sustentável para as gerações futuras. 

Mensagem do Secretário- Geral sobre o Dia Mundial das Competências dos Jovens, 15 de julho de 2015

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Congratulo-me com a celebração, pela primeira vez, do Dia Mundial das Competências dos Jovens. No dia 15 de julho de cada ano, a comunidade internacional irá reconhecer o valor e ajudar os jovens a melhorar as suas competências para que possam contribuir para o nosso futuro comum.

Enquanto de uma forma geral os cidadãos mais jovem têm maiores oportunidades educacionais do que no passado, ainda existem cerca de 75 milhões de adolescentes que estão fora da escola, sem acesso ao ensino de qualidade que merecem e incapazes de adquirir as competências de que necessitam.

Somos confrontados com uma população jovem compreensivelmente frustrada -, mas essa é uma imagem incompleta da nossa juventude. Com as competências certas, esses jovens são exatamente a força de que precisamos para fomentar o progresso em toda a agenda global e construir sociedades mais inclusivas e vibrantes.

O aperfeiçoamento de competências reduz a pobreza, dá aos jovens mais oportunidades de encontrar um bom emprego e desencadeia um processo de capacitação e auto-estima que beneficia todos. Também reforça a capacidade dos jovens para ajudar a solucionar muitos dos desafios que a sociedade enfrenta, fazendo com que estejamos mais perto de acabar com a fome a pobreza, a injustiça e a degradação ambiental.

Neste dia, eu peço para que possamos investir política e financeiramente no desenvolvimento das competências dos jovens, para que eles possam ajudar a construir um futuro mais justo e sustentável para todos.

ONU celebra acordo "histórico" sobre o programa nuclear iraniano

UN Photo/Eskinder Debebe

A Organização das Nações Unidas (ONU) celebrou o acordo feito entre osnegociadores internacionais e o Irão, no qual as partes envolvidas encontraram uma solução viável para o programa nuclear daquele país do Golfo e que poderá contribuir para a paz e a estabilidade na região do Médio Oriente.

Descrevendo o acordo entre o governo de Teerãoe o chamado grupo "E3 + 3” como "histórico", num comunicado oficial, o Secretário-Geralda ONU, Ban Ki-moon, elogiou todos os países envolvidos pela sua determinaçãodurante as negociações diplomáticas que decorrem há muito e que são "um exemplo da importância do diálogo".

"Eu sei que uma enorme quantidade de trabalho foi necessária para que isto acontecesse e admiro a determinação e o compromisso dos negociadores, bem como a coragem dos líderes que aprovaram o acordo que foi tão meticulosamente elaborado pelas suas equipas, reunidas em em Viena e noutras cidades", declarou Ban Ki-moon a partir de Adis Abeba, na Etiópia, onde participa na Terceira Conferência Internacional das Nações Unidas sobre o Financiamento do Desenvolvimento.

"Espero que, de facto, acreditem que este acordo vai levar a uma maior compreensão e cooperação mútua para solucionar muitos dos sérios desafios de segurança no Médio Oriente", acrescentou.

O Secretário-Geral também elogiou o chamado grupo "E3 + 3”- composto pela China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido e os Estados Unidos(agora mais conhecido como o “P5 + 1”) - e o Irão pela sua "contribuição vital" para estabelecer as bases para um futuro mais pacífico e estável, tanto para a região como no mundo.

A ONU, concluiu, está pronta "para cooperar plenamente" com as partes envolvidas durante o processo de implementação deste "acordo histórico e importante".

Monitorização e controlo

Numa declaração semelhante enviada a Viena, o Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA),Yukiya Amano, também felicitou o Irão e o "E3 + 3” por terem chegado a uma conclusão positiva ao fim de "vários meses de negociações incansáveis."

Como resultado do acordo, a AIEA irá agora ser convidada a acompanhar e verificar as medidas no domínio nuclear definidas por todos os países envolvidos como parte do processo de fiscalização em curso da agência da ONU  e do programa nuclear iraniano.

Entre as medidas adicionais que a agência adoptou em parceria com o Irão, e à luz do acordo de hoje, está um "mapa que permitirá o esclarecimento das questões passadas e presentes relativas ao programa nuclear do Irão",disse o diretor-geral, e que ajudará a AIEA a ter "uma ideia completa de todo o quadro" sobre as questões nucleares do Irão.

O recém-criado plano exigiria que o Irão fornecesse explicações por escrito à AIEA até o dia 15 de agosto, ao nível de uma série de questões pendentes que ainda precisam ser esclarecidas.

"Estou confiante na nossa capacidade de fazer este importante trabalho", confirmou o Director-Geral da AIEA. "A AIEA está pronta para assumir asnecessárias atividades de monitorização e de controlo, quando solicitadas", disse.

14 de julho de 2015, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

Ban ki-moon diz que sociedade civil tem papel fundamental no financiamento da futura agenda de desenvolvimento

UN Photo/Eskinder Debebe

À medida que os Estados-Membros esforçam-se  para chegar a um acordo sobre um plano que garanta o financiamento necessário para o desenvolvimento sustentável, o Secretário-Geral das Nações Unidas , Ban Ki-moon informou as organizações da sociedade civil reunidas em Addis Abeba, que tinham um papel vital em fazer com que os governos assumam as suas responsabilidades e garantam que as vozes de milhares de milhões em todo o mundo sejam ouvidas.

"Agora mais do que nunca, o mundo precisa do vosso apoio, experiência e criatividade”,  disse o Secretário-Geral no Fórum da Sociedade Civil Global, realizado na capital etíope, nos dias 11 e 12 de julho. "Vocês são a voz do povo. Podem contar com as Nações Unidas para fazer com que as suas vozes sejam ouvidas de forma alta e clara”.

O Fórum ocorreu na véspera da Terceira Conferência Internacional de Investimento para o Desenvolvimento, onde se espera lançar uma parceria global renovada e fortalecida para um financiamento do desenvolvimento centrado nas pessoas.

A Conferência, comumente referida como FFD3, reunirá um alto nível de representantes políticos, incluindo chefes de Estado e membros do Governo, bem como ministros das finanças, negócios estrangeiros e cooperação para o desenvolvimento. Ainda contará com as instituições financeiras internacionais, organizações não-governamentais e do sector privado para assegurar que hajam  recursos para o bem-estar dos povos, do mundo e do planeta.

"Eu tenho como inspiração a vossa paixão, empenho e energia", disse o Secretário-Geral aos representantes da sociedade civil, acrescentando que o seu envolvimento marca o culminar de "incansáveis ​​esforços" para garantir um resultado positivo e significativo na Conferência.

"Durante o ano passado, vocês pediram aos Estados-Membros para serem ambiciosos na garantia que tenhamos os recursos necessários para o bem-estar de todas as pessoas e para a saúde do nosso planeta", realçou. "Recordaram-lhes que um bom resultado em Addis será necessário para garantir uma agenda de desenvolvimento pós-2015 ambiciosa e um acordo global sobre as alterações climáticas."

Uma questão de ambição

Ban Ki-moon disse que a Agenda de Ação de Adis Abeba – como será conhecida após o final da conferência - fornece um quadro de financiamento global para o desenvolvimento sustentável, embora reconhecendo que existem diferentes pontos de vista sobre o nível de ambição que ele contém.

"Os desafios e as expectativas são muito altos. As negociações foram difíceis", observou. "No entanto, o acordo contém vários compromissos concretos e resultados que não existiram sem  o vosso envolvimento e defesa continua”.

"É claro que o verdadeiro teste está na sua implementação",  continuou, apontando para quatro áreas-chave onde a sociedade civil tem um papel importante.

A primeira é a questão crítica da mobilização de recursos internos. "Em muitos países a tributação é dificultada pelos fluxos financeiros ilícitos", disse Ban Ki-moon. "A Agenda de Acção dá um passo pequeno, mas importante na melhoria da cooperação internacional na área fiscal. Precisamos do vosso apoio contínuo para aumentar a voz e a participação dos países em desenvolvimento sobre estas questões. "

Em segundo lugar, os países doadores devem cumprir os seus compromissos em matéria de ajuda pública ao desenvolvimento (APD), bem como o financiamento do clima, observou o Secretário-Geral. "Encorajo-vos a continuar a responsabilizar os vossos governos para ajudar os países mais pobres e aqueles com necessidades especiais."

Em terceiro lugar, disse que a quantidade de investimento privado é crucial, porém a qualidade também é importante. Acrescentando que os governos e as empresas devem tentar solucionar a questão das estruturas de incentivos do setor privado e os regulamentos de empresas que incentivam investimentos a curto prazo ou  insustentáveis.

"Precisamos que continuem a pressionar os vossos governos para que estes melhorem essas estruturas e regulamentos a fim de realizar uma transição para o desenvolvimento sustentável."

Em quarto lugar, disse que conta com a sociedade civil para lembrar a comunidade internacional que deve ir além dos diferentes fluxos de financiamento e incluir também o comércio, dívida, problemas sistémicos e ambientes nacionais e internacionais favoráveis.

"Vamos aproveitar esta oportunidade para inaugurar uma nova era de cooperação internacional sobre financiamento para o desenvolvimento sustentável", afirmou Ban Ki-moon.

Stefano Prato,  Diretor Executivo da Sociedade para o Desenvolvimento Internacional e membro do Grupo de Coordenação do CSO Addis Abeba, disse ao Centro de Notícias da ONU que o projeto do documento final não contém o nível de ambição necessário para cumprir a nova agenda de desenvolvimento ou as aspirações de transformar os sistemas económicos, financeiros e monetários de forma a dar resposta às necessidades das pessoas e do planeta.

O documento, na sua opinião, regrediu em comparação com o que foi estabelecido nas duas conferências  anteriores de desenvolvimento, em Monterrey, México (2002) e em Doha, no Qatar (2008). "Em vez de avançar, estamos realmente a regredir", afirmou.

No entanto, ele ressaltou que organizações da sociedade civil estão envolvidas em níveis diferentes e têm uma responsabilidade fundamental de fazer o papel de vigias.

"Independentemente dos compromissos políticos que estão a ser tomados, é fundamental tomar atenção ao que está a acontecer e ser capaz de analisar e acompanhar um processo que não é exclusivamente baseado em números e dados - apesar da sua importância - mas na participação direta das pessoas mais afetadas pelos desafios de desenvolvimento", concluiu Stefano Prato.

13 de julho de 2015, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

“Horror de Srebrenica” é recordado na ONU, enquanto Conselho de Segurança falha em adotar medidas para condenar o massacre

UN Photo/Eskinder Debebe

Na medida em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas não conseguiu aprovar uma resolução que alguns de seus membros permanentes consideraram "vital" e outros "divisionista", Altos-Funcionários da ONU ressaltaram que o horror do genocídio em Srebrenica continua a assombrar a Organização, 20 anos após milhares de homens e meninos bósnios muçulmanos foram durante uma semana de brutalidade evitável.

Continuar...

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