Quinta, 08 Dezembro 2016
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UNICEF apela a fundo adicional de apoio às vítimas do conflito no Iémen

FOTO: UNICEF/UNI187340/AlawiAo assinalar, esta semana, a entrada no segundo ano do conflito no Iémen, a agência de saúde da ONU apela a um fundo adicional e acesso a mais de 80 por cento da população em necessidade urgente de ajuda humanitária.

“Apesar dos nossos esforços, até agora, é preciso fazer muito mais para responder às necessidades de saúde das pessoas no Iémen”, disse Ala Alwan, Diretor Regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o Mediterrâneo Oriental.

Alwan expressou a sua preocupação relativamente ao fundo limitado para o setor da saúde, o qual recebeu, até agora, apenas seis por cento do valor necessário para 2016.

Alwan relembrou, também, “todas as partes das suas obrigações sob o Direito Humanitário Internacional de facilitarem o acesso humanitário a todas as áreas do Iémen e a respeitarem a segurança dos trabalhadores da área de saúde e das unidades de saúde que já estejam a trabalhar sob condições extremamente difíceis.”

A situação de saúde no Iémen já era um desafio antes do conflito atual mas deteriorou ainda mais sob a violência contínua que forçou um quarto de todas as unidades de saúde a encerrar devido a danos ou escassez de pessoal, medicamentos e outros recursos.

Cerca de 19 milhões de pessoas não têm acesso a água limpa e saneamento, correndo o risco de contrair doenças infeciosas como o dengue, malária e cólera, alertou a OMS.

Para além disso, mais de 14 milhões de iemenitas precisam, urgentemente, de serviços de saúde, incluindo mais de 2 milhões de crianças gravemente desnutridas e mulheres grávidas ou lactantes que necessitam de tratamento.

Considerando as “imensas” necessidades de saúde no Iémen, Alwan sublinhou algumas das formas positivas nas quais a agência da ONU e os seus parceiros têm sido capazes de alcançar as pessoas em necessidade.

“Nós enviamos, de barco, suplementos e medicamentos salva-vidas quando as estradas foram bloqueadas e transportamos, pelos animais, água segura para as unidades de saúde, devido à falta de combustível.”, disse, dnotando que 450 toneladas de medicamentos e suplementos salva-vidas foram entregues, bem como um milhão de litros de combustível para os hospitais e 20 milhões de litros de água para as unidades de saúde e campos que albergam,  internamente, pessoas deslocadas.

A agência da ONU e os seus parceiros foram, também, capazes de prestar serviços de saúde mental através de equipas médicas móveis e clínicas móveis. Vacinaram, ainda, cerca de cinco milhões de crianças abaixo dos cinco anos contra a poliomielite e 2,4 milhões de crianças abaixo dos 15 anos contra o sarampo e a rubéola.

29 de março de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

Mensagem do Secretário-geral da ONU para o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Escravatura e do Comércio Transatlântico de Escravos, 25 de março de 2016

FOTO: ONUTodos os anos, neste dia, a Organização das Nações Unidas honra a memória de milhões de africanos retirados, à força, das suas famílias e terras, ao longo de centenas de anos.

O Dia Internacional em Memória das Vítimas de Escravatura e do Comércio Transatlântico de Escravos também chama à atenção para o racismo e preconceito vigentes nos dias de hoje.

É imperativo que trabalhemos juntos pela igualdade de oportunidades, justiça e desenvolvimento sustentável para todas as pessoas de descendência africana. Esta é a razão pela qual o Programa da ONU em Memória das Vítimas da Escravatura tenta chegar aos jovens e menos jovens, para aumentar a consciencialização, promover a compreensão e a mudança de atitudes.

O tema para este ano é “Lembrar a Escravatura: celebrar a herança e a cultura da diáspora africana e as suas raízes”.

A cultura dinâmica e as tradições de África continuam a enriquecer a vida nos países que estiveram envolvidos no comércio transatlântico de escravos.

A influência e o legado de África estão à vista na música vibrante, na arte corajosa, na rica gastronomia e na literatura inspiradora patentes na cultura moderna. Menos reconhecidas, talvez, são as contribuições que as pessoas da diáspora africana fizeram para a medicina, ciência, governança e liderança na sociedade.

Co o seu espírito e resistência testados ao limite, os escravos de África deixaram aos seus descendentes uma ampla gama de bens inestimáveis, incluindo resiliência, coragem, força, tolerância, paciência e compaixão. Neste dia, vamos renovar a nossa resolução para combater o racismo e celebrar a herança africana que enriquece as sociedades em todo o mundo.

 

SLAVERY PORTUGUESE

Mensagem do Secretário-geral da ONU para o Dia Internacional de Solidariedade para com os Funcionários da ONU Presos e Desaparecidos, 25 de março de 2016

FOTO:Albert González Farran - UNAMIDNo mês passado recebemos a trágica confirmação da morte do nosso colega Amer al-Kiassy, no Iraque, cerca de nove meses depois de ter sido raptado. Reitero a minha condenação deste assassinato desprezível e o meu apelo às autoridades iraquianas para que apresentem os criminosos à justiça.

Neste Dia de Solidariedade para com os Funcionários da ONU Presos e Desaparecidos, exorto à intensificação de esforços para levar todos os responsáveis destes crimes hendiondos à justiça e para acabar com a impunidade.

No ano passado, seis pessoas da Organização das Nações Unidas foram raptadas e mantidas reféns por entidades não estatais. Vinte funcionários civis da ONU permanecem em detenção. Cinco desses funcionários foram detidos por Estados-Membros sem que para tal tenham apresentado quaisquer explicações.

Este silêncio inaceitável prejudica os indivíduos em causa e a missão da Organização das Nações Unidas. Os profisisonais, especialmente os que operaram sob condições perigosas, merecem total proteção e respeito pelos seus direitos. Alguns são funcionários locais que se esforçam para promover o progresso nos seus próprios países. Outros estão longe das suas casas e famílias. Todos representam o melhor das Nações Unidas.

Apelo a todas as partes para que respeitem os direitos, privilégios e imunidade dos profissionais da ONU. E também recordo às autoridades nacionais que têm a responsabilidade de proteger todos os profissionais da ONU e de evitar violações contra os mesmos.

Todos os estados devem apoiar a Convenção de 1994 sobre a Segurança dos Profissionais das Nações Unidas e seus Associados, bem como o Protocolo Opcional à Convenção, de 2005, que estende a proteção legal a outros trabalhadores humanitários.

Entre os muitos que foram afetados pela morte de al-Kaissy, um amigo escreveu, em seu tributo, uma promessa para continuar o seu trabalho.  Esta resposta mobilizadora atesta a tenacidade e empenho dos profissionais das Nações Unidas, que merecem proteção integral no esforço para cumprir a nossa missão de promover o desenvolvimento, a paz e os direitos humanos em todo o mundo.

Quase 87 milhões de crianças com menos de sete anos não conhecem outra realidade para além do conflito

FOTO: UNICEF/UN02517/SchermbruckerCerca de 86,7 milhões de crianças com menos de sete anos de idade passaram as suas vidas em zonas de conflito, colocando o desenvolvimento do seu cérebro em risco, disse, hoje, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Durante os primeiros sete anos de vida, o cérebro de uma criança tem potencial para ativar mil células cerebrais a cada segundo, sublinha a UNICEF. Cada uma dessas células, conhecidas como neurónios, tem o poder de se conectar com outros dez mil neurónios, milhares de vezes por segundo. As conexões cerebrais servem como blocos de construção do futuro de uma criança, definindo a sua saúde, bem-estar emocional e a capacidade de aprender.

As crianças que vivem em conflito estão frequentemente expostas a traumas extremos, que as colocam em risco de vida e num estado de stress tóxico, uma condição que inibe as conexões das células do cérebro – com consequências significativas, a longo prazo, ao nível do seu desenvolvimento cognitivo, social e psicológico.

“Além das ameaças físicas imediatas que estas crianças enfrentam, também correm o risco de sofrer com cicatrizes emocionais profundas”, disse Pia Britto, chefe da UNICEF para o Desenvolvimento da Primeira Infância.

Dados da UNICEF mostram que, globalmente, uma em cada 11 crianças com idade superior a seis anos cresceu numa zona de conflito no período mais crítico para o desenvolvimento do cérebro.

“O conflito rouba às crianças segurança, família e amigos, jogo e rotina. Estes elementos são fundamentais na infância porque dão às crianças as condições para se desenvolverem de forma harmoniosa e aprenderem com aproveitamento, dando-hes as condições para mais tarde contribuirem para as suas economias e sociedades e construirem comunidades fortes e seguras quando chegarem à fase adulta”, diz Brito.

“É por estas razões que é preciso investir mais para proporcionar às crianças e seus cuidadores os serviços críticos, incluindo materiais de aprendizagem, apoio psicossocial e espaços seguros, amigos da criança, que podem ajudar a restaurar um sentido de infância no meio do conflito", acrescentou.

De acordo com a UNICEF, uma criança nasce com 253 milhões de neurónios a funcionar, mas a possibilidade do cérebro atingir a sua capacidade adulta com mil milhões de neurónios conectáveis depende, em grande parte, do desenvolvimento da primeira infância. Isso inclui o aleitamento materno e a nutrição, estimulação precoce pelos cuidadores, oportunidades de aprendizagem precoce e uma oportunidade para crescer e brincar num ambiente seguro e saudável.

Como parte da sua resposta às emergências humanitárias e crises prolongadas, a UNICEF sublinha que tem trabalhado para manter as crianças em ambientes seguros, providenciando pacotes de emergência  com materiais de aprendizagem e jogos. Isto permitiu apoiar, só no ano passado, mais de 800 mil crianças que vivem em contextos de emergência.

24 de março de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

Dia Internacional pelo Direito à Verdade sobre as Violações dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas, 24 de março de 2016

Foto: ONU/Tim McKulka.Esta observância anual presta homenagem a Monsenhor Óscar Arnulfo Romero, assassinado a 24 de março de 1980. Monsenhor Romero este  ativamente empenhado na denúncia dos casos de violações dos direitos humanos dos indivíduos mais vulneráveis em El Salvador.

Por todo o mundo, todas as vítimas têm o direito de saber a verdade sobre as violações que as afetam. Mas a verdade também tem de ser contada para benefício de todos e das suas comunidades, como salvaguarda vital contra a recorrência das violações. O direito à verdade está diretamente ligado ao direito à justiça.

Para avançar com estes esforços, a Organização das Nações Unidas apoia as missões de averiguação de factos, comissões de inquérito, exercícios de mapeamento e comissões da verdade, de forma a documentar violações de direitos humanos e fazer recomendações para garantir a prestação de contas, reconciliação e outras reformas.

Em todo o mundo, da Colômbia à Tunísia, do Mali ao Sri Lanka, do Nepal ao Sudão do Sul, a ONU tem defendido consultas inclusivas e genuínas com as vítimas e os grupos afetados, especialmente mulheres, raparigas e aqueles que são demasiadas vezes excluídos e marginalizados. A sua participação efetiva deve ser assegurada em todas as etapas relevantes dos processos de justiça e as suas necessidades específicas devem ser totalmente reconhecidas nas medidas de reparação.

Proteger o testemunho das vítimas e de outras testemunhas é também essencial para assegurar o direito a conhecer a verdade e a justiça. Mecanismos apropriados para a proteção das vítimas e testemunhas, incluindo a sua integridade física e psicológica, a sua privacidade e dignidade, devem ser colocados em prática.

Além disso, a preservação de arquivos e de outra documentação alusiva às violações dos direitos humanos é crucial para assegurar um registo histórico verdadeiro e a preservação da memória.

Neste dia, exorto os Estados a adotarem medidas que promovam a verdade, justiça e reparações às vítimas, medidas cruciais para assegurar que as graves violações dos direitos humanos não se repetem. Vamos todos fazer mais para proteger os direitos humanos e a dignidade humana.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.