Sábado, 20 Setembro 2014
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Ban condena o recente aumento de incidentes anti-semitistas desde o início do conflito em Gaza

560945-genericbanO Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon condenou o recente surgimento de ataques anti-semitistas, particularmente na Europa, estando ligados com os protestos relacionados com a escalada de violência em Gaza.

 “O Secretário-Geral sublinha que o conflito no Médio Oriente não deve constituir um pretexto para um preconceito que possa afetar a paz social e harmonia em qualquer lado”, afirmou num discurso o porta voz de Ban Ki-moon ontém em Nova Iorque.

De acordo com reportagens dos media, desde o início do conflito de Gaza há quase um mês atrás, demonstrações contra a violência em vários países Europeus e outros deram origem a ataques anti semitista, discurso de ódio e em alguns casos até violência.

 “Ban Ki-moon acredita firmemente que o conflito deverá ser resolvido por um cessar imediato da violência e através de negociações”, afirmou o porta voz do Secretário Geral.

Nova Iorque, 4 de agosto de 2014, Centro de Notícias da ONU/ Traduzido e Editado por UNRIC

Em conferência apoiada pela ONU, países em desenvolvimento pedem parcerias fortes e compromissos

01.08.14Na sessão de encerramento de uma conferência em Cotono, em Benin, ministros, altos funcionários dos governos e representantes das Nações Unidas apelaram aos países doadores para respeitarem os seus compromissos e irem mais além, repartindo pelo menos 50 por cento da sua ajuda pública ao desenvolvimento (APD) e "ajuda ao comércio", para os países menos desenvolvidos.

"Muitos países menos desenvolvidos, apesar de serem ricos em recursos humanos e naturais, ficaram presos num baixo nível de equilíbrio", afirmou o Alto Representante das Nações Unidas para os Países Menos Desenvolvidos, Países em Desenvolvimento sem Costa Marítima e pequenos Estados Ilha.

No comunicado de imprensa para o seu gabinete, Gyan Chandra Acharya acrescentou que reforçar as capacidades produtivas, melhorar as infra-estruturas, e inclusive a promoção do crescimento são essenciais para a erradicação da pobreza e garantia de um futuro prospero para os países mais  vulneráveis a nível mundial.  

Ao longo dos quatro dias de conferência, os delegados demonstraram preocupações peo decréscimo da APD aos países menos desenvolvidos. Também discutiram propostas para os países pobres ultrapassarem as suas dificuldades estruturais, especialmente na agenda de desenvolvimento da ONU do pós 2015. Houve um consenso de que quanto maior for o nível de ajuda pública ao desenvolvimento global, melhor acesso aos mercados e investimento, melhor será a produção de bens e serviços tal como o comércio.

"Isto também vai ajudá-los a tornarem-se mais resiliente”.  Enquanto nos preparamos para embarcar na nova agenda de desenvolvimento do pós 2015, ouvimos uma clara chamada de atenção por parte de todos participantes para nos focarmos nos problemas dos países menos desenvolvidos ", afirmou Gyan Acharya. 

"Os participantes também apelaram a uma melhor utilização das novas tecnologias de forma a contribuir para o avanço de alguns estágios de desenvolvimento, incluindo o planeamento de um "banco tecnológico" com centros regionais.  

Também destacaram os princípios de partilha de responsabilidades e da necessidade de melhorar a colaboração entre governos, sector privado e da sociedade civil.

A conferência também viu o lançamento da plataforma de bens globais Sul-Sul e de intercâmbio tecnológico, assim como a Década da ONU da Energia Sustentável Para Todos. A última proporcionará a oportunidade aos países em desenvolvimento de procurarem novos parceiros no sector da energiade forma a melhorarem as suas habilidades comerciais e na produção de bens, afirmou.

Os  países menos desenvolvidos representam o segmento mais pobre e fraco da Comunidade Internacional, sendo no total 48 países. Em 2011 a Conferência dos Países Menos Desenvolvidos e dos seus parceiros adotou O Programa de Ação de Instambul que delineou uma agenda ambiciosa que permitirá metade dos PEDs sairem da categoria de menos desenvolvidos até 2020.

24 de Junho de 2014, Centro de notícias da ONU/Traduzido e editado por UNRIC.

Gaza: bombardeamentos mortíferos em mais uma escola, ONU condena ataques e apela ao cessar-fogo

Gaza siteMais uma escola da ONU que serviu de abrigo aos palestinos em Gaza foi atingida pelos bombardeamentos na manhã de 31 de julho, matando crianças várias crianças. Altos funcionários da ONU condenaram severamente os ataques e avisaram que é ilegal atacar a população civil.  

"Nada é mais vergonhoso do que o atacar crianças enquanto estas dormem", O Secretáio Geral Ban Ki-moon afirmou logo após a sua chegada a San Jose, na Costa Rica para uma visita oficial.

"Condeno esses ataques nos termos mais fortes. É escandaloso. Injustificável. E exige responsabilidade e justiça", acrescentou.

O Comissário Geral da Agência da ONU de apoio aos refugiados palestinianos no Médio Oriente (UNRWA), Pierre Krahenbuhl, retirou  as condenações denominando o ataque " uma afronta a todos nós, uma fonte universal de vergonha". 

De acordo com uma avaliação inicial, a artilharia israelita nas últimas três ocasiões atingiu uma escola da UNRWA  onde 3.300 pessoas foram pedir por refúgio. Enquanto a agência diz que é muito cedo para fornecer o número de mortos, estima-se que pelo menos 16 civis estejam mortos, incluindo mulheres e crianças, e dois seguranças do UNRWA que tentavam proteger o local.

"A localização precisa da Escola básica de raparigas de Jabalia e o facto desta ter servido de habitação para milhares de deslocados internos foi comunicado ao exercito israelita dezassete vezes, para garantir protecção", o Sr.Krahenbuhl disse, "a última vez que comunicámos foi às 10 para as nove horas da noite passada, horas antes dos bombardeamentos fatais". 

"Eu apelo à Comunidade Internacional que tome uma decisão política deliberada e coloque um fim imediato às matanças contínuas", declarou.

Entretanto em Nova Iorque, prestando declarações à imprensa, o vice Secretário-Geral Jan Eliasson apelou a que os envolvidos no conflito "coloquem as pessoas primeiro lugar” e vejam o elevado preço que os civis estão a pagar e o terror que está instaurado.

"Para mim, esta é a altura de dizer `Basta é basta`", afirmou. " vocês têm que procurar pelas palavras certas para convencerem aqueles que têm o poder de colocar um fim a esta situação".

Pelo menos seis funcionários da ONU foram mortos em Gaza desde que o último conflito começou, afirmou o Vice Secretário Geral da ONU, visivelmente frustrado com as críticas feitas à Organização de que não tem feito o suficiente para conter a violência. Desde o início do conflito que mais de 133 escolas foram bombardeadas ou sofreram danos colaterais.

Jan Eliasson afirmou que os conselheiros legais da ONU estão a debater com as autoridades palestinianas um pedido oficial por parte do Presidente Mahmoud Abbas para colocar a Palestina sob um sistema de proteção internacional administrado pela ONU.

Denominando-o de “um sinal de desespero”, o Vice Secretário Geral admitiu que tal tarefa “não é um assunto fácil de conceber” mas relembrou o envolvimento da ONU em Timor Leste e Kosovo como exemplos.

Para além de condenar os ataques de artilharia de Israel, ele condenou também os rockets contra Israel e que os ataques orquestrados através das redes de túneis.

Ontem, o UNRWA condenou a descoberta de mais rockets numa das escolas, e anunciou lançar uma investigação.

Ao falar com os jornalistas junto do Sr Eliasson, esteve também John Ging, director de operações do Escritório de coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), que clarificou que os rockets encontrados estavam em escolas abandonadas pela ONU devido ao intensificar do conflito nessas áreas, e devido às diligências da ONU para investigar esses casos.

“Quando eles [os funcionários da ONU] têm o controle das escolas podem ter a certeza de que estas estarão livres de armas e não é permitida na escola a presença de ninguém com armas”, afirmou o Sr. Ging.

Quer os militantes palestinos quer as forças de defesa israelitas ocuparam essas escolas no passado, acrescentou, “Nós lamentamos isso mas não temos o controle das escolas quando a ONU não está fisicamente nesses edifícios”.

Na terça-feira o complexo onde se encontra do escritório do Coordenador especial da ONU para o processo de paz no Médio Oriente e o Escritório do Coordenador dos Assuntos Humanitários foi atingido cinco vezes durante o período de uma hora, de acordo como as fontes da ONU.

A investigação preliminar mostra que havia também dois projécteis que atingiram a parte de fora do local. Pensa-se que um deles terá atingido a central de produção de energia solar de Gaza. Está pendentes de uma investigação mais formal para apurar as responsabilidades dos atentados. A UNSCO lembrou, no entanto às partes do conflito a suas responsabilidade de proteger as operações da ONU.

O Coordenador especial, Robert Serry, “está profundamente preocupado com o incidente e com outras violações das instalações das Nações Unidas durante o conflito e condena a perda da vida de civis, incluindo membros das Nações Unidas”.

Do quarto de milhão de pessoas desalojadas em Gaza, cerca de 204 mil estão em 82 escolas dos serviços da UNRWA, de acordo com OCHA, o equivalente a 10 por cento da população de Gaza.

“A nossa capacidade está esticada até ao limite”, afirmou Valerie Amos, Subsecretária-Geral dos Assuntos Humanitários e Coordenadora da ajuda de emergência.

O Programa Alimentar Mundial da ONU (PAM) está a fornecer assistência suplementar de alimentos a 204 mil pessoas, para além dos programas alimentares regulares e da reposição dos supermercados.

“Dada a deteorização da situação humanitária, o número de necessitados continua a aumentar”, Valerie Amos afirmou, ecoando o pedido de cessar-fogo que ponha fim ao conflito. “Vamos colocar as pessoas em primeiro lugar”.

Na conferência de imprensa de hoje, Ging acrescentou que Gaza está dominada pelo “medo mortal” e está presa num” drama traumatizante”.

“Está-lhes a ser dito para fugir, para sair de certas áreas? Mas para onde? Para onde podem eles fugir? No final, nós não temos uma resposta para lhes dar”, afirmou, acrescentou que ao contrário dos outros conflitos noutras partes do mundo, a população em Gaza não têm a opção de atravessar as fronteiras.

Ele também salientou os desafios humanitários para providenciar ajuda, dado que 70 por cento da população de Gaza precisa de assistência. Entre o top de prioridades estão o abrigo, comida, água e saneamento.

Os ataques de hoje foram também condenados pelo enviado especial da ONU para a Educação Global, Gordon Brown.

“Este ataque destaca a necessidade urgente de ambas as partes acabarem com a militarização das escolas e reconhecer que a violação das escolas e os alunos estão banidos pela Comunidade Internacional”, afirmou o Sr. Brown.

“As escolas não devem ser alvos de ataques e as armas não devem ser armazenadas nas mesmas”, acrescentou. "Devemos proteger esses lugares de aprendizagem."

Leila Zerrougui, Representante Especial do Secretário-Geral para Crianças e Conflitos Armados, disse nsua condenação que a situação é particularmente preocupante dado os danos efectuados aos serviços de saúde, o que coloca uma pressão adicional sobre os recursos já limitados para cuidar de crianças doentes e feridos .

"Os rockets disparados contra Israel pelo Hamas têm ferido crianças e danificado escolas. As crianças israelitas também merecem viver em paz ", acrescentou.

31 de julho 2014,Centro de Notícias da ONU – traduzido e editado por UNRIC

Conselho de segurança preocupado com o comércio ilícito de petróleo que serve de receita para os terroristas no Iraque e na Síria

site 30.07.14Expressando sérias preocupação sobre notícias de que o Estado Islâmico do Iraque e do levante (ISIL) e do Jabhat AL-Nursa terão tomado controlo dos oleodutos na Síria e no Iraque, o Conselho de Segurança declarou peremptoriamente que não deve haver um comércio de petróleo com os grupos terroristas.

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Chefe da Comissão de Inquérito da ONU à Síria pede aos Estados que parem de enviar armas às partes em conflito para reduzir sofrimento de civis

Syria UN01255Enquanto continuam a ser cometidas graves violações dos direitos humanos na Síria, o Chefe da Comissão de Inquérito da ONU à Síria, o jurista Paulo Sérgio Pinheiro implorou aos Estados-Membros a que parem de fornecer armamento a ambas as partes em conflito. 

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A semana em imagens

A emergência humanitária e de segurança no Sudão do Sul; a continuidade das atrocidades na Síria e as ações da ONU; a entrevista com a chefe de direitos humanos da ONU, Navi Pillay, que está deixando o cargo; o perigo representado pelos novos “cigarros eletrônicos”; e a discussão global, em Samoa, sobre desenvolvimento sustentável nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento – estes são os destaques do resumo semanal da ONU em imagens. Legendado pela ONU Brasil.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.