Sábado, 28 Maio 2016
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

Mensagem do Secretário-geral da ONU para o Dia Internacional de Solidariedade para com os Funcionários da ONU Presos e Desaparecidos, 25 de março de 2016

FOTO:Albert González Farran - UNAMIDNo mês passado recebemos a trágica confirmação da morte do nosso colega Amer al-Kiassy, no Iraque, cerca de nove meses depois de ter sido raptado. Reitero a minha condenação deste assassinato desprezível e o meu apelo às autoridades iraquianas para que apresentem os criminosos à justiça.

Neste Dia de Solidariedade para com os Funcionários da ONU Presos e Desaparecidos, exorto à intensificação de esforços para levar todos os responsáveis destes crimes hendiondos à justiça e para acabar com a impunidade.

No ano passado, seis pessoas da Organização das Nações Unidas foram raptadas e mantidas reféns por entidades não estatais. Vinte funcionários civis da ONU permanecem em detenção. Cinco desses funcionários foram detidos por Estados-Membros sem que para tal tenham apresentado quaisquer explicações.

Este silêncio inaceitável prejudica os indivíduos em causa e a missão da Organização das Nações Unidas. Os profisisonais, especialmente os que operaram sob condições perigosas, merecem total proteção e respeito pelos seus direitos. Alguns são funcionários locais que se esforçam para promover o progresso nos seus próprios países. Outros estão longe das suas casas e famílias. Todos representam o melhor das Nações Unidas.

Apelo a todas as partes para que respeitem os direitos, privilégios e imunidade dos profissionais da ONU. E também recordo às autoridades nacionais que têm a responsabilidade de proteger todos os profissionais da ONU e de evitar violações contra os mesmos.

Todos os estados devem apoiar a Convenção de 1994 sobre a Segurança dos Profissionais das Nações Unidas e seus Associados, bem como o Protocolo Opcional à Convenção, de 2005, que estende a proteção legal a outros trabalhadores humanitários.

Entre os muitos que foram afetados pela morte de al-Kaissy, um amigo escreveu, em seu tributo, uma promessa para continuar o seu trabalho.  Esta resposta mobilizadora atesta a tenacidade e empenho dos profissionais das Nações Unidas, que merecem proteção integral no esforço para cumprir a nossa missão de promover o desenvolvimento, a paz e os direitos humanos em todo o mundo.

Quase 87 milhões de crianças com menos de sete anos não conhecem outra realidade para além do conflito

FOTO: UNICEF/UN02517/SchermbruckerCerca de 86,7 milhões de crianças com menos de sete anos de idade passaram as suas vidas em zonas de conflito, colocando o desenvolvimento do seu cérebro em risco, disse, hoje, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Durante os primeiros sete anos de vida, o cérebro de uma criança tem potencial para ativar mil células cerebrais a cada segundo, sublinha a UNICEF. Cada uma dessas células, conhecidas como neurónios, tem o poder de se conectar com outros dez mil neurónios, milhares de vezes por segundo. As conexões cerebrais servem como blocos de construção do futuro de uma criança, definindo a sua saúde, bem-estar emocional e a capacidade de aprender.

As crianças que vivem em conflito estão frequentemente expostas a traumas extremos, que as colocam em risco de vida e num estado de stress tóxico, uma condição que inibe as conexões das células do cérebro – com consequências significativas, a longo prazo, ao nível do seu desenvolvimento cognitivo, social e psicológico.

“Além das ameaças físicas imediatas que estas crianças enfrentam, também correm o risco de sofrer com cicatrizes emocionais profundas”, disse Pia Britto, chefe da UNICEF para o Desenvolvimento da Primeira Infância.

Dados da UNICEF mostram que, globalmente, uma em cada 11 crianças com idade superior a seis anos cresceu numa zona de conflito no período mais crítico para o desenvolvimento do cérebro.

“O conflito rouba às crianças segurança, família e amigos, jogo e rotina. Estes elementos são fundamentais na infância porque dão às crianças as condições para se desenvolverem de forma harmoniosa e aprenderem com aproveitamento, dando-hes as condições para mais tarde contribuirem para as suas economias e sociedades e construirem comunidades fortes e seguras quando chegarem à fase adulta”, diz Brito.

“É por estas razões que é preciso investir mais para proporcionar às crianças e seus cuidadores os serviços críticos, incluindo materiais de aprendizagem, apoio psicossocial e espaços seguros, amigos da criança, que podem ajudar a restaurar um sentido de infância no meio do conflito", acrescentou.

De acordo com a UNICEF, uma criança nasce com 253 milhões de neurónios a funcionar, mas a possibilidade do cérebro atingir a sua capacidade adulta com mil milhões de neurónios conectáveis depende, em grande parte, do desenvolvimento da primeira infância. Isso inclui o aleitamento materno e a nutrição, estimulação precoce pelos cuidadores, oportunidades de aprendizagem precoce e uma oportunidade para crescer e brincar num ambiente seguro e saudável.

Como parte da sua resposta às emergências humanitárias e crises prolongadas, a UNICEF sublinha que tem trabalhado para manter as crianças em ambientes seguros, providenciando pacotes de emergência  com materiais de aprendizagem e jogos. Isto permitiu apoiar, só no ano passado, mais de 800 mil crianças que vivem em contextos de emergência.

24 de março de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

Dia Internacional pelo Direito à Verdade sobre as Violações dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas, 24 de março de 2016

Foto: ONU/Tim McKulka.Esta observância anual presta homenagem a Monsenhor Óscar Arnulfo Romero, assassinado a 24 de março de 1980. Monsenhor Romero este  ativamente empenhado na denúncia dos casos de violações dos direitos humanos dos indivíduos mais vulneráveis em El Salvador.

Por todo o mundo, todas as vítimas têm o direito de saber a verdade sobre as violações que as afetam. Mas a verdade também tem de ser contada para benefício de todos e das suas comunidades, como salvaguarda vital contra a recorrência das violações. O direito à verdade está diretamente ligado ao direito à justiça.

Para avançar com estes esforços, a Organização das Nações Unidas apoia as missões de averiguação de factos, comissões de inquérito, exercícios de mapeamento e comissões da verdade, de forma a documentar violações de direitos humanos e fazer recomendações para garantir a prestação de contas, reconciliação e outras reformas.

Em todo o mundo, da Colômbia à Tunísia, do Mali ao Sri Lanka, do Nepal ao Sudão do Sul, a ONU tem defendido consultas inclusivas e genuínas com as vítimas e os grupos afetados, especialmente mulheres, raparigas e aqueles que são demasiadas vezes excluídos e marginalizados. A sua participação efetiva deve ser assegurada em todas as etapas relevantes dos processos de justiça e as suas necessidades específicas devem ser totalmente reconhecidas nas medidas de reparação.

Proteger o testemunho das vítimas e de outras testemunhas é também essencial para assegurar o direito a conhecer a verdade e a justiça. Mecanismos apropriados para a proteção das vítimas e testemunhas, incluindo a sua integridade física e psicológica, a sua privacidade e dignidade, devem ser colocados em prática.

Além disso, a preservação de arquivos e de outra documentação alusiva às violações dos direitos humanos é crucial para assegurar um registo histórico verdadeiro e a preservação da memória.

Neste dia, exorto os Estados a adotarem medidas que promovam a verdade, justiça e reparações às vítimas, medidas cruciais para assegurar que as graves violações dos direitos humanos não se repetem. Vamos todos fazer mais para proteger os direitos humanos e a dignidade humana.

Mensagem do Secretário-geral da ONU para o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, 24 de março de 2016

FOTO: UNICEF/Siegfried ModolaEntre 2000 e 2015, a prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose salvou 43 milhões de vidas. A taxa de mortalidade por tuberculose caiu para perto de metade. A meta apontada pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio para a reversão da incidência da tuberculose foi atingida. Mas a luta contra esta doença mortal está apenas meia ganha. Só este ano a tuberculose irá afetar mais de 9,6 milhões de homens, mulheres e crianças e 1,5 milhões de pessoas irão perder as suas vidas.

No ano passado, a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas adotou a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Acabar com a epidemia da tuberculose até 2030 é uma das metas dos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A tuberculose afeta, desproporcionalmente, os mais pobres e vulneráveis, os mais marginalizados da sociedade e as pessoas com falta de acesso aos serviços básicos de saúde. Portanto, o trabalho para acabar com a tuberculose deve seguir de mãos dadas com os outros esforços expressos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para reduzir as desigualdades, eliminar a pobreza extrema, assegurar a proteção social, alcançar a cobertura universal na saúde e o fim do HIV/Sida.

A vitória total sobre a tuberculose requer uma frente unida. Acabar com a epidemia requer ações para além das tomadas pelos Ministérios da Saúde. Tal como a Estratégia para Acabar com a Tuberculose da Organização Mundial de Saúde enfatiza, os departamentos responsáveis pelo trabalho, justiça, bem-estar, ciência e tecnologia, administração interna e migração podem fazer a diferença. Também devemos fazer mais para envolver as pessoas e as comunidades afetadas, bem como as organizações não governamentais, investigadores e o setor privado.

A tarefa que temos pela frente é assustadora. A tuberculose resistente à medicação é um risco acrescido para a saúde global. São necessários novos testes para diagnosticar, rapidamente, pessoas com tuberculose; providenciar tratamento mais cedo, de forma mais segura e fácil; e criar novas vacinas mais eficazes. É preciso eliminar o estigma e assegurar que todas as pessoas afetadas têm acesso aos cuidados necessários. E precisamos de estar preparados para manter as pessoas saudáveis quando confrontados com emergências complexas e movimentos sem precedentes de refugiados e migrantes por todo o mundo.

Neste Dia Mundial de Combate à Tuberculose apelo aos líderes de todos os governos, à sociedade civil e ao setor privado que se unam na luta pelo fim da tuberculose. Juntos podemos ganhar e acabar com a epidemia da tuberculose até 2030.

 

JMLCT PORTUGUESE

Vírus Zika passará de leve curiosidade médica a doença com graves implicações na saúde pública

FOTO: UNICEF/UN011574/Ueslei MarcelinoA chefe da agência de saúde da Organização das Nações Unidas afirma que, em menos de um ano, o estatuto do Zika passará de “leve curiosidade médica” a doença com graves implicações na saúde pública, alertando que “quanto mais sabemos, pior as coisas parecem”.

Numa conferência de imprensa sobre os desenvolvimentos científicos acerca do vírus, Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), disse que se está a obter rapidamente novos dados e agradeceu a todos os países e aos seus cientistas que trabalharam para dar forma ao conhecimento obtido.

 

Zika em circulação em 38 países e territórios

“O vírus está atualmente em circulação em 38 países e territórios”, disse Margaret Chan aos jornalistas. “Face ao conhecimento atual, ninguém pode prever se o vírus se irá espalhar para outras partes do mundo e causar um padrão semelhante de malformações fetais e desordens neurológicas. Se este padrão for confirmado para além da América Latina e das Caraíbas, o mundo vai enfrentar uma severa crise de saúde pública”, acrescentou.

De acordo com a OMS, o primeiro alerta mundial foi a 7 de março de 2015, quando o Brasil confirmou que este vírus estava a causar um “misterioso surto” de milhares de casos de doenças leves associadas a erupção cutânea. Em julho, esse país reportou um aumento de casos de Síndrome Guaillian-Barré, seguido por um aumento anormal de microcefalia entre recém-nascidos, no final de outubro.

“A possibilidade de a picada de um mosquito poder estar relacionada com malformações graves de fetos alarmou os cientistas e deixou-os atónitos”, disse a diretora-geral. “A associação dos casos com a síndrome Guillain-Barré e outros distúrbios graves do sistema nervoso central fez expandir o grupo de risco muito para além das mulheres em idade fértil. Sabemos que ocorre a transmissão sexual do vírus”.

Margaret Chan deu pormenores sobre padrão da doença: após a deteção inicial da circulação do vírus, surgem um aumento fora do comum dos casos de síndrome Guillain-Barré ao fim de três semanas. A deteção da microcefalia e de outras malformações feitais surge mais tarde, quando a gestação das mulheres infetadas já está na fase final do processo.

No atual surto, o Brasil e o Panamá relataram, sobretudo, casos de microcefalia. A Colômbia está a investigar casos graves de microcefalia com uma possível relação com o Zika. Noutros países e territórios o vírus não circulou o tempo suficiente para as gestações desenvolverem o processo até ao fim. Um grupo da OMS está, atualmente, em Cabo Verde, a investigar o primeiro caso de microcefalia relatado no país.

“Até à data, 12 países e territórios reportaram um aumento da incidência da síndrome de Guillain-Barré ou confirmação laboratorial da infeção de Zika entre os casos da síndrome. Efeitos adicionais no sistema nervoso central foram documentados, nomeadamente a inflamação da medula espinal e a inflamação do cérebro e das suas membranas”, explicou a diretora-geral da OMS.

 

Resposta da OMS ao surto

Desde o dia 1 de fevereiro, a OMS convocou sete reuniões internacionais e publicou 15 documentos que traduzem as últimas pesquisas sobre orientações práticas provisórias para apoiar os países nas medidas de resposta a este surto e as suas complicações neurológicas.

Ao longo das duas últimas semanas, a OMS convocou três reuniões de alto nível para analisar dados científicos e novas ferramentas para o controlo do mosquito e prevenção das doenças associadas.

“Estas reuniões ajudam a responder mais rapidamente a questões científicas e a recolher conselhos sobre as melhores formas de responder a uma situação que está a evoluir rapidamente”, sublinhou Margaret Chan, notando que agora existe consenso científico de que o vírus Zika está implicado nos distúrbios neurológicos.

"O tipo de ação urgente que implica esta emergência de saúde pública não deve esperar por uma prova definitiva", insistiu. O teste de diagnóstico é uma “prioridade mais urgente”.

Em termos de novos produtos médicos, os especialistas concordam que um teste de diagnóstico fiável é a prioridade mais urgente. Neste momento, a OMS afirma que mais de 30 empresas estão a trabalhar ou já desenvolveram potenciais novos testes de diagnóstico. No caso de vacinas, 23 projetos estão em desenvolvimento por 14 especialistas de vacinas nos Estados Unidos da América, França, Brasil, Índia e Áustria.

A OMS estima que pelo menos alguns dos projetos vão passar para ensaios clínicos antes do final deste ano, mas podem ser necessários vários anos antes que uma vacina totalmente testada e licenciada esteja pronta para uso.

Entretanto, durante uma reunião sobre o controlo do mosquito, os peritos concluíram que os programas de controlo bem implementados  - utilizando ferramentas e estratégias existentes -são eficazes na redução da transmissão de doenças provocadas pelo vírus Aedes, incluindo o Zika. No entanto, também identificaram um número de desafios para a implementação dessas ferramentas, e nenhum dos cinco países foi considerado pronto para a implementação em larga escala.

Finalmente, a terceira reunião analisou o tratamento de complicações, incluindo malformações fetais e doenças neurológicas, e o pesado fardo que coloca sobre os sistemas de saúde.

23 de março de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

Pág. 7 de 1461

7

Sustainable Development Goals LOGO PT vertical 250

Sustainable Development Goals POSTER 250px

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.