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Água é crucial para a paz mundial e desenvolvimento, Vice Secretário-Geral da ONU afirma numa cimeira em Londres

11-06-2014WaterO mais básico de todos os direitos humanos –água – é também um elemento central nos assuntos internacionais e na agenda de desenvolvimento  com implicações gerais na paz e segurança. Afirmou ontem, o Vice Secretário-Geral das Nações Unidas aos participantes da Cimeira Mundial da Água realizada em Londres.
 
“Por todo o mundo hoje, vemos como a falta de acesso à água pode fomentar conflitos e ainda ameaçar a paz e estabilidade”, Jan Eliasson apontou assim que fazia o discurso chave sobre “Enfrentando os Desafios Relacionado com Água a nível mundial: O que vem a seguir?”, à Cimeira, que foi organizada pelo The Economist. 
O Vice Secretário-Geral sublinhou a necessidade de haver “diplomacia da água, ou hidro-diplomacia” , com o acesso à água a degredar-se devido às alterações climáticas, ou com riscos associados a pressões demográficas que criam tensões sociais, instabilidade política e intensos fluxos de refugiados.
 
A cimeira contém várias apresentações e painéis, incluindo sobre o desafio da urbanização, abordagens sustentáveis da agricultura, saneamento e uma discussão de alto nível sobre segurança da água.
A participar na Cimeira estão ministros da água e do ambiente do Uganda, Singapura e Mongólia tal como representantes de organizações não governamentais, o sector privado e várias publicações.
 
Durante o seu discurso, o Vice Secretário-Geral relembrou ver a água a ser usada como arma durante o conflito do Darfur no Sudão.
“Numa viagem em 2007, ao Norte do Darfur, assim que chegámos a uma aldeia, fomos recebidos por um grupo de mulheres que cantaram “água, água, água”. A milícia inimiga tinha lhes envenenado o poço”, disse Jan Eliasson aos participantes.
 
E mais recentemente, o Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL) também explorou o acesso à água para expandir o seu controlo sobre o território e subjugar a população. Também desde o Tadjiquistão à Etiópia,  tensões montante e jusante relacionadas com grandes projectos hidroeléctricos permanecem um problema
.
No entanto as tensões relacionadas com água não são exclusivas de países em conflito ou em desenvolvimento apenas. Nos últimos anos, o mundo testemunhou o surgimento de crises relacionadas com água desde a seca da bacia oriental do mar de Aral a uma seca sem precedentes de três anos na Califórnia.
 
Adicionalmente, a rápida urbanização colocou uma pressão enorme na utilização da água e infraestrutura, tornado a água um recurso escasso cada vez mais caro, especialmente para os mais pobres e marginalizados.
 
“Deixe-me partilhar com vocês alguns números. Estima-se que a procura da água cresça  40% até 2050. Cerca de 1,8 mil milhões de pessoas irão viver em breve em países ou regiões com escassez de água”, afirmou o Vice Secretário-Geral.
 
Existem boas notícias, no entanto. Graças à mobilização global inspirada pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODMs), dois milhares de milhão de pessoas beneficiaram do acesso a fontes melhoradas de água, um resultado de bons investimentos e políticas.
 
“Mesmo assim, vamos então nos lembrar que 750 milhões de pessoas hoje não dispõem de acesso a água potável”, afirmou Jan unprecedented three-year drought in California..
 
Cerca de 80 por cento da água global é descarregada sem tratamento em oceanos, rios e lagos. Quase 2 milhões de crianças com idades inferiores a cinco anos morrem todos os anos na falta de água potável e de um saneamento decente. 1 milhar de milhão de pessoas em 22 países ainda defecam ao ar livre, disse Jan Eliasson, adicionando que a ONU irá celebrar o primeiro oficial Dia Mundial do Saneamento a 19 de novembro.
 
“Queremos quebrar o silêncio e o tabu à volta das casas de banho e defecação ao ar livre. Estas palavras devem ser elementos naturais do discurso diplomático em desenvolvimento”, adicionou.
 
Relembrando que o saneamento “não se encontrava” nos iniciais ODMs, mas agora é um dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) para o período de 2015-2030, porque “ a experiência demonstrou que o saneamento e boas práticas de higiene são condutores críticos do desenvolvimento”.
Também apelou ao sector privado para se envolver de forma ativa com a ONU Global Compact - principal iniciativa de sustentabilidade corporativa da ONU - que já comprometeu mais de 125 empresas para avançar uma melhor gestão da água  melhores práticas de saneamento.
 
“O envolvimento de corporações no saneamento assegura populações ativassaudáveis tal como sociedades. O saneamento representa também uma oportunidade de negócio, já que existem milhões de pessoas em necessidade”, afirmou.
 
Tensões relacionadas com a água serão claramente exacerbadas pelas alterações climáticas, mas “ não podemos perder vista das oportunidades que a àgua oferece enquanto fonte de cooperação”, A água pode e deve levar à cooperação e a resolução de conflitos.
 
Com cerca de 90 por cento da população mundial a viver em países que partilham rios e bacias de lagos com potêncial para uma gestão partilhada. Quase 450 acordos sobre as águas internacionais foram assinados entre 1820 e 2007.
 
Ele apelou a abordagens mais inteligentes da gestão de água, melhor gestão de gastos para proteger rios e mais uso criativo da tecnologia para “explorar as fronteiras "de dessalinização. Parcerias globais são críticas também.
 
“Nenhum governo consegue implementar a agenda da água sozinho”, disse o Vice Secretário-Geral.
 
07 de novembro de 2014, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

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69º Aniversário da Organização das Nações Unidas assinalado em Lisboa e Porto

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Façamos um mundo melhor

Vamos fazer do mundo um lugar melhor 

Vídeo apresentado no contexto da Cúpula do #Clima das Nações Unidas.

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