Quarta, 17 Janeiro 2018
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20 Outubro 2017 -

Guterres e Trump debatem temas globais e reforma das Nações Unidas

TRump Small

O Secretário-Geral, António Guterres, com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto cortesia: US Mission to the UN.

 Com ONU News Português

 

A reforma da ONU e vários temas globais foram o foco de um encontro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O chefe das Nações Unidas foi recebido no Salão Oval da Casa Branca na sexta-feira.

O porta-voz de António Guterres informou  que os dois líderes debateram efciência e reforma, assim como tópicos de preocupação comum incluindo a situação no Myanmar, as tensões na Península Coreana e a questão do Oriente Médio, além do combate ao terrorismo global.

Guterres e Trump comprometeram-se a cooperar para responder a estes e outros desafios comuns nos próximos meses.

Os dois líderes encontraram-se no mês passado, quando o presidente dos Estados Unidos participou nos debates da Assembleia Geral, pela primeira vez desde que assumiu o cargo em janeiro.

No fim da visita desta sexta-feira, o presidente Trump comentou numa rede social que se sentia honrado em receber Guterres e que, em nome dos Estados Unidos, apreciava o trabalho do  líder da ONU.

18 Outubro 2017 -

Semana de África: Guterres defende o apoio a uma África integrada, próspera, pacífica e centrada nas pessoas

africa

Secretário-geral da ONU, António Guterres, discursa na abertura da Semana da África 2017.

Foto: ONU/Cia Pak

Com a ONU News Português

Já começou na sede da ONU, em Nova Iorque, a Semana da África 2017. O tema este ano é: “Apoiar uma África integrada, próspera, pacífica e centrada nas pessoas: na direção da implementação da Agenda 2063 e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sutentável”. 

Na abertura do encontro de alto nível, o Secretário-Geral da ONU destacou os avanços alcançados no continente nos últimos anos como a redução da pobreza, a diversificação da economia e em áreas como educação e saúde.

Segundo António Guterres, para que a população de África possa beneficiar plenamente dessas ações, as Agendas 2030 e 2063 devem estar "estrategicamente alinhadas".  O primeiro plano de ação prevê objetivos de desenvolvimento sustentável para o mundo e o segundo para o continente africano.

O Secretário-Geral lembrou que há alguns meses a ONU e a União Africana realizaram sua primeira conferência anual onde foi assinada uma nova plataforma para reforçar a parceria entre as duas organizações na área de paz e segurança. Esta plataforma fornece uma base para cooperação, prevenção, alerta precoce, mediação e gestão de conflito. Guterres lembrou ainda  o trabalho conjunto que tem sido desenvolvido pelas duas entidades na manutenção da paz, na segurança e na abordagem às alterações climáticas em conformidade com o Acordo de Paris.

Os eventos desta Semana de África representam uma oportunidade para uma discussão ampla sobre todas as questões relacionadas ao tema, especialmente o financiamento necessário para cumprir todas as metas. Veja aqui a África que queremos em 2063.

Lançada em 2010, a iniciativa discute diversas prioridades de desenvolvimento do continente, cobrindo áreas como paz, segurança, governança, direitos humanos e desenvolvimento socioeconómico e ambiental.

17 Outubro 2017 -

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza: o desenvolvimento sustentável não deixa ninguém para trás

Guterres Uganda

 

Dados indicam desagravamento das condições de vida em Portugal, mas risco de pobreza ainda atinge uma em cada quatro pessoas no país

No dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, celebrado este ano pela vigésima quinta vez, a Organização das Nações Unidas convida os estados membros a apresentar possíveis soluções para a eliminação da pobreza e a reafirmar o seu compromisso para com este objetivo central do desenvolvimento sustentável. O tema das celebrações deste ano, “caminhar em direção a sociedades pacíficas e inclusivas”, reitera a importância do diálogo, da dignidade e da solidariedade, valores centrais na Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável.

A pobreza extrema tem vindo a diminuir a uma velocidade sem precedentes, tendo sido reduzida em mais de 50% desde os anos 90. Embora estes números sejam notáveis e resultem de um grande esforço por parte da comunidade internacional, existe ainda muito trabalho pela frente, principalmente nas regiões em desenvolvimento onde ainda se observam elevadas taxas de pobreza extrema.

Em Portugal, dados recentes do Instituto Nacional de Estatística indicam um desagravamento das taxas de pobreza após resultados piores durante os anos da crise. Ainda assim, Portugal tem um longo caminho pela frente em matéria de erradicação da pobreza: os dados relativos a 2016 revelam que perto de 2.6 milhões de Portugueses, uma em cada quatro pessoas, vivem em risco de pobreza ou de exclusão social. É, portanto, essencial que o país dedique também este dia à reflexão sobre estas temáticas, bem como à sensibilização para a necessidade de criar sinergias entre os que vivem em condições de pobreza e as várias entidades que a combatem.

O dia 17 de outubro apresenta uma oportunidade para refletir sobre aqueles que vivem em pobreza e reconhecer a sua coragem. É um dia para todos reafirmarmos o nosso compromisso para com os mais vulneráveis das nossas sociedades, assegurando que as suas vozes são ouvidas e os seus direitos fundamentais respeitados. Construir um futuro sustentável requer um maior esforço na erradicação da pobreza e exclusão social. Só assim podemos garantir que as necessidades e aspirações de todos sejam cumpridas, e que ninguém seja deixado para trás. 

 Veja a mensagem  na versão orginal do Secretário-Geral dedicada a este dia aqui

No Dia Mundial da Alimentação, FAO destaca futuro da migração

WFP

Dia Mundial da Alimentação. Foto: Banco Mundial/Stephan Bachenheimer

Com ONU NEWS Português 

16 de outubro é a data marcada para promover o desenvolvimento rural como forma de combater a insegurança alimentar e melhorar a vida de migrantes e de refugiados. Entre o ano 2000 e 2015, o número de migrantes aumentou 40%

Todos os anos, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, FAO, celebra o Dia Mundial da Alimentação a 16 de outubro.com o objetivo de promover uma ação global em prol daqueles que sofrem com a fome e apelar à garantia da segurança alimentar e uma dieta nutritiva para todos.

A edição deste ano é dedicada à relação entre a migração, a segurança alimentar e a agricultura, com o tema: "Mude o futuro da migração, invista em segurança alimentar e no desenvolvimento rural". O diretor-geral da agência, José Graziano da Silva, afirmou que existe um número crescente de pessoas forçadas a migrar. Isto deve-se principalmente a conflitos, fome, pobreza, falta de acesso a recursos e ao impacto da mudança climática. A FAO procura, por isso, apoiar os países a investirem em meios de subsistência e em comunidades rurais mais resilientes. Desta forma, as populações rurais podem ter a opção de ficarem na sua terra ou abandoná-la, se assim o quiserem.

Para a FAO, o objetivo mundial de alcançar a Fome Zero até 2030 não pode ser atingido sem abordar a relação entre a segurança alimentar, o desenvolvimento rural e a migração. O investimento em desenvolvimento rural sustentável, a adaptação à mudança climática e os meios de subsistência resilientes nas zonas rurais é uma parte importante da resposta mundial ao atual desafio da migração.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO, um grande número de migrantes vem de áreas rurais, onde mais de 75% dos pobres e pessoas com insegurança alimentar dependem da agricultura de subsistência baseada em recursos naturais.

Em 2015, havia 244 milhões de migrantes, um aumento de 40% em relação ao ano de 2000. A maioria dos refugiados são oriundos do Médio Oriente e Norte da África, Ásia Central, América Latina e Europa Oriental.

A FAO, junto com os seus parceiros, pretende ampliar o seu trabalho para fortalecer a contribuição positiva dos migrantes, refugiados e deslocados internos para a redução da pobreza, segurança alimentar e nutrição.

Nesta segunda-feira, as celebrações do Dia Mundial da Alimentação decorrem na sede da FAO, em Roma, e contam com a presença do papa Francisco e dos  Ministros da Agricultura do grupo das sete economias mais industrializadas do mundo, o G-7.

Dia Internacional das Raparigas: As raparigas de hoje podem ser as líderes de amanhã

GCID

A Organização das Nações Unidas assinala hoje, dia 11 de outubro, o Dia Internacional das Raparigas, celebrando o potencial das jovens mulheres. Instituído por uma Resolução da organização internacional em 2011, este dia procura promover a realização dos direitos fundamentais das raparigas mas também sublinhar os obstáculos à sua concretização, alertando para os desafios que estas enfrentam diariamente em diferentes contextos.

A nível global, as raparigas e jovens adolescentes constituem o grupo mais vulnerável à violência, à exploração e ao abuso sexual. Seja em contextos de guerra, na sequência de desastres naturais ou em zonas de conflitos, as crises humanitárias afetam desproporcionalmente raparigas e jovens mulheres, que representam mais de 75% dos refugiados ameaçados por guerras, fomes e repressão. 

Infelizmente, e como indica a criação de um dia internacional dedicado às raparigas, é preciso um maior empenho da comunidade internacional na luta contra os atuais contextos discriminatórios e desiguais sobre as raparigas. É, portanto, essencial que este grupo tão importante e vibrante da sociedade, que são as jovens mulheres, não seja negligenciado ou esquecido no panorama social, político e económico. 

A desigualdade de género ainda se encontra enraizada por todo o mundo. As mulheres representam, por exemplo, a maioria das crianças que não vão à escola. Existem, contudo, desenvolvimentos positivos que não devem ser ignorados. Em Portugal, o nível de escolaridade das raparigas tem vindo a subir nas últimas décadas, demonstrando que o país se tem empenhado na democratização do ensino no nível básico, secundário e superior. No entanto, isso não se reflete no que as mulheres ganham face aos homens, evidenciando os desafios que as raparigas ainda enfrentam nas suas vidas como jovens adultas.  

As raparigas são crucias para o desenvolvimento de um futuro sustentável e justo. São fonte de poder, de energia e de criatividade e, por isso, devem ter voz nas suas comunidades.

Saiba mais sobre o trabalho da ONU na capacitação das mulheres

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Mensagem de Ano Novo do Secretário Geral

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