Sábado, 18 Novembro 2017
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A ONU na sua língua

Português: língua oficial da ONU?

Crianças na escola em Língua Portuguesa

Augusto Santos Silva: "O português é a língua mais falada no Hemisfério Sul”

 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, acredita que em pouco tempo a língua portuguesa será um idioma oficial das Nações Unidas e defendeu que o português já é uma língua global.

 

O governante português acredita que nas próximas décadas o idioma será oficial em várias instituições internacionais; analistas estimam que 500 milhões de pessoas falem português até o fim do século.

Em entrevista à ONU News, Augusto Santos Silva relembrou que o português está entre as cinco línguas mais faladas no mundo, e que atualmente existem cerca de 260 milhões de pessoas que têm o idioma como língua materna, um número que deverá continuar a crescer graças ao aumento demográfico que se irá registar, principalmente no continente africano.

"De acordo com as projeções das Nações Unidas, por meados deste século, ainda vários de nós estarão vivos, esse valor atingirá perto de 400 milhões. E por fim do século, o tempo dos nossos filhos, ou dos nossos netos, haverá perto das 500 milhões de pessoas em todo o mundo nativas do português. "

O ministro de Portugal defende que através do empenho de todos o idioma pode ser reconhecido em várias organizações internacionais como língua oficial e destacou que o número de pessoas que utilizam o idioma é importante, mas também a qualidade é fundamental.

"O português tem que ser também uma língua de ciência e de cultura, e tem que ser uma língua de comunicação e de negócios. E estamos a trabalhar na CPLP nessa direção, com o Instituto Internacional de Língua Portuguesa sediado em Cabo Verde.”

Nas Nações Unidas a decisão sobre o estatuto de uma língua como oficial compete aos países-membros da Assembleia Geral. Atualmente, existem seis línguas oficiais nas Nações Unidas: o árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo.

Pode ouvir a entrevista na íntegra na ONU NEWS

Primeiro-ministro de Portugal defende língua portuguesa na Assembleia Geral da ONU

PTPM Costa

O Primeiro-ministro de Portugal discursou esta quarta-feira na 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas. António Costa condenou o terrorismo e sublinhou a importância da prevenção e da luta contra a radicalização. Costa defendeu a integração da Índia e do Brasil no Conselho de segurança da ONU e relembrou a importância da língua portuguesa como um instrumento de comunicação com dimensão global. "Em meados deste século, o português deverá contar com quase 400 milhões de falantes."

Veja o discurso do Primeiro-ministro de Portugal na íntegra

Nações Unidas e União Europeia aliam-se para eliminar a violência contra as mulheres

spotlight Initiative logo

A Spotlight Initiative foi lançada à margem da Assembleia Geral da ONU

A Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, a União Europeia, e as Nações Unidas lançaram a Spotlight Initiative, com um investimento total de 500 milhões de euros, para eliminar todas as formas de violência contra as mulheres e raparigas.

Esta iniciativa foi oficialmente lançada pela Alta Representante da União Europeia para Política Externa e Segurança e Vice-Presidente da Comissão Europeia, Federica Mogherini, e o Comissário Europeu para a Cooperação Internacional e Desenvolvimento, Neven Mimica, em conjunto com o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e a Subsecretária-Geral da ONU, Amina Mohammed. 

Durante o evento de lançamento, à margem da Assembleia Geral da ONU, o Secretário-geral da ONU afirmou que: “Esta é a dura mas verdadeira realidade – 1 em cada 3 mulheres será vítima de violência ao longo da sua vida. A violência contra as mulheres destrói vidas e causa um grande sofrimento a todas as gerações. Esta campanha é verdadeiramente histórica.” – acrescenta Guterres. Já a Alta Representante da União Europeia para Política Externa e Segurança e Vice-Presidente da Comissão Europeia, Federica Mogherini, sublinhou que: “A União europeia está comprometida em combater todas as formas de violência contra as mulheres e raparigas uma vez que fere direitos e valores fundamentais como a dignidade, o acesso à justiça e a igualdade de género”

Spotlight Initiative

Ao longo dos próximos anos serão implementados programas para eliminar qualquer forma de violência contra as mulheres e raparigas, tal como violência sexual ou de género, tráfico e exploração laboral e violência doméstica. As principais áreas de intervenção incluem o reforço das molduras legislativas e penais, das políticas e das instituições, de medidas preventivas, do acesso a serviços e a melhoria na recolha de dados relativos a África, Ásia, Região do Pacífico e das Caraíbas,

Em linha com os princípios da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a Spotlight Initiative vai dar especial atenção às mulheres e raparigas marginalizadas. Adicionalmente, terá como grande objetivo alcançar compromissos políticos ao mais alto nível e de providenciar apoio em larga escala, bem como estabelecer novas parcerias. Irá ainda contribuir para informar a sociedade civil sobre o enorme impacto da violência na vida as mulheres.

A violência contra mulheres e raparigas é uma das maiores e mais comuns violações dos direitos humanos ao nível mundial. Afeta todas as sociedades, gerações, estratos socioeconómicos e educacionais, e geografias. Mais de mil milhões de vidas são afetadas pela violência, estimando-se que 35% das mulheres sejam vítimas de violência ao longo da sua vida, sendo que em alguns países este número é superior a 70%.

Além disso, mais de 700 milhões de mulheres, em todo o Mundo, foram obrigadas a casar antes dos 18 anos. Destas, mais de 1 em cada 3 – cerca de 250 milhões – casaram com menos de 15 anos de idade. Pelo menos 200 milhões de mulheres e raparigas foram vítimas de mutilação genital feminina em 30 países.

Esta realidade é uma barreira para igualdade de género, para a capacitação das mulheres, para o desenvolvimento sustentável e, por isso, um enorme impedimento para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Para mais informações visite: www.un.org/spotlight-initiative

#SpotlightEndViolence

19 Setembro 2017 -

Antonio Guterres: “Temos um Mundo em pedaços, temos de ter um Mundo em paz.”

Secretary-General António Guterres presents his annual report on the work of the Organization ahead of the opening of the General Assembly’s seventy-second general debate

António Guterres discursou na sessão de abertura do debate da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Numa intervenção em três idiomas, inglês, francês e espanhol, o Secretário Geral das Nações Unidas começou por destacar que as sociedades estão fragmentadas e que a confiança entre os países está comprometida por aqueles que demonizam e dividem: “Temos um Mundo em pedaços, temos de ter um Mundo em paz.” – afirmou o líder da ONU, reforçando que: “O nosso Mundo está a sofrer, há pessoas a serem feridas e com fome. Estas pessoas vêm a insegurança a aumentar, as desigualdades a agravarem-se, os conflitos a disseminarem-se e o clima a mudar.”

Na sua intervenção António Guterres considera que o perigo nuclear, o terrorismo, os conflitos e as sistemáticas violações do direito internacional, as alterações climáticas, o crescimento das desigualdades, o lado negro da inovação e a incapacidade de gerir a migração são as principais ameaças que a comunidade internacional tem de enfrentar.

O secretário-geral reiterou ainda o seu compromisso em reformar o sistema da Nações Unidas.

Leia aqui o discurso do Secretário-Geral da ONU na íntegra, em língua portuguesa.

19 Setembro 2017 -

Começa hoje o debate da 72ª Assembleia Geral da ONU

Começa hoje o debate da 72ª Assembleia Geral da ONU

São esperados mais de 100 chefes de Estado e de Governo, António Costa discursa esta quarta-feira

A 72ª sessão de abertura da Assembleia Geral da ONU tem como tema central "Com foco nas pessoas: lutar pela paz e por uma vida decente para todos num planeta sustentável". Esta é a primeira sessão plenária com António Guterres à frente da Organização. O Secretário-geral tem na sua agenda mais de 130 reuniões bilaterais até à próxima segunda-feira e fará 34 discursos em reuniões de alto nível.

Tal como manda a tradição, o Brasil é o primeiro país a usar da palavra sendo que a intervenção do Primeiro-ministro de Portugal, António Costa, está prevista para esta quarta-feira, dia 20 de setembro.

Dos países lusófonos também Timor-Leste subirá à tribuna durante o dia de amanhã, sendo que a Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde discursarão na quinta-feira. Moçambique e Angola estão agendados para a próxima segunda-feira.

Em Nova Iorque, a movimentação em torno da Assembleia Geral começou já esta segunda-feira com eventos paralelos sobre a reforma da ONU, as alterações climáticas e a prevenção da exploração e abuso sexuais.

Flags of Member States Flying at UN Headquarters: Portugal

Prioridade para a reforma da ONU

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, participou esta segunda-feira numa reunião de alto nível sobre a reforma da ONU. O encontro foi presidido pelos Estados Unidos e contou com a presença do líder norte-americano Donald Trump. O Presidente dos EUA afirmou que as Nações Unidas foram fundadas com "objetivos nobres", mas que "nos últimos anos não alcançou o seu pleno potencial", por isso, pediu que ” … se concentre mais nas pessoas e menos na burocracia".

Guterres relembrou que a ONU está ao serviço das pessoas que "sofrem com pobreza e exclusão, vítimas de conflito, indivíduos cujos direitos e dignidade são negados.”

Até ao momento 128 países, dos 193 membros da ONU, já assinaram o documento que define a reforma que será empreendida pela Organização.

 Opening of Seventy-second Session of General Assembly

Agenda da Assembleia Geral

A reunião magna das Nações Unidas contará com outros momentos muito importantes, tal como a assinatura do novo Tratado de Proibição de Armas Nucleares e de um outro documento que pretende reforçar o poder económico das mulheres.

A sessão deste ano será ainda marcada pelo debate sobre focos de tensão global como a Síria, a República Centro-Africana, o Sudão do Sul e o Iêmen. Serão ainda discutidos outros temas prioritários, como a prevenção e a mediação para sustentar a paz, as migrações, o impulso político para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o clima, os direitos humanos e a igualdade.

*Com a ONU NEWS

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António Guterres visita Dominica após passagem de furacão

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