Sábado, 13 Fevereiro 2016
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ONU e parceiros precisam de 550 milhões de dólares para ajudar refugiados e migrantes

1Sem previsão de redução do fluxo de pessoas a chegarem à Europa, em fuga dos conflitos no Médio Oriente e noutras regiões, duas agências das Nações Unidas e os seus parceiros apelam a um donativo de 550 milhões de dólares que permita dar uma resposta humanitária contínua em 2016.

"É claro que esta emergência humanitária irá continuar, pelo menos em 2016, requerendo uma resposta consistente em toda a Europa, coordenada com as políticas governamentais e complementada com as intervenções humanitárias”, afirmou, em comunicado, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

"A diversidade destas pessoas em movimento, incluindo jovens e idosos, homens e mulheres, famílias, vítimas de violência por tráfico ou género e pessoas de diferentes nacionalidades e origens, traduz diferentes necessidades básicas de acordo com as suas próprias vulnerabilidades. E este cenário representa mais um desafio de sobrecarga para as autoridades”, refere ainda o comunicado.

Grécia receberá maioria dos fundos

Cerca de metade dos fundos será alocada para enfrentar a situação na Grécia, que tem suportado o peso de um fluxo que já ultrapassa um milhão de refugiados e migrantes que deram entrada na Europa, através do Mediterrâneo, no último ano. Destas pessoas, meio milhão são sírios que fugiram da guerra no seu país. As outras duas nacionalidades mais presentes são afegã (20%) e iraquiana (7%).

O ACNUR e 65 outras organizações juntaram-se ao apelo da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

 Adrian Edwards, porta-voz da ACNUR, afirmou que as operações humanitárias em 2016 irão concentrar-se nos locais de chegada destas pessoas, incluindo o processo de identificação das que se encontrem em risco elevado.

Outras medidas, integradas no Plano de Resposta Regional aos Refugiados e Migrantes, vão permitir melhorar a resposta a nível de registo, abrigo, água, saneamento, o reforço da capacidade das equipas presentes na linha da frente, bem como da guarda costeira, guarda de fronteira, polícia e apoio às comunidades afetadas. Também serão abrangidas medidas com vista à realocação e reinstalação dos migrantes e refugiados.

O deslocamento global forçado já alcançou um recorde de cerca de 60 milhões de pessoas, afetando, cada vez mais, os países do Norte Global. Cerca de 850 mil dos mais de um milhão de refugiados e migrantes que chegaram à Europa, em 2015, por via marítima (da Turquia para a Grécia), tendo pelo menos 3,735 morrido afogados. Um pequeno número de pessoas entrou na Europa através da Itália, vindos do Norte de África.

Muitos dos que chegam à Grécia continuam depois viagem pelos Balcãs, em direção à Áustria, Alemanha, Suécia e outros países.

 Veja o vídeo abaixo com entrevista a Filippo Grandi, Alto-Comissário da ONU para os Refugiados (clique nas opções para obter as legendas em Português)

28 de janeiro de 2016,Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

Organização Mundial da Saúde convoca sessão especial sobre o vírus zika

mosquitoe net malaria dengueOs representantes dos países-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) participam numa sessão especial sobre o vírus zika, a 28 de janeiro, em Genebra (Suíça), coordenada pela diretora-geral da agência da ONU, Margaret Chan.

Segundo a OMS, a sessão pretende informar os representantes sobre a atual situação e possível evolução, na medida em que o zika já se espalhou por 20 países das Américas (casos mais graves são no Brasil e na Colômbia) e por 10 nações da África, Ásia e Pacífico.

Na passada segunda-feira, Margareth Chan afirmou que a "propagação explosiva" do vírus zika a novas áreas geográficas e a baixa imunidade da população são motivos de preocupação.

A agência da ONU já foi notificada sobre quatro mil casos de microcefalia no Brasil, estando a ser estudada a possível relação da doença com a presença do vírus. 

A diretora da OMS enfatizou "que ainda não foi estabelecido a ligação entre o zika na gravidez e a microcefalia", mas reconheceu que "a evidência é sugestiva e extremamente preocupante".

zika oms

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil, Jarbas Barbosa, disse à  Rádio ONU que as investigações em curso "mostram claramente" que mulheres que contraíram o vírus zika na gravidez têm uma muito maior probabilidade de ter um bebé com microcefalia do que as grávidas que não foram infetadas.

"As evidências vão se acumulando, como ocorre geralmente diante de novas descobertas científicas em relação a doenças. Mas para efeitos de saúde pública, as evidências já disponíveis apontam muito fortemente para essa hipótese, tanto que o Ministério da Saúde do Brasil e a própria Organização Panamericana da Saúde e a OMS estão a recomendar aos países que se empenhem ainda mais nos esforços de combate ao vetor transmissor do zika que é o Aedes aegypti", explicou. 

Jarbas Barbosa afirma que "a melhorar maneira de prevenir a infeção pelo zika" é eliminar todos os focos de proliferação dos mosquitos nas residências porque "mais de 90% estão dentro das casas, no quintal, em calhas, em caixas d'água ou locais que acumularam água de chuva".

Clique aqui para saber mais sobre o vírus zika (em Inglês)

28 de janeiro de 2016, Rádio ONU/Editado por UNRIC

Unicef lança apelo humanitário de 2,8 mil milhões de dólares para crianças em situação de emergência

syriaO Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou, esta semana, um apelo à doação de 2,8 mil milhões de dólares para permitir ajudar 43 milhões de crianças em situação de emergência humanitária, em vários pontos do mundo. Pela primeira vez, uma parte substancial deste fundo (25%) será diretamente aplicada em projetos de educação.

“Milhões de crianças estão a ser privadas da sua educação”, afirmou Afshan Khan, diretor dos Programas de Emergência da UNICEF, em comunicado de imprensa.

“A educação é uma medida de salvação para as crianças, oferecendo-lhes a oportunidade de aprenderem e brincarem, embora estejam rodeadas pela carnificina de tiros e granadas. Ao educar as crianças e os jovens estamos a criar esperança para que possam ter a capacidade de construir um futuro melhor para si, para as suas famílias e para as sociedades em que vivem, quebrando o ciclo de crise crónica atual", acrescentou.

A agência planeia aumentar, consideravelmente, o acesso à educação das crianças em situação de crise: o objetivo é ajudar 8,2 milhões até ao final de 2016, o que representa quase o dobro das 4,9 milhões que recebiam apoio no início de 2015. Uma grande maioria desses novos beneficiários - cinco milhões - serão crianças sírias, a viverem dentro do país ou em países vizinhos.

De realçar que o programa “Ação Humanitária para a Infância 2016” (UNICEF) precisa de ser financiado com recursos duas vezes superiores ao verificado há três anos, denotando o aumento considerável do número de crianças em situação de emergência: deslocadas de casa e correndo vários riscos e privações, tais como escassez de alimentos, violência, doenças, abuso e privação de acesso à educação.

1 em cada 9 crianças rodeadas por conflito

De acordo com as estimativas da ONU, cerca de 1 em cada 9 crianças vive, atualmente, em zonas de conflito. Em 2015, as crianças com menos de cinco anos que viviam em áreas afetadas por conflitos corriam duas vezes mais riscos de  morrerem devido a causas que podem ser evitadas, do que as que viviam em zonas pacíficas.

Por outro lado, as alterações climáticas são uma ameaça crescente, com a UNICEF a estimar que mais de 500 milhões de crianças vivem em zonas de grande ocorrência de inundações, e que perto de 160 milhões vivem em zonas de elevada ou muito elevada seca. O fenómeno climático El Niño, que este ano atingiu um dos graus mais devastadores, também representa um risco adicional.

O número de pessoas forçadas a deixar as suas casas também continua a crescer, tendo a Europa recebido mais de um milhão de refugiados e migrantes, em 2015.

“Nos meses mais recentes, tenho visto com os meus olhos crianças a serem vítimas de enorme sofrimento humano no Burundi, no nordeste da Nigéria e ao longo da rota dos migrantes e refugiados”, afirmou Khan.

“Em todo o mundo, milhões de crianças têm sido forçadas a fugirem das suas casas devido à violência e aos conflitos. A crise global dos refugiados é também uma crise de proteção das crianças em movimento, que estão fortemente expostas aos riscos de abuso, exploração e tráfico”, acrescentou.

O apelo da UNICEF 2016 visa ter meios para ajudar um total de 76 milhões de pessoas, em 63 países. Em 2015, a agência deu assistência humanitária a milhões de crianças, incluindo no acesso a água potável (22,6 milhões), na vacinação contra o sarampo (11,3 milhões), no tratamento das mais graves formas de desnutrição (dois milhões), na disponibilização de apoio psicológico vital (dois milhões) e no acesso à educação básica (quatro milhões).

27 de janeiro de 2016,Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

O Holocausto e a Dignidade Humana em reflexão no Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto

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O Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto é celebrado, anualmente, no dia 27 de janeiro. A data foi designada pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, através da resolução (A / RES / 60/7), de 1 de novembro de 2015, que vem assinalar o dia da libertação do maior campo de extermínio nazi, Auschwitz-Birkenau (na atual Polónia), pelas tropas soviéticas, em 1945. Todos os anos, a ONU insta todos os cidadãos a recordarem a responsabilidade coletiva de prevenir o genocídio, os crimes de guerra e contra a Humanidade e a limpeza étnica.

Sendo este “um dia de lembrança e uma oportunidade para renovar a nossa determinação”, como afirma o Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, os Estados-membros são instados a desenvolver programas educacionais para incutir a memória da tragédia nas gerações futuras. Recordar os crimes do passado pode ajudar a impedi-los no futuro.

 

Em 2016...

A temática proposta é o “Holocausto e a Dignidade Humana”, visando interligar a lembrança do Holocausto com os princípios fundadores das Nações Unidas, reafirmando a fé na dignidade e valor de cada pessoa – princípio basilar da Carta das Nações Unidas -, bem como o direito de viver livre de discriminação consagrado na Declaração dos Direitos Humanos.

Neste âmbito, as Nações Unidas prepararam uma programação com uma oferta diversificada que passa por exposições (provas de massacres durante a Segunda Guerra Mundial, histórias de crianças sobreviventes do Holocausto), uma cerimónia memorial, um encontro de especialistas que irão abordar a temática da educação sobre o Holocausto, a exibição de filmes e a organização de discussões.

O Secretário-geral relembra que a Organização das Nações Unidas foi estabelecida para reafirmar a fé na dignidade e no valor de todas as pessoas e para defender os direitos de todos a viverem em igualdade e livres de discriminação. Princípios que, afirma, permanecem essenciais na atualidade, com milhões de pessoas a fugirem de guerras, perseguições e privações, continuando a sofrer discriminação e ataques.

“Temos o dever de relembrar o passado, mas também de pensar naqueles que agora precisam de nós. Neste dia de memória do Holocausto, peço a todos a que denunciem as ideologias políticas e religiosas de ódio. Temos de nos manifestar contra o antissemitismo e os ataques contra grupos religiosos, étnicos ou outros.Vamos criar um mundo onde a dignidade é respeitada, a diversidade é celebrada e paz é permanente”, disse Ban.

27 de janeiro de 2016, Editado por UNRIC

Mensagem do Secretário-geral para o Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto, 27 de janeiro de 2016

Foto ONU/Evan Schneider

Durante a Segunda Guerra Mundial, seis milhões de judeus foram, sistematicamente, escravizados e exterminados. Os nazis também assassinaram ciganos, prisioneiros políticos, homossexuais, pessoas com deficiência, testemunhas de Jeová e prisioneiros da guerra soviética.

O Holocausto foi um crime gigantesco. Ninguém pode negar a evidência do que realmente aconteceu. Para relembrar as vítimas e louvar a coragem dos sobreviventes e daqueles que os ajudaram e libertaram, renovamos, anualmente, a nossa resolução de prevenir essas atrocidades e de rejeitar a mentalidade do ódio que as promove.

Da sombra do Holocausto e das crueldades da Segunda Guerra Mundial, nasceu a Organização das Nações Unidas para reafirmar a luta pela dignidade e o valor de cada pessoa, e para defender os direitos de todos a viver em igualdade e livres de discriminação.

Estes princípios permanecem essenciais ainda hoje. Pessoas em todo o mundo – incluindo milhões que fogem da guerra, das perseguições e das privações – continuam a sofrer discriminação e ataques. Temos o dever de relembrar o passado  e de ajudar aqueles que agora precisam de nós.

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Ao longo de mais de uma década, o Holocausto e o Programa de Divulgação das Nações Unidas tem trabalhado para educar os jovens sobre o Holocausto. Muitos parceiros – incluindo sobreviventes do Holocausto – continuam a contribuir para este trabalho essencial.

A memória do Holocausto é uma poderosa lembrança do que pode acontecer quando deixamos de valorizar a nossa Humanidade comum. Neste dia de memória do Holocausto, incito todos a denunciarem as ideologias políticas e religiosas que colocam as pessoas contra as pessoas. Vamos todos falar contra o antissemitismo e contra os ataques a grupos religiosos, étnicos e outros. Vamos criar um mundo onde a dignidade é respeitada, a diversidade é celebrada e a paz é permanente.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.