Segunda, 30 Maio 2016
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Mensagem do Secretário-geral da ONU para o Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio no Ruanda, 7 de abril de 2016

FOTO: ONU/Esther HavensEm 1994, mais de 800 mil pessoas foram sistematicamente assassinadas, por todo o Ruanda. A grande maioria eram Tutsi, mas também foram alvos os Hutu moderados, os Twas e pessoas de outras etnias. Neste dia, recordamos todos os que pereceram no genocídio e renovamos a nossa resolução para prevenir que tais atrocidades alguma vez se repitam em qualquer parte do mundo.

Devemos todos inspirar-nos na coragem dos sobreviventes ao demostrarem que a reconciliação é possível, mesmo depois de uma tragédia de tal gravidade.  Com a região de Grandes Lagos ainda a enfrentar sérias ameaças à paz e segurança, a conciliação e a reconstrução continuam a ser essenciais.

Honrar a memória das vítimas do genocídio no Ruanda também significa trabalhar pela justiça e pela prestação de contas. Saúdo os Estados-membros das Nações Unidas dessa região e outros países por darem continuidade aos esforços para prender e entregar os restantes fugitivos e pôr fim à impunidade. A melhor forma de assegurar que o genocídio e outras graves violações dos direitos humanos e do Direito Internacional não voltam a acontecer é através do reconhecimento da partilha de responsabilidade e de compromisso em agir para proteger aqueles que estão em risco.

O genocídio não é um evento único. É um processo que leva tempo e requer preparação. A história demonstrou, repetidamente, que nenhuma parte do mundo está imune. Um dos principais sinais de alerta é a alastração dos discursos de ódio, no espaço público e nos meios de comunicação social, que têm por alvo comunidades específicas.

O tema de observância deste ano é “Combater a Ideologia do Genocídio”. É essencial que os governos, o poder judiciário e a sociedade civil permaneçam firmes contra os discursos de ódio e aqueles que incentivam a divisão e a violência. Devemos promover a inclusão, o diálogo e o Estado de Direito para criar sociedades justas e pacíficas.

A história do Ruanda ensina-nos uma lição essencial. Embora a capacidade para o mal mais negro resida em todas as sociedades, o mesmo sucede no que se refere a qualidades tais como a compreensão, a generosidade e a reconciliação. Vamos cultivar essas valores da nossa humanidade comum para ajudar a construir uma vida de dignidade e segurança para todos. 

RUANDA

Mensagem do Secretário-geral da ONU para o Dia Mundial da Saúde, 7 de abril de 2016

FOTO: NHS Photo Library A diabetes é uma doença antiga que está a afetar, cada vez mais, o mundo moderno. Em 1980, 108 milhões de adultos viviam com diabetes. Em 2014, esse número aumentou para 422 milhões – 8,5 por cento dos adultos – refletindo um aumento global dos fatores de risco tais como excesso de peso ou obesidade. Apesar de termos os meios necessários para prevenir e tratar a doença, a diabetes causa, hoje, mais de 1,5 milhões de mortes, por ano. Níveis altos de glicose no sangue causam 2,2 milhões de mortes adicionais.

Este ano, a Organização Mundial de Saúde lançou o seu primeiro “Relatório Global sobre a Diabetes”, que revela a escala dos problemas e sugere formas para reverter as atuais tendências. O peso da diabetes não é sentido de forma igual entre países ou no interior de cada país. As pessoas que vivem em países de baixo e médio rendimento são desproporcionalmente mais afetadas, mas onde quer que encontremos pobreza, também encontramos doenças e mortes prematuras.

A diabetes afeta os sistemas de saúde e as economias dos países devido ao aumento dos custos médicos e à perda de rendimentos dos trabalhadores afetados. Em 2011, os líderes mundiais chegaram a acordo de que as doenças não transmissíveis, incluindo a diabetes, são um dos maiores desafios para conseguir alcançar o desenvolvimento sustentável. No ano passado, os governos adotaram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, nos quais se inclui a meta de reduzir para um terço a mortalidade prematura com origem em doenças não transmissíveis.

Podemos limitar o alastramento e o impacto da diabetes através da promoção  e adoção de estilos de vida saudáveis, especialmente entre os mais jovens. Uma parte passa por ter boa alimentação e fazer exercício físico. Devemos também promover o diagnóstico da diabetes e o acesso a medicamentos essenciais como a insulina.  Os governos, os prestadores de cuidados de saúde, as pessoas com diabetes, a sociedade civil, os produtores de alimentos e os fabricantes e fornecedores de medicamentos e tecnologia devem, todos, contribuir para mudar o estado atual das coisas.

Neste Dia Mundial da Saúde vamos comprometer-nos a trabalhar em conjunto para travar o aumento da diabetes e melhorar as vidas daqueles que vivem com esta doença perigosa mas que pode ser prevenida e tratada.

 

PORTUGUESE DIABETE

OMS e parceiros necessitam de 2,2 mil milhões de dólares face a recorde de necessidades humanitárias de saúde

FOTO: UNICEF/Mulugeta AyeneO tumulto contínuo na Síria e o impacto da seca na Etiópia estão entre as várias crises com forte impacto ao nível da necessidade de ajuda humanitária de emergência na área da saúde, pelo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) apela, em conjunto com os seus parceiros, a que sejam feitos donativos no valor de 2,2 mil milhões de dólares para ajudar 79 milhões de pessoas, em mais de 30 países.

De acordo com o Plano de Resposta Humanitária da OMS para 2016, lançado, esta semana, em Genebra (Suíça), a agência e os seus parceiros de saúde estão a trabalhar em conjunto para providenciarem serviços de saúde urgentes, incluindo medicamentos essenciais, vacinas e tratamento para doenças como a cólera e o sarampo, muitas vezes em ambientes inseguros e extremamente difíceis.

Coletivamente, são necessários 2,2 mil milhões de dólares para fornecer serviços de saúde de salvamento, dos quais 480 milhões para os programas da OMS.

 

“Situação vai pioriar”

“Os riscos para a saúde causados pelas emergências humanitárias atingiram um nível recorde”, disse Bruce Aylward, diretor executivo interino da OMS para os Surtos e Emergências de Saúde, em comunicado à imprensa.

“E a situação vai piorar. O crescente impacto dos conflitos prolongados, das deslocações forçadas, das alterações climáticas, da urbanização não planeada e das mudanças demográficas fazem com que as emergências humanitárias sejam cada vez mais frequentes e severas”, acrescentou.

Na Síria, uma das maiores emergências humanitárias, a OMS e os seus parceiros estão a procurar fundos para fornecerem serviços de saúde a 11,5 milhões de pessoas, incluindo cuidados de saúde mental e vacinas, medicamentos e material cirúrgico para quase cinco milhões de refugiados sírios que vivem nos países vizinhos.

A OMS também necessita de fundos urgentes para apoiar 6,8 milhões de pessoas ameaçadas pela pior seca, em décadas, na Etiópia, sendo uma das prioridades providenciar serviços de saúde de emergência para salvar as vidas de mais de 400 mil crianças severamente malnutridas.

Em acréscimo às mais de 30 emergências prolongadas, a OMS está também a responder a emergências súbitas como o Ciclone Winston que atingiu Fiji, em Fevereiro de 2016, e a surtos de  doenças transmissíveis, nos quais se inclui o vírus Zika, o permanente risco do Ébola na África Ocidental e o pior surto de febre amarela da Angola, em 30 anos.

Numa das mais profundas transformações na sua história, a OMS está a levar a cabo um novo Programa de Emergências de Saúde que irá aumentar a capacidade operacional nos países e providenciar uma resposta rápida e efetiva para todos os tipos de emergências de saúde, incluindo surtos e crises humanitárias.

6 de abril de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

Mensagem do Secretário-geral da ONU para o Dia Internacional do Desporto para o Desenvolvimento e a Paz, 6 de abril de 2016

FOTO: ONU/chollajackO desporto é um instrumento único e poderoso para promover a dignidade e os direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana. É uma força motora para a mudança social positiva. É por isso que muitos dos maiores desportistas mundiais se têm envolvido, e continuam a fazê-lo, no apoio à Organização das Nações Unidas para aumentar a consciencialização sobre assuntos importantes como a fome, o VIH/Sida, a igualdade de género e a gestão ambiental.

Este ano, o mundo embarca num grande novo desafio – implementar a visionária Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Os Estados-membros das Nações Unidas adotaram 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que são universais e visam construir um futuro de paz, justiça, dignidade e oportunidade para todos. Juntos, promovem um conjunto de prioridades, integradas e indivisíveis, para as pessoas, o planeta, a prosperidade, as parcerias e a paz.

Para alcançar estes objetivos globais, devemos envolver todos os setores da sociedade, em toda a parte. O desporto tem um papel essencial a desempenhar. O desporto promove a saúde e o bem-estar. Promove a tolerância, o entendimento mútuo e a paz. Contribui para a inclusão social e a igualdade. Empodera as mulheres e raparigas e as pessoas com deficiência. É uma parte crucial da educação de qualidade nas escolas. O desporto empodera, inspira e une.

Neste terceiro Dia Internacional do Desporto para o Desenvolvimento e a Paz, exorto os governos, as organizações, as empresas e todos os agentes da sociedade a tirarem partido dos valores e do poder do desporto para ajudar à realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ao trabalharmos – e jogarmos – juntos, podemos criar o futuro que desejamos.

 

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Primeira Cimeira Humanitária Mundial deve inaugurar nova era global de solidariedade

Foto ONU: UNICEF/UN011402/El OuerchefaniNuma sessão de informação aos Estados-membros sobre a preparação  da Cimeira Humanitária Mundial, o Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exortou os chefes de Estado e de governo a participarem no evento e a passarem a mensagem de que “não vão aceitar a erosão dos valores da Humanidade a que assistimos, hoje, no mundo”.

“Não devemos abandonar as pessoas que precisam de nós nos momentos em que mais precisam de nós”, disse o chefe da ONU, que realçou a importância das intervenções dos líderes e das mesas redondas que terão lugar na Cimeira, a 23 e 24 de maio, em Istambul (Turquia).

“Em primeiro lugar, a melhor forma de alcançar uma mudança corajosa e ousada é assegurando a presença dos líderes na cimeira para que se tomem decisões”, disse Ban Ki-moon, referindo que o segmento dedicado aos líderes será uma oportunidade para discutir as cinco responsabilidades centrais da Agenda para a Humanidade.

Essas cinco responsabilidades são: liderança política para prevenir e acabar com conflitos; defender as normas que salvaguardam a Humanidade; não deixar ninguém para trás, mudar a vida das pessoas – desde a prestação de ajuda humanitária até à extinção dessa necessidade de ajuda -  e investir na Humanidade.

“A História irá julgar-nos pela forma como vamos usar esta oportunidade”, disse Ban, apelando aos Estados-membros para enviarem representes ao mais alto nível e mostrarem liderança no que se refere aos grandes desafios do século XXI.

“Não devemos dececionar os muitos milhões de homens, mulheres e crianças que vivem em necessidade extrema”, acrescentou.

 Sete mesas redondas com todos os agentes da mudança

Ban Ki-moon explicou que serão organizadas sete mesas redondas, ao longo dos dois dias, de modo a disponibilizar aos líderes dos Estados-membros, sociedade civil e setor privado um espaço de diálogo sobre os inúmeros desafios cruciais para alcançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e outros objetivos partilhados.

 Os temas em debate nas mesas redondas são:

  • Prevenir e acabar com conflitos
  • Defender as normas que salvaguardam a Humanidade
  • Não deixar ninguém para trás
  • Desastres naturais e alterações climáticas
  • Da entrega de ajuda ao fim das necessidades de ajuda
  • Igualdade de género
  • Investir na Humanidade

 

Ban Ki-moon afirmou ter proposto compromissos centrais que refletem muitas das mudanças necessárias para pôr em prática a Agenda para a Humanidade. Esses compromissos foram disponibilizados, na passada semana, para apreciação e deverão ser finalizados até 18 de abril.

Trata-se de compromissos voluntários e não vinculativos, que podem ser individuais ou conjuntos. A cimeira não é um ponto final, mas o começo de uma nova era de solidariedade internacional para deter o terrível sofrimento das pessoas afetadas pelos conflitos e desastres. O sucesso da cimeira deverá fazer uma enorme diferença qualitativa no avanço da ação em muitas outras áreas, nomeadamente a Agenda 2030.

Os resultados da cimeira irão incluir um texto de sumário feito pelo presidente da cimeira e um documento intitulado “Compromissos para a Ação” que será divulgado um pouco mais tarde. Em conjunto com a Agenda para a Humanidade, estes elementos são importantes para definir as linhas de ação e o seu acompanhamento.

 Acompanhamento pós-cimeira

O acompanhamento das decisões tomadas na cimeira terá um primeiro momento de avaliação em junho, durante o Segmento dos Assuntos Humanitários do Conselho Económico e Social da ONU. Em setembro, Ban Ki-moon irá submeter o seu relatório à Assembleia-Geral, apresentando os resultados da cimeira e outras medidas importantes para o progresso nesta área.

Nesse ponto, os Estados-membros podem decidir levar a cabo algumas ou todas as recomendações do relatório através de discussões e negociações intergovernamentais. As resoluções humanitárias anuais da Assembleia-Geral, no Outono, irão, provavelmente, conduzir a muitas destas importantes discussões.

“No ano passado alcançámos grandes vitórias ao nível da solidariedade global”, disse Ban, referindo-se à Agenda para a Ação de Adis Abeba, ao Quadro de Sendai para a Redução do Risco em Desastres, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo sobre Alterações Climáticas de Paris.

“Vamos fazer da Cimeira Humanitária Mundial um passo histórico na defesa da nossa Humanidade comum”, conclui o Secretário-geral.

A sessão de informação foi organizada pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários, na sede da ONU (OCHA), em Nova Iorque.

 5 de abril de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.