Sábado, 18 Novembro 2017
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A ONU na sua língua

Guterres vista as Caraíbas: “Auxílio é de responsabilidade internacional”

ecretário-geral caminha na área de Codrinton ao encontro de habitantes em Antígua e Barbuda.

O Secretário-Geral, António Guterres, visitou a cidade de Codrington, na Ilha da Barbuda,  para testemunhar a destruição provocada pelo Furacão Irma. UN Photo/Rick Bajornas

 

O Secretário-geral da ONU fala de países "devastados dramaticamente";  chefe da Nações Unidas reitera que o grupo de nações que está a sofrer  com os efeitos das alterações climáticas não contribuíram para tal.

Por ONU News.

Durante a sua visita às Caraíbas recentemente afetadas por furacões, o Secretário-Geral afirmou que a grande responsabilidade da comunidade internacional é "em primeiro lugar garantir que a ação climática seja acelerada."

António Guterres declarou que é possível evitar a aceleração dramática das mudanças climáticas. Em declarações aos jornalistas em Antígua, o chefe da ONU mencionou a população que foi forçada a fugir das suas áreas e as economias de várias famílias que foram totalmente destruídas.

An aerial view of the devastation wrought by Hurricane Irma in Barbuda

Vista aérea da destruição causada pelo Furacão Irma na ilha de Barbuda. UN Photo/Rick Bajornas

Para Guterres é também necessário dar apoio humanitário e auxílio à reconstrução, além de se avaliarem mecanismos financeiros inovadores para os países que foram "devastados dramaticamente".

O objetivo dessas medidas passa pela recuperação desses países e garantir que fiquem mais resilientes às tempestades porque, segundo lembrou, tendem a ser mais frequentes e mais intensas do que no passado.

Após os estragos causados pelos furacões Irma, Harvey e Maria nesta região, a ONU emitiu um pedido de ajuda para angariar 97 milhões de euros para atender às necessidades humanitárias imediatas. As ilhas mais afetadas foram a Dominica, a Antígua e a Barbuda.

O secretário-geral disse ainda que a ONU está totalmente empenhada em apoiar os governos e os povos de Barbuda, de Dominica e outros, mas lembrou que essas ações ainda não são suficientes.

Guterres quer uma completa mobilização de recursos internacionais para apoiar as pessoas com mecanismos financeiros inovadores "porque este país não conseguirá fazê-lo sozinho, dado o seu elevado endividamento". Como país de rendimento médio, por enquanto só tem acesso a empréstimos comerciais, portanto, "É necessário ter mecanismos inovadores de financiamento que apoiem estes países a restabelecerem-se, para que as pessoas possam reconstruir as suas vidas".

UNCTAD identifica "grande oportunidade" para as novas tecnologias nos países lusófonos

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Foto: UN Photo/Mark Garten

UNCTAD identifica "grande oportunidade" para as novas tecnologias nos países lusófonos

Especialista da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) destaca que deve ser aproveitada a experiência acumulada de Portugal e do Brasil. Uma em cada seis pessoas tem acesso à internet em Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau. A UNCTAD defende que os países lusófonos podem cooperar para evitar desequilíbrios no acesso ao mundo digital.

Por ONU News em Nova Iorque 

O espaço da lusofonia oferece uma grande oportunidade de expansão para as novas tecnologias, segundo o chefe da Sessão dos Países Menos Avançados da UNCTAD. Rolf Traeger defendeu que as nações do bloco lusófono devem explorar as oportunidades de criar parcerias no setor, em declarações à ONU News de Genebra durante o lançamento do Relatório sobre a Economia da Informação 2017.

Portugal e Brasil

"O Brasil é o quarto país em termos do número de pessoas ligadas à internet e, por outro lado, nós temos Portugal que é um dos países desenvolvidos, onde o uso de novas tecnologias, de redes sociais e do comércio eletrónico é muito mais avançado do que nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). Há uma grande possibilidade que as empresas dos demais países lusófonos façam alianças e aproveitem a experiência já acumuladas de países como Portugal e o Brasil para utilizar essas novas tecnologias."

Traeger afirmou ainda que são necessárias parcerias para expandir a rede de internet apesar dos avanços das comunicações móveis, em países menos avançados como Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, onde segundo o estudo somente uma em cada seis pessoas tem acesso à internet.

Países lusófonos 

"Um dos fatores que se destaca no relatório é a importância dos fatores culturais, linguísticos etc. Há um grande potencial para cooperação internacional entre os países lusófonos, para justamente evitar que a disparidade no acesso ao mundo digital aumente. Como se pode fazer isso? Através da cooperação internacional e do estabelecimento de parcerias entre empresas de diferentes países para aumentar o acesso ao mercado e para fazer a transferência da tecnologia de operação das novas tecnologias."

Para a UNCTAD, as novas realidades de mercado de novas tecnologias são acompanhadas por riscos onde as primeiras empresas a operar na área podem crescer mais rapidamente, ditar as regras e ter uma posição dominante do mercado.

Traeger defende que essa realidade pode marginalizar os já menos favorecidos de áreas rurais de países mais pobres e aumentar o desequilíbrio no acesso à internet. Os maiores riscos são corridos pelas pequenas e médias empresas recém criadas em continentes como África e América Latina,  que podem ficar à margem das novas realidades na economia e na tecnologia a nível global.

05 Outubro 2017 -

António Guterres apela a maior compromisso para as alterações climáticas

Guterres apela a compormisso para as alterações climáticas

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, destacou esta quarta-feira a importância de ação conjunta contra as alterações climáticas para que se evitem futuras catástrofes como as que afetaram recentemente algumas ilhas caribenhas.

Num encontro com a imprensa na sede da ONU, Guterres anunciou que viaja no sábado para Antígua, Barbuda e Dominica, as ilhas mais afetadas pelos recentes furacões Harvey, Irma e Maria. Durante a visita àquelas ilhas caribenhas, o Secretário-Geral pretende avaliar os danos causados pelas catástrofes meteorológicas e determinar como a organização internacional pode apoiar a recuperação das populações e território afetados.

Até agora as Nações Unidas e parceiros já distribuíram assistência humanitária por várias regiões das ilhas, incluindo 18 toneladas de comida, três milhões de comprimidos de purificação de água, milhares de tanques de água, tendas, mosquiteiros e muito mais.

A ONU lançou também um apelo para a recolha de cerca de cem milhões de euros destinados às necessidades humanitárias imediatas das ilhas afetadas. Guterres saúda os países que têm demonstrado solidariedade e cooperado com as ilhas caribenhas, mas lamenta a fraca adesão geral da comunidade internacional.

O Secretário-Geral alertou também para o facto de ser raro observar furacões desta intensidade no início da temporada, apontando as alterações climáticas como a causa principal. Citando dados científicos, Guterres frisa que estes fenómenos meteorológicos extremos se vão tornar mais comuns e que já nos últimos 30 anos, se tem observado um aumento significativo na sua incidência, bem como nas consequências económicas associadas.

António Guterres terminou o encontro com a imprensa afirmando que “o mundo tem as ferramentas, a tecnologia e a riqueza necessárias para combater as alterações climáticas”, mas sublinha que é fundamental uma maior determinação na implementação do Acordo de Paris por parte da comunidade internacional, para que se avance para um futuro mais sustentável.

Este será o tema central da próxima Cimeira do Clima, COP23, que decorrerá entre os dias seis e dezassete do próximo mês e deverá contar com a presença do Secretário-Geral da ONU. O encontro, que terá lugar em Bona, na Alemanha, visa promover as ambições e objetivos do Acordo de Paris bem como garantir avanços na sua implementação. 

Dia Internacional da Não-violência: ONU lembra Mahatma Gandhi

Escultura Arma em NY

Com ONU News Português

Homenagem teve lugar esta segunda-feira, assinalando os 148 anos do nascimento do líder e pacifista indiano, com o Secretário-geral das Nações Unidas a citar a importância da razão e do respeito "em momentos de ódio a refugiados, migrantes e minorias" no dia em que se comemora o Dia Internacional da Não-violência.

António Guterres destacou que em "momento de conflitos múltiplos somente soluções políticas vão calar as armas".

Minorias

"No momento em que alguns espalham o ódio a refugiados, migrantes e minorias é preciso que sejam ouvidas vozes da razão e do respeito"- afirmou o secretário-geral.

O evento assinalou os 148 anos de nascimento de Mahatma Gandhi, líder do movimento de independência indiano e pioneiro da filosofia e estratégia de não-violência.

A mensagem do líder da ONU sublinha ainda que "todos têm o dever de defender a tolerância e trabalhar para dar substância à cultura de paz", realçando que "não se pode derrotar a violência com mais violência".

Compromisso

António Guterres sublinhou ainda que é necessário acabar com os ciclos de injustiça e de conflitos armados respondendo com compromisso ao Estado de direito.

Como exemplos do empenho da ONU com a causa da não-violência, a mensagem destacou que esse é o espírito do Instituto Mahatma Gandhi de Educação para a Paz e Desenvolvimento Sustentável e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura: a Unesco.

Xenofobia e discriminação

As Nações Unidas destacam ainda o seu compromisso com a abstenção da violência através da campanha "Juntos". A iniciativa promove "o respeito, segurança e dignidade para refugiados e migrantes e pretende travar o aumento da xenofobia e da discriminação".

A mensagem da ONU destacou que a não-violência impulsiona o trabalho da organização "todos os dias e em todos os lugares pela desigualdade, pelo capacitação e pela cidadania global".

O Dia Internacional da Não-violência foi proclamado pela Assembleia Geral em 2007, como uma ocasião para "disseminar a mensagem de não-violência, através da educação e do aumento da consciência pública".
A resolução reafirma "a relevância universal do princípio da não-violência" e o desejo de "garantir uma cultura de paz, tolerância, compreensão e não-violência".

28 Setembro 2017 -

Dia Mundial do Turismo: celebrar e promover a sustentabilidade

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Nas últimas seis décadas, o Turismo experienciou um crescimento contínuo e uma diversificação inédita, tornando-se um dos setores económicos mais importantes da economia global, com amplos benefícios para os destinos turísticos e as comunidades locais.

Os números mostram que as chegadas de turistas internacionais cresceram de 25 milhões em 1950 para perto de 1.200 milhões em 2015. De igual forma, as receitas do turismo internacional aumentaram de 2 mil milhões de dólares em 1950 para 1.260 biliões de dólares em 2015. O setor representa, por isso, 10% do PIB mundial e 1 em cada 10 postos de trabalho.
A Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas estima que o setor continuará a crescer a uma média anual de 3,3% até 2030. A generalização do acesso ao turismo, a melhoria dos direitos laborais em muitos países e ainda a afirmação da classe média explicam, em grande parte, este admirável crescimento. Adicionalmente, nas décadas mais recentes, a emergência de novas tecnologias aplicadas ao Turismo e a queda dos preços dos transportes, sobretudo da aviação, contribuíram para o aumento das viagens internacionais.

Para além do impacto socioeconómico, o setor, se gerido de forma sustentável, pode ser um fator de preservação ambiental, de valorização cultural e de compreensão entre os povos. Por isso, em 2017, a celebração deste Dia Mundial tem lugar em Doha, no Qatar, e é centrada no debate e reflexão sobre a forma como o turismo sustentável pode contribuir para o desenvolvimento.

Turismo Sustentável: uma ferramenta para o desenvolvimento

O Turismo sustentável define-se como o Turismo que tem em total consideração os atuais e futuros impactos económicos, sociais e ambientais e que atende às necessidades dos visitantes, da indústria, do ambiente e das comunidades anfitriãs. Deve, consequentemente, otimizar os recursos ambientais, respeitar as comunidades anfitriãs e assegurar operações económicas viáveis a longo prazo para que os benefícios sejam distribuídos de forma equitativa entre todas as partes interessadas.

Por outro lado, o Turismo é também um instrumento para a erradicação da pobreza, para a proteção do ambiente e para a melhoria da qualidade de vida, especialmente em países em vias de desenvolvimento. Desta forma, o Turismo bem concebido e bem gerido pode contribuir de forma significativa para as três dimensões do desenvolvimento sustentável: económica, social e ambiental, promover uma ligação estreita com outros setores, criar trabalhos decentes e gerar oportunidades de negócio.

É, por isso, essencial para todos os atores, incluindo as empresas que operam no setor privado, estarem atentos às oportunidades e às responsabilidades de igual forma para que as suas ações tenham um impacto positivo na sociedade em que operam, assegurando a sustentabilidade do destino turístico e dos respetivos negócios.

Reconhecendo a importância do Turismo internacional para a promoção do diálogo e entendimento entre os povos, a necessidade de dar a conhecer a riqueza de várias civilizações, a importância da valorização dos valores culturais inerentes às diferentes culturas, e o contributo para o reforço da paz mundial, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento.

Este ano constitui uma oportunidade única para reafirmar o compromisso de todos para com a sustentabilidade e garantir o impacto positivo de um Turismo bem gerido, com um crescimento inclusivo e equitativo e um desenvolvimento sustentável.

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António Guterres visita Dominica após passagem de furacão

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