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Mensagem do Secretário-geral para o Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto, 27 de janeiro de 2016

Foto ONU/Evan Schneider

Durante a Segunda Guerra Mundial, seis milhões de judeus foram, sistematicamente, escravizados e exterminados. Os nazis também assassinaram ciganos, prisioneiros políticos, homossexuais, pessoas com deficiência, testemunhas de Jeová e prisioneiros da guerra soviética.

O Holocausto foi um crime gigantesco. Ninguém pode negar a evidência do que realmente aconteceu. Para relembrar as vítimas e louvar a coragem dos sobreviventes e daqueles que os ajudaram e libertaram, renovamos, anualmente, a nossa resolução de prevenir essas atrocidades e de rejeitar a mentalidade do ódio que as promove.

Da sombra do Holocausto e das crueldades da Segunda Guerra Mundial, nasceu a Organização das Nações Unidas para reafirmar a luta pela dignidade e o valor de cada pessoa, e para defender os direitos de todos a viver em igualdade e livres de discriminação.

Estes princípios permanecem essenciais ainda hoje. Pessoas em todo o mundo – incluindo milhões que fogem da guerra, das perseguições e das privações – continuam a sofrer discriminação e ataques. Temos o dever de relembrar o passado  e de ajudar aqueles que agora precisam de nós.

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Ao longo de mais de uma década, o Holocausto e o Programa de Divulgação das Nações Unidas tem trabalhado para educar os jovens sobre o Holocausto. Muitos parceiros – incluindo sobreviventes do Holocausto – continuam a contribuir para este trabalho essencial.

A memória do Holocausto é uma poderosa lembrança do que pode acontecer quando deixamos de valorizar a nossa Humanidade comum. Neste dia de memória do Holocausto, incito todos a denunciarem as ideologias políticas e religiosas que colocam as pessoas contra as pessoas. Vamos todos falar contra o antissemitismo e contra os ataques a grupos religiosos, étnicos e outros. Vamos criar um mundo onde a dignidade é respeitada, a diversidade é celebrada e a paz é permanente.

São urgentes medidas para reverter o aumento alarmante da obesidade infantil, alerta OMS

Foto UNICEF/Roger LeMoyneFace ao que classifica como uma epidemia global de obesidade infantil, tendo em conta a estimativa do aumento de 42 milhões para 70 milhões de crianças menores de 5 anos com excesso de peso, ao longo da próxima década, a ONU apela aos governos para tomarem medidas que revertam esta realidade através da promoção de uma alimentação saudável e da atividade física.

A comercialização de alimentos pouco saudáveis e de bebidas não alcoólicas açucaradas é o fator que mais contribui para o aumento alarmante de casos: de 31 milhões, em 1990, para 41 milhões, em 2014, particularmente nos países em desenvolvimento. O maior aumento surge entre os países com um rendimento médio ou baixo, de acordo com os dados da Comissão de Combate à Obesidade.

“O aumento do compromisso político é necessário para enfrentar o desafio global do excesso de peso e da obesidade infantil”, afirmou Peter Gluckman, co-presidente da Organização Mundial de Saúde (OMS), durante a apresentação do relatório à diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

“A OMS precisa de trabalhar com os governos para implementar um vasto conjunto de medidas que abordem as causas ambientais da obesidade e do excesso de peso e que ajudem a dar às crianças o começo de vida saudável que merecem”, acrescentou.

O relatório, que levou dois anos a escrever, apresenta seis recomendações:

  • Promover o consumo de alimentos saudáveis e reduzir o consumo de alimentos não saudáveis e bebidas açucaradas, por crianças ou adolescentes. Tal pode ser feito, por exemplo, através de uma taxa efetiva sobre as bebidas açucaradas e reduzindo a comercialização dos alimentos não saudáveis.
  • Promover a atividade física - com programas abrangentes que reduzam os comportamentos sedentários das crianças e adolescentes.
  • Cuidados durante a gravidez para reduzir o risco de obesidade infantil - prevenindo nascimentos de alto ou baixo peso, prematuridade e outras complicações, ao longo da gravidez.
  • Dieta infantil e atividade física - promovendo o aleitamento materno, limitando o consumo de alimentos altos em gordura, açúcar e sal.  Garantir a disponibilidade de alimentos saudáveis e promover a atividade física nos programas de cuidados infantis.
  • Saúde, nutrição e atividade física - estabelecendo padrões para as refeições escolares, eliminando a venda de alimentos e bebidas pouco saudáveis, e incluir a saúde, nutrição e educação física de qualidade no programa escolar.
  • Controlo do peso - proporcionando serviços de gestão de peso, transversais e de base familiar, no dia a dia das crianças e jovens obesos.

 recomendaçõesECHO

Os impactos na vida adulta

“O excesso de peso e a obesidade podem ter impacto na qualidade de vida das crianças, nomeadamente ao terem de enfrentar uma série de barreiras, incluindo consequências físicas, psicológicas e de saúde”, afirmou a co-presidente da Comissão de Combate à Obesidade, Sania Nishtar.

“Sabemos que a obesidade pode ter impacto, também, ao nível educacional. Esse factor, combinado com a probabilidade de poderão permanecerão obesos na fase adulta, pode levar a sérias consequência a nível da saúde e a nível económico para as crianças, para as suas famílias e para a sociedade como um todo.”

De acordo com o relatório, muitas crianças estão a crescer em ambientes que encorajam o aumento de peso e a obesidade. Os fenómenos da globalização e urbanização contribuem para um aumento da exposição a ambientes menos saudáveis nos países de alto, médio e baixo rendimento e em todos os grupos socioeconómicos.

Em 2014, quase metade (48%) das crianças com menos de cinco anos que sofrem de excesso de peso ou obesidade viviam na Ásia e um quarto em África. O número de crianças, em África, com excesso de peso e em idade inferior a cinco anos praticamente duplicou desde 1990, passando de 5.4 milhões para 10.3 milhões.

O relatório recomenda que a OMS institucionalize uma abordagem transversal e ao longo da vida que permita acabar com a obesidade infantil, que as organizações não-governamentais elevem o perfil do problema e, ainda, insta o setor privado a apoiar a produção e melhoria do acesso a alimentos e bebidas saudáveis.

26 de janeiro de 2016,Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

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