Terça, 09 Fevereiro 2016
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OMS defende que cenas de tabagismo nos filmes tenham avisos para proteger as crianças

FOTO: World BankOs filmes com cenas de tabagismo influenciaram milhões de jovens em todo o mundo na decisão de começar a fumar, pelo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) apelou à classificação e exibição de avisos para proteger as crianças de riscos que podem levar à invalidez e morte.

“Com restrições cada vez mais rigorosas na publicidade ao tabaco, os filmes continuam a ser um dos últimos canais de exposição dos jovens, sem restrições, a imagens de fumadores”, afirmou Douglas Bettcher, diretor do departamento para a Prevenção de Doenças Não Transmissíveis da OMS.

"Imagens de pessoas a fumar nos filmes pode ser uma poderosa forma de promoção dos produtos de tabaco. Os 180 membros da Convenção-Quadro da OMS para o Controlo do Tabaco são obrigadas, pelo direito internacional, a banir a publicidade, promoção e patrocínio do tabaco”, referiu Bettcher.

De acordo com a mais recente edição do relatório da ONU intitulado “Filmes sem tabaco: da evidência à ação”, estudos nos Estados Unidos da América têm mostrado que as cenas cinematográficas envolvendo consumo de tabaco são responsáveis por 37% de todos os novos jovens fumadores.

O caso de Hollywood mas também da Europa

Em 2014, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças estimaram que, só nos Estados Unidos da América, a exposição a cenas de tabagismo tem o poder de atrair mais de seis milhões de novos fumadores, incluindo jovens, dos quais dois milhões acabariam por morrer de doenças induzidas pelo tabaco.

Em 2014, imagens de consumo de tabaco foram detetadas em 44% dos filmes produzidos pelas empresas de Hollywood, sendo 36% destes classificados como para jovens. Quase dois terços dos filmes de maior sucesso, entre 2002 e 2014, exibiram imagens de tabaco.

Muitos filmes produzidos fora dos Estados Unidos da América também contêm cenas de tabagismo. As investigações têm demonstrado que foram encontradas imagens de consumo de tabaco nos filmes de maior sucesso de seis países europeus (Alemanha, Irlanda, Itália, Polónia, Holanda e Reino Unido), e em dois países da América Latina (Argentina e México). Nove em cada 10 filmes da Irlanda e da Argentina contêm imagens de tabagisto, incluindo filmes classificados para jovens.

Recomendações

O relatório da ONU "Filmes sem tabaco: da evidência à ação” apresenta, em concordância com a Convenção-Quadro da OMS para o Controlo do Tabaco, recomendações de medidas a tomar a nível político. Estas incluem a classificação dos filmes por idades, para reduzir, globalmente, a exposição dos jovens às imagens de tabaco; declaração expressa dos produtores de que não receberam qualquer valor ou outra gratificação para exibirem produtos de tabaco e  a proibição de exibição de marcas de tabaco.

Publicidade com forte mensagem antitabagismo deve ser mostrada antes do início dos filmes que contêm imagens de utilizadores de tabaco, em todos os canais de distribuição (cinemas, televisões, online) e as produções que promovam o tabagismo não devem ser ilegíveis para receber subsídios públicos.

Armando Peruga, gestor de programa da ONU “Iniciativa Livres de Tabaco”, diz que muitos países têm dado passos importantes para limitar as imagens de tabaco nos filmes.

“A China ordenou que as “excessivas” cenas de tabagismo fossem retiradas dos filmes. A Índia implementou novas regras sobre as imagens de tabaco e exibição da marcas de tabaco em filmes nacionais e importados, bem como nos programas de televisão”, disse. "Mas muito mais pode e deve ser feito", acrescentou.

28 de janeiro de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

David Nabarro: “Promover o desenvolvimento sustentável é o trabalho mais difícil do mundo”

FOTO ONU/Loey Felipe"É o trabalho mais difícil que um ser humano poderia receber”, é como David Nabarro descreve a sua missão enquanto conselheiro especial do Secretário-geral da ONU para a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, para a qual foi nomeado no mês passado.

David  Nabarro tem larga experiência em trabalhos difíceis já que acumula 30 anos de experiência nas áreas da saúde pública, nutrição e desenvolvimento, ao nível nacional, regional e global, tendo assumido cargos em várias organizações não governamentais, universidades, governo e sistema da ONU.

O novo conselheiro especial foi o principal coordenador da ONU para a pandemia da Gripe Aviária, de 2005 a 2014, num momento em que muitos temiam a disseminação da doença a nível global; foi coordenador do Grupo de Trabalho de Alto Nível das Nações Unidas sobre a Segurança Alimentar Global, de 2009 a 2014, e mais recentemente foi o principal coordenador das Nações Unidas para a epidemia do Ébola, que matou mais de 11 mil pesssoas na África Ocidental.

Este veternado da ONU, nascido em Londres, enfrenta agora um tarefa mais abrangente: mobilizar esforços para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que constituem a Agenda 2030.

“O meu trabalho é fazer tudo para garantir que os objetivos serão postos em prática, rapidamente”, afirmou Nabarro numa entrevista à Agência de Notícias da ONU.

Inquirido sobre  qual a área que requer maiores progressos, o conselheiro especial diz que os ODSs formam um todo, complexo, que requer um progresso igual em todas as frentes.

“Os 17 Objetivos representam uma tapeçaria indivisível de pensamento e ação a aplicar em todas as comunidades, em todo o mundo”, frisou. “São universais, mas são também indivisíveis, pelo que consideramos que nenhum dos objetivos deve ser separado dos demais”.

“Quando os analisamos, apercebemo-nos que, embora sejam apresentados como objetivos individuais, representam uma estrutura de ação totalmente interlaçada e que é relevante para todos os seres humanos, em toda a parte.”

FOTO ONU/Rick Bajornas

Os ODS incluem: erradicação da pobreza, erradicação da fome, qualidade da saúde, qualidade da educação, igualdade de género, água potável e saneamento, energia limpa e a preços acessíveis, trabalho decente e crescimento económico, inovação, redução de desigualdades, cidades sustentáveis, consumo responsável, ação climática, oceanos e terrenos despoluídos e a constituição de parcerias para alcançar os Objetivos.

Nabarro diz esperar governos que os países que desenvolveram e adotaram os ODS, na cimeira da ONU em setembro, se certifiquem de que a implementação se processa de uma forma abrangente; que as empresas e organizações da sociedade civil apoiam inteiramente os ODS, e que todo o sistema da ONU também garanta a sua implementação.

“Não posso fazer tudo sozinho e, por isso, o trabalho tem de ser feito em conjunto com outros, em nome do Secretário-geral, ajudando-o a perceber em que pontos deve  focar a sua atenção”, acrescentou.

 Veja o vídeo abaixo com declarações de David Nabarro (clique nas opções para obter as legendas em Português)

28 de janeiro de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

OMS convoca reunião de emergência para debater a "dramática" propagação do vírus Zika

chanA Organização Mundial de Saúde (OMS) leva a cabo uma reunião de emergência, esta segunda-feira, sobre o “dramático” aumento da infeção pelo vírus Zika, alertando que a sua propagação "explosiva" poderá, eventualmente, infetar até quatro milhões de pessoas, antes de estar controlado.

“O nível do alarme é extremamente alto”, disse a Diretora-geral da OMS, Margaret Chan, na reunião com o Conselho Executivo da organização, na passada sexta-feira, em Genebra (Suíça).

O Zika é transmitido pelo mosquito Aedes genus e foram reportados casos em 23 países, com a sitação mais grave a ser registada no Brasil.

Marcos Espinal, diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Análise de Saúde na Organização Panamericana de Saúde (OPAS), filial regional da OMS, disse que o surto poderá infetar três a quatro milhões de pessoas, antes de estar controlado.

“Não devemos entrar em pânico, mas precisamos de fazer já um forte controlo nos países afetados”, disse Espinal.

A diretora-geral da OMS diz que são ncessárias mais respostas da comunidade científica: "Peço ao Comité de Emergência que nos dê aconselhamento sobre o nível apropriado de preocupação internacional e sobre as medidas que devem ser tomadas nos países afetados e noutras regiões. Além disso, vou pedir ao Comité que dê prioridade às áreas onde a investigação é mais urgente".

No caso do Brasil, o vírus tem sido associada a um aumento acentuado de microcefalia em bebés e com o síndroma de Guillain-Barre, por vezes fatal, mas ainda não há provas científicas. 

"As suspeitas recentes de ligação entre o Zika e malformações mudaram rapidamente o perfil de risco deste vírus, que era de ligeira ameaça até agora. O aumento da incidência de microcefalia é particularmente alarmante, pelo grave impacto emocional que tem nas famílias e comunidades. A OMS está profundamente preocupada com esta situação em rápida evolução", disse Chan.

A líder da OMS está também preocupada com o elevado potencial de disseminação do Zika dada a ampla distribuição geográfica do mosquito vetor, sendo também fatores agravantes a falta de imunidade da população em áreas recém-afetadas e a ausência de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápidos.

O facto deste ano se registar um dos mais perturbadoreres El Niño (fenómeno climático anual que provoca grandes inundações nalgumas regiões) pode aumentar muito o risco de contacto das populações com os mosquitos, que proliferam em zonas húmidas e águas estagnadas.

 

 

Realeza, artistas e ativistas entre os promotores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Sustainable Development Goals LOGO PT 1O Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, convidou um grupo de personalidades das mais variadas áreas - realeza, ativismo social, arte, empresariado e desporto - para colaborarem na campanha de promoção dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) defindos na Agenda 2030, que entrou em vigor a 1 de janeiro, depois de ter sido adotada pos líderes mundiais, unanimemente, em setembro de 2015.

Com um mandato para apoiar o Secretário-geral nos seus esforços, visando a criação de maior dinâmica e empenho no alcance dos ODS até 2030, os promotores dos ODS irão apelar à implementação desta agenda visionária e transformativa. OS 17 ODSs visam acabar com a probreza, combater as desigualdades e enfrentar as alterações climáticas, não deixando ninguém para trás.

“Os 17 ODS são a nossa visão partilhada da Humanidade e um contrato social entre os líderes mundiais e as pessoas”, afirmou o Secretário-geral das Nações Unidas. “É uma lista das coisas a fazer pelos povos e pelo planeta e um plano para o sucesso”, acrescentou.

Os promotores deverão promover a agenda, sensibilizando todos os atores da sociedade para a natureza integrada dos ODSs e fomentar o envolvimento de novos agentes na implementação dos mesmos.

O grupo de 17 personalidades deverá reunir-se com parceiros da sociedade civil, academia, parlamentos e setor privado para desenvolver ideias inovadoras e traçar novos caminhos para a implementação dos ODSs. 

O Presidente do Gana, John Dramani Mahama, e a Primeira Ministra da Noruega, Erna Solberg, irão co-presidir ao grupo, que inclui líderes políticos e empresariais, académicos de referência e artistas que têm vindo a demonstrar uma grande liderança no seu campo.

Promotores dos ODS:

John Dramani Mahama, Presidente do Gana

Erna Solberg, Primeira-Ministra da Noruega

Rainha Mathilde da Bélgica

Princesa Victoria da Suécia

Sheikha Moza bint Nasser, Co-Fundadora da Fundação Qatar

Richard Curtis, Argumentista, Produtor e Diretor de Cinema

Embaixadora Dho Young-Shim, Presidente da Fundação Turismo Sustentável para a Elimiação da Pobreza - Organização Mundial do Turismo 

Leymah Gbowee, Diretora da Fundação Gbowee para a Paz

Jack Ma, Fundador e Presidente Executivo do Grupo Alibaba

Graça Machel, Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade

Leo Messi, Futebolista  e Embaixador da Boa-Vontade da UNICEF

Alaa Murabit, Fundadora da Voz das Mulheres Líbias

Paul Polman, Diretor Executivo da Unilever

Jeffrey Sachs, Diretor do  Instituto da Terra da Universidade de Columbia

Shakira Mebarak, Artista, Ativista e Fundadora da Fundação Pés Descalços, Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF

Forest Whitaker, Fundador e Diretor Executivo da  Iniciativa Whitaker para a Paz e o Desenvolvimento, Enviado Especial da UNESCO para a Paz e Reconciliação

Muhammad Yunus, Fundador do Banco Grameen


 

ONU e parceiros precisam de 550 milhões de dólares para ajudar refugiados e migrantes

1Sem previsão de redução do fluxo de pessoas a chegarem à Europa, em fuga dos conflitos no Médio Oriente e noutras regiões, duas agências das Nações Unidas e os seus parceiros apelam a um donativo de 550 milhões de dólares que permita dar uma resposta humanitária contínua em 2016.

"É claro que esta emergência humanitária irá continuar, pelo menos em 2016, requerendo uma resposta consistente em toda a Europa, coordenada com as políticas governamentais e complementada com as intervenções humanitárias”, afirmou, em comunicado, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

"A diversidade destas pessoas em movimento, incluindo jovens e idosos, homens e mulheres, famílias, vítimas de violência por tráfico ou género e pessoas de diferentes nacionalidades e origens, traduz diferentes necessidades básicas de acordo com as suas próprias vulnerabilidades. E este cenário representa mais um desafio de sobrecarga para as autoridades”, refere ainda o comunicado.

Grécia receberá maioria dos fundos

Cerca de metade dos fundos será alocada para enfrentar a situação na Grécia, que tem suportado o peso de um fluxo que já ultrapassa um milhão de refugiados e migrantes que deram entrada na Europa, através do Mediterrâneo, no último ano. Destas pessoas, meio milhão são sírios que fugiram da guerra no seu país. As outras duas nacionalidades mais presentes são afegã (20%) e iraquiana (7%).

O ACNUR e 65 outras organizações juntaram-se ao apelo da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

 Adrian Edwards, porta-voz da ACNUR, afirmou que as operações humanitárias em 2016 irão concentrar-se nos locais de chegada destas pessoas, incluindo o processo de identificação das que se encontrem em risco elevado.

Outras medidas, integradas no Plano de Resposta Regional aos Refugiados e Migrantes, vão permitir melhorar a resposta a nível de registo, abrigo, água, saneamento, o reforço da capacidade das equipas presentes na linha da frente, bem como da guarda costeira, guarda de fronteira, polícia e apoio às comunidades afetadas. Também serão abrangidas medidas com vista à realocação e reinstalação dos migrantes e refugiados.

O deslocamento global forçado já alcançou um recorde de cerca de 60 milhões de pessoas, afetando, cada vez mais, os países do Norte Global. Cerca de 850 mil dos mais de um milhão de refugiados e migrantes que chegaram à Europa, em 2015, por via marítima (da Turquia para a Grécia), tendo pelo menos 3,735 morrido afogados. Um pequeno número de pessoas entrou na Europa através da Itália, vindos do Norte de África.

Muitos dos que chegam à Grécia continuam depois viagem pelos Balcãs, em direção à Áustria, Alemanha, Suécia e outros países.

 Veja o vídeo abaixo com entrevista a Filippo Grandi, Alto-Comissário da ONU para os Refugiados (clique nas opções para obter as legendas em Português)

28 de janeiro de 2016,Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.