Quarta, 18 Outubro 2017
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UNCTAD identifica "grande oportunidade" para as novas tecnologias nos países lusófonos

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Foto: UN Photo/Mark Garten

UNCTAD identifica "grande oportunidade" para as novas tecnologias nos países lusófonos

Especialista da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) destaca que deve ser aproveitada a experiência acumulada de Portugal e do Brasil. Uma em cada seis pessoas tem acesso à internet em Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau. A UNCTAD defende que os países lusófonos podem cooperar para evitar desequilíbrios no acesso ao mundo digital.

Por ONU News em Nova Iorque 

O espaço da lusofonia oferece uma grande oportunidade de expansão para as novas tecnologias, segundo o chefe da Sessão dos Países Menos Avançados da UNCTAD. Rolf Traeger defendeu que as nações do bloco lusófono devem explorar as oportunidades de criar parcerias no setor, em declarações à ONU News de Genebra durante o lançamento do Relatório sobre a Economia da Informação 2017.

Portugal e Brasil

"O Brasil é o quarto país em termos do número de pessoas ligadas à internet e, por outro lado, nós temos Portugal que é um dos países desenvolvidos, onde o uso de novas tecnologias, de redes sociais e do comércio eletrónico é muito mais avançado do que nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). Há uma grande possibilidade que as empresas dos demais países lusófonos façam alianças e aproveitem a experiência já acumuladas de países como Portugal e o Brasil para utilizar essas novas tecnologias."

Traeger afirmou ainda que são necessárias parcerias para expandir a rede de internet apesar dos avanços das comunicações móveis, em países menos avançados como Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, onde segundo o estudo somente uma em cada seis pessoas tem acesso à internet.

Países lusófonos 

"Um dos fatores que se destaca no relatório é a importância dos fatores culturais, linguísticos etc. Há um grande potencial para cooperação internacional entre os países lusófonos, para justamente evitar que a disparidade no acesso ao mundo digital aumente. Como se pode fazer isso? Através da cooperação internacional e do estabelecimento de parcerias entre empresas de diferentes países para aumentar o acesso ao mercado e para fazer a transferência da tecnologia de operação das novas tecnologias."

Para a UNCTAD, as novas realidades de mercado de novas tecnologias são acompanhadas por riscos onde as primeiras empresas a operar na área podem crescer mais rapidamente, ditar as regras e ter uma posição dominante do mercado.

Traeger defende que essa realidade pode marginalizar os já menos favorecidos de áreas rurais de países mais pobres e aumentar o desequilíbrio no acesso à internet. Os maiores riscos são corridos pelas pequenas e médias empresas recém criadas em continentes como África e América Latina,  que podem ficar à margem das novas realidades na economia e na tecnologia a nível global.

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