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Conselho de Segurança sublinha importância de processos de reconciliação após o conflito

reconciliation somaliaA suspensão dos comabtes não significa necessariamente o fim de um conflito, disse hoje a mais alta autoridade política da ONU ao Conselho de Segurança, enquanto enumerou as várias decisões que a organização poderá aprovar em direcção à reconciliação, em particular, relativamente ao período pós-conflito.

“Como vimos repetidas vezes, a luta que termina sem reconciliação pode retomar", disse Jeffrey Feltman, subsecretário-geral para os Assuntos Políticos.

Feltman disse ao Conselho que, a ONU tem fórmulas testadas pelo tempo na separação de exércitos, na ajuda os necessitados, na criação de linha política e reconstrução de caminhos reais e ministérios”mas, refletimos menos na nossa capacidade de reparar a confiança nas sociedades e promover a reconciliação genuína."

Como tal, a Organização e suas principais instituições devem considerar: "Como podemos recuperar o tecido social para que as pessoas olhem nos olhos do seu adversário mais uma vez e vejam o ser humano em vez do inimigo"

Feltman está entre os mais de 50 oradores participantes no debate do Conselho de Segurança sobre "A guerra , os seus ensinamentos, e a procura de uma paz permanente."

Comentários do príncipe Zeid Ra'ad Zeid Al- Hussein, embaixador da Jordânia, que detém a presidência rotativa do Conselho este mês e cuja delegação emitiu um documento de reflexão antes do debate. Afirmou que o que a ONU tem conseguido na manutenção da paz e da segurança internacionais tem sido uma conquista principalmente física: a separação das partes beligerantes; mediação entre elas, a formação da polícia e da prestação de assistência na reconstrução de infra-estruturas destruídas, entre outras questões.

"O que as Nações Unidas não entenderam ainda bem é como podem ajudar a fabricar uma reconciliação mais profunda entre os ex-combatentes e seus povos com base na narrativa de uma memória compartilhada e de um passado conturbado. Isto é especialmente relevante para os conflitos éticos ou sectariais, bem como as guerras impulsionadas pelo nacionalismo extremo ou ideologias", diz no artigo.

O Documento de contextualização diz ainda que mesmo que a Organização tenha ajudado na criação de comissões de verdades importantes, o seu foco geral ainda tende para projetos de impacto rápido, e para um desenvolvimento económico mais rápido e adiantado", na esperança de que reconciliação se dê por si mesma. Pode muito bem acontecer ou talvez não".

No seu discurso, Feltman afirmou que, embora a ONU esteja constantemente a rever a sua abordagem para permitir a paz permanente, há quatro áreas que merecem atenção especial, incluindo a especificação de princípios e mecanismos nos acordos de paz e reconciliação e cronometrando as eleições e os processos de revisão constitucional.

Ressaltou que a reconciliação, que pode ser incentivada e habilitada pela comunidade internacional, tem de vir de processos internos e destacou a importância de estabelecer um reportório de conhecimento e de experiência comparativa na reconciliação da ONU.

A responsabilidade pela reconciliação recai sobre os atores nacionais, bem como na ajuda da comunidade internacional, acrescentou.

"Os líderes devem dar o exemplo, não apenas no cessar dos confrontos como no acabar com a promoção intencional de mágoas, mas também através da cooperação genuína e de fiscalização aos seus próprios papéis no conflito", disse Feltman.

Virando-se para o papel dos jovens, que muitas vezes crescem em conflitos pós-guerra para ser mais extremo do que seus pais, ele ressaltou a importância de trabalhar com os pais e professores no desenvolvimento de um currículo histórico que compartilha as diferentes interpretações dos conflitos .

"Isso pode ser o início do desenvolvimento de uma narrativa compartilhada e do estabelecer de pontos de convergência em experiências pessoais e de pensamento", disse Feltman.

Destacou os conflitos na República Centro-Africana (CAR), no Sudão do Sul e na Síria, onde o fim dos ataques é urgentemente necessário para que a guerra dê lugar à paz e segurança duradouras.

Entre os exemplos positivos, Feltman elogiou a recente conclusão do diálogo nacional no Iêmen, que fazia parte do acordo de transição política do país.

Observou que a reconciliação não pode substituir a justiça, mas que o inverso também é verdade, com o exemplo da antiga Jugoslávia e do Ruanda que mostram que os tribunais internacionais não podem substituir a reconciliação nacional.

30 de janeiro – Centro de notícias da ONU| traduzido e editado por UNRIC

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