Domingo, 26 Outubro 2014
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Crise Global na Educação afectará várias gerações

RELATÓRIOO 11º Relatório de Monitorização Educação Para Todos lançado hoje pela ONU revela que uma crise na educação a nível mundial custa aos governos 129 mil milhões de dólares por ano. Dez por cento dos gastos globais na educação primária a estão a ser desperdiçados numa educação de fraca qualidade que não garante que as crianças efetivamente aprendam. Esta situação deixa um em cada quatro jovens nos países pobres incapazes de ler uma única frase. O relatório conclui que bons professores são a chave para melhorar e apelam nesse sentido aos governos que melhorem a oferta do ramo para os que mais precisam.

No Relatório deste ano, Ensinar e Aprender: Qualidade para Todos, avisa que sem atrair e preparar professores suficientes que esta crise na educação irá durar gerações e atingirá os mais desfavorecidos com maior impacto. Em muitos países da África Subsaariana, por exemplo, apenas uma em cada cinco crianças das camadas mais pobres concluem o ensino primário sabendo o básico de leitura, escrita e matemática.

Uma fraca qualidade de educação está a deixar um legado de analfabetismo mais difundido do que anteriormente. Cerca de 175 milhões de jovens nos países pobres – equivale a um quarto da população mundial jovem – não conseguem ler toda ou uma parte de uma frase, afetando um terço das raparigas no Sul e Ocidente da Ásia. Nas tendências atuais, o relatório estima que demorará até 2072 para que todas as raparigas pobres no mundo em desenvolvimento sejam alfabetizadas; e possivelmente até ao próximo século para que todas as raparigas de famílias pobres na África subsaariana terminem os níveis mais baixos de ensino secundário.

Num terço dos países analisados pelo relatório, menos de três quartos dos atuais professores são preparados conforme as normas nacionais. Na África Ocidental, onde poucas crianças estão aprender o básico, professores com salários baixos, contratos temporários e pouca formação fazem mais de metade do corpo de docentes.

“Os Professores têm o futuro destas gerações nas suas mãos”, disse a Diretora Geral da UNESCO, Irina Bokova. “Precisamos que 5,2 milhões de professores sejam contratos até 2015, e necessitamos de trabalhar mais para apoiá-los na garantia de uma educação de qualidade livre e universal às crianças. Também temos de garantir que exista um compromisso explicito para com a igualdade na nova agenda de desenvolvimento do pós 2015., com indicadores sobre os marginalizados, de forma a que ninguém fique para trás”.

 

O relatório calcula que o custo de 250 millhões de crianças não aprenderem em todo o mundo é de 129 mil milhões de dólares. No total, 37 países estão a perder pelo menos metade do orçamento investido na educação, porque as crianças não estão a ter sucesso escolar. Contrastando, o relatório garante que uma educação igualitária pode gerar grandes recompensas económicas, aumentado o produto interno bruto de um país até 23% num prazo de 40 anos.

Mesmo nos países com altos rendimentos, os sistemas de educação estão a falhar no que concerne as minorias.Na Nova Zelândia, enquanto todos os estudantes com posses atingem os requisitos mínimos nas notas 4 e 8, apenas dois terços dos mais pobres o fazem. Imigrantes nos países ricos também ficam para trás: Em França, por exemplo apenas pouco mais de 60% dos imigrantes atingiram o mínimo em saber ler.

O Relatório demonstra que para atingir uma educação de qualidade para todos, governos devem oferecer professores devidamente formados, e focar as políticas desses professores de forma a dar resposta aos mais desfavorecidos. Isto significa atrair os melhores candidatos para ensinar; dar-lhes uma boa formação; distribuí-los nos países pelas áreas onde são mais precisos; oferecer-lhes incentivos para que se comprometam a ensinar no longo prazo. O relatório também aponta para a necessidade de enfrentar a violência com base no género nas escolas, um grande obstáculo à igualdade e qualidade no ensino. Sublinha a importância dos programas e estratégias de avaliação para promover a inclusão e melhorar o ensino.

Pauline Rose, a Diretora do Relatório afirmou: “Qual é o objetivo de uma educação se as crianças saem das escolas sem os conhecimentos que precisam? Os números gigantes de crianças e jovens analfabetos demonstram que é crucial que a igualdade no acesso e na educação devem ser colocadas no centro dos futuros Objetivos de Educação. Os Novos Objetivos do Pós 2015 têm de garantir que todas as crianças não estão apenas na escola, mas aprender o que precisam de aprender.”

 

O Relatório recomenda que os Novos Objetivos de Educação depois de 2015 têm de incluir um compromisso explícito de igualdade de forma a que todas as crianças tenham oportunidades iguais de educação; que os novos Objetivos da agenda Pós-2015 devem garantir todas as crianças estejam na escola e a aprender; e que os governos devem grarantir  que os melhores professores cheguem a quem mais precisa. Planos nacionais de educação devem incluir um compromisso explícito para chegar aos que são marginalizados.

29 de janeiro, Paris – UNESCO | Traduzido e editado por UNRIC

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