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Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanaos avisa que República Centro-Africana está num momento crítico

28-01-2014

Avisando que a República Centro-Africana (CAR) está num momento crítico, Navi Pillay, a Alta Comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, pediu à comunidade internacional para ajudar a restaurar a segurança no país, inclusive, aumentar o esforço de manutenção da paz. O alerta foi dado ontem através de comunicado de impensa.

"Nós simplesmente não podemos deixar que o tecido social do país seja despedaçado. Apelo, com máxima urgência, à comunidade internacional para fortalecer os esforços de manutenção de paz ", disse Navi Pillay.

"Há uma necessidade urgente de restaurar a segurança, não só em Bangui mas também em outras partes do país. Muitas vidas estão em jogo", advertiu.

Estima-se que milhares de pessoas tenham sido mortas e que 2,2 milhões, cerca de metade da população, precisam de ajuda humanitária num conflito que eclodiu quando os rebeldes Séléka atacaram em dezembro de 2012 e assumiu contornos cada vez mais sectários como o aparecimento de milícias armadas, principalmente cristãs, conhecidas como anti-Balaka.

O apelo da Alta Comissária chegou durante novos combates e aquando da fuga de ex-Séléka e de civis muçulmanos em direção ao norte do país, disse o comissariado através de comunicado de imprensa.

Desde a semana passada, os confrontos entre anti-Balaka e ex-Séléka apoiados por civis muçulmanos armados, em vários bairros da capital, Bangui, resultaram em várias mortes. Mobs saquearam lojas, casas e mesquitas em áreas muçulmanas desses bairros. Os combates também forçaram ex- Séléka e civis muçulmanos a fugirem para a cidade de Damara, a cerca de 65 quilómetros a norte de Bangui.

Pillay saudou a recente nomeação de Catherine Samba-Panza como Chefe de Estado em transição e pelos seus repetidos apelos ao fim da violência.

"No entanto, a situação de segurança e de direitos humanos deteriorou-se ainda mais nos últimos dias. Os civis muçulmanos são agora extremamente vulneráveis. Muitos estão a ser empurrados para fora do país, ao lado dos ex-Séléka, e agora estão em fuga, principalmente em direção à fronteira do Chade", disse.

Incidentes graves de violência também foram relatados além Bangui com ex-Séléka e civis muçulmanos a fugir do país.

Apesar da presença de tropas de paz africanas em Bouar, a 20 e 21 de janeiro, foram registados confrontos entre ex-Séléka e anti-Balaka, apoiados por soldados do ex-exército nacional. Vários civis e combatentes ex-Séléka foram mortos. A cidade está deserta e elementos anti-Balaka alegadamente ameaçados por organizações internacionais  abrigam os parentes muçulmanos que lutam do mesmo lado.

Na cidade de Baoro, a 22 de janeiro, os anti- Balaka terão atacado civis muçulmanos, matando pelo menos 80 pessoas e ferindo várias centenas. Perto de 4 mil casas também foram supostamente queimados.

Navi Pillay também expressou preocupação com a proliferação de grupos armados e a "explosão da criminalidade", que está a tornar a situação ainda mais caótica e perigosa.

Na semana passada, tanto a Alta Comissária como o Secretário-Geral Ban Ki-moon, pediu uma resposta mais robusta para a crise no CAR para proteger os civis, evitar mais violência, a impunidade e promover a reconciliação final.

 

28 de janeiro – Centro de notícias da ONU| traduzido e editado por UNRIC


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