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Em Copenhaga, Ban Ki-moon apela a uma transformação das energias limpas para um futuro sustentável

567576-ki-moonO Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou esta terça-feira, em Copenhaga, a uma transformação das energias limpas de modo a ajudar a colocar o mundo num caminho sustentável, sublinhando que esta vontade requer inovação, investimento e colaboração entre todos os parceiros.

“Atingir uma transformação nas energias limpas requer esforços conjuntos dos governos, bancos de investimento multilaterais, financiamento privado, sociedade civil, comunidade académica e do setor privado”, afirmou num discurso no Terceiro Fórum Global Para o Crescimento Verde em Copenhaga. “Somos parceiros no caminho para a sustentabilidade… mas não temos tempo a perder”.

Ban Ki-moon salientou que a maneira como a energia é produzida e utilizada é “a causa principal” das alterações climáticas. “O impacto na nossa economia global é cada vez mais claro. Verificámos o custo nas vidas humanas e perdas económicas”, afirmou. “Mas estamos a criar soluções conjuntas por todo o mundo”.

Em setembro de 2011, o Secretário-Geral lançou a Iniciativa da Energia Sustentável Para Todos, que tem o objetivo de alcançar três metas interligadas até 2030: o acesso universal a serviços de energia modernos; duplicar a eficiência da energia; e duplicar a quota de energias renováveis em todo o conjunto energético mundial.

“Cada uma dessa metas tem um objetivo comum. Um crescimento limpo com baixo carbono. Isto é fundamental para o desenvolvimento sustentável”.

Ban Ki-moon sublinhou o facto de que o mundo está a aproximar-se rapidamente da expiração tripla de um prazo. A data estipulada para atingir os objetivos anti-pobreza globais conhecidos como Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODMs) que terminam no final de 2015. Os líderes mundiais também acordaram em definir 2015 como o ano para estabelecer um novo enquadramento de desenvolvimento sustentável e chegar a um alcance nas mudanças climáticas.

“2015 representa uma oportunidade histórica de colocar o mundo num caminho sustentável. Para realizar isso é necessário erradicar a pobreza extrema e manter a subida da temperatura global a 2 graus célsius acima dos níveis pré-industriais.

“Estes objetivos são interdependentes e reforçam-se mutuamente. Concretizá-los vai requerer um impulsivo significativo global, começando com um esforço consertado para acelerar o progresso para os ODM”, acrescentou Ban Ki-moon.

“Sob esse princípio temos de chegar a um acordo sobre um enquadramento para o desenvolvimento posterior a 2015 com a redução da pobreza na sua essência e com o desenvolvimento sustentável como seu guia. Para chegar a estes objectivos, temos de ser mais ativos e ambiciosos face às alterações climáticas”.

Para esse fim, Ban Ki-moon propôs a convocação de uma Cimeira sobre o Clima a realizar-se em Setembro do próximo ano para juntar líderes de governos, negócios, finança e a sociedade global para mobilizar vontade política para as negociações, criando novos compromissos concretos e levar a “corrida ao topo” quanto à ação climática.

O Secretário-Geral pediu aos líderes para trazerem soluções e iniciativas com objetivos, com resultados e planos de investimento. Também apelou para que aumentassem o seu nível de ambição, com a expansão de investimentos e fluxos financeiros necessários para fazer a transformação para uma economia de baixo carbono.

“Precisamos de imenso capital para o desenvolvimento rápido de uma infra-estrutura de baixo carbono. Estamos a ver progressos, mas são rápidos o suficiente; e não numa escala suficiente”.

“As alterações climáticas são a maior ameaça ao desenvolvimento sustentável. Ainda assim, um facto importante perde-se no meio do medo: enfrentar as alterações climáticas é uma das nossas maiores oportunidades”.

“ Com uma ação concreta, podemos criar emprego, melhorar a saúde pública, proteger o ambiente e estimular o crescimento verde. No próximo ano, devemos fazer tudo ao nosso alcance para desbloquear as barreiras ao financiamento do clima que se estendem por toda a economia global”.

O Secretário-Geral afirmou que estava envolvido pessoalmente na tentativa de mobilização de atores financeiros, encontrando-se regularmente com atores financeiros e investidores. Numa reunião com executivos de fundos de pensão, Ban Ki-moon pediu para ajudar na criação de novas oportunidades de investimento de capital no clima e desenvolvimento.

Também notou, na reunião, a sua intenção de incluir os líderes do fundo de pensões, na Cimeira do Clima, e discutiu as possibilidades de usar o evento como uma oportunidade única aproveitar o capital financeiro, político e organizacional sem precedentes.

“ A nossa esperança é que maior investimento possa levar a menos ativos de carbono, para bem do mundo e para uma saúde a longo prazo dos investidores. Ao mesmo tempo, bancos de desenvolvimento e comerciais devem e podem desbloquear capital para permitir investimentos de baixo carbono. Os reguladores podem quebrar as barreiras para facilitar estas circulações.

“Existem enormes oportunidades de investimento inexploradas nos países em desenvolvimento. Todos os atores financeiros têm de trabalhar em conjunto para criar mecanismos para tornar estes investimentos possíveis. Empresas e os países tem de se certificar que os projetos financiáveis estão prontos, quando o dinheiro estiver disponível”.

“Com concentração, determinação e ambição, podemos reduzir os termómetros globais e aumentar os níveis de oportunidades económicas para todos: dos agregados familiares mais pobres às grandes empresas”.

22 de outubro de 2013, Centro de Notícias da ONU | Traduzido e editado por UNRIC


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