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Reduzir o desperdício alimentar é fundamental para combater a fome, aponta diretor da FAO


9627245587 b46e1e2203 zA participar no Fórum Global de Crescimento Verde (3GF), em Copenhaga, o chefe da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) apelou ao pensamento inovador para medir e reduzir o desperdício global de alimentar, o qual é fundamental para avançar na luta para erradicar a fome.

O diretor-geral da FAO disse aos participantes do 3GF que se estima que um terço de toda a comida produzida para consumo humano é perdido ou desperdiçado – cerca de 1,3 biliões de toneladas. Anualmente, esse valor custa cerca de 750 biliões de dólares.

“Se reduzirmos o desperdício alimentar para zero, isso dar-nos-á comida suficiente para alimentar 2 biliões de pessoas”, apontou Graziano da Silva que se juntou aos líderes de agências parceiras para discutir planos para o novo quadro global para medir o desperdício alimentar, anunciado no 3GF pelo Instituto de Recursos Mundiais.

“Uma das prioridades da FAO é abrir as nossas portas a potenciais aliados. Combater o desperdício alimentar é claramente uma área na qual são necessárias parcerias. Desenvolver um protocolo pode ajudar a criar meios e medidas claras nas quais nos podemos guiar sobre como reduzir o desperdício alimentar”, apontou.

A FAO apontou que a maior do desperdício alimentar ocorre na fase da pós-produção, assim como durante o transporte, a colheita e armazenamento. Nos países em desenvolvimento, o desperdício alimentar está sobretudo relacionado com infra-estruturas inadequadas, enquanto nos países desenvolvidos trata-se de um problema surgido nas fases de comercialização e de consumo.

“Já sabemos bastante sobre como reduzir o desperdício de comida”, disse o Diretor-Geral. “Mas precisamos de investir mais num número de áreas, especialmente em infra-estruturas como sejam estradas e sistemas de frio para armazenamento, assim como na melhoria da informação comercial. Necessitamos ainda de acabar com a lacuna existente entre o conhecimento de que dispomos e o que os agricultores e outros atores da cadeia alimentar fazem na verdade”.

José Graziano da Silva pediu mais “pensamento inovador” para evitar que os retalhistas e os agregados individuais atirem comida para o lixo. O desperdício per capita dos consumidores situa-se em torno dos 100 quilos por ano tanto na Europa, como na América do Norte. Em África, o desperdício verificado é de menos de 10 quilos por pessoa e a cada ano.

A FAO opera em inúmeras iniciativas para reduzir a perda alimentar no processo agrícola e durante todo o sistema alimentar e de toda a cadeia de produção e comercialização. Lançou, ainda, a iniciativa “Salvar a comida” juntamente com o PNUA (Programa das Nações Unidas para o Ambiente) para reduzir o desperdício alimentar durante toda a cadeia de produção e consumo alimentar.

A FAO colabora, ainda, com o PNUA, o Programa Ação para o Desperdício de Recursos) e com outros parceiros na campanha “Pense.Coma.Conserve” (Think.Eat.Save, na designação original, em inglês), elaborada para alterar práticas que fomentem o desperdício, especialmente durante as fases de retalho e de consumo final da cadeia de abastecimento alimentar.

21 de outubro de 2013, Centro de Notícias da ONU | Traduzido e editado por UNRIC

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