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Num novo relatório, Ban Ki-moon esboça visão para uma acção "ambiciosa" para atingir os ODM e definir a futura agenda de desenvolvimento sustentável

08-21-2013mdghealthA caminho do evento especial da Assembleia Geral sobre os esforços dos Estados Membros das Nações Unidas para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) e para a definição de uma nova agenda global de desenvolvimento, o Secretário-Geral Ban Ki-moon publicou o relatório “Uma vida com dignidade para todos” (A Life of Dignity for All) incluindo as últimas actualizações sobre a situação dos ODM e a visão para o caminho futuro.

“A busca pela dignidade, paz, prosperidade, justiça, sustentabilidade e pelo fim da pobreza chegou a um momento de urgência sem precedentes”, afirmou o Secretário-Geral, que exortou a comunidade internacional a “tomar todas as medidas possíveis” para atingir os ODM até à data limite de 2015.

O novo relatório foi publicado a 14 de agosto para os delegados dos governos, antes do Evento Especial da Assembleia Geral sobre os ODM e a agenda de desenvolvimento pós-2015 que será realizado a 25 de setembro, durante uma semana marcada por vários eventos de alto nível que terão lugar no próximo mês na sede da ONU em Nova Iorque.

À medida que se aproxima 2015, a ONU, os governos, os representantes da sociedade civil e outros têm estado envolvidos num extenso processo, para responder a uma série de desafios internacionais crescentes. O novo relatório dá conta do progresso que tem sido alcançado e dos passos que são ainda necessários para avançar.

Respondendo a um mundo em transformação onde novos poderes económicos emergem e as novas tecnologias alteram as vidas as pessoas, o relatório conclui que a “nova era exige uma nova visão e um enquadramento global adequado”.

“Fizemos já progressos notáveis”, afirma Ban Ki-moon, referindo que muitos países, incluindo alguns dos mais pobres, “alinharam as suas políticas e recursos com os ODM para conseguir conquistas sem precedentes”.

“Esta é a primeira geração com recursos e conhecimento capazes de acabar com a pobreza extrema e colocar o nosso planeta num caminho sustentável antes que seja demasiado tarde”, escreve o Secretário-Geral no relatório. “Cumprir os nossos compromissos e promessas sobre os ODM deve continuar a ser a nossa prioridade maxima.”

Com menos de mil dias até à data limite de 2015, é preciso uma acção ousada em várias áreas. Uma em cada oito pessoas no mundo continua com fome. Demasiadas mulheres morrem a dar à luz apesar de termos os meios para as salvar. Mais de 2,5 mil milhões de pessoas não têm acesso a saneamento adequado. As desigualdades entre países e dentro de cada país persistem. A nossa base de recursos está em sério declínio, com perdas contínuas de florestas, espécies e stocks de peixes, num mundo que sofre o impacto crescente das alterações climáticas.

No relatório, o chefe da ONU esboça ainda a sua visão para um novo e adequado enquadramento de desenvolvimento sustentável, para responder às necessidades das pessoas e do planeta.

O Secretário-Geral apela a um novo e mais abrangente conjunto de metas para o pós-2015, que reflicta as novas realidades e desafios globais. As metas devem ser mensuráveis, adaptáveis aos contextos local e global, e ser aplicáveis para todos os países, apontando ainda a importância do Estado de Direito e de instituições que funcionem.

O desenvolvimento sustentável – que ofereça transformação económica e a oportunidade de tirar as pessoas da pobreza, promover a justice social e proteger o ambiente – deve estar no centro dos próximos passos, bem como uma melhor responsabilização e por um sentido de responsabilidades partilhadas.

Contribuíram para o relatório as visões de mais de um milhão de pessoas que responderam à questão sobre quais são as suas principais preocupações numa série de consultas levadas a cabo em todo o mundo, num esforço sem precedentes por parte da ONU. Em junho, o Secretário-Geral recebeu também os contributos dos relatórios do Painel de Alto Nível sobre a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, as Comissões Regionais das Nações Unidas, a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável e outras partes interessadas da sociedade civil.

Na conclusão do relatório, o Secretário-Geral apela aos Estados Membros que continuem, com o apoio do sistema da ONU, “a ouvir e envolver os povos do mundo. As nações do mundo devem unir-se por um programa comum para actuar pela paz e justice, para erradicar a pobreza, concretizar direitos, eliminar desigualdades, melhorar a responsabilização e preservar o nosso planeta”.

“Ninguém deve ser deixado para trás. Devemos continuar a construir um future de justiça e esperança. Uma vida com dignidade para todos.”

21 de agosto de 2013 – Centro de Notícias da ONU | Traduzido por UNRIC

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Este dia foi proclamado Dia Internacional da Amizade em 2011 pela Assembleia Geral da ONU com a ideia de que a amizade entre povos, países, culturas e pessoas pode inspirar os esforços de paz e construir pontes entre pessoas.

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