Quinta, 31 Julho 2014
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

Novo relatório da ONU menciona “extremos climáticos sem precedentes” ao longo da última década

02-29-2012-horndroughtO mundo enfrentou “extremos climáticos sem precedentes de grande impacto” entre 2001 e 2010 assim como temperaturas recorde foram igualmente registadas durante esse período do que em qualquer outra década, de acordo com um relatório lançado hoje.

O relatório intitulado “O Clima Global 2001-2010 – Uma Década de Extremos” destaca que a primeira década do século XXI foi a mais quente em ambos os hemisférios, quer para as temperaturas na terra, quer no mar, desde que se efectuaram os primeiros registos, em 1850. As altas temperaturas foram acompanhadas pelo rápido declínio no gelo do Oceano Árctico e por uma acelerada perda da camada de gelo dos glaciares mundiais.

“As crescentes concentrações de gases de efeito estufa que mantém o calor na atmosfera estão a alterar o nosso clima, como implicações mais sérias para os nossos ecossistemas e oceanos que são ambos absorvidos por dióxido de carbono e por calor”, apontou Michel Jarraud, Secretário-Geral da Organização Meteorológica Mundial, que produziu o relatório.

Cheias extremas, secas e ciclones tropicais verificaram-se em todo o mundo durante a década em análise, as quais foram responsáveis pelas mais de 370 mil mortes verificadas, o que representa um aumento de 20 por cento de perdas humanas, em comparação com a década anterior.

As cheias foram um dos desastres climáticos verificados com maior frequência durante toda a década. A Europa de Leste, a Índia, África e Austrália foram particularmente afetadas, assim como o Paquistão, onde duas mil pessoas morreram e 20 milhões foram afetadas por cheias em 2010.

Contudo, as secas afetaram mais pessoas do que qualquer outro desastre natural devido à sua dimensão e duração de larga escala. Algumas das secas com maior impacto e duração fustigaram a Austrália, a África Oriental e a Bacia Amazónica com impactos ambientais negativos.

Os ciclones tropicais foram também notórios durante a década, com mais de 500 acontecimentos ligados a ciclones a vitimar aproximadamente 170 mil pessoas, afectando mais de 250 milhões e causando estragos num valor estimado em 380 biliões de dólares.

O relatório incorpora os resultados de um estudo que analisou 139 estações meteorológicas e serviços hidrológicos, assim como informações e análises de cariz socioeconómico de diferentes agências e parceiros das Nações Unidas.

Além disso, ao analisar as temperaturas mundiais e regionais, o relatório também traça as concentrações atmosféricas crescentes de gases de efeito estufa, o que resultou em concentrações globais de dióxido de carbono na atmosfera cresceram 39 por cento desde o início da era industrial em 1750, as concentrações de oxido nítrico aumentaram 20 por cento e as concentrações de metano mais do que triplicaram.

O lançamento do relatório coincide com a primeira sessão sobre o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, que supervisiona a implementação do Enquadramento Mundial para os Serviços Climáticos, uma iniciativa internacional para melhorar e expandir informação científica de âmbito climático para ajudar a sociedade a lidar com as alterações climáticas.

A sessão, que se iniciou ontem em Genebra e que decorrerá até sexta-feira, 5 de Julho, vai focar-se no modo como providenciar serviços operacionais climáticos para ajudar os países e as comunidades a enfrentar as alterações climáticas de longa duração e os acontecimentos meteorológicos extremos que lhe estão associados.

“Estamos já a assistir aos efeitos da mudança climática, pelo que necessitamos de tomar acções recorrendo aos serviços científicos climáticos para amortecer o impacto das alterações climáticas nos nossos ecossistemas, economias e nas nossas sociedades”, disse Jarraud.

“As decisões sobre barragens e inundações, por exemplo, têm frequentemente por base experiências passadas e não o futuro provável. Precisamos de antever o clima que deveremos ter nos próximos 50 a 100 anos”, disse. “É um enorme desafio, que não será impossível, se trabalharmos todos em conjunto”.

3 de Julho, Centro de Notícias da ONU| Traduzido por UNRIC

Dia 30 de Julho – Dia Internacional da Amizade

Este dia foi proclamado Dia Internacional da Amizade em 2011 pela Assembleia Geral da ONU com a ideia de que a amizade entre povos, países, culturas e pessoas pode inspirar os esforços de paz e construir pontes entre pessoas.

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.