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Relatório ONU: precisamos de novas estratégias para fazer face à rápida urbanização que ameaça o desenvolvimento sustentável

451902O número de pessoas a viver em favelas, sem acesso a serviços e a infra-estruturas básicas como saneamento, electricidade e a cuidados de saúde, pode disparar de um milhão para 3 milhões de pessoas até 2050, mostra um relatório das Nações Unidas apresentado hoje, em Genebra. O documento alerta, ainda, para a necessidade de novas ideias para responder à crescente urbanização.

O aviso é um dos vários alarmes que se ouvem soar no Estudo Económico e Social Mundial das Nações Unidas, lançado hoje, em Genebra, e que tem este ano como enfoque o desenvolvimento sustentável e os desafios perante as dimensões económicas, sociais e ambientais.

De acordo com o estudo, a visão de promover o bem-estar económico e social em simultâneo com a protecção do ambiente não tem sido alcançada devido às crescentes desigualdades, lacunas e quedas nas parcerias de desenvolvimento, ao rápido crescimento populacional, à mudança climática e à degradação ambiental.

“As crescentes desigualdades, as crises financeiras, alimentares e petrolíferas, e a infracção às fronteiras planetárias têm tornado claro que a mera continuação das estratégias atuais não basta para alcançar o desenvolvimento sustentável depois de 2015”, lê-se no relatório, que mostra, ainda, que os esforços atuais são insuficientes para alcançar as oito metas anti-pobreza, conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento do Milénio até à sua data limite de 2015.

O estudo, produzido pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, examina três desafios chave para o desenvolvimento sustentável: as cidades sustentáveis, a segurança alimentar e nutricional e a transformação energética. Assuntos que estiveram também em discussão na histórica Conferencia das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que decorreu no ano passado no Brasil, conhecida como Rio+20.

A Conferência “Rio+20 reafirmou o compromisso com o desenvolvimento sustentável e adotou um enquadramento para a acção e acompanhamento detalhado”, escreveu o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, no prefácio ao relatório, apelidando-o de um “recurso valioso” que pode traduzir os resultados de Rio+20 em acções concretas.

Ainda segundo o estudo, o desenvolvimento sustentável para as áreas urbanas requer não só integração e coordenação, como também investimento para enfrentar a segurança alimentar, a criação de emprego, o desenvolvimento de infra-estruturas de transportes, a conservação da biodiversidade e da água, fontes de energia renováveis, a gestão da reciclagem e dos resíduos, e o provisionamento de cuidados de saúde, educação e habitação.

São necessárias estratégias inovadoras e investimentos para promover o desenvolvimento sustentável, incluindo nas cidades mundiais, disse Wu Hongbo, Sub-Secretário-Geral para os Assuntos Económicos e Sociais. “Temos de tomar acções agora melhorar os benefícios da cidades, enquanto reduzimos as ameaças ao desenvolvimento sustentável”.

Entre tais ameaças estão as alterações nos preços dos bens e dos serviços que refletem, de forma mais atenta, a actual e futura escassez, e que encorajam os consumidores e produtores a mudar para produtos renováveis que não consumam tantos recursos.

O consumo e a produção alimentar terão de mudar de modo a poupar os 32 por cento de alimentos que, ao que se estima, são desperdiçados em todo o mundo, e também de forma a aumentar até 70 por cento a produção para alimentar mais 2,3 biliões de pessoas, número em que se prevê que cresça a população mundial até 2050.

“O principal desafio é, contudo, o de aumentar a produção alimentar ao mesmo tempo que se minimiza o impacto ambiental e se amplia o uso de recursos naturais eficientes”, descreve o relatório, observando que como a procura alimentar acarreta um maior consumo de recursos e de produtos agrícolas, como gado e lacticínios, uma maior pressão será exercida nos recursos terrestres, hídricos e da biodiversidade.

Juntamente com a segurança alimentar e nutricional, o estudo destaca a necessidade premente de encontrar mecanismos criativos que promovam esforços energéticos orientados para o futuro, tais como a iniciativa “Energia Sustentável para Todos” do Secretário-Geral. Uma medida que pretende alcançar, até 2030, três objetivos globais inter-relacionados: o acesso universal a serviços modernos de energia; a duplicação quer da eficiência energética, quer da partilha de energia renovável nas formas de energia combinada a nível mundial.

2 julho 2012 - Centro de Notícias das Nações Unidas | Traduzido por UNRIC

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