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Força de assistência internacional no Mali transformada em missão de manutenção de paz das Nações Unidas

07-01-minusma-rehatUma nova missão de manutenção de paz das Nações Unidas para o Mali foi lançada esta segunda-feira, tendo a anterior força internacional liderada pela União Africana, cedido oficialmente o testemunho aos capacetes azuis, identificados como o rosto das operações de manutenção de paz da ONU.

A transferência da autoridade das forças da Missão de Suporte Internacional liderada pela União Áfricana no Mali (AFISMA) para a Missão das Nações Unidas de Estabilização Multidimensional Integrada no Mali (MINUSMA) decorreu numa cerimónia em Bamako, capital do Mali, no qual toda a zona norte foi ocupada por radicais islâmicos durante quase um ano.

“O estabelecimento da MINUSA resulta de uma decisão unânime do Conselho de Segurança das Nações Unidas e reafirma o compromisso da comunidade internacional em acompanhar o povo do Mali na sua busca por estabilidade, paz e prosperidade”, disse, ontem de manhã, durante a cerimónia, Bert Koenders, Representante Especial do Secretário Geral das Nações Unidas e chefe da missão.

O conflito que teve inicio nos primórdios de 2012 com uma rebelião de grupos étnicos Tuareg, já deslocou, desde então, centenas de milhares de pessoas e motivou o pedido de assistência do governo à França para travar a viagem em direcção a sul por parte de extremistas, com a AFISMA a tornar-se gradualmente forte.

Em abril, o Conselho de Segurança aprovou a MINUSMA composta por 12,600 forças ao autorizar os capacetes azuis “a usar todos os meios necessários” para levar a cabo as tarefas de estabilização relacionadas com a segurança, a protecção dos civis e dos funcionários das Nações Unidas e dos artefactos culturais e para criar as condições para providenciar ajuda humanitária.

A principal função da MINUSMA é a de apoiar o processo político no Mali, em estreita cooperação com a União Africana e com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

“Continuamos a trabalhar em estreita colaboração com a União Africana, com a CEDEAO e com outros parceiros internacionais, incluindo as forças armadas da França, para apoiar as populações do Mali nessa procura”, disse Koenders, que estava acompanhado na cerimónia por Herve Ladsous, Vice Secretário-Geral para as operações de manutenção de paz das Nações Unidas, assim como por representantes do Mali e da União Africana.

Ao notar que a MINUSA poderá gradualmente construir a sua própria força militar nos próximos meses, Koenders apelou aos estados membros das Nações Unidas que providenciem recursos adequados, incluindo unidades especiais e forças múltiplas, como sejam helicópteros de combate.

“Os desafios enfrentados pela MINUSMA são múltiplos e numerosos”, disse, ao apontar não apenas as diversas questões de logística e de segurança, como também outras relacionadas com as esferas política e socioeconómica, que constituem, apontou Koenders, parcerias alargadas essenciais para o sucesso.

Com o lançamento de ontem, MINUSMA torna-se a terceira maior missão de manutenção de paz das Nações Unidas entre as 16 que actualmente estão implementadas em vários pontos do mundo, de acordo com os seus níveis de força autorizados.

1 de julho de 2013 – Centro de Notícias da ONU| Traduzido e editado por UNRIC

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