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Educação de qualidade pode ajudar a prevenir racismo e xenofobia, diz especialista da ONU

491878-educationO acesso à educação de qualidade tem um papel significativo na prevenção ao racismo, à xenofobia e a outras formas de discriminação, apontou, na passada sexta-feira, o Relator Especial da ONU para as formas contemporâneas de racismo, Mutuama Ruteere.

“A educação tem um papel fundamental na criação de novos valores e atitudes e fornece-nos ferramentas importantes para abordar a discriminação profunda e o legado de injustiças históricas”, disse Mutuama Ruteere num briefing no Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra.

Ruteere disse que os estados devem assegurar que os currículos escolares contêm informação equilibrada sobre a contribuição das minorias, dos migrantes e de outros grupos não dominantes, e que enfatizem que tal é particularmente relevante contra um contexto de agitação social e económica.

“O crescimento de partidos políticos, movimentos e de grupos extremistas coloca grandes desafios particularmente no contexto da atual crise financeira e económica”, alertou. “Racismo, xenofobia, homofobia e outras atitudes de intolerância continuam a ser levadas a cabo por indivíduos e por grupos com ligações a partidos políticos ou movimentos extremistas, contra pessoas de descendência africana, membros de minorias como os Roma, estudantes estrangeiros, judeus, muçulmanos e migrantes, disse Ruteere, acrescentando que os Estados devem tomar acções decisivas contra as tentativas de alguns grupos extremistas de falsificar a história.

Estados devem ainda avaliar o impacto dos cortes orçamentais na educação numa altura de crise económica, particularmente para minorias e grupos desfavorecidos, disse Ruteere.

“Reparo que, pesem embora algumas iniciativas positivas, há estudos e conclusões de órgãos nacionais e internacionais que mostram que pessoas de descendência africana, Roma, pessoas indígenas, migrante, para referir alguns, continuam a ter acesso restrito a uma educarão superior e de qualidade.”

Ruteere entregou ainda um relatório ao Conselho em que aborda os últimos desenvolvimentos por si identificados relativamente as desafios contínuos de direitos democráticos e humanos colocados por partidos políticos, movimentos e grupos extremistas, como sejam os grupos de neo-nazis e os skinheads.

Este relatório examina as principais áreas de preocupação nas quais são exigidos novos esforços e uma vigilância consistente contra crimes de racismos e de xenofobia e identifica também boas práticas desenvolvidas por estados e por diferentes parceiros.

Especialistas independentes, ou relatores especiais, são designados pelo Conselho para examinar e reportar sobre a situação de um país ou de um tema específico de direitos humanos. Fazem o seu trabalho voluntariamente, não sendo pagos pela ONU.

14 de junho de 2013, Centro de Notícias da ONU | Traduzido por UNRIC

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