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Pobres em Moçambique podem ser deixados de fora do crescimento económico, adverte a ONU

Mozambique
A Relatora Especial da ONU para a pobreza extrema e direitos humanos, Magdalena Sepúlveda, solicitou ontem ao Governo de Moçambique a resolução urgente das necessidades dos mais pobres e marginalizados da sociedade, pois os mesmos correm o risco de serem deixados para trás, visto que o país entra numa fase de crescimento económico com as indústrias extrativas disputando seus investimentos nos ricos recursos naturais do país.


"Enquanto alguns estão a colher os benefícios da fase de crescimento do país, mais de metade da população continua a viver abaixo da linha da pobreza, com a população rural em pior situação", disse a Relatora Especial da ONU sobre a pobreza extrema e direitos humanos, Magdalena Sepúlveda, no final da sua primeira missão de averiguação ao país.
A especialista em direitos humanos manifestou grande preocupação, em particular sobre as questões ligadas às mulheres, crianças e jovens, idosos e pessoas com deficiência. Ela notou que as mulheres são as mais afetadas pela pobreza, ficando atrás dos homens em praticamente todos os indicadores sociais.
Apesar de um "enorme progresso" para estabelecer a paz e a estabilidade, Moçambique continua a ser um dos países mais pobres do mundo, ocupando o 185 de um ranking de 187 países, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2013 do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD).
"O Estado deve tomar todas as medidas para garantir que o potencial de crescimento das indústrias extrativas não viole os direitos da população e, além disso que sejam sustentáveis, inclusivas e crie postos de trabalho e um melhor acesso aos serviços sociais para pessoas que vivem em situação de pobreza ".
Durante sua missão de oito dias, a Magdalena Sepúlveda esteve reunida com altos funcionários do governo e representantes de Comités Parlamentares, organizações internacionais, agências de doadores, instituições financeiras, universidades e um vasto número de organizações da sociedade civil e organizações de base. Ela também visitou as comunidades que vivem em situação de pobreza nas províncias de Gaza, Maputo e Zambeiza. Sepúlveda instou as autoridades a revigorar a vontade política e o compromisso que levou o país a uma nova era de independência e eventual estabilidade, no sentido de garantir um futuro melhor para todos os moçambicanos.
"Moçambique tem agora de redobrar os seus esforços para manter e construir mais avanços significativos, bem como enfrentar os desafios do futuro", disse ela.
Peritos independentes ou relatores especiais serão nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, sediado em Genebra para examinar e informar, em caráter não remunerado, acerca dos temas específicos de direitos humanos. Magdalena Sepulveda deverá apresentar um relatório ao Conselho dos direitos humanos em Junho do próximo ano sobre suas conclusões.

 16 de Abril 2013 | Centro de Informações das Nações Unidas (Traduzido por UNRIC)

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