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Sectores produtivos custam triliões em danos ambientais, revela estudo apoiado pela ONU

environment damageA produção primária e o processamento em sectores como a agricultura, silvicultura, pescas, mineração, exploração de gás e petróleo e serviços públicos custam à economia mundial 7,3 triliões de dólares por ano em danos causados ao ambiente, saúde e outros benefícios vitais para a humanidade, alerta um novo relatório apoiado pela ONU, que exige uma sustentabilidade ambiental mais rigorosa.

De acordo com o estudo “Natural Capital at Risk – The Top 100 Externalities of Business” (Capital Natural em Risco – as 100 externalidades mais importantes da actividade económica), lançado na cimeira Business for the Environment em Nova Deli, o elevado impacto dos sectores produtivos causa, de facto, uma perda económica, quando contabilizados os custos como o impacto negativo ao nível dos recursos naturais, poluição e emissão de gases com efeitos de estufa.

“O actual modelo de actividade económica cria externalidades ambientais significativas”, sublinha o relatório, utilizando o termo para referir custos de subprodutos como as emissões de gases com efeitos de estufa, a perda de recursos naturais, a perda de serviços baseados na natureza (como o armazenamento de carbono pelas florestas), as alterações climáticas ou as despesas de saúde relacionadas com a poluição do ar.

“No entanto, as empresas e os investidores podem ter em conta os impactos no capital natural quando tomam decisões, de forma a gerir os riscos e a ganhar vantagem competitiva”, afirma o relatório, que observa que a procura dos consumidores deverá crescer de forma significativa ao longo dos próximos anos com o aumento dos consumidores de classe média, num cenário de crescente escassez de recursos e de degradação dos ecossistemas naturais.

“As empresas com uma visão prospectiva estão já a reconhecer que a chave para a competitividade num mundo com recursos cada vez mais limitados dependerá em grande parte de um aumento da eficiência dos recursos naturais e de uma redução da pegada ecológica”, afirmou o Sub-Secretário-Geral e Director Executivo do PNUMA, Achim Steiner.

“Os números presentes neste relatório demonstram a urgência, mas também as oportunidades para todas as economias, de se fazer a transição para uma Economia Verde, no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza”.

De acordo com o relatório, só as 100 principais externalidades ambientais representam custos económicos de cerca de 4,7 triliões de dólares por ano para a economia mundial, ou 65% do total dos impactos do sector primário que foram identificados.

A maioria dos custos resulta das emissões de gases com efeito de estufa (38%), seguindo-se a utilização de água (25%), utilização da terra (24%), poluição do ar (7%), poluição da terra e da água (5%) e resíduos (1%).

Os sectores com maior impacto por região incluem as centrais alimentadas a carvão na Ásia de leste e América do Norte, que aparecem em primeiro e terceiro lugar, respectivamente – representando custos de cerca de 453 mil milhões de dólares por ano na Ásia e 317 mil milhões na América do Norte, resultantes do impacto dos danos causados pelas emissões de gases com efeito de estufa, despesas ao nível da saúde e outros danos devido à poluição do ar. Em ambos os casos, estes custos sociais excederam o valor de produção do sector.

Os outros sectores com impactos mais significativos são a agricultura, em regiões com escassez de água e onde o nível de produção – e, consequentemente, de utilização da terra – é também elevado. As actividades pecuárias na América do Sul, com custos estimados em 354 mil milhões de dólares, aparecem em segundo lugar. A produção de trigo e arroz na Ásia do sul ocupam o quarto e quinto lugares, respectivamente.

O fabrico de ferro, aço e ligas de ferro situa-se em sexto lugar, com custos de 225 mil milhões de dólares. A produção de cimento é responsável por 6% das emissões de dióxido de carbono a nível global, e a Ásia de leste, que produz cerca de 55% do cimento mundial, aparece em sétimo lugar.

O relatório foi produzido pela Trucost, uma empresa de dados ambientais, para a Economics of Environment and Biodiversity for the Business Coalition (TEEB), um programa de valorização da biodiversidade apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente, que reúne conhecimentos dos campos da ciência, economia e política para facilitar acções práticas.

Pode consultar o relatório (em inglês) aqui. Para mais informações consulte o site do PNUMA.

 

15 de abril 2013 / Centro de Notícias da ONU/Nova Iorque [traduzido por UNRIC]

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