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No Dia Internacional, especialista da ONU apela a uma maior inclusão da comunidade Roma

319130Os Estados Membros da União Europeia devem fazer mais para assegurar que as pessoas da comunidade Roma recebem o apoio necessário para usufruir plenamente dos seus direitos humanos básicos, afirmou ontem uma especialista independente da ONU, reconhecendo que os Estados estão já no bom caminho para lidar com esta questão.

“É um desenvolvimento positivo que o destino do maior e mais marginalizado grupo minoritário na Europa, os Roma, esteja cada vez mais presente na agenda internacional dos direitos humanos”, afirmou Rita Izsák, especialista da ONU em direitos das minorias, num comunicado de imprensa dedicado ao Dia Internacional dos Ciganos assinalado a 8 de Abril.

“Contudo, os compromissos políticos e legislativos devem ser implementados na prática, para trazer as mudanças tão necessárias na vida das comunidades Roma”, acrescentou.

Rita Izsák explicou que os ciganos, que o Alto Comissariado para os Direitos Humanos estima serem cerca de 12 milhões em toda a Europa, são em muitos casos alvo de graves abusos. As estimativas do Alto Comissariado apontam ainda para populações Roma significativas que vivem na América Latina, frequentemente à margem da sociedade.

A especialista mencionou o exemplo de uma mulher cigana Elena, que contou que juntamente com outras 87 mulheres foi submetida a uma campanha de esterilização forçada por parte das autoridades. Outros casos, como o da jovem Sorina, de 30 anos, revelam uma exposição à discriminação no local de trabalho e oportunidades de emprego limitadas.

“Não devemos esquecer os milhões de outros ciganos que actualmente precisam da nossa atenção, empenho e esforço para que possam usufruir de todos os seus direitos humanos essenciais”, defendeu a especialista, que exortou a comunidade internacional a “ir além das palavras e agir”.

Rita Izsák reconheceu que vários Governos já intensificaram os seus esforços para combater os abusos generalizados, e dirigem-se às comunidades Roma locais, no sentido de lhes proporcionar um melhor acesso aos benefícios sociais.

Na Moldávia, por exemplo, o acordo de Schinoasa promoveu o alojamento de quase 300 pessoas mas não incluiu o acesso a água potável, obrigando a população a caminhar até um poço distante cuja água é de pouca qualidade.

Contudo, em 2012 uma estação de abastecimento começou a fornecer água aos habitantes de Schinoasa, no âmbito de um projecto conjunto levado a cabo por dois programas da ONU e pela administração local, de acordo com o Alto Comissariado.

“Cada um de nós pode desempenhar o seu papel e procurar conhecer as perspectivas e visões das pessoas da comunidade Roma sobre o que querem ver alterado nas suas sociedades, e de que forma”, sublinhou Rita Izsák. “E trabalhar juntos para essa mudança, para que possamos todos viver juntos em paz, dignidade, e atingir verdadeiramente a união na diversidade”.

8 de abril 2013, Nova Iorque/UN News Centre


 Dia em Memória das Vítimas do Genocídio do Ruanda

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