Segunda, 01 Setembro 2014
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Mil dias para alcançarmos os objetivos do milénio!

ODM smallErradicar a extrema pobreza e a fome; atingir o ensino básico universal; promover a igualdade de género e a autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde materna; combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental; estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento são os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODMs) e, hoje, assinalamos os 1000 dias para atingi-los.

Os ODMs foram criados em 2000, na cimeira do milénio na sede da ONU. Os pelos os líderes mundiais resolveram então acordar um conjunto de medidas com o objetivo de reduzir pela metade os problemas que mais afetavam na sociedade mundial.

Quando do lançamento das propostas, muitas foram as críticas recebidas e as previsões para os ODMs não foram as melhores por parte dos cépticos, que previam o abandono dos mesmos por serem demasiado ambiciosos.

Contrariamente a essas previsões, os ODMs têm ajudado a obter bons resultados.

No balanço dos últimos 12 anos do programa, foram apurados os seguintes resultados: 600 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema, uma redução de 50 por cento. Um número recorde de crianças está na escola primária, sendo que o número de meninos e meninas matriculados é igual pela primeira vez. A mortalidade materna e infantil caiu. Os investimentos destinados à luta contra a malária, HIV/Aids e tuberculose têm salvo milhões de vidas. Em África, nos últimos seis anos, conseguiu-se reduzir em um terço o número de mortes relacionadas com o HIV.

No entanto, o trabalho não pára por aqui. Em carta aberta divulgada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas na semana passada, Ban afirma que “precisamos de fazer muitos mais

progressos. Muitas mulheres ainda morrem durante o parto, quando temos os meios para as salvar. Muitas comunidades ainda carecem de saneamento básico, o que faz da água contaminada uma ameaça mortal.

Em muitas partes do mundo, quer em países ricos quer pobres, as desigualdades estão a crescer. Muitos ainda estão a ser deixados para trás”.

Ban afirma que podemos agilizar o processo através de investimentos estratégicos, como é o caso dos um milhão de agentes comunitários de saúde em África para servir áreas remotas, focar em saneamento básico, cuidados obstétricos e medicamentos para tratar o HIV e a malária.

O acesso à igualdade de acesso das mulheres e raparigas à educação, saúde, nutrição e à oportunidade económica também não devem ser esquecidos, pois segundo o Secretário-Geral são um os meios mais poderosos de progresso em todos os objetivos.

A atenção aos países pobres e vulneráveis, onde ainda não se alcançou um ODM, também deve ser feita, como é o caso das regiões como o Sahel, o Corno da África e a Ásia Central. As finanças e os compromissos financeiros não devem ser esquecidos nos ODM e, por isso, os países devem cumpri-los estritamente.

Finalmente, na sua carta, Ban conclui que: “O sucesso alcançado nos próximos mil dias não só irá melhorar a vida de milhões, mas irá também impor maior ritmo enquanto fazemos planos para

o pós-2015 e para fazer face aos desafios do desenvolvimento sustentável. Ainda há muito por fazer. Mas, enquanto contemplamos a próxima geração de objectivos de desenvolvimento sustentável, podemos encontrar inspiração profunda no facto de os ODM terem demonstrado que, com vontade política, é possível acabar com a pobreza extrema e que está ao nosso alcance”.

 

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.