Domingo, 21 Dezembro 2014
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Vamos dizer basta às minas anti-pessoais!

MINES
Assinala-se hoje, 04 de Abril, o Dia Internacional de Sensibilização para o Problema das Minas e Ajuda à Acção Anti-minas.

Neste dia as Nações Unidas, governos e organizações da sociedade civil e indivíduos em todo o mundo realizam cerimonias, exposições, eventos e muitas outras atividades para chamar a atenção para o sofrimento e tragédia humanitária que as minas e resíduos explosivos de guerra causam em alguns 80 países e territórios. O dia é usado para aumentar a sensibilização, e lembrar que ainda há muito a fazer.

Na Bélgica, o Instituto Superior Real para a Defesa, em estreita cooperação com o Ministério Belga dos Negócios Estrangeiros e a ONU Bruxelas decidiram organizar uma exposição inaugurada no dia 28 de Março e um colóquio sobre o tema.

A exposição foi montada em conjunto pelo Ministério Belga dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Defesa, o Serviço de Acção Anti-Minas das Nações Unidas, e a Handicap International, em colaboração com o Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), a Associação Flamenga das Nações Unidas, a Associação para as Nações Unidas (APNU).

O colóquio contou com a presença da Diretora do Serviço de Ação Anti-Minas das Nações Unidas (UNMAS), Agnès Marcaillou. Na ocasião, Marcaillou afirmou que: “A Convenção de Otawa como um primeiro passo para o desarmamento humanitário”. No seu discurso, Agnès Marcaillou elogiou o Governo da Bélgica pelo seu apoio à rápida resposta do UNMAS em Gaza: “Este projecto financiado pela Bélgica possibilitou a reconstrução pós-conflito e ajudou o povo de Gaza a retomar um sentido de normalidade após os conflitos recentes”.

A Directora do UNMAS sublinhou que a ação anti-minas abrange agora todas as minas, munições de fragmentação, Resíduos Explosivos de Guerra, bem como munições e Dispositivos Explosivos Improvisados (IEDs), um conceito adoptado pela nova Estratégia de Acção de Minas da ONU.

O evento contou também com a presença de Sua Alteza Real a Princesa Astrid da Bélgica, o Ministro da Defesa Pieter De Crem, e um representante do Ministério Belga dos Negócios Estrangeiros, Didier Reynders.

Os organizadores do evento buscaram dar aos ouvintes o parecer de uma vítima. Assim, trouxeram Umedjon Naimov, um jovem de 22 anos do Tajiquistão, que pisou uma mina terrestre há dez anos e que partilhou o seu testemunho pessoal sobre o impacto que isto tem nas vidas das pessoas. Naimov apelou aos países para que dêem prioridade à assistência às vítimas.

Foi revelado na ocasião que após a adoção da Convenção de Ottawa, “O número de vítimas diminuiu de 25.000 para 4.000 por ano”, afirmou Sylvie Brigot-Vilain, da ICBL.  

No entanto, conforme destacaram Nicole Hogg do ICRC e Kerry Brinkert da ISU, há ainda países que não destruíram as suas reservas de minas terrestres. Dessa forma, “As comunidades continuam a sofrer porque o impacto socioeconómico é enorme”, afirmou Kerry Brinkert. E “as crianças são a maioria das vítimas”, lembrou Hildegrarde Vansijan, da Handicap International.

Importante sublinhar que a Convenção de Otawa foi o primeiro tratado de desarmamento impulsionado pela sociedade civil para combater esta realidade.

Na mensagem enviada pelo Secretário-Geral no âmbito do Dia Internacional de Sensibilização para o Problema das Minas e Ajuda à Acção Anti-minas, Ban afirmou que “as Nações Unidas continuam a oferecer uma ampla assistência a milhões de pessoas no Afeganistão, Cambodja, Colômbia, Laos, Líbano, Sudão do Sul e noutros locais. Mas é necessário um maior progresso, e agir nas novas fronteiras que emergiram, nomeadamente na Síria e no Mali, onde o impacto humanitário devastador do uso de armas explosivas em áreas populadas é cada vez maior”.

Ademais, para o Secretário-Geral, “eliminar a ameaça das minas e resíduos de guerra explosivos é um esforço de importância crucial que impulsiona a paz, permite o desenvolvimento, apoia nações em transição e salva vidas”.

 

 

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