Sexta, 25 Abril 2014
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Esforços de reconciliação e combate à impunidade no Mali são urgentes

MALIA agência de refugiados das Nações Unidas sublinhou nessa sexta-feira, que os esforços para alcançar a reconciliação e combater a impunidade são necessários para evitar a longo prazo o deslocamento no Mali, onde centenas de milhares de pessoas já foram deslocadas desde que os combates começaram, há mais de um ano atrás.

"O ACNUR acredita que os esforços de reconciliação são urgentemente necessários, juntamente com esforços para combater a impunidade, incentivar a convivência pacífica entre as comunidades, ajudar a estabilização e a segurança a longo prazo, e para evitar que a crise de deslocamento do Mali se torne mais prolongada ", disse o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), Adrian Edwards, aos jornalistas em Genebra.

O Norte do Mali foi ocupado por radicais islâmicos após o início dos combates entre as forças governamentais e os rebeldes tuaregues, em janeiro de 2012. O conflito levou o Governo do Mali a solicitar assistência à França para deter o avanço militar
de grupos extremistas.

De acordo com estimativas do ACNUR, cerca de 430 mil pessoas foram deslocadas pela crise. Destes, mais de 260 mil estão deslocadas e mais de 170 mil fugiram como refugiados para os países vizinhos.

Edwards disse que quase dois meses depois da intervenção francesa, o número de pessoas deslocadas internamente (PDI), bem como os refugiados ainda é elevado e, em alguns casos, continua a aumentar à medida que muitas pessoas temem voltar para suas casas, embora a situação de segurança tenha melhorado.

"Para deslocados e refugiados igualmente a preocupação principal continua a ser a insegurança. Os combates que continuam, ataques suicidas, ataques de represália contra algumas comunidades, a presença de minas e explosivos não detonados nas regiões de Mopti, Gao e Timbuktu, tudo é citado como razão para atrasar o retorno ", disse Edwards.

"No entanto, a ausência de serviços no norte também é um fator: com poucas escolas a funcionar, e autoridades governamentais ainda ausentes em muitas cidades, muitas famílias deslocadas preferem esperar".

 Edwards observou que para aqueles que se encontram fora do Mali existe a complicação adicional da etnicidade, uma vez que a maioria dos refugiados são Tuareg ou árabe e temem ataques de represália contra eles. Em particular, eles temem que os extremistas radicais possam permanecer na comunidade. Por esse motivo, o número de refugiados continua a crescer. Ele acrescentou que o ACNUR está a planear apoiar os esforços de reconciliação nas áreas de deslocamento e retorno, bem como em campos de refugiados.


01 de março | Centro de Notícias da ONU (Traduzido por UNRIC)


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