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Nações Unidas reagem às inundações em Moçambique

Floods 2“Tudo o que eu preciso é assistência médica e um sítio seguro para proteger a minha bebé recém-nascida”, disse Hortência Massango, uma mulher de 25 anos de Chokwe, na província de Gaza, que deu à luz num telhado e foi resgatada e levada para Chihaquelane, um local de alojamento temporário.

 “Quando a chuva começou a piorar eu subi para o telhado da casa vizinha, onde dei à luz. Eu estava sozinha mas momentos depois eu fui ajudada por outras pessoas que me ajudaram a descer porque eles temiam que eu tivesse complicações”, lembra ela.

Hortência é uma dos 200.000 moçambicanos afetados pelas fortes inundações. Ela é de Gaza, a província mais atingida, onde 38 pessoas morreram e mais de 140.000 estão desalojadas, a maioria delas mulheres e crianças. Em todo o país, mais de 100 pessoas morreram nas enchentes que também afetam as províncias de Inhambane, Manica, Sofala e Zambézia.

Em resposta à situação, as Agências das Nações Unidas juntaram- se às Organizações Não-Governamentais para ajudar a diminuir o impacto, especialmente entre os mais vulneráveis. Uma dessas agências é o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP). “ Todos os nossos esforços visam evitar um aumento na morbidade e na mortalidade materna, devido à falta de acesso e cuidados no momento do parto, e também para proteger mulheres e meninas contra a violência”, disse a representante do Fundo das Nações Unidas para a População em Moçambique, Bettina Maas.

Betina Maas acrescentou que mesmo que períodos normais, as complicações na gravidez e a gravidez precoce são as principais causas de morte entre as mulheres na idade reprodutiva em Moçambique. “Numa situação de trauma, stress psicológico, desnutrição e falta de saneamento, a gravidez torna-se muito mais arriscada, assim como a prevenção e o tratamento do HIV”, disse ela. “O FNUAP está também preocupado com a eventual ocorrência da violência contra meninas e mulheres nos lugares destinados aos desalojados”.

Estrategicamente, o FNUAP está a trabalhar com as autoridades de saúde e de proteção para garantir que todas as questões relacionadas com a maternidade segura e a segurança sejam resolvidas. Essa semana, a organização em parceria com o Ministério dos Assuntos Sociais e da Mulher distribui cerca de 500 kits dignidade para as mulheres afetadas pelas enchentes em Maputo.

"Esperamos que estes produtos possam ajudá-las neste momento", disse a Ministra da Mulher e Ação Social, Iolanda Cintura, no abrigo temporário do "Solidariedade" no bairro de Mavalane. Ela explicou que o kit contém itens de higiene e são dirigidos a mulheres grávidas, lactantes e às adolescentes.

O Ministério da Saúde e o Ministério dos Assuntos Sociais e da Mulher, em parceria com o FNUAP está a distribuir 3 mil kits dignidade e de saúde reprodutiva na província de Gaza. Os kits de saúde reprodutiva serão geridos por profissionais de saúde e destinam-se a suprir as necessidades dos centros de saúde afetados.

Enquanto isso, sua estima-se que o número de pessoas afetadas pode subir, o que conduz a uma sobrecarga em vários setores, principalmente o da saúde. Para enfrentar a situação, a equipa humanitária do país desenvolveu uma proposta de doação para angariar 29 milhões dólares. A proposta inclui atividades destinadas a garantir partos seguros; prevenção do HIV, violência sexual e de género; prestando apoio psicológico às mulheres vítimas de violência, e fornecendo produtos de higiene.

 Nações Unidas Moçambique |Amâncio Miguel | 08/02/2013

http://reliefweb.int/report/mozambique/un-responds-floods-mozambique



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