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UNICEF reforça resposta às crianças afectadas pela Guerra na República Centro Africana

Central african republicO Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está a reforçar as suas operações na República Centro Africana para ajudar milhares de crianças que têm sido afectadas pela recente violência no país e que precisam de ajuda urgente.

“Do que temos visto nalgumas das áreas mais afectadas, incluindo N’dele, Bria, Bombari, e Kaga Bandoro, as crianças estão a viver em condições extremamente precárias”, afirmou o representante da UNICEF para a República Centro Africana, Souleymane Diabaté.

“É fulcral providenciarmos ajuda imediata agora, mas instamos todas as partes envolvidas a fazerem do bem-estar a longo prazo uma prioridade urgente, e uma parte essencial de qualquer solução política”, afirmou em comunicado de imprensa.

A República Centro Africana tem uma história de instabilidade política e conflito armado recorrente. A autoridade do estado é fraca em várias partes do país. Recentemente, o país tem sido confrontado com o impacto de uma aliança de grupos rebeldes – conhecida como Séléka – que tem avançado para a capital, Bangui, mas que aceitou iniciar conversações de paz sob os auspícios do grupo regional conhecido como Comunidade Económica dos Estados Centro Africanos.

De acordo com a UNICEF, o conflito recente, que afecta mais de 1.8 milhões de pessoas e, deixou já cerca de 800 mil a necessitar urgentemente de ajuda humanitária.

A agência afirmou que a sua prioridade seria chegar a comunidades que têm estado inacessíveis e que têm falta de alimentos, medicamentos, água, saneamento, higiene, educação e protecção. Actualmente, a UNICEF presta auxílio a 45 mil pessoas.

Para aumentar a escala da resposta imediata, cerca de 17 toneladas de provisões chegaram já ao país por via aérea, incluindo medicamentos, pastilhas de purificação de água, comida terapêutica, conjuntos de cozinha, mosquiteiros e outros artigos domésticos essenciais, e outras 52 toneladas deverão chegar por via terrestre esta semana.

Ainda antes do início recente dos combates, a República Centro Africana era um dos países mais pobres do mundo. O país regista a nona taxa de mortalidade infantil mais elevada, com 8% das crianças entre 6 meses e 5 anos a sofrerem de subnutrição aguda moderada, e 1.9% que sofrem de subnutrição aguda severa.

Em áreas afectadas pelo conflito apenas 48% das crianças, e apenas 42% das raparigas, estão inscritas na escola. Tem havido também relatos de recrutamento de crianças por parte de grupos armados que se tinham previamente comprometido a acabar com esta prática.

“Instamos todos os actores a unirem-se para trabalharem em benefício do seu povo, e em especial das crianças”, declarou Souleymane Diabaté.

A UNICEF trabalhará com ministérios do Governo e outros parceiros para prevenir e responder aos casos de crianças em risco de tráfico ou de recrutamento para grupos armados, e ainda para prevenir a mortalidade infantil através de apoio médico, melhorar o acesso à água e a condições de saneamento, fornecer apoio às famílias deslocadas e assegurar que as crianças retomem o acesso à educação em escolas seguras.

A agência afirmou que 2.1 milhões de dólares são necessários imediatamente para suportar os custos da resposta de emergência, e estima-se que sejam necessários cerca de 11.5 milhões para manter a assistência de emergência a cerca de 1.8 milhões de pessoas ao longo de 2013.

 

Fonte: UN News Centre | 29 Janeiro 2013

70º Aniversário da Organização das Nações Unidas

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