Sábado, 29 Novembro 2014
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

A crise no Mali está a ter grave impacto na África Ocidental, adverte o enviado das Nações Unidas

SAID 2A crise em curso no Mali está a ter efeitos significativos na África ocidental e Sahel, disse hoje um enviado das Nações Unidas, destacando que a situação ilustra a fragilidade da região.

“À medida que os acontecimentos se vão desenrolando no Mali, são reais os riscos de infiltração e desestabilização em alguns dos países que fazem fronteira com o Mali, como demonstram os esforços destes países vizinhos em aumentar a segurança ao longo de suas fronteiras.” Disse hoje o Representante Especial do Secretário-Geral para a África-Ocidental, Said Djinnit, ao Conselho de Segurança da ONU.

Sr. Djinnit, que dirige o Escritório das Nações Unidas para a África Ocidental (UNOWA), disse que a situação no Mali fez aumentar a ameaça de terrorismo na sub-região, acrescentando que a comunidade internacional deve permanecer consciente das limitações enfrentadas pelos vizinhos do Mali e aumentar o apoio nas áreas de controle das fronteiras e combate ao terrorismo, entre outros.

Os combates entre as Forças Governamentais e os rebeldes Tuauregues eclodiram no norte do Mali em Janeiro passado, depois de os radicais islâmicos terem tomado o controlo da área. Os novos confrontos no norte, bem como a proliferação de grupos armados, a seca e a instabilidade politica, na sequência de um golpe de Estado em Março, levaram ao êxodo de centenas de milhares de civis.

Segundo as últimas estimativas do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), mais de 150 mil pessoas fugiram para a vizinha Mauritânia, Níger e Burkina Faso, enquanto 230 mil foram deslocadas internamente.

O conflito tem colocado pressão sobre os recursos e fez piorar a situação humanitária na região do Sahel, que já era precária devido aos anos de seca, à pirataria e ao crime organizado transnacional. Este conflito levou o Governo do Mali a solicitar a assistência militar à França para parar a progressão dos grupos extremistas.

Para além disso, no mês passado o Conselho de Segurança autorizou o envio de uma Missão Internacional de Apoio ao Mali liderada pelos países Africanos, conhecida como AFISMA, por um período inicial de um ano para ajudar na recuperação de regiões controladas pelos rebeldes no norte do país.

Sr. Dijinnit, que nos últimos meses viajou para o Mali, Burkina Faso, Nigéria e Costa do Marfim apoia os esforços de mediação na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (ECOWAS), destacou que a comunidade internacional deve apoiar simultaneamente o lado político, e o militar, para garantir um processo de transição bem sucedido.

“Também vai ser necessário, eventualmente, buscar um processo de reconciliação amplo que fortaleça as bases para a coesão nacional no Mali, disse Djunnit. “A equipa da ONU recentemente enviada para Bamako estará totalmente disponível para apoiar este processo, e eu, pessoalmente, continuarei a apoiar esses esforços.”

Ele também observou que, além das crises no Mali e no Sahel, a região continua a ser ameaçada pela pirataria e o roubo à mão armada no mar do Golfo da Guiné, perturbando o comércio marítimo e o progresso económico na região. As tensões ao longo das fronteiras entre a Libéria e a Costa do Marfim e o crime organizado transnacional na Guiné-Bissau e no Mali são também uma fonte de preocupação. O UNOWA está a colaborar com os governos, bem como com as organizações da sociedade civil da região e com outros parceiros para solucionar estas questões, disse o Sr. Djinnit, expressando satisfação pelo progresso feito até o momento.

“A situação na África Ocidental permanece numa encruzilhada. Por um lado, os líderes da região têm feito progressos significativos para a promoção e consolidação da paz, e estão a desenvolver esforços decisivos para enfrentar desafios prementes para a paz e a segurança na região”, afirmou.

“Por outro lado, a situação no Mali e no Sahel, em combinação com outras ameaças transversais na região, incluindo o tráfico de drogas e a pirataria, têm o potencial de minar a segurança na África Ocidental, enquanto as causas da instabilidade na região estão ainda a ser totalmente resolvidas”, acrescentou.

O enviado sublinhou que a atenção contínua e o apoio da comunidade internacional, em particular do Conselho de Segurança aos líderes e países da ECOWAS continuam ser essenciais para uma paz duradoura, estabilidade e desenvolvimento.

25 de Janeiro

69º Aniversário da Organização das Nações Unidas assinalado em Lisboa e Porto

UNDAY-PT

Façamos um mundo melhor

Vamos fazer do mundo um lugar melhor 

Vídeo apresentado no contexto da Cúpula do #Clima das Nações Unidas.

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.