Quinta, 02 Outubro 2014
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Relatório do Salário Global 2012/2013: Salário e crescimento equitativos

OITEste relatório, elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), examina as diferenças regionais e as tendências dos anos nos processos da Crise Global Mundial e providencia uma visão global que tem como objetivo ajudar os produtores de decisões internacionais.

Maiores tendências nos salários

A CRISE CONTINUA AMORTECENDO OS SALÁRIOS

A taxa real de crescimento do salário tem sido globalmente inferior à do nível pré-crise, levando ao vermelho o desenvolvimento das economias, embora tenha permanecido significante nas economias emergentes. Salários mensais ajustados pela inflação – conhecidos como salários reais – cresceram globalmente em média 1.2% em 2011, 2.1% inferior aos de 2010 e 3% aos de 2007. A China, por causa do seu tamanho e da forte performance da sua economia, pesou muito no cálculo global. Omitindo a China, a média real do salário aumentaria apenas 0.2% em 2011, diminuiria 1.3% em relação a 2010 e 2.3% a 2007.

DIFERENÇAS REGIONAIS EM AUMENTO DE SALÁRIO

Existem significativas variações geográficas nas tendências do crescimento regional salarial. Salários sofreram uma dupla queda no desenvolvimento económico, mas continuaram positivos mesmo com a crise na América Latina, Caraíbas e na Ásia. As flutuações foram particularmente maiores na Europa Oriental e na Ásia Central, parcialmente como resultado de uma forte recuperação da pós transição nos salários antes da Crise Económica Global, e da severa contração no salário real em 2009. No Médio Oriente, os salários mínimos parecem ter diminuído desde 2008, mas algumas das estimativas ainda permanecem em análise, como são para a África.

CRESCIMENTO CUMULATIVO DOS SALÁRIOS POR REGIÃO

Diferenças entre as regiões são particularmente gritantes se olharmos para o crescimento salarial acumulado de 2000-2011. Globalmente, os salários reais médios mensais cresceram pouco menos de um quarto, na Ásia quase duplicaram, enquanto que no mundo desenvolvido, aumentaram cerca de 5%. Na Europa Oriental e Ásia Central, os salários quase triplicaram, principalmente como parte da recuperação da transição para economias marcadas. Na Rússia, por exemplo, o valor real dos salários caiu para menos de 40% do seu valor em 1990 e levou mais uma década antes dos salários regressarem ao seu nível inicial.

DIFERENÇAS REGIONAIS DOS NÍVEIS SALARIAIS

Enquanto que os salários cresceram significativamente nas economias emergentes, as diferenças ao nível do salário permanecem consideráveis. Nas Filipinas, um trabalhador no setor industrial auferiu cerca de 1.40 dólares por cada hora trabalhada. No Brasil, a remuneração por hora trabalhada no setor foi de 5.40 dólares, na Grécia foi de 13.00, nos Estados Unidos 23.30 e na Dinamarca 34.80 dólares.

Mais informações:
• OIT: Relatório Global de Salários 2010/2011
• PNUD: Estratégia para além de 2015
• OIT Tendências Globais de Emprego: Fatos e Números para economias desenvolvidas e da UE
• OIT Tendências Globais de Emprego: Fatos e Números para a África Subsariana
• OIT Tendências Globais de Emprego: Fatos e Números para o Norte de África
Tendências Globais de Emprego 2012 de Emprego 2012: prevenir uma crise mais profunda de empregos
Mundo do Trabalho Relatório 2012: "Melhores empregos para uma economia melhor “
• LABORSTA: Estatísticas do Mundo do Trabalho (1969-2008)

Façamos um mundo melhor

Vamos fazer do mundo um lugar melhor 

Vídeo apresentado no contexto da Cúpula do #Clima das Nações Unidas.

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