Sábado, 04 Julho 2015
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

Perspectivas sombrias para os países Europeus no Relatório sobre a Situação Económica Mundial 2013

01-17-2013euroconomyO Relatório sobre a Situação Económica Mundial 2013 descreve uma economia mundial que continua a lutar para a recuperação, cinco anos após o início da crise financeira global. O crescimento global abrandou em 2012 e estima-se que seja apenas ligeiro até 2014. Os maiores riscos para este crescimento passam por uma possível deterioração da crise na zona euro e por eventuais quedas bruscas em algumas economias em desenvolvimento.

 

Enquanto as debilidades económicas nos grandes países desenvolvidos estão na origem do crescimento global lento, o relatório prevê um ritmo de crescimento inadequado ao nível da redução da pobreza em muitos países em desenvolvimento, e recursos insuficientes para o investimento em áreas críticas para a obtenção dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. O relatório apela a uma política concertada e mais vigorosa a nível global, maior enfoque na criação de empregos, estabilidade do mercado financeiro, ajuda ao desenvolvimento e crescimento verde.

Situação na Europa

A crise da dívida na zona Euro, o abrandamento da procura externa e os elevados preços do petróleo continuaram a deprimir a Europa, ao mesmo tempo que as políticas de austeridade em todo o mundo industrializado não irão conseguir salvar a economia mundial de voltar a cair em recessão, informa o relatório anual da ONU publicado hoje.

“A zona euro está em recessão e o Produto Interno Bruto (PIB) da região deverá atingir um crescimento de apenas 0.3% em 2013, aumentando ligeiramente para 1.4% em 2014”, informa o comunicado de imprensa sobre o lançamento do relatório produzido pelo Departamento de Desenvolvimento Económico e Social das Nações Unidas (DESA), a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (CNUCED) e as comissões regionais da ONU.

De acordo o relatório, a zona euro encontra-se tecnicamente em recessão, com cinco países em recessão e com poucas perspectivas de melhoria. O PIB de Itália deverá diminuir 2.4% em 2012 e 0.3% em 2012, enquanto Espanha deverá registar uma diminuição de 1.6 e 1.4%, respectivamente. Os outros três países em recessão são o Chipre, Grécia e Portugal.

O relatório avisa que as actuais políticas económicas em curso na Europa Ocidental não respondem a questões de curto prazo com vista a restabelecer o crescimento na região, ou a colocar os países em crise num caminho que leve mais provavelmente à sustentabilidade financeira.

A Europa em particular, refere o relatório, está presa num ciclo vicioso de desemprego elevado, fragilidade do sector financeiro, riscos soberanos elevados, austeridade fiscal e baixo crescimento.

A taxa de desemprego na zona euro atingiu os 11.6% em Setembro de 2012, 1.3 pontos percentuais acima do que se registou no ano anterior. As diferenças regionais persistem, com os países sujeitos a duros programas de ajustamento a registarem as taxas mais elevadas. Em Espanha e na Grécia o desemprego atinge níveis acima dos 25%, e em Portugal situa-se nos 15.7%. No extremo oposto, em países como Áustria, Alemanha, Luxemburgo e Holanda, o desemprego ronda os 5%.

Para remediar o problema, o relatório recomenda que se acabe com o que considera serem “programas de austeridade contraproducentes”, em curso nos países industrializados. De acordo com o DESA, as “políticas actuais ficam aquém do que é necessário para evitar que a economia global volte a cair em recessão”, pelo que “acções mais enérgicas e concertadas devem ser consideradas”, como se pode ler no capítulo introdutório do relatório.

Situação global

O relatório prevê que a economia mundial cresça a um ritmo de apenas 2.4% em 2013, e 3.2% em 2014, o que representa uma diminuição em relação às previsões feitas há meio ano atrás, e corresponde a um crescimento bastante inferior ao que se estima que seja necessário para ultrapassar a crise do mercado laboral que muitos países enfrentam.

Afirmando que as debilidades das maiores economias desenvolvidas estão na origem do abrandamento económico, o relatório avisa que com as actuais políticas e tendências de crescimento, poderão ser necessário pelo menos mais cinco anos para que a Europa e os Estados Unidos consigam fazer face à perda de empregos causada pela Grande Recessão de 2008-2009.

“O actual foco na consolidação fiscal a curto prazo, especialmente entre os países desenvolvidos, tem mostrado ser contraproducente e levar a um ajustamento da dívida mais prolongado”, afirma o relatório.

Para inverter a situação actual, a atenção deverá concentrar-se – ao contrário dos actuais objectivos de consolidação a curto prazo – na obtenção de um crescimento económico robusto e tendo em vista a sustentabilidade discal a médio e longo prazo.

O relatório sublinha ainda que esta reorientação das políticas fiscais deve ser coordenada no plano internacional, e alinha com políticas estruturais de apoio directo à criação de empregos e ao crescimento verde.

 

Mais informações:

 

Poderá consultar o relatório integral aqui.

Capítulo sobre os desenvolvimentos regionais (incluindo a Europa) disponível aqui.

Website DESA.

70º Aniversário da Organização das Nações Unidas

UN70 Logo Portuguese vertical 250px

Logo only Time for global action banner 253x95 Portuguese

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.