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Perspectivas sombrias para os países Europeus no Relatório sobre a Situação Económica Mundial 2013

01-17-2013euroconomyO Relatório sobre a Situação Económica Mundial 2013 descreve uma economia mundial que continua a lutar para a recuperação, cinco anos após o início da crise financeira global. O crescimento global abrandou em 2012 e estima-se que seja apenas ligeiro até 2014. Os maiores riscos para este crescimento passam por uma possível deterioração da crise na zona euro e por eventuais quedas bruscas em algumas economias em desenvolvimento.

 

Enquanto as debilidades económicas nos grandes países desenvolvidos estão na origem do crescimento global lento, o relatório prevê um ritmo de crescimento inadequado ao nível da redução da pobreza em muitos países em desenvolvimento, e recursos insuficientes para o investimento em áreas críticas para a obtenção dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. O relatório apela a uma política concertada e mais vigorosa a nível global, maior enfoque na criação de empregos, estabilidade do mercado financeiro, ajuda ao desenvolvimento e crescimento verde.

Situação na Europa

A crise da dívida na zona Euro, o abrandamento da procura externa e os elevados preços do petróleo continuaram a deprimir a Europa, ao mesmo tempo que as políticas de austeridade em todo o mundo industrializado não irão conseguir salvar a economia mundial de voltar a cair em recessão, informa o relatório anual da ONU publicado hoje.

“A zona euro está em recessão e o Produto Interno Bruto (PIB) da região deverá atingir um crescimento de apenas 0.3% em 2013, aumentando ligeiramente para 1.4% em 2014”, informa o comunicado de imprensa sobre o lançamento do relatório produzido pelo Departamento de Desenvolvimento Económico e Social das Nações Unidas (DESA), a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (CNUCED) e as comissões regionais da ONU.

De acordo o relatório, a zona euro encontra-se tecnicamente em recessão, com cinco países em recessão e com poucas perspectivas de melhoria. O PIB de Itália deverá diminuir 2.4% em 2012 e 0.3% em 2012, enquanto Espanha deverá registar uma diminuição de 1.6 e 1.4%, respectivamente. Os outros três países em recessão são o Chipre, Grécia e Portugal.

O relatório avisa que as actuais políticas económicas em curso na Europa Ocidental não respondem a questões de curto prazo com vista a restabelecer o crescimento na região, ou a colocar os países em crise num caminho que leve mais provavelmente à sustentabilidade financeira.

A Europa em particular, refere o relatório, está presa num ciclo vicioso de desemprego elevado, fragilidade do sector financeiro, riscos soberanos elevados, austeridade fiscal e baixo crescimento.

A taxa de desemprego na zona euro atingiu os 11.6% em Setembro de 2012, 1.3 pontos percentuais acima do que se registou no ano anterior. As diferenças regionais persistem, com os países sujeitos a duros programas de ajustamento a registarem as taxas mais elevadas. Em Espanha e na Grécia o desemprego atinge níveis acima dos 25%, e em Portugal situa-se nos 15.7%. No extremo oposto, em países como Áustria, Alemanha, Luxemburgo e Holanda, o desemprego ronda os 5%.

Para remediar o problema, o relatório recomenda que se acabe com o que considera serem “programas de austeridade contraproducentes”, em curso nos países industrializados. De acordo com o DESA, as “políticas actuais ficam aquém do que é necessário para evitar que a economia global volte a cair em recessão”, pelo que “acções mais enérgicas e concertadas devem ser consideradas”, como se pode ler no capítulo introdutório do relatório.

Situação global

O relatório prevê que a economia mundial cresça a um ritmo de apenas 2.4% em 2013, e 3.2% em 2014, o que representa uma diminuição em relação às previsões feitas há meio ano atrás, e corresponde a um crescimento bastante inferior ao que se estima que seja necessário para ultrapassar a crise do mercado laboral que muitos países enfrentam.

Afirmando que as debilidades das maiores economias desenvolvidas estão na origem do abrandamento económico, o relatório avisa que com as actuais políticas e tendências de crescimento, poderão ser necessário pelo menos mais cinco anos para que a Europa e os Estados Unidos consigam fazer face à perda de empregos causada pela Grande Recessão de 2008-2009.

“O actual foco na consolidação fiscal a curto prazo, especialmente entre os países desenvolvidos, tem mostrado ser contraproducente e levar a um ajustamento da dívida mais prolongado”, afirma o relatório.

Para inverter a situação actual, a atenção deverá concentrar-se – ao contrário dos actuais objectivos de consolidação a curto prazo – na obtenção de um crescimento económico robusto e tendo em vista a sustentabilidade discal a médio e longo prazo.

O relatório sublinha ainda que esta reorientação das políticas fiscais deve ser coordenada no plano internacional, e alinha com políticas estruturais de apoio directo à criação de empregos e ao crescimento verde.

 

Mais informações:

 

Poderá consultar o relatório integral aqui.

Capítulo sobre os desenvolvimentos regionais (incluindo a Europa) disponível aqui.

Website DESA.

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