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ONU regista descida dos preços dos alimentos pelo terceiro mês consecutivo

FAO 1As Nações Unidas informaram no passado dia 10 de Janeiro que os preços dos alimentos têm vindo a cair todos os meses desde Dezembro do ano passado, contrabalançando os aumentos bruscos registados no início de 2012, que haviam provocado receios de uma crise alimentar.

Num comunicado à imprensa, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) disse que o seu mais recente índice de preços de alimentos caiu 1,1% desde Novembro. A queda de 213 para 209 pontos deve-se em grande medida à contínua diminuição dos preços internacionais dos cereais, óleos e alimentos ricos em gorduras.

O índice mede a alteração mensal dos preços internacionais de um cabaz de 55 alimentos básicos, incluindo carne, laticínios, açúcar e cereais. Os preços dos cereais também tiveram um ligeiro aumento, enquanto os preços dos óleos e açúcares caíram.

“O resultado representa uma inversão da situação verificada em Julho passado, quando o aumento agudo dos preços fez surgir receios de uma nova crise alimentar”, disse o Assistente do Diretor-Geral, responsável pelo desenvolvimento Económico e Social da FAO, Jomo Sundaram. “Mas a coordenação internacional, inclusivamente através do Sistema de Informações do Mercado Agrícola (AMIS), bem como a quebra da procura numa economia internacional estagnada, ajudaram a garantir que o aumento de preços tivesse sido de curta duração, acalmaram os mercados e isso acabou deixando os preços abaixo dos níveis do ano anterior”, acrescentou.

De acordo com o seu website, a iniciativa do AMIS, cujo secretariado está instalado na sede da FAO em Roma, na Itália, visa aumentar a transparência no mercado de alimentos e incentivar a coordenação da ação política em resposta à incerteza do mercado, concentrando-se principalmente em quatro alimentos que são particularmente importantes nos mercados internacionais: trigo, milho, arroz e soja.

Como um todo, o índice alcançou uma média de 212 pontos em 2012, 7% menos que em 2011. As quedas mais acentuadas dos preços foram registadas no açúcar, laticínios e óleos e em menor medida nos cereais e na carne.

De Julho a Setembro, os preços dos cereais aumentaram constantemente devido às incertezas. No entanto, eles começaram a cair em Outubro devido à fraca procura de provisões para usos industriais.

Em Dezembro, o preço do milho caiu bruscamente com as grandes quantidades exportadas pela América latina, aliviando a pressão do mercado. O preço do arroz caiu no mês passado, devido às expectativas de boas colheitas, mas o preço do trigo permanece inalterado.

Os preços dos óleos e alimentos ricos em gorduras experimentaram uma queda de 1,9% devido principalmente aos grandes stocks existentes.

Os preços do óleo e do açúcar em quase nada diminuíram. A FAO observou que um aumento na produção global do açúcar, especialmente no Brasil, manteve os preços internacionais baixos durante grande parte do segundo semestre de 2012.

Os preços da carne registaram um ligeiro decréscimo, assim como o preço dos suínos caiu 2%, afirmou a Agência, enquanto os preços dos laticínios cresceram 0,9%. Estes foram os únicos alimentos básicos a terem experimentado um aumento de preço, uma vez que o mercado de laticínios é cada vez mais suscetível a alterações relacionadas com as condições da pastagem, disponibilidade e acessibilidade das rações.


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