Quarta, 29 Julho 2015
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Desigualdade de género no mundo do trabalho: dois passos à frente e um atrás

16047 578043622221879 1031824122 nDe acordo com o Relatório da OIT "Global Employment Trends for Women" (Tendências Globais do Emprego para as Mulheres), a nível global, as mulheres enfrentam taxas de desemprego mais elevadas do que os homens sem que se perspectivem melhorias nos próximos anos.

O Relatório analisa as disparidades para quatro dos indicadores económicos do mercado de trabalho (o desemprego, o emprego, a população activa e o emprego vulnerável [1]) e um indicador demográfico e da mudança atitudinal (a segregação setorial e profissional).

Em termos mundiais, antes da crise de 2008, as diferenças nas taxas de desemprego e de emprego foram no sentido da convergência. A crise reverteu essa tendência nas regiões mais atingidas.

Alguns dados apresentados no Relatório:

De 2002 a 2007, a taxa de desemprego feminino situou-se nos 5,8%, comparada com 5,3% para os homens. A crise aumentou a diferença entre 0,5 a 0,7 pontos percentuais e foram destruídos 13 milhões de empregos ocupados por mulheres.

Em 2012, a proporção de mulheres no emprego vulnerável era de 50% e a de homens nessa situação era de 48%. Mas as diferenças são maiores no Norte de África (24 pontos percentuais), e no Médio Oriente e África Subsariana (15 pontos percentuais).

O indicador de segregação setorial evidencia que as mulheres estão mais limitadas nas suas opções de emprego em todos os setores. A segregação setorial aumentou ao longo do tempo. Nos países de economias em desenvolvimento as mulheres abandonam a agricultura, e nos países de economias desenvolvidas as mulheres passam da indústria para os serviços.

Nos países de economias desenvolvidas o emprego das mulheres na indústria diminuiu para metade, passando 85% das mulheres que aí trabalhavam para os serviços, sobretudo para os setores da educação e saúde.

O indicador de segregação profissional mostra que persiste a concentração de mulheres em certas profissões. Nos anos de 1990 registou-se uma diminuição, mas na última década recuou a tendência de melhoria.

De acordo com o Relatório um conjunto de medidas podem diminuir as disparidades de género, em particular as desvantagens que as mulheres enfrentam, das quais se destacam:

A melhoria das infra estruturas que facilitem o quotidiano, de que são exemplo a rede de transportes.

Programas que promovam a partilha das responsabilidades familiares.

Garantir que o sistema fiscal ou os subsídios não desincentivem o emprego dos dois membros da família.

Realização de campanhas de sensibilização e garantir a aplicação da legislação relativa à discriminação.

 

Para mais informações:

Versão Integral do Relatório (em inglês)

Website da OIT (em inglês, com vídeo)

 



[1] Trabalhadores familiares não remunerados e trabalhadores por conta própria

70º Aniversário da Organização das Nações Unidas

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