Este ano, o número de pessoas que regressam voluntariamente ao Afeganistão, vindas do Paquistão e do Irão, já ultrapassou os 100 000, ou seja, quase o dobro em relação a 2009. Cerca de 95 000 de entre elas regressam do Paquistão, referiu, na sexta-feira, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
O programa de repatriamento voluntário para o Afeganistão continua a ser o mais importante programa deste tipo levado a cabo pelo ACNUR em todo o mundo, com cerca de 4,5 milhões de pessoas repatriadas para o Afeganistão, desde 2002, precisou um porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, quando de uma conferência de imprensa em Genebra.
No âmbito das suas responsabilidades de acompanhamento, o ACNUR leva a cabo entrevistas com os afegãos repatriados para avaliar os motivos do seu regresso. Este ano, a maior parte dos factores citados frequentemente relaciona-se com razões económicas, dificuldades no Paquistão e melhorias locais em termos de segurança, em determinadas regiões do Afeganistão.
Em termos globais, cerca de 70% dos repatriados provêm da região de Khyber Pakhtunkhwa, e os restantes regressam do Baluchistão, do Penjabe e da província de Sindh. Um terço dos repatriados dirige-se para o Leste do Afeganistão e um outro terço regressa à região central. Os restantes regressam sobretudo ao Nordeste do país.
Paralelamente, no Paquistão, o ACNUR está em conversações com as autoridades para recuperar as aldeias de refugiados que sofreram danos nas províncias de Khyber Pakhtunkhwa e do Baluchistão.
“Neste momento, nas regiões afectadas pelas cheias, prestamos ajuda a cerca de 700 000 pessoas, o que representa um terço daquelas que queremos ajudar. Para acelerar a ajuda, criámos outros pontos de distribuição nas zonas mais afectadas em Shangla, Swat, Peshawar, Charsadda e Kohistan. Estamos a criar também plataformas suplementares e a identificar parceiros para alargar a nossa acção de proximidade em prol dos sinistrados que precisam de ajuda”, afirmou o porta-voz.
(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 27/08/2010)