Mensagem para o sítio web do
Dia Internacional Contra os Ensaios Nucleares
(29 de Agosto)
Em 2009, na sexagésima quarta sessão da Assembleia Geral, o Governo do Cazaquistão apresentou uma proposta em que pedia a criação de um Dia Internacional contra os Ensaios Nucleares. Essa ideia recebeu um apoio unânime, que reflecte a profunda preocupação da comunidade internacional com os riscos que esses ensaios representam.
A primeira comemoração do Dia ocorrerá a 29 de Agosto próximo. Foi nessa data que, em 1991, o Presidente do Cazaquistão fechou o polígono de ensaios de Semipalatinsk, onde a ex-União Soviética detonou 456 armas nucleares, com efeitos devastadores na paisagem. Hoje em dia, tendo o Cazaquistão proibido as armas nucleares e participado na criação de uma zona livre de armas nucleares na Ásia Central, Semipalatinsk tornou-se um símbolo poderoso da esperança de ver realizado um dia o objectivo de um mundo sem armas nucleares.
Existe uma verdadeira dinâmica subjacente a esta grande causa. A Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação das Armas Nucleares terminou com êxito, dando um novo vigor ao desarmamento nuclear e ao regime de não proliferação. Na Cimeira sobre Segurança Nuclear, em Washington D.C., conseguiram-se progressos importantes. Algumas iniciativas ambiciosas de dirigentes mundiais e da sociedade civil estão a mostrar o caminho para reduzir os arsenais e mudar as políticas.
Ao celebrarmos o primeiro Dia Internacional contra o Ensaios Nucleares, anseio por trabalhar com todos os parceiros, no seio de um movimento mundial cada vez mais amplo, para libertar o mundo da ameaça nuclear, reduzir as despesas crescentes com as armas nucleares e fazer entrar em vigor o Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares. Temos de parar de transmitir este problema às gerações vindouras; cada um de nós tem de fazer o que lhe cabe para construir, hoje, um mundo mais seguro.