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OMS: tabaco mata mais do que VIH/SIDA, tuberculose e malária juntos

O tabaco é responsável por 5,4 milhões de mortes por ano no mundo, afirma a Organização Mundial de Saúde (OMS), no seu último relatório sobre a luta antitabaco (WHO Report on the Global Tobacco Epidemic, 2008 – The MPOWER package). Regista-se uma tendência catastrófica para o aumento deste número, sobretudo nos países em desenvolvimento.

“Apenas 5% da população mundial vive em países que protegem totalmente a sua população, aplicando uma das medidas fundamentais para reduzir o consumo de tabaco”, diz um comunicado da OMS, publicado quando do lançamento de um novo relatório sobre a luta anti-tabaco no mundo.

O relatório, que fornece dados sobre o consumo de tabaco por países, foi apresentado, hoje, em Nova Iorque, por Margaret Chan, Directora-Geral da OMS, com o Presidente da Câmara daquela cidade, Michael Bloomberg.

O estudo mostra que nenhum país aplica totalmente o conjunto das seis estratégias de luta antitabaco recomendadas, as chamadas estratégias MPOWER, e 80% dos países não aplicam nenhuma delas.

Além disso, a epidemia afecta agora os países em desenvolvimento, onde se deverão registar 80% dos oito milhões de mortes anuais atribuíveis ao tabaco, até 2030.

“Trata-se da principal causa de morte. O tabaco mata mais do que o VIH/SIDA, a tuberculose e a malária juntos”, afirmou Douglas Bettcher, Director da Iniciativa para um Mundo sem Tabaco da OMS, numa conferência de imprensa, em Nova Iorque.

Embora mais de 150 países sejam partes na Convenção-Quadro da OMS para a Luta Anti-tabaco, que entrou em vigor a 27 de Fevereiro de 2005, regista-se uma tendência “catastrófica”, explicou Douglas Bettcher, nomeadamente, devido ao crescimento do consumo de tabaco nos países em desenvolvimento. A China e a Índia figuram, segundo a OMS, entre os países mais afectados por este aumento do consumo.

“Os mais pobres serão as vítimas mais numerosas”, afirmou, acrescentando que as somas gastas por certos agregados familiares na compra de tabaco podiam chegar a representar 10% das despesas. “Certas famílias do Bangladeche gastam 10 vezes mais com o tabaco do que com a educação”, declarou.

A indústria do tabaco vendeu os seus produtos, transmitindo a mensagem de que fumar era símbolo de liberdade e de autonomia, em particular junto das mulheres, “Mas é exactamente o contrário, não se trata de liberdade, mas sim de uma dependência”, afirmou Douglas Bettcher.

Respondendo a uma pergunta, pôs também em causa a ideia de que o fim do consumo de tabaco em certos países poderia significar uma diminuição substancial dos impostos e, por conseguinte, dos recursos nacionais. “Os custos gerados pelo consumo de tabaco são largamente superiores aos recursos provenientes da arrecadação dos impostos sobre os produtos derivados do tabaco”, disse. “Trata-se acima de tudo de uma questão de saúde pública”.

Segundo a OMS, o tabaco é responsável pela morte de metade dos seus consumidores. Se a tendência não se alterar, será a causa de cerca de mil milhões de mortes no século XXI, em comparação com cem milhões, no século XX.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 7/02/2008)

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