Sexta, 15 Dezembro 2017
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14 Dezembro 2017 -

Cuidados básicos de saúde: 80% dos Portugueses têm acesso

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Foto da Organização Mundial de Saúde

Com ONU News

 Portugal está à frente dos países lusófonos no acesso a cuidados de saúde, segundo um relatório global da ONU e do Banco Mundial. O documento revela que cerca de 80% dos portugueses têm acesso a serviços básicos de saúde. No espaço da lusofonia, depois de Portugal, está o Brasil com 77%, Cabo Verde com 62% e São Tomé e Príncipe com 54%.

De acordo com o Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde, OMS, pelo menos metade da população mundial não tem acesso a serviços de saúde essenciais. Em Moçambique e em Timor-Leste apenas 42% das pessoas têm cobertura universal de saúde. Já na Guiné-Bissau, a proporção é de 39% e por último, aparece Angola com 36%.

O estudo "Acompanhamento da cobertura de saúde universal: relatório de monitorização global de 2017", revela que grande parte de famílias fica mais pobre por pagar pelos cuidados de saúde do próprio bolso.

Atualmente, 800 milhões de pessoas gastam pelo menos 10% do orçamento doméstico em despesas de saúde sendo que para cerca de 100 milhões essas despesas são altas o suficiente para empurrá-las para a pobreza extrema. O problema obriga-as a sobreviver diariamente com US$ 1,90 ou menos, revela o documento lançado por ocasião do Fórum Universal dos Cuidados de Saúde que decorre em Tóquio. O secretário-Geral da ONU esteve presente neste encontro onde afirmou que: “A saúde é um resultado e um motor de progresso. É o centro da nossa visão de um futuro mais sustentável, inclusivo e próspero e é fundamental para a agenda de paz e segurança.”

António Guterres destacou ainda a imprtãncia do investimento no setor da saúde: “Quando investimos em saúde - particularmente de mulheres e adolescentes - construímos sociedades mais inclusivas e resilientes.”

O relatório destaca a África Subsariana e o Sul da Ásia pelas grandes lacunas em oferecer serviços de saúde. Em regiões mais prósperas como Ásia Oriental, América Latina e Europa as famílias aplicam pelo menos 10% dos seus orçamentos em despesas de saúde de fundos próprios.

As desigualdades no acesso a serviços de saúde ocorrem não somente entre países, mas dentro deles, onde as médias nacionais podem ocultar baixos níveis de cobertura em grupos mais desfavorecidos da população.

Dia Internacional dos Direitos Humanos

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O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, adverte que há "hostilidades perturbadoras" em relação aos direitos humanos em todas as regiões do mundo. 
O Dia dos Direitos Humanos é celebrado a 10 de dezembro, dia em que, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em Paris. No próximo ano - a 10 de dezembro de 2018 - celebramos o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos sendo que o Dia dos Direitos Humanos deste ano marca o arranque de uma campanha que durará um ano e que pretende comemorar este 70º aniversário da Declaração..
Na sua mensagem para o Dia dos Direitos Humanos, o Secretário-Geral, António Guterres, expressou sua preocupação com a atual situação  dos Direitos Humanos que constituem os  alicerces das sociedades pacíficas e do desenvolvimento sustentável: "Hoje, vemos hostilidades perturbadoras em relação aos direitos humanos em todas as regiões. é necessário contrariar essas forças negativas. A Declaração Universal dos Direitos Humanos é o documento mais traduzido do mundo. Juntos temos de garantir que as palavras são traduzidas em ações." -  afirma o Secretário-Geral da ONU.
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"Hoje, à medida que a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto estão cada vez mais distantes, a consciência da importância dos Direitos Humanos parece estar a desaparecer a um ritmo alarmante e o enorme progresso alcançado através da promulgação progressiva dos princípios dos direitos humanos, conforme estabelecido na Declaração Universal, está a ser cada vez mais esquecido ou deliberadamente ignorado " - alerta o Alto Comissário para os Direitos Humanos.
Informações e links adicionais: 
Foi lançado um site chamado Stand Up 4 Human Rights, para marcar a campanha de um ano para comemorar o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Veja ainda o projeto "Add Your Voice", que visa promover e disseminar a Declaração Universal dos Direitos do Homem em mais de 100 idiomas. Esta aplicação online permite que as pessoas gravem a leitura de um artigo da Declaração na sua língua e que partilhem essa gravação nas redes sociais. "Adicione sua voz" aqui.
 
Para se juntar a milhares de pessoas já fizeram a promessa Stand Up, comprometa-se também respeitar os direitos humanos aqui.

Conflito Médio Oriente: Guterres defende que não há alternativa à criação de dois Estados

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Com ONU News

O Secretário-Geral da ONU, reiterou a sua posição contra medidas unilaterais que possam comprometer a paz entre israelitas e palestinianos. O líder da ONU fez uma declaração minutos depois do discurso do Presidente dos Estados Unidos, em que Donald Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel.

Para Guterres, o status final de Jerusalém deve ser resolvido através de negociações diretas entre as duas partes tendo em consideração as resoluções relevantes do Conselho de Segurança e da Assembleia-Geral que consideram as posições de ambos os lados.

António Guterres afirmou que neste momento de grande ansiedade quer deixar claro que não existe alternativa à criação de dois Estados e que não existe plano B. Veja a mensagem na íntegra:



06 Dezembro 2017 -

2018 comemora os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

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Eleanor Roosevelt (Estados Unidos da América) segura num cartaz da Declaração Universal dos Direitos Humanos em inglês. Nações Unidas, Nova Iorque, 1 Novembro de 1949.

No próximo dia 10 de dezembro a Declaração Universal dos Direitos Humanos cumpre 69 anos de vida, dia em que se iniciam as comemorações dos 70 anos deste documento histórico, que se prolongarão ao longo de todo o próximo ano.   

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Assembleia Geral da ONU a 10 de dezembro de 1948, resulta do trauma causado pela Segunda Guerra Mundial. Com o fim do conflito e a criação das Nações Unidas, a comunidade internacional comprometeu-se em impedir que tais atrocidades voltassem a ter lugar. Por isso, os líderes mundiais decidiram complementar a Carta das Nações Unidas com um guião que garantisse os direitos fundamentais de cada indivíduo em qualquer parte do Mundo: a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Para tal, foi criada uma Comissão de Direitos Humanos, composta por 18 membros de diferentes contextos políticos, culturais e religiosos. Eleanor Roosevelt, viúva do presidente americano Franklin D. Roosevelt, presidiu a esta Comissão que contava ainda com a participação de René Cassin de França, que compôs o primeiro rascunho da Declaração, o Comissário Charles Malik do Líbano, o Vice-Presidente Peng Chung Chang da China e John Humphrey do Canadá, Diretor da Divisão de Direitos Humanos da ONU, que preparou o plano da Declaração. Eleanor Roosevelt é ainda hoje reconhecida como a grande impulsionadora desta Declaração.

O primeiro rascunho da Declaração foi proposto em setembro de 1948, com mais de 50 Estados membros participantes na elaboração da versão final. A Assembleia Geral, reunida em Paris, adotou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, com oito nações absolvendo-se da votação, mas nenhuma dissidente.

O texto da UDHR foi acordado em menos de dois anos, numa altura em que o mundo se dividia em dois blocos: oriental e ocidental, o que dificultou ainda conseguir um compromisso sobre a essência do documento. Hoje esta declaração histórica é o documento mais traduzido do mundo, estando disponível em mais de 370 línguas e dialetos.

04 Dezembro 2017 -

Vídeo ONU: Uma estratégia para a migração

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Estados-membros reúnem-se parar preparar uma estratégia comum para a migração

Os estados-membros da ONU começam hoje a reunião preparatória do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, em Puerto Vallarta, no México, para traçar uma estratégia internacional que promova ambientes económicos e sociais favoráveis à integração dos migrantes. A reunião servirá para que os Estados Membros da ONU, a sociedade civil e outras partes interessadas revejam e analisem toda a informação reunida durante a fase de consultas do Pacto Global, entre abril e novembro deste ano, e realizar uma análise construtiva para definir os contornos da estratégia a adotar. As negociações deste Pacto decorrerão entre fevereiro e julho de 2018 na sede da ONU, em Nova Iorque, com o objetivo de que este Pacto Global para a Migração seja adotado durante uma Cimeira Intergovernamental no final de 2018. 

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