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850 000 pessoas enfrentam insegurança alimentar na Somália

08 31 2015Smalia Hunger

Quatro anos depois da devastadora crise de fome, a situação humanitária na Somália permanece "alarmante": mais de de 850 000 pessoas  necessitam de ajuda de emergência , sendo que 2,3 milhões vivem em situação de “stress alimentar”.

"Os níveis de insegurança alimentar e desnutrição são críticos", disse o Coordenador Humanitário da ONU para a Somália, Peter de Clercq. "Os agentes humanitários e os doadores têm impedido que a situação se agrave, mas precisamos fazer mais. A situação das pessoas deslocadas internamente é particularmente preocupante", acrescentou.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), a Somália sofreu em 2011 uma crise de insegurança alimentar  devastadora. O cenário tem melhorado,  mas as necessidades humanitárias permanecem preocupantes porque a capacidade de absorção de choques - catástrofes naturais ou conflitos – é muito limitada.

"A desnutrição aguda generalizada persiste em toda a Somália e um grande número de pessoas continuará a ser vítima de insegurança alimentar até dezembro de 2015", segundo o relatório de avaliação sobre o país feito pela Organização de Alimentos e Agricultura da ONU (FAO), cujos resultados foram apresentados, hoje, na capital somali (Mogadíscio).

Mais de dois terços (68 por cento) dos indivíduos em situação de emergência são  deslocados internos. Pelo menos 215 mil crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição aguda, das quais quase 40 mil estão gravemente desnutridas e enfrentam um alto risco de doença e morte.

"Temos de continuar a investir em salvar vidas. Não podemos permitir que voltemos atrás depois de termos dados grandes passos nas frentes humanitárias e de desenvolvimento ", disse  Peter de Clercq.

"Temos de abordar simultaneamente as causas subjacentes à difícil situação do país e desenvolver soluções duradouras que mitiguem  o sofrimento e ajudem a construir uma Somália mais resistente", concluiu.

 1 de setembro de 2015, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

Zona de conflito na Ucrânia longe de estar preparada para enfrentar o inverno

04 07 2015Ukraine Health

A ONU alerta para o facto das agências humanitárias que trabalham para atender às atuais necessidades urgentes e para dar início aos preparativos para o inverno na Ucrânia do leste enfrentarem grandes desafios para ajudar os 5 milhões de pessoas afetadas pelo conflito despoletado em abril de 2014.

De acordo com a última atualização do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários  (OCHA), os desafios variam entre preocupações relacionadas a segurança, entraves burocráticas e constrangimentos logísticos e jurídicos. Estima-se que 2 milhões de pessoas estejam a viver em áreas ao longo da linha de contacto entre as forças governamentais e os grupos armados, sendo estas as mais vulneráveis ​​e as que mais necessitam de ajuda.

"Estima-se que metade dessas pessoas estão a viver em zonas controladas pelo Governo, enquanto que os restantes vivem em áreas não controladas pelo governo. Os tiroteios e bombardeamentos em vários locais de conflito ao longo da linha de contacto colocam constantemente a vida de muitos civis em risco e agravam o seu sofrimento", refere o relatório.

A OCHA explica que o seu trabalho tem sido dificultado devido à não existência de uma zona segura ao longo da linha de contacto (da área não controlada pelo governo até as zonas controladas pelo Governo), à falta de serviços sociais, à interrupção do comércio, ao não pagamento de pensões e outros benefícios sociais e à falta de funcionamento dos sistemas bancários em áreas não controladas pelo governo.

As agências humanitárias também estão preocupadas com o deslocamento prolongado de 1,4 milhões de pessoas [em áreas controlados pelo governo]. Cerca de 60 por cento dos deslocados internos registados são idosos e cerca de 13 por cento são crianças. A OCHA refere que para satisfazer as necessidades é necessária uma intervenções dos agentes humanitários e de desenvolvimento de forma imediata e a longo prazo.

"A comunidade humanitária tem apoiado repetidamente todas as partes envolvidas no conflito para garantir o acesso humanitário livre e sem entraves, incluindo a limitação de procedimentos burocráticos ao mínimo estritamente necessário", observou OCHA, acrescentando que, à luz do direito internacional humanitário, as partes em conflito são responsáveis ​​por facilitar o acesso das organizações humanitárias às pessoas afetadas.

A OCHA realça que foram tomadas medidas positivas para que se envolva mais o governo ucraniano no acesso às pessoas vulneráveis , mas as agências de ajuda humanitária estão preocupadas com o atraso nos preparativos para enfrentar o inverno, face à suspensão de comboios de ajuda. "A janela de oportunidade para que se esteja bem preparado para o inverno  está quase a fechar-se", refere o relatório.

Se o acesso continuar restringido, as agências de ajuda não serão capazes de transportar, armazenar e garantir um abastecimento suficiente de bens não alimentares e acessórios de abrigo para ajudar milhares de pessoas afetadas. Além disso, cerca de 1,3 milhões de pessoas estão em risco de perder o acesso a água potável.

O relatório conclui com um alerta sobre o subfinanciamento do Plano de Resposta Humanitária 2015 para a Ucrânia, de acordo com o Serviço de Acompanhamento Financeiro (STF). Até o final de agosto, os doadores prometeram e entregaram cerca de 114 milhões de dólares (101 milhões de euros), o que equivale a 37 por cento dos 316 milhões de dólares (281 milhões de euros) necessários.

31 de agosto de 2015, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

OMS revela plano para erradicar doenças tropicais até 2020

08 27 2015Water Sanitation

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou hoje que está a reforçar os serviços de água, saneamento e higiene para acelerar o progresso de eliminação e erradicação de doenças tropicais até 2020. As doenças afetam mais de mil milhões de pessoas pertencentes às populações mais pobres e vulneráveis ​​do mundo.

"Milhões sofrem de doenças tropicais “WASH” (doenças relacionadas com água, saneamento e higiene) como a helmintíase transmitida pelo solo, a dracunculose, tracoma e esquistossomose - todos os quais afetam principalmente as crianças", disse Maria Neira, diretora da OMS para Saúde Pública, Ambiental e Determinantes Sociais da Saúde.

"As soluções existem, como o acesso à água potável, gestão de excrementos humanos, melhoria da higiene, e uma melhor gestão ambiental direcionada. Essas melhorias não só levar a melhoria da saúde, mas também reduzir a pobreza ", disse o Maria Neira no anúncio da OMS.

A OMS delineou um plano global para integrar melhor a água, o saneamento e serviços de higiene (WASH) com quatro outras intervenções de saúde pública para acelerar o progresso de eliminação e erradicação de doenças tropicais negligenciadas até 2020.

"As metas de intervenção de água e saneamento são esperadas para intensificar os esforços contínuos na luta contra 16 das 17 doenças tropicais negligenciadas, que afetam mais de 1 milhar de milhão das comunidades mais pobres e mais vulneráveis ​​do mundo".

A OMS também afirmou que em 2015 mais de 660 milhões de pessoas não tinham acesso a fontes seguras de água, quase 2,5 mil milhões de pessoas não têm acesso a saneamento melhorado e mais de 500 mil vidas são perdidas a cada ano devido a doenças tropicais negligenciadas.

Além de defender o acesso básico a água, saneamento e higiene, a OMS utiliza quatro outras intervenções chave para que se supere a carga global de doenças tropicais negligenciadas. As quatro estratégias são: quimioterapia preventiva, gestão inovadora e intensificada de doenças, controlo de vetores e serviços de saúde pública veterinária.

A agenda de cinco anos está em conformidade com uma resolução da Assembleia Mundial da Saúde, que apela à criação de uma nova estratégia da integrada da OMS, incluindo um foco específico na promoção de saneamento e de comportamentos higiénicos.

28 de agosto de 2015, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

António Guterres apela Europa a formular resposta conjunta à crise de refugiados

08 26 2015Guterres UNHCRCom o número de migrantes a fugirem da violência nos seus países de origem para a Europa a aumentar, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, apelou hoje à União Europeia para acelerar a formulação de uma resposta conjunta adequada a esta crise sem precedentes.

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Ban Ki-moon espera que Conferência de Paris sobre o Clima traga resultados concretos

640708Ban AmbassadorsFelicitando a “liderança exemplar” de França nos esforços para combater as alterações climáticas, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon afirmou que a comunidade internacional encontra-se numa fase final de negociações para chegar a um novo acordo sobre o clima.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.