Terça, 06 Dezembro 2016
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A ONU na sua língua

13 Outubro 2016 -

Assembleia Geral reúne-se para nomear António Guterres próximo líder das Nações Unidas

António Guterres. Foto: ONU

Cerimônia acontece nesta quinta-feira; mandato do novo secretário-geral começa em 1º de janeiro; ex-primeiro-ministro de Portugal, Guterres foi alto comissário da ONU para Refugiados durante 10 anos; ele quer tornar a organização menos burocrática.

Os 193 países-membros das Nações Unidas devem nomear nesta quinta-feira António Guterres como o novo secretário-geral da organização. A cerimônia, na Assembleia Geral, está marcada para as 10 da manhã, hora local em Nova York.

O órgão deve adotar uma resolução confirmando o ex-primeiro-ministro de Portugal como futuro chefe das Nações Unidas, cargo que exercerá entre 1º de janeiro de 2017 e 31 de dezembro de 2021.

Expectativas

A expectativa do presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, é de que o texto da resolução seja aprovado por aclamação. Na semana passada, o Conselho de Segurança recomendou António Guterres para liderar a organização.

O secretário-geral designado deve fazer um discurso na Assembleia Geral esta quinta-feira. Foram 13 candidatos para o cargo, sendo que o processo de seleção começou em abril.

Todos tiveram de apresentar publicamente suas propostas, garantindo a transparência e a inclusividade do processo. No texto apresentado aos países-membros da ONU durante a seleção, Guterres afirma que o futuro da organização será determinado por sua "prontidão para mudar e se adaptar".

Inovação

Ele defende a reforma e a inovação das Nações Unidas, sendo uma "atitude permanente para tornar a ONU menos burocrática e mais eficiente", simplificando processos e eliminando custos redundantes.

A visão de António Guterres para o futuro da ONU também foca no combate aos abusos de direitos humanos; na promoção da autonomia feminina; na prevenção de conflitos; no combate ao terrorismo e na "mobilização coletiva contra a intolerância e a radicalização".

O engenheiro António Guterres tem 67 anos e nasceu em Lisboa. Foi primeiro-ministro de Portugal entre 1995 e 2005. Alguns anos depois, em 2005, foi nomeado alto comissário da ONU para os Refugiados, cargo que exerceu até dezembro de 2015.

Cerimônia acontece nesta quinta-feira; mandato do novo secretário-geral começa em 1º de janeiro; ex-primeiro-ministro de Portugal, Guterres foi alto comissário da ONU para Refugiados durante 10 anos; ele quer tornar a organização menos burocrática.

Os 193 países-membros das Nações Unidas devem nomear nesta quinta-feira António Guterres como o novo secretário-geral da organização. A cerimônia, na Assembleia Geral, está marcada para as 10 da manhã, hora local em Nova York.

O órgão deve adotar uma resolução confirmando o ex-primeiro-ministro de Portugal como futuro chefe das Nações Unidas, cargo que exercerá entre 1º de janeiro de 2017 e 31 de dezembro de 2021.

Expectativas

A expectativa do presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, é de que o texto da resolução seja aprovado por aclamação. Na semana passada, o Conselho de Segurança recomendou António Guterres para liderar a organização.

O secretário-geral designado deve fazer um discurso na Assembleia Geral esta quinta-feira. Foram 13 candidatos para o cargo, sendo que o processo de seleção começou em abril.

Todos tiveram de apresentar publicamente suas propostas, garantindo a transparência e a inclusividade do processo. No texto apresentado aos países-membros da ONU durante a seleção, Guterres afirma que o futuro da organização será determinado por sua "prontidão para mudar e se adaptar".

Inovação

Ele defende a reforma e a inovação das Nações Unidas, sendo uma "atitude permanente para tornar a ONU menos burocrática e mais eficiente", simplificando processos e eliminando custos redundantes.

A visão de António Guterres para o futuro da ONU também foca no combate aos abusos de direitos humanos; na promoção da autonomia feminina; na prevenção de conflitos; no combate ao terrorismo e na "mobilização coletiva contra a intolerância e a radicalização".

O engenheiro António Guterres tem 67 anos e nasceu em Lisboa. Foi primeiro-ministro de Portugal entre 1995 e 2005. Alguns anos depois, em 2005, foi nomeado alto comissário da ONU para os Refugiados, cargo que exerceu até dezembro de 2015.

Leia e ouça:

 

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

07 Outubro 2016 -

Marcelo Rebelo de Sousa diz à Rádio ONU que escolha de Guterres traz esperança

Em entrevista exclusiva, Marcelo Rebelo de Sousa comenta a decisão do Conselho de Segurança de nomear o ex-primeiro-ministro de Portugal ao posto de próximo secretário-geral da ONU numa recomendação à Assembleia Geral.

O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira em Nova York pelo presidente rotativo do Conselho de Segurança, o embaixador da Rússia, Vitaly Churkin.

A decisão final agora cabe aos 193 países-membros da organização que deverão escolher em votação aberta na Assembleia Geral se confirmam Guterres para o posto. O novo mandato começa em 1º de janeiro de 2017.

Vencendo a última eleição, na Assembleia Geral, António Guterres será o nono secretário-geral da ONU e o primeiro lusófono a assumir o posto.

Leia a íntegra da entrevista com o presidente de Portugal.

Rádio ONU: Presidente, muito obrigada por receber a Rádio ONU. Nós estamos muito felizes. Parabéns por esse sucesso. O Conselho de Segurança acaba de confirmar, por aclamação, a recomendação do nome do engenheiro António Guterres, agora, para a Assembleia Geral. É uma grande vitória. Qual é a sua reação?

Marcelo Rebelo de Sousa: A minha reação é, por um lado, a de louvor ao engenheiro António Guterres. Ele pertence e pertenceu à minha geração e foi o melhor de todos nós na sua inteligência, no seu brilho, na sua humildade, na sua capacidade de serviço, no seu sentido social, na sua abertura à humanidade e essas qualidades e a forma como desempenhou brilhantemente o Alto Comissariado para os Refugiados explicam esta aclamação, este consenso, esta convergência na comunidade internacional.

A segunda palavra é de esperança. Esperança porque é uma oportunidade importante para as Nações Unidas. As Nações Unidas têm agora uma oportunidade para se reverem, se repensarem, para refletirem sobre a sua história e o seu futuro e sobre os desafios dificílimos que o próprio engenheiro Guterres já enunciou nas primeiras palavras que acaba de dirigir, em várias línguas, a todo o mundo. Em terceiro lugar de orgulho nacional. É evidente que é mais importante o serviço da comunidade internacional e o serviço das Nações Unidas do que o orgulho nacional. Mas não posso esconder o júbilo e alegria muito profunda por ver um português consagrar aquilo que nós sentimos que é a vocação desde sempre do nosso país: fazer entendimentos, estabelecer pontes entre culturas, civilizações e continentes.

É um dia muito feliz para Portugal e os portugueses, mas espero que seja sobretudo o começo de uma caminhada que culminará na votação da Assembleia Geral, uma caminhada de grande esperança para a comunidade internacional.

RO: Presidente, minha última pergunta, o senhor falou do conhecimento dele de causa. Conhece o mundo inteiro, conhece os desafios atuais. Esse também tem sido o comentário de vários diplomatas aqui nas Nações unidas.  Qual é a importância, segundo o senhor,  dessa eleição para o mundo da lusofonia, para os países de língua portuguesa especificamente?

MRS: Para o mundo da lusofonia foi este o momento de grande convergência porque o engenheiro Guterres conhece todos os países, todas as comunidades da lusofonia espalhadas pelo mundo. Esteve em todas elas. Contactou com os seus responsáveis mas também com os seus povos ao longo de décadas. E para o mundo da lusofonia, essa é uma grande oportunidade. Esse é também um momento histórico porque é a possibilidade singular de ter alguém que é uma emanação desse mundo e dessa comunidade numa posição-chave nas Nações Unidas e no mundo.

Não podemos esquecer que comunidade da lusofonia é uma comunidade com peso linguístico, com peso cultural, com peso económico, com peso financeiro e com peso humano. À sua maneira, a vitória do engenheiro Guterres é também a vitória da lusofonia.

RO: Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, muito obrigado por esta entrevista. Ficamos muito agradecidos.

06 Outubro 2016 -

Escolha esplêndida", diz secretário-geral Ban Ki-moon

Ex-primeiro-ministro português foi recomendado oficialmente pelo Conselho de Segurança para ser novo chefe da ONU; para ser confirmado, nome deve ser votado na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Ex-primeiro-ministro português foi recomendado oficialmente pelo Conselho de Segurança para ser novo chefe da ONU; para ser confirmado, nome deve ser votado na Assembleia Geral das Nações Unidas.

 

Na Itália, onde está em visita oficial, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, parabenizou o ex-primeiro-ministro António Guterres, que nesta quinta-feira foi indicado oficialmente pelo Conselho de Segurança para ser o próximo chefe da organização.

Para ser confirmado como secretário-geral, o nome de António Gueterres deve também ser votado e aprovado na Assembleia Geral da ONU.

Claro favorito

Na quarta-feira, os países-membros do Conselho de Segurança informaram a decisão de recomendar o nome do ex-primeiro-ministro de Portugal para ser o novo secretário-geral da ONU.

O anúncio foi feito pelo embaixador da Rússia e presidente rotativo do órgão durante o mês de outubro, Vitaly Churkin. Ele falou a jornalistas que, após a sexta rodada de votações preliminares no Conselho de Segurança, o órgão tinha um “claro favorito e que o nome dele era António Guterres”.

Escolha esplêndida

Ban afirmou que conhece Guterres "muito bem" e declarou considerá-lo uma "escolha esplêndida".

O secretário-geral citou o "serviço extraordinário" de Guterres como alto comissário da ONU para Refugiados onde, segundo Ban, ele mostrou "profunda compaixão pelas milhões de pessoas que foram forçadas a fugir de suas casas".

De acordo com o chefe das Nações Unidas, o ex-chefe da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, trabalhou sem parar para criar operações eficazes de assistência.

Portugal

Para Ban, a "experiência de Guterres como primeiro-ministro de Portugal, seu amplo conhecimento de assuntos globais e sua inteligência lhe servirão bem na liderança das Nações Unidas em um período crucial".

O secretário-geral citou ainda a garantia de uma "transição suave" e lhe desejou sucesso.

Mulheres e meninas

O chefe da ONU declarou ainda ter certeza se que Guterres carregará a tocha com toda a variedade de desafios, do fortalecimento das operações de paz à realizada do desenvolvimento sustentável, defesa dos direitos humanos e alívio do sofrimento humano.

Para Ban, como o nono homem a servir como secretário-geral, Guterres tem uma responsabilidade especial para incluir: apoiar a autonomia das mulheres e meninas do mundo.

"Há muito trabalho pela frente", disse Ban Ki-moon, prometendo continuar a "trabalhar duro em todas essas frentes até o último minuto do último dia de seu mandato".

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Leia e Ouça:

 

29 Junho 2016 -

Nações Unidas condenam atentado em Istambul que matou mais de 30

26/06/2016 - Secretário-geral emitiu nota dizendo esperar que os autores do ataque sejam identificados e levados à justiça; há relatos de que pelo menos 60 pessoas estão feridas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o atentado terrorista ao Aeroporto Internacional Atakurk, em Istambul, na Turquia.

Em nota, emitida pelo seu porta-voz, Ban expressou sua profunda solidariedade e deu os pêsames às famílias das vitimas.

Terminal

Ele também dirigiu as condolências ao governo e ao povo da Turquia. Às dezenas de feridos na explosão dentro do terminal do aeroporto, Ban desejou uma rápida melhora.

Segundo agências de notícias, pelo menos 32 pessoas morreram e mais de 60 estão feridas.

Testemunhas afirmaram que pelo menos um homem estaria usando um fuzil Kalashnikov na hora do ataque.

O secretário-geral da ONU afirmou que espera que os autores do crime sejam identificados e levados à justiça. Ele voltou a dizer que está ao lado da Turquia na tentativa do país de confrontar a ameaça do terrorismo.

Ban ressaltou a necessidade de intensificação dos esforços regionais e internacionais para combater o extremismo violento e o terrorismo.

 

Rádio ONU em Nova Iorque

23 Junho 2016 -

Portugal estuda aumentar presença em missões de paz da ONU

22/06/16 - Embaixador do país junto às Nações Unidas disse que existe uma vontade política de contribuir mais; em novembro, país europeu enviará ao Mali um avião C-130 para ajudar com deslocamento de tropas de paz na nação africana.

Portugal está estudando aumentar sua cooperação às operações de paz das Nações Unidas.

A declaração foi dada à Rádio ONU pelo embaixador do país junto à organização, Álvaro Mendonça e Moura.

Possibilidade

"Neste momento, estamos a estudar a possibilidade de Portugal aumentar a sua participação também noutras missões de paz das Nações Unidas. É uma questão que está ainda em estudo. Mas é a nossa preocupação de estar presente nos teatros internacionais que garantam a paz. (…) Isso está ainda a ser estudado. Vamos ver. A vontade política existe. Estamos na fase do estudo."

Portugal tem uma sólida tradição de cooperação com missões de paz pelo mundo. O país participa ativamente dos esforços de paz da ONU na Guiné-Bissau.

Timor-Leste

Em novembro, um avião C-130, de Portugal, deve chegar ao Mali para ajudar na movimentação e deslocamento de tropas de paz da ONU na nação africana.

Portugal representou um papel protagonista nos esforços de pacificação e de restauração da independência, em 2002, no Timor-Leste, entre outras missões de paz da ONU.

De acordo com o embaixador Álvaro Mendonça e Moura, todos os países devem contribuir para as missões no terreno das Nações Unidas, assegurando a paz e a segurança internacionais.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.