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17 Outubro 2017 -

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza: o desenvolvimento sustentável não deixa ninguém para trás

Guterres Uganda

 

Dados indicam desagravamento das condições de vida em Portugal, mas risco de pobreza ainda atinge uma em cada quatro pessoas no país

No dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, celebrado este ano pela vigésima quinta vez, a Organização das Nações Unidas convida os estados membros a apresentar possíveis soluções para a eliminação da pobreza e a reafirmar o seu compromisso para com este objetivo central do desenvolvimento sustentável. O tema das celebrações deste ano, “caminhar em direção a sociedades pacíficas e inclusivas”, reitera a importância do diálogo, da dignidade e da solidariedade, valores centrais na Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável.

A pobreza extrema tem vindo a diminuir a uma velocidade sem precedentes, tendo sido reduzida em mais de 50% desde os anos 90. Embora estes números sejam notáveis e resultem de um grande esforço por parte da comunidade internacional, existe ainda muito trabalho pela frente, principalmente nas regiões em desenvolvimento onde ainda se observam elevadas taxas de pobreza extrema.

Em Portugal, dados recentes do Instituto Nacional de Estatística indicam um desagravamento das taxas de pobreza após resultados piores durante os anos da crise. Ainda assim, Portugal tem um longo caminho pela frente em matéria de erradicação da pobreza: os dados relativos a 2016 revelam que perto de 2.6 milhões de Portugueses, uma em cada quatro pessoas, vivem em risco de pobreza ou de exclusão social. É, portanto, essencial que o país dedique também este dia à reflexão sobre estas temáticas, bem como à sensibilização para a necessidade de criar sinergias entre os que vivem em condições de pobreza e as várias entidades que a combatem.

O dia 17 de outubro apresenta uma oportunidade para refletir sobre aqueles que vivem em pobreza e reconhecer a sua coragem. É um dia para todos reafirmarmos o nosso compromisso para com os mais vulneráveis das nossas sociedades, assegurando que as suas vozes são ouvidas e os seus direitos fundamentais respeitados. Construir um futuro sustentável requer um maior esforço na erradicação da pobreza e exclusão social. Só assim podemos garantir que as necessidades e aspirações de todos sejam cumpridas, e que ninguém seja deixado para trás. 

 Veja a mensagem  na versão orginal do Secretário-Geral dedicada a este dia aqui

No Dia Mundial da Alimentação, FAO destaca futuro da migração

WFP

Dia Mundial da Alimentação. Foto: Banco Mundial/Stephan Bachenheimer

Com ONU NEWS Português 

16 de outubro é a data marcada para promover o desenvolvimento rural como forma de combater a insegurança alimentar e melhorar a vida de migrantes e de refugiados. Entre o ano 2000 e 2015, o número de migrantes aumentou 40%

Todos os anos, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, FAO, celebra o Dia Mundial da Alimentação a 16 de outubro.com o objetivo de promover uma ação global em prol daqueles que sofrem com a fome e apelar à garantia da segurança alimentar e uma dieta nutritiva para todos.

A edição deste ano é dedicada à relação entre a migração, a segurança alimentar e a agricultura, com o tema: "Mude o futuro da migração, invista em segurança alimentar e no desenvolvimento rural". O diretor-geral da agência, José Graziano da Silva, afirmou que existe um número crescente de pessoas forçadas a migrar. Isto deve-se principalmente a conflitos, fome, pobreza, falta de acesso a recursos e ao impacto da mudança climática. A FAO procura, por isso, apoiar os países a investirem em meios de subsistência e em comunidades rurais mais resilientes. Desta forma, as populações rurais podem ter a opção de ficarem na sua terra ou abandoná-la, se assim o quiserem.

Para a FAO, o objetivo mundial de alcançar a Fome Zero até 2030 não pode ser atingido sem abordar a relação entre a segurança alimentar, o desenvolvimento rural e a migração. O investimento em desenvolvimento rural sustentável, a adaptação à mudança climática e os meios de subsistência resilientes nas zonas rurais é uma parte importante da resposta mundial ao atual desafio da migração.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO, um grande número de migrantes vem de áreas rurais, onde mais de 75% dos pobres e pessoas com insegurança alimentar dependem da agricultura de subsistência baseada em recursos naturais.

Em 2015, havia 244 milhões de migrantes, um aumento de 40% em relação ao ano de 2000. A maioria dos refugiados são oriundos do Médio Oriente e Norte da África, Ásia Central, América Latina e Europa Oriental.

A FAO, junto com os seus parceiros, pretende ampliar o seu trabalho para fortalecer a contribuição positiva dos migrantes, refugiados e deslocados internos para a redução da pobreza, segurança alimentar e nutrição.

Nesta segunda-feira, as celebrações do Dia Mundial da Alimentação decorrem na sede da FAO, em Roma, e contam com a presença do papa Francisco e dos  Ministros da Agricultura do grupo das sete economias mais industrializadas do mundo, o G-7.

Dia Internacional das Raparigas: As raparigas de hoje podem ser as líderes de amanhã

GCID

A Organização das Nações Unidas assinala hoje, dia 11 de outubro, o Dia Internacional das Raparigas, celebrando o potencial das jovens mulheres. Instituído por uma Resolução da organização internacional em 2011, este dia procura promover a realização dos direitos fundamentais das raparigas mas também sublinhar os obstáculos à sua concretização, alertando para os desafios que estas enfrentam diariamente em diferentes contextos.

A nível global, as raparigas e jovens adolescentes constituem o grupo mais vulnerável à violência, à exploração e ao abuso sexual. Seja em contextos de guerra, na sequência de desastres naturais ou em zonas de conflitos, as crises humanitárias afetam desproporcionalmente raparigas e jovens mulheres, que representam mais de 75% dos refugiados ameaçados por guerras, fomes e repressão. 

Infelizmente, e como indica a criação de um dia internacional dedicado às raparigas, é preciso um maior empenho da comunidade internacional na luta contra os atuais contextos discriminatórios e desiguais sobre as raparigas. É, portanto, essencial que este grupo tão importante e vibrante da sociedade, que são as jovens mulheres, não seja negligenciado ou esquecido no panorama social, político e económico. 

A desigualdade de género ainda se encontra enraizada por todo o mundo. As mulheres representam, por exemplo, a maioria das crianças que não vão à escola. Existem, contudo, desenvolvimentos positivos que não devem ser ignorados. Em Portugal, o nível de escolaridade das raparigas tem vindo a subir nas últimas décadas, demonstrando que o país se tem empenhado na democratização do ensino no nível básico, secundário e superior. No entanto, isso não se reflete no que as mulheres ganham face aos homens, evidenciando os desafios que as raparigas ainda enfrentam nas suas vidas como jovens adultas.  

As raparigas são crucias para o desenvolvimento de um futuro sustentável e justo. São fonte de poder, de energia e de criatividade e, por isso, devem ter voz nas suas comunidades.

Saiba mais sobre o trabalho da ONU na capacitação das mulheres

ONU procura jovens líderes para promover desenvolvimento sustentável

young leaders

Depois do sucesso da primeira edição da iniciativa “Jovens Líderes para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, a Organização das Nações Unidas procura agora a segunda geração de jovens brilhantes empenhados em promover a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável

Jayathma Wickramanayake, Enviada Especial das Nações Unidas para a Juventude, anunciou este sábado a abertura do processo de candidatura para a segunda geração de Jovens Líderes para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Esta iniciativa, liderada por Wickramanayake, distingue anualmente o trabalho e o empenho de 17 jovens excecionais e inspiradores no combate à pobreza, às desigualdades e às alterações climáticas.

“Os jovens não são os líderes de amanhã – nós somos os líderes de hoje”, disse Wickramanayake, realçando a importância dos jovens na construção de um futuro sustentável. Segundo a Enviada Especial para a Juventude, a geração mais nova é a arma para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, possuindo o conhecimento, a paixão e a tecnologia necessários para impactar a trajetória do nosso planeta e das nossas sociedades.

A Organização das Nações Unidas procura agora 17 jovens do mundo inteiro, entre os dezoito e trinta anos, para integrarem a nova equipa de Jovens Líderes. Os melhores e mais brilhantes catalisadores de mudança serão selecionados para trabalhar com a Enviada Especial, promovendo junto das gerações mais novas e tornando mais acessíveis os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Durante o seu mandato de um ano, os jovens terão também a oportunidade de demonstrar a importância de intensificar a colaboração entre a ONU e as gerações mais novas em iniciativas relacionadas com um futuro mais sustentável.

As candidaturas estarão abertas até ao próximo dia 3 de Novembro e podem ser feitas aqui.

OMS destaca local de trabalho no Dia Mundial da Saúde Mental

Agência da ONU lembra que grande parte a vida adulta é passada no trabalho; iniciativas de gerentes e empresas para apoiar trabalhadores com distúrbios mentais leva a aumento de produtividade; 300 milhões de pessoas vivem com depressão.

Dia Mundial da Saúde Mental

Paciente de doença mental no JFK Medical Center, em Monrovia, na Libéria.

Foto: Dominic Chavez/Banco Mundial

Com ONU News

No 10 de outubro, as Nações Unidas assinalam o Dia Mundial da Saúde Mental, numa altura em que a OMS estima que haja 300 milhões de pessoas em todo o mundo a sofrer de depressão, uma das maiores causas de aposentação por invalidez.

Na edição deste ano, a Organização Mundial da Saúde destaca a saúde mental no local de trabalho, referindo que os empregadores e gerentes que investem em iniciativas para promover saúde mental e apoiar os funcionários com desordens mentais conseguem ganhos não somente na área da saúde, mas também nos níveis de produtividade.

A OMS afirma que um ambiente de trabalho negativo pode levar a problemas físicos e mentais. Assim como o uso de substâncias nocivas ou álcool, falta no emprego e perda de produtividade.

De acordo com os últimos dados disponíveis, em Portugal mais de 500 mil pessoas sofrem de depressão, sendo que em todo o mundo, 260 milhões de pessoas vivem com algum tipo de distúrbio mental, muitos sofrem de depressão e ansiedade. As duas patologias custam uma média de 1 bilião de euros à economia global em perdas no trabalho. O objetivo do Dia Mundial da Saúde Mental é aumentar a conscientização para o tema e mobilizar esforços de apoio a melhorias para esta área da saúde.

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António Guterres visita Dominica após passagem de furacão

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