Terça, 31 Maio 2016
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A ONU na sua língua

Ban discute ratificação do Acordo de Paris em visita a Portugal

Ban é condecorado pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: ONU/Mark Garten

Secretário-geral da ONU falou sobre o assunto em reunião com o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e com o chefe da Assembleia da República; ele recebeu do mandatário português a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, foi condecorado esta sexta-feira com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Ban encerrou visita de dois dias ao país onde discutiu vários assuntos mundiais, incluindo a ratificação do Acordo de Paris sobre o clima.


Agenda 2030

O chefe da ONU debateu a questão durante reunião com o presidente da Assembleia da República portuguesa, Eduardo Ferro Rodrigues. Eles falaram também sobre a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

O secretário-geral saudou a "liderança compassiva" de Portugal no caso dos refugiados e reforçou a necessidade de uma resposta universal para lidar com as grandes movimentações de refugiados e migrantes em direção à Europa.

Outro ponto discutido com Ferro Rodrigues foi o Plano de Ação de Ban para Prevenir o Extremismo Violento.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

 

Leia Mais:

 

PHOTO – subtitle and credits -   Ban é condecorado pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: ONU/Mark Garten

Em Portugal, Ban Ki-moon discute situações de Brasil e Moçambique

SG Ban Ki-moon in Portugal

Secretário-geral regressa a Nova Iorque na sexta-feira após encontro com presidente e primeiro-ministro de Portugal; contributo português à ONU e contacto com refugiados sírios marcaram agenda da  visita.

Ban Ki-moon (à esq.) com o ministro dos Negócios e Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva. Foto: ONU/Mark Garten

O secretário-geral das Nações Unidas destacou esta quinta-feira às situações do Brasil e de Moçambique num encontro em Lisboa com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva.

A reunião com o chefe da diplomacia lusa também destacou o contributo português na ONU para a “manutenção da paz, o Direito do Mar e questões sobre o mar”.

Estudantes Sírios

Ban Ki-moon encontrou-se com estudantes sírios no país, de quem ouviu testemunhos e elogiou a “sua força e resistência”, de acordo com o seu porta-voz Stephane Dujarric.

O representante frisou que Ban destacou que um número crescente de estudantes da Síria não conseguiu seguir os seus sonhos e aspirações, e poucos refugiados do país foram capazes de continuar a sua instrução.

Fim da Digressão

O novo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro António Costa reúnem-se com o chefe da ONU antes do seu regresso, esta sexta-feira, para Nova Iorque.

A deslocação a Portugal marca o fim da viagem de Ban Ki-moon, que incluiu as ilhas Maurícias, Madagáscar e Seicheles.

Radio ONU

Notícias e Mídias

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2016/05/em-portugal-ban-ki-moon-discute-situacoes-de-brasil-e-mocambique/#.VzVvFL4tuT9

"ONU: muitos anos de vida" revela melhores mensagens de "Um postal para a ONU"

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Os resultados da iniciativa "Um postal para a ONU" foram, hoje, publicados pelo jornal Público, que em conjunto com os CTT, aceitou o convite da secção de Portugal do Centro de Informação Regional das Nações Unidas para a Europa Ocidental para celebrar o 70º aniversário da Organização das Nações Unidas, a 24 de outubro.

Veja aqui o especial:

"ONU: muitos anos de vida"

"Cidadania activa é fundamental para ajudar a ONU a mudar o mundo"

Foram publicadas 50 das mais de 500 mensagens livres recebidas (e desenhos!) e feita a análise da ordenação, segundo o grau de importância atribuído, das áreas prioritárias de ação da ONU.

Uma mensagem do Secretário-geral sobre a necessidade de cidadania ativa completa as duas páginas publicadas num dia histórico para a ONU, em que chefes de Estado e de Governo assinam o Acordo de Paris, fundamental para a sustentabilidade do planeta.

"Os postais enviados são exemplo claro de como pessoas dos 9 aos 90 anos, de inúmeras áreas profissionais, ou que já se reformaram da vida activa, estão interessadas em contribuir para melhorar a vida dos povos e preservar o planeta, e fizeram-no participando nesta iniciativa", diz a mensagem.

"O combate às alterações climáticas, a promoção de desenvolvimento sustentável e a prevenção de conflitos estão interligados e necessitam de acção política concertada e de cidadania activa. As mensagens nos postais enviados à ONU revelam que os cidadãos portugueses estão atentos a estes problemas, pelo que renovo o meu agradecimento pelo espírito crítico e a criatividade que puseram nesta iniciativa, que ajudarão a nortear a minha acção nos seis meses que faltam até ao próximo aniversário!", concluiu Ban Ki-moon.

ONU em Portugal

Em Portugal, que é membro da ONU desde 14 de dezembro de 1955, existem representações de várias agências e comités: FAO, GCNP, OIT, OIM, UNICRI, UNESCO, UNICEF e UN-EGOV.

O Conselho Português para os Refugiados é o representante do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados e existe, ainda, uma secção de Portugal no Centro de Informação Regional das Nações Unidas para a Europa Ocidental, sedeado em Bruxelas, com a missão de disseminar a informação ao público.

22 de abril de 2016, Editado por UNRIC

Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas visa estabilidade ambiental no longo prazo

CeremoniaFirmaCop21“Congratulo-me com o facto de mais de 160 países terem declarado que vão assinar o Acordo de Paris, mas corrremos o risco real de sermos ultrapassados pelo rápido ritmo do aquecimento global se os signatários não ampliarem, significativamente, o seu nível de ambição para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa”, disse Robert Glasser, Representante Especial da ONU para a Redução do Risco de Desastres a propósito da assinatura do Acordo de Paris, hoje, na sede da ONU, em Nova Iorque.

“É sabido que o clima está na base de 90% dos maiores desastres naturais. Secas, inundações, tempestades e ondas de calor têm potencial para minar os esforços de inúmeros Estados para promover o desenvolvimento e erradicar a pobreza. As alterações climáticas estão a somar-se aos níveis pré-existentes de risco alimentados por exposição e vulnerabilidade sócio-económica”, acrescentou.

De facto, de modo a manter a atenção global focada nas alterações climáticas, sob o forte impulso gerado pelo Acordo de Paris, os líderes globais participam numa cerimónia de assinatura, acolhida pelo Secretário-geral, Ban Ki-moon.

O Acordo de Paris foi adotado pelas 196 partes da Convenção-Quadro da ONU sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC) na Conferência da ONU sobre as Alterações Climáticas, a 12 de dezembro de 2015, em Paris. No acordo, todos os países concordaram em trabalhar para limitar o aumento da temperatura global bem abaixo dos 2º C, esforçando-se para que se limite a 1,5º C.

Até ao momento, a última declaração indica que mais de 165 países  irão assinar o histórico acordo, ultrapassando o anterior recorde do maior número de países a assinarem um acordo internacional num único dia. O recorde anterior foi atingido em 1982, quando 119 países assinaram a Convenção da ONU sobe a Lei do Mar.

 

O poder de transformar o mundo

O evento coincide com o Dia Internacional da Mãe Terra e, na sua mensagem para este dia, Ban Ki-moon disse que o Acordo de Paris, em conjunto com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, detém o poder de transformar o mundo.

Todos os representantes das maiores economias do mundo e os maiores emissores de gases com efeito de estufa indicaram que vão assinar o acordo. A assinatura é o primeiro passo para assegurar que este entra em vigor tão rápido quanto possível. Após a assinatura, os países devem dar o passo nacional (ou interno) de aceitação ou ratificação do acordo.

“O impulso dado pela concretização de tantas assinaturas num único dia envia um claro sinal de solidariedade e resolução. Agora, temos de libertar toda a força do engenho humano e garantir o crescimento com baixas emissões de gases poluentes e melhorar a resiliência ao clima”, observou o chefe da ONU, na mensagem do Dia da Mãe Terra.

“A liderança proveniente do topo é crucial. Mas todos temos um papel a desempenhar. Podemos optar por sistemas de eficiência energética, parar de desperdiçar comida, reduzir a pegada de carbono e aumentar os investimentos sustentáveis. Pequenas ações, multiplicadas por mil milhões, incentivam uma mudança dramática, reforçando o Acordo de Paris e colocando-nos numa trajetória para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, acrescentou Ban Ki-moon.

O acordo entrará em vigor 30 dias após pelo menos 55 países, contabilizando pelo menos 55% das emissões globais dos gases efeito de estufa, depositarem os seus instrumentos de ratificação ou aceitação junto do Secretário-geral.

Espera-se que 13 países, maioria dos quais pequenos Estados insulares em desenvolvimento, depositem os seus instrumentos de ratificação, imediatamente, após a assinatura do acordo, esta sexta-feira.

Paris Agreement Signature PNG

A cerimónia e os debates

Os eventos de hoje começam com uma cerimónia de abertura às 8h30 (13h30 em Lisboa), que irá incluir música dos estudantes da Julliard School de Nova Iorque e um pequeno vídeo que irá trazer o "momento martelo" de Paris para a cerimónia de assinatura.

Segue-se a cerimónia de assinatura, que é uma formalidade legal na qual apenas os chefes de Estado ou de governo, ministros dos Negócios Estrangeiros ou outros responsáveis com “poderes formais” dos seus governos podem assinar o acordo.

Da parte da tarde, tem lugar um Evento de Alto Nível sobre a Implementação, que irá destacar o modo como todos os atores da sociedade e da economia podem acelerar a ação, aprender com outros exemplos e replicar e aumentar as iniciativas e atividades de sucesso que vão ser levadas a cabo na implementação do Acordo de Paris e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A sessão será moderada por Christiana Figueres, secretária-executiva da UNFCCC e a ministra do Ambiente de França, Ségolène Royal, figuras centrais da COP 21. A sessão contará com uma ligação à  aeronave Solar Impulse que está a tentar ser a primeira companhia aérea a circunavegar o mundo usando apenas energia renovável.

Em conferência de imprensa, David Nabarro, Conselheiro Especial do Secretário-geral sobre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e as Alterações Climáticas, disse aos repórteres que a assinatura do Acordo de Paris é crucial na medida em que alcançar o progresso em relação às alterações climáticas é central para o esforço alargado de atingir os ODS.

“A maioria das pessoas que olha para a situação global diz que se não tivermos sucesso em limitar o aumento da temperatura global abaixo dos 2ºC, será extremamente difícil concretizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Implementar o Acordo de Paris é importante para promover a prosperidade, melhorar o bem-estar das pessoas e proteger o ambiente”, concluiu.

 

22 de abril de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

Mensagem do Secretário-geral da ONU para o Dia Internacional da Mãe Terra, 22 de abril de 2016

FOTO:Romy HoogenboomO Dia Internacional da Mãe Terra é uma oportunidade para sublinhar a interdependência entre as pessoas e a imensa variedade de espécies com as quais partilhamos este planeta. A observância deste ano traz a esperança de um futuro melhor para todos.

Neste dia, os representantes de mais de 170 países reúnem-se na sede da ONU, em Nova Iorque, para assinarem o Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas. Este pacto marcante, em conjunto com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, tem o poder de transformar o nosso mundo. O impulso alcançado pela concretização de tantas assinaturas num único dia envia um claro sinal de solidariedade e resolução. Agora, temos de libertar toda a força do engenho humano e garantir o crescimento com baixas emissões de gases poluentes e melhorar a resiliência ao clima.

A liderança proveniente do topo é crucial. Mas todos temos um papel a desempenhar. Podemos optar por sistemas de eficiência energética, parar de desperdiçar comida, reduzir a pegada de carbono e aumentar os investimentos sustentáveis. Pequenas ações, multiplicadas por mil milhões, incentivam uma mudança dramática, reforçando o Acordo de Paris e colocando-nos numa trajetória para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O tema do Dia da Terra 2016, “Árvores para a Terra”, demonstra-o perfeitamente. Uma árvore por si só não parece muito, mas a Rede Dia da Terra planeia plantar 7,8 mil milhões de árvores, ao longo dos próximos cinco anos – cada uma delas a absorver o CO2 da atmosfera, a armazenar água e a filtrar poluentes para o benefício de toda a humanidade.

Tal como cada árvore desempenha o seu papel na biosfera, também nós, enquanto indivíduos, devemos preocupar-nos com o nosso planeta e com todos os seres vivos que o habitam. Um novo futuro pode ser nosso se  respeitarmos e investirmos na Mãe Terra.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.