Sexta, 25 Maio 2012
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Assembleia Geral sublinha necessidade de investir em medidas de atenuação dos efeitos das catástrofes

The earthquake in Haiti on 12 January 2010 topped the list of disasters for last yearEm 2010, os terramotos, as vagas de calor, as cheias e as tempestades de neve afectaram 208 milhões de pessoas, mataram cerca de 300 000 e causaram perdas no valor de 110 mil milhões de dólares.  Hoje, a Assembleia Geral da ONU realizou um debate durante o qual foram discutidas medidas de atenuação dos efeitos das catástrofes, como construir escolas, hospitais e cidades mais seguros.

“Precisamos de aprender com as cidades e países que mostraram como se podem reduzir os riscos”, disse o Secretário-Geral Ban Ki-moon, na abertura da sessão que reuniu altos funcionários das Nações Unidas, parceiros da sociedade civil e presidentes de câmara. “A experiência e o bom-senso aconselham o mesmo: temos de investir hoje, para um amanhã melhor”.

 

Ban Ki-moon enumerou a longa lista de catástrofes naturais ocorridas no ano passado – tremores de terra no Haiti, no Chile e na China, cheias no Paquistão e na Europa, incêndios florestais na Rússia e nos Estados Unidos, ciclones e tempestades tropicais na Ásia. “Não houve praticamente um dia sem vidas devastadas, casas demolidas, pessoas deslocadas e esperanças destruídas”, disse.

 

Para o Secretário-Geral, todas essas mortes devido a catástrofes naturais “poderiam ter sido evitadas”. “É possível salvar vidas preparando-se, construindo escolas, casas, hospitais, cidades que resistam a esses riscos”, insistiu, antes de sublinhar que a redução de riscos teria de futuro “um papel cada vez mais importante”, pois “as alterações climáticas e os fenómenos meteorológicos extremos serão cada vez mais frequentes e intensos”.

 

O Secretário-Geral referiu ainda que os países que mais integravam a redução de riscos nas suas políticas de desenvolvimento eram os que se encontravam em melhores condições para resistir e preservar os avanços no domínio do desenvolvimento, como aconteceu com a Austrália, que só sofreu perdas limitadas após a passagem do furação Yasi, apesar de ter sido um dos mais violentos que o país enfrentou.

 

Ban Ki-moon mencionou iniciativas da ONU, como a campanha mundial de redução de riscos nas metróples. Subordinada ao tema “Tornar a minha cidade resiliente”, congrega 600 cidades do planeta.

 

“Quanto melhor os governos, os organismos da ONU, as organizações, o sector privado e a sociedade civil compreenderem os riscos e a vulnerabilidade, mais preparados estarão para fazer face às catástrofes quando ocorrem - e irão seguramente ocorrer”, declarou o Secretário-Geral.

 

Por sua vez, o Presidente da Assembleia Geral, Joseph Deiss, considerou que a redução de riscos de catástrofe era “crucial para consolidar os avanços na realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) e alcançar o desenvolvimento sustentável”.

 

Tal como Ban Ki-moon, Joseph Deiss sublinhou que “nos países em desenvolvimento, onde as infra-estruturas são raras e a capacidade de resposta limitada, anos, por vezes décadas, de desenvolvimento económico são subitamente destruídos, perpetuando o ciclo de subdesenvolvimento, de pobreza e de falta de autonomia”. Considerando que a “redução da vulnerabilidade” deveria figurar entre as principais prioridades da comunidade internacional, congratulou-se com os avanços na implementação, a nível nacional, regional e global, do Quadro de Acção de Hyogo.

 

Adoptado em 2005, em Hyogo, uma região japonesa cuja principal cidade, Kobe, foi atingida por um forte sismo, em 1995, o Quadro de Acção é, hoje, o principal instrumento de redução de riscos da comunidade internacional. Implementado pela Estratégia Internacional de Redução de Riscos de Catástrofe, estabelece prioridades, define directrizes e oferece meios práticos aos países e colectividades vulneráveis, para que reforcem a sua resiliência.

 

Para o Presidente da Assembleia Geral, são necessários esforços adicionais para que “a urbanização rápida, conjugada com a degradação dos ecossistemas e a debilidade das infra-estruturas, deixe de acentuar a vulnerabilidade das comunidades”.

 

“O nosso objectivo, ao organizar este debate temático, é incentivar ainda mais a mobilização da comunidade internaiconal a favor da redução de riscos de catástrofe”.

 

 (Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 9/02/2011)

 

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