Por ocasião do debate anual sobre a reforma do Conselho de Segurança, o Presidente da Assembleia Geral, Joseph Deiss, instou os Estados-membros a darem prova da flexibilidade e criatividade necessárias para avançar nesta matéria, lembrando que a questão é debatida há 17 anos.
O Conselho de Segurança é composto por cinco membros permanentes com direito de veto (China, França, Reino Unido, Rússia e Estados Unidos) e dez membros não permanentes, sem direito de veto, eleitos por um mandato de dois anos.
Alguns países sustentam que esta estrutura não representa a realidade do mundo actual. Entre as principais questões que são objecto de discussão figuram a questão do veto, a representação regional, o número de membros de um Conselho alargado e os métodos de trabalho do Conselho e a sua relação com a Assembleia Geral.
“Deve ficar bem claro que a solução está nas vossas mãos”, disse Joseph Deiss aos Estados-membros, no início do debate, no qual deveriam intervir pelo menos 60 oradores.
Joseph Deiss sublinhou que a reforma do Conselho é uma parte essencial da reafirmação do papel fulcral das Nações Unidas na governação mundial, acrescentando que há “praticamente um consenso completo” mundial sobre a necessidade de adaptação às mudanças ocorridas desde 1945.
“É essencial desenvolver as convergências actuais e reduzir as divergências de pontos de vista, a fim de alcançar resultados mais tangíveis”, declarou, apelando aos Estados, para que apoiassem os esforços do Embaixador Zahir Tanin do Afeganistão, que tem supervisionado as negociações sobre a reforma do Conselho de Segurança.
(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 11/11/2010)