No final do debate geral da 65ª. Sessão da Assembleia Geral, o seu Presidente, Joseph Deiss, disse ter ficado “impressionado com a convergência das preocupações expressas” pelos Estados-membros, nomeadamente a “determinação” da comunidade internacional na realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). “
“A necessidade de consolidar a situação económica mundial, ainda frágil e a necessidade de reforçar a luta contra a pobreza e de redobrar os esforços a favor da realização dos ODM foram sublinhadas em numerosas intervenções”, declarou Joseph Deiss, no seu discurso de encerramento do debate geral.
“Neste sentido, foi lançada uma mensagem forte na cimeira sobre os ODM e isso é um motivo de satisfação: reafirmámos a nossa determinação de cumprir a promessa feita no ano de 2000 e dispomos de um plano de acção. O que é importante agora é que as nossas palavras sejam seguidas de acções. Foram letra morta demasiadas vezes. Não podemos permitir-nos desiludir as expectativas de milhões de homens, mulheres e crianças que vivem na pobreza. É necessário um acompanhamento rigoroso do cumprimento dos compromissos. A Assembleia Geral deve contribuir para isso e irá fazê-lo”, acrescentou.
A situação no Médio Oriente, no Sudão e nos Balcãs recordam que a ONU ainda tem um longo caminho a percorrer para cumprir o seu dever primordial de manter a paz e a segurança.
“Foi também mencionado o desenvolvimento sustentável. Tenho a intenção de, no decurso desta 65ª. Sessão, como contribuição para a preparação da conferência Rio+20, em 2012, intensificar o debate sobre esta questão, nomeadamente sobre a questão da economia verde. Acreditamos no valor da ONU. Inúmeros dirigentes o afirmaram: a ONU é a peça central no sistema de governação global. A ONU é universal e goza de uma legitimidade única. Mas a falta de liderança e a necessidade de grandes reformas foram mencionadas por numerosas vozes”, explicou.
“É, em última análise, a vós, Estados-membros, que compete fazer da ONU o instrumento forte, capaz de desempenhar um papel central para enfrentar esses desafios globais e trabalhar pelo bem comum”, concluiu.
(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 29/09/2010)