Após dois dias de debate, a Assembleia Geral da ONU adoptou, hoje, através de votação, as suas quatro resoluções anuais sobre o Comité para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestiniano, a Divisão dos Direitos Palestinianos (do Secretariado), o Programa de Informação Especial sobre a Questão da Palestina (Departamento de Informação Pública) e a Resolução Pacífica da Questão da Palestina.
Pronunciou-se, igualmente, mediante votação, a favor de duas outras resoluções: uma sobre a situação em Jerusalém, que pede, nomeadamente, a Israel que ponha termo a todas as medidas ilegais e unilaterais nesta cidade, e outra em que lhe pede que retome as conversações sobre negociações com a República Árabe Síria e o Líbano.
Estas resoluções reflectem programas parciais e não são úteis para a resolução do conflito, afirmou o Representante de Israel, que insistiu no facto de a região não precisar de resoluções parciais e desequilibradas. Apelou a um recomeço das negociações bilaterais sem condições prévias.
Em contrapartida, os textos foram acolhidos pelo Observador da Palestina como “uma mensagem forte e a reafirmação de princípios muito claros”. “Se a potência ocupante pensa obrigar-nos a negociar, depois de ter cometido todos estes actos, arrisca-se a esperar muito tempo”, preveniu.
(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 2/12/2009)