Sexta, 25 Maio 2012
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A ONU na sua língua

“É agora ou nunca. Chegou o momento de agirmos unidos”, afirmou o Secretário-Geral

“Chegou o momento de dar um novo vigor ao multilateralismo e de realizar uma acção verdadeiramente colectiva no seio da Organização das Nações Unidas”, declarou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, na abertura do debate geral da 64ª. Sessão da Assembleia Geral, em Nova Iorque.

“É agora ou nunca. Chegou o momento de restabelecer a unidade das Nações Unidas. A sua unidade de objectivos. A sua unidade de acção”, disse.

“Em primeiro lugar, que este seja o ano em que nós, nações unidas, nos mostrámos à altura do maior desafio que a humanidade enfrenta: a ameaça de alterações climáticas catastróficas”, disse. Lembrou que, este ano, viajara do Árctico às estepes da Mongólia e vira com os seus próprios olhos os efeitos das alterações climáticas no planeta e nos seus habitantes.

“Em segundo lugar, que este seja o ano em que as nações se uniram para livrar o mundo das armas nucleares. Se agirmos agora, conseguiremos as ratificações necessárias para a entrada em vigor do Tratado de Proibição Total dos Ensaios Nucleares”, declarou.

“Em terceiro, no nosso combate contra a pobreza, que este seja o ano que nos centrámos nos que foram ficando para trás” e em que ajudámos os “quase pobres” e evitámos que se transformassem nos “novos pobres”, quando estavam prestes a situar-se abaixo do limiar da pobreza.

Depois de ter pedido um último esforço de grande envergadura para assegurar a consecução dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, até 2015, o Secretário-Geral disse que deveria ser dada prioridade às mulheres e as crianças. Segundo a UNICEF, a mortalidade infantil baixou 28%, nos últimos 20 anos. “Podemos esperar progressos semelhantes no que se refere à saúde e à mortalidade maternas”, afirmou.

Segundo Ban Ki-moon, a prevenção da violência contra as mulheres, deve ser uma prioridade absoluta. “Sejamos claros: essa violência é abominável. Os dirigentes de todos os países são pessoalmente responsáveis quando tais crimes são cometidos no seu território. Quando as mulheres morrem durante o parto ou quando a violação se torna uma arma de guerra e as vítimas não podem esperar ajuda, a ONU não pode fechar os olhos. Foi por isso que, recentemente, haveis decidido criar um organismo responsável por todas as questões relacionadas com as mulheres”, declarou.

O Secretário-Geral sublinhou que a Assembleia Geral reafirmara a responsabilidade de proteger. “Na nossa época, nenhum país, pequeno ou grande, pode violar impunemente os direitos fundamentais dos seus cidadãos. Onde quer que haja um conflito, tem de haver justiça e responsabilização. É por isso que o trabalho do Tribunal Penal Internacional é tão importante. Esperemos que o mandato deste órgão saia reforçado da conferência de exame que deverá ter lugar em Maio, em Kampala”.

A segurança e a justiça são indispensáveis à realização de objectivos nobres, disse Ban Ki-moon, citando a situação no Darfur, no Sul do Sudão, na Somália, no Sri Lanca, em Mianmar, em Gaza e no Médio Oriente, no Afeganistão e no Paquistão.

“A ONU é a voz daqueles que a não têm, o defensor dos indefesos. Se quisermos dar verdadeiramente esperança aos que não a têm, se quisermos superar a crise económica, temos de incluir todas as nações e todos os seus cidadãos. Trabalhando em conjunto, é possível conseguir tantas coisas. Estamos aqui, juntos, para correr riscos, para assumir responsabilidades, para nos mostrarmos à altura de uma situação excepcional, para entrar na história”, declarou “Somos a melhor esperança da humanidade. É agora ou nunca”.

 (Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 23/09/2009)

 

 

 

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