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Quem contribui com pessoal?
 

A Carta das Nações Unidas estipula que, a fim de contribuir para a manutenção da paz e da segurança internacionais, todos os Estados-membros se comprometem a proporcionar ao Conselho de Segurança as forças armadas e facilidades necessárias. Desde 1948, cerca de 130 países contribuíram com pessoal militar e da polícia civil para operações de paz. Calcula-se que, já tenham prestado serviço sob a bandeira da ONU cerca de um milhão de soldados, polícias e civis, desde o estabelecimento da primeira operação de manutenção da paz, em 1948. A 30 de Abril de 2006, 108 países contribuíam com um total de cerca de 73 000 efectivos uniformizados (pessoal militar e policial). Havia também aproximadamente 4650 elementos civis internacionais, 1770 membros dos Voluntários das Nações Unidas e mais de 9 5000 funcionários civis locais.

Embora um elevado número de países contribua para a manutenção da paz, é fundamentalmente um grupo de países em desenvolvimento que continua a dar o maior contributo. Os 10 países que mais contribuíam com tropas para as operações de manutenção da paz da ONU eram, a 28 de Fevereiro de 2006: o Bangladeche, o Paquistão, a Índia, a Jordânia, o Nepal, a Etiópia, o Uruguai, o Gana, o Uruguai e a África do Sul. No conjunto, fornecem mais de 67% do pessoal militar e policial da ONU. Menos de 5,8% procedem dos 25 países-membros da União Europeia e 0,5% são oriundos dos Estados Unidos.

O chefe do Departamento de Operações de Manutenção da Paz, o Secretário-Geral Adjunto Jean-Marie Guéhenno, recordou aos Estados-membros que "fornecer pessoal militar e da polícia bem equipado, com boa preparação e disciplinado para operações de manutenção da paz da ONU é uma responsabilidade colectiva dos Estados-membros. Não devem ser, nem se deve esperar que sejam, os países do Sul a assumir esse encargo sozinhos".